Biomas do Brasil
O tema da nossa aula de hoje vai ser biomas do Brasil.
Sempre recordando quando vamos trabalhar Biomas do Brasil, nós vamos falar, basicamente, de uma relação entre clima e vegetação, tudo bem?
Entre clima e vegetação.
A vegetação será um reflexo direto do clima.
Nós temos seis biomas principais como a gente pode observar aqui nesse mapa, pessoal, a serem destacados.
O primeiro deles é a floresta equatorial.
Também pode ser chamada além de floresta equatorial, de floresta tropical.
Não é errado, não é errado, se você se deparar com a floresta tropical, a questão pode se referir tanto a Amazônia quanto a Mata Atlântica.
Está muito comum isso.
Mas a floresta equatorial mais precisamente seria de fato aqui em verde a Amazônia.
Então, vamos prestar atenção, aqui, e destacar alguns pontos dessa vegetação.
O primeiro ponto é a localização que nós temos que destacar, ela está presente no norte do Brasil com o clima equatorial.
Esse clima equatorial é um clima quente, porque está numa região de baixa latitude, tudo bem?
E chuvoso, essa chuva proveniente, principalmente, da evaporação da floresta equatorial.
A vegetação é a floresta tropical ou floresta Equatorial.
Tanto faz os dois termos nessa formação florestal, pessoal, É importante sempre destacar, que nós temos ali algumas diferenças, algumas particularidades, no relevo da Amazônia, e como essa vegetação estará distribuída.
Então vamos destacar o que nós chamamos aí de três degraus da Amazônia.
Três degraus do que?
Três degraus de relevo da Amazônia.
Observem aqui pessoal, tem aqui o Rio Amazonas e reparem que nas margens do rio Amazonas nós temos cobertura de água.
Esse número um é denominado de Mata de Igapó.
A Mata de Igapó, pessoal, por definição, gostaria muito que grifassem, aqui, esse permanentemente alagada.
Quer dizer, o tempo todo, nós vamos ter essa vegetação coberta por água.
Um exemplo é a presença da vitória régia.
É muito presente na Amazônia um dos símbolos da Amazônia.
E essa vitória régia está justamente numa região que fica o tempo todo, durante o ano, alagada.
O segundo degrau, já que são três, que nós temos é esse aqui, o número dois que coloquei nas margens, chamado de mata de várzea, a mata de várzea, pessoal, ela é periodicamente alagada.
Grifem também o periodicamente, ou seja, na época que aumenta o volume das chuvas, que eles chamam de época das águas, as águas sobem e, por isso, nós temos aqui a presença das casas de palafitas, essas casas suspensas por toras aqui, para na época que a água subir, essa casa não ser atingida.
Esse seria o segundo degrau.
E o terceiro e último degrau, galera, que recobre aí, praticamente, mais de oitenta por cento da área, mais de oitenta por cento da área, seria a terra firme.
O próprio nome, a etimologia nos remete a pensar a terra firme, significa que ela está
livre de inundações, ela está aqui, livre de inundações.
A hidrografia dessa região, pessoal, quando a gente fala de hidrografia, nós estamos falando dos rios.
Apresenta a maior bacia hidrográfica do mundo que seria aí a bacia amazônica, ok?
O maior rio do mundo, e a maior bacia, a bacia amazônica.
Esse seria o domínio do bioma Amazônia.
Já o domínio do bioma cerrado, pessoal, ele está localizado, como a gente pode perceber nessa área, em rosa, no Brasil Central, no Brasil Central.
As características dele é, primeiro como eu falei, já que é uma interação entre entre clima e vegetação pessoal, podemos colocar aqui que o clima é o clima tropical típico.
O clima tropical típico deste bioma, apresenta duas estações do ano, né, bem marcadas ou bem definidas, que é um verão chuvoso e o inverno seco.
Então a vegetação precisa se adaptar a essa variável de umidade, dando origem a uma vegetação que nós chamamos aqui de vegetação tropófila, é uma vegetação, pessoal, tropófila, que se adapta a essas duas estações.
É uma vegetação que, durante o período chuvoso, que corresponde ao verão, ela é verdejante.
Durante o inverno que diminui os índices de pluviosidade, ela perde suas folhas e ela apresenta um predomínio de porte arbustivo, ou seja, um médio porte vegetativo, ta bem?
Na hidrografia deste bioma, o destaque é que essa área de bioma abriga a maioria das bacias hidrográficas do Brasil, se oferece um círculo aqui, onde estaria o cerrado.
A maior parte dos rios e das bacias hidrográficas do país estão numa área onde nós temos o domínio do Cerrado.
Tudo bem?
A maioria dos rios brasileiros estão aí.
Saindo do cerrado e migrando agora para a caatinga, pessoal, a Caatinga, nós temos aqui essa área no laranja um pouquinho mais claro.
Essa caatinga está localizada no sertão nordestino.
Cuidado, uma questão que coloque que a caatinga está em todo o sertão, está errada.
Ela está, predominantemente, no sertão nordestino.
Com o clima tropical semiárido, o clima tropical semiárido, galera, nós temos aí uma irregularidade, irregularidade, de chuva, irregularidade de chuvas, que vai, consequentemente, influenciar na vegetação.
As espécies vegetais serão xerófitas, xerófita, pessoal, são espécies adaptadas a essa falta da água.
Exemplo o cacto, como nós estamos vendo na imagem.
Esclerófilas, são folhas duras.
As espécies vegetais da caatinga apresentam folhas duras para evitar a perda excessiva de umidade, tendo em conta que não é constante as chuvas ali né, então, se elas se perderem a umidade com facilidade e, consequentemente, elas vão morrer.
E a hidrografia local, isso é muito importante, pessoal, a hidrografia local que nós temos, a maioria dos rios, são temporários.
A maioria, tem um que não é, que é esse que