Agentes de Transformação do Relevo
Agentes de transformação do relevo, é o tema da nossa aula de hoje.
Esse tema, agentes de transformação do relevo, ele também pode ser designado para âmbito de provas como sendo agentes internos do relevo.
É muito importante diagnosticarmos isso aqui, que esses agentes internos do relevo, são aqueles que vão atuar do interior para o exterior da terra, quer dizer, essa transformação que o relevo vai passar é proveniente de forças que ocorrem no interior da terra.
Um dos primeiros agentes modeladores desse relevo é o que nós chamamos de limites tectônicos.
Bem, os limites tectônicos, seriam definidos basicamente, como limites entre placas tectônicas.
Muito importante colocar essa definição, o limite entre placas tectônicas.
Bom, placas tectônicas, podem basicamente se chocar, se encontrarem, podem se afastar ou podem se resvalar.
Portanto, nós temos três tipos de limites, três tipos.
O primeiro tipo de limite que nós vamos observar aqui seria o que nós chamamos de limite convergente, os limites convergentes se dariam como o choque entre duas ou mais placas tectônicas, portanto, falou de convergente, falou de choque.
Eu sempre peço para fazer a seguinte analogia, quem converge, quem converge, se encontra, se, se encontra, ali um choque de placas.
Observem essa imagem, por exemplo, pessoal.
Nós temos aqui a litosfera, camada sólida da terra, parte da crosta e abaixo dela nós temos a camada superior do manto, a astenosfera.
Há aqui, um choque entre uma placa oceânica, porque está coberta por água e uma placa continental, o choque dessas duas placas vai fazer com que a oceânica, neste caso, aqui mais fina, menos densa, mergulhe por debaixo da crosta continental.
Esse mergulho entre elas aqui vai gerar o que, vai gerar atrito.
Isso gera atrito, esse atrito gera calor e esse calor se dá através de erupções vulcânicas, por exemplo.
Então, onde nós temos choque de placas tectônicas nós temos, por exemplo, áreas vulcânicas.
Também poderíamos colocar, onde temos, choque de placa tectônica, nós temos a presença ali de terremotos.
Todas as vezes em que essas placas forem se movimentar, nós teremos ou vulcões ou terremotos são áreas de instabilidade sísmica.
Tudo bem?
Temos também outro tipo de limite tectônico, que é o limite divergente.
Mais uma vez, eu vos peço, quem diverge, significa que não se encontra.
Quer dizer estou divergindo, estou me afastando, e é justamente isso que o limite tectônico divergente faz, é o afastamento de placas tectônicas.
Reparem nessa
imagem aqui, nós temos uma célula de convecção, que é o calor vindo do interior da Terra, esse calor vindo do interior da terra, ele vai quebrar, vai trincar a litosfera e vai sair na forma de magma que, em contato com a superfície, se solidifica, empurrando essas placas tectônicas em sentidos contrários.
Aqui, por exemplo, nós podemos ter sim, uma área de instabilidade sísmica, mas não tão forte como no caso dos limites convergentes.
E, temos por fim, os limites transformantes, percebam uma coisa interessante aqui.
Nós temos, olha, a direção das setas que essas placas tectônicas se movimentam, se movimentam em sentidos contrários.
O grande exemplo de limite transformante é a famosa falha de San Andreas, nos Estados Unidos, na Califórnia, mais precisamente.
Essa falha aí você tem, placas tectônicas que se deslocam em sentidos contrários.
Junto aos limites, nós vamos ter aí, como agentes transformantes do relevo, os terremotos ou também chamados de abalos sísmicos.
Por definição pessoal, um abalo sísmico, é definido como sendo vibrações causadas pela ruptura de rochas a profundidades variáveis.
Quer dizer, no interior da Terra, a Terra acumula pressão, essa pressão vai tentar extravasar e quando ela tenta extravasar por este acúmulo, a rocha será rompida.
E aí nós teremos o terremoto.
Num terremoto, pessoal, é importante destacar que nós temos dois pontos aí, o epicentro, o epicentro por definição, seria o local onde o sismo, onde o sismo, se você preferir colocar também o tremor, não tem problema, o sismo é sentido, é sentido.
O local onde o sismo é sentido.
Geralmente, pessoal, esse sentido aqui, sempre na superfície, é onde nós teremos o epicentro.
Perceba nessa imagem aqui, que você tem, por exemplo, podemos destacar nessa imagem o epicentro, o local onde ele é sentido e temos ainda o conceito do hipocentro, onde se origina, onde o sismo se origina.
Como vocês podem perceber em profundidades variáveis.
Sempre muito importante, pessoal, profundidades, ou seja, abaixo da superfície, sempre muito importante, pessoal, lembrar que o hipocentro quanto mais próximo da superfície estiver, mais forte vai ser esse sismo, mais forte é o tremor.
Enquanto que, se esse tremor, se essa ruptura de rochas, se der no fundo do oceano, se os abalos sísmicos ocorrerem no fundo do oceano, aí nós teremos a formação do tsunami, então, no oceano, o tsunami.
Perceba que aqui nós temos o local do sismo, ok, o local onde a rocha vai quebrar, quando ela quebra percebam que há um soerguimento dessa porção do fundo oceânico.
Toda a água que está sobre ele vai ser movimentada, movimentada neste sentido.
E aí consequentemente teremos as ondas gigantes.
Então aqui nós temos um tsunami, tsunami é uma denominação para a onda gigante.
E todo o sismo, seja um terremoto ou tsunami, ele vai ser medido por um aparelho chamado sismógrafo, o sismógrafo, bom, grafo, escrita, sismo, o tremor, a escrita do tremor.
A escala utilizada no sismógrafo, ela pode ser a escala Richter, ok, a escala Richter vai variar, de zero a dez, então ela tem aí uma variação, ela varia, é a mais utilizada, tudo bem?
Varia de zero a dez e nós temos uma outra escala, menos usual, mas também existente, que é a escala de Mercalli.
A escala de Mercalli, ela é muito subjetiva, porque ela mede, na verdade ela mede os estragos e isso é muito relativo de uma pessoa para outra.
Ela mede os estragos, então por isso, que ela não é tão empregada assim, mas ela existe, a de Mercalli.
Outro agente de transformação do relevo, pessoal, seria o vulcanismo, os vulcões.
E, por definição, o que seria um vulcão?
Um vulcão por definição, são pressões do interior da Terra que chegam à superfície.
Chegam à superfície, galera, na forma de lava vulcânica.
A lava vulcânica nada mais é do que rocha derretida, rocha derretida, ok?
Fica uma dica também importante, que ela é chamada de lava quando ela atinge a superfície, se ela estiver em grandes profundidades, ela é chamada de magma, o magma é quando a lava está no interior da terra.
Bom, um vulcão, quando entra em erupção ele vai liberar rochas, ele vai liberar essa lava que é a rocha derretida e vai liberar os gases também.
Observem, por exemplo, nessa imagem que coloco para vocês, o seguinte, aqui nós teríamos, pessoal, o que nós chamamos de câmara magmática.
Você pode pensar muitas vezes, professor, mas isso estaria presente na astenosfera?
Bom, a astenosfera é parte de uma câmara magmática também.
Aqui nós temos, nesta porção aqui, o que nós chamamos de, vamos continuar aqui, a chaminé, a chaminé vulcânica, a chaminé é onde o magma vai subir, quebrando rochas.
Aqui nós teremos, o cume que é a montanha.
É bom lembrar também que nem todo o vulcão tem cume, tem vulcão que é plano.
Temos aqui, nessa outra parte, o que chamamos de domo secundário, que é uma saída de magma secundária.
Pode acontecer, sim, um domo secundário.
E aqui nós temos, pessoal, há as cinzas, eu prefiro chamar isso aqui de piroclásticos, piro, fogo clástico, rocha derretida.
O material piroclástico é um vapor com altíssima temperatura, portanto, seria um vapor, ele é gasoso e que ele pulveriza literalmente por onde ele passa, é uma coisa extremamente perigosa no vulcão.
Nós temos também, muitas vezes, o que escorre aqui, o que escorreria por aqui, por esse cume vulcânico aqui, como tem nessa imagem, a lava.
Lava porque é a rocha em contato, a rocha derretida em contato com a superfície.
Então aqui nós teremos o vulcanismo e é bom lembrar também que nós temos uma grande concentração, uma grande concentração desse vulcanismo, no que nós chamamos de círculo, isso é muito importante, o círculo de fogo, o círculo de fogo do Pacífico, porque é uma área de intenso choque de placas tectônicas, consequentemente, da formação de sismos e também de vulcões.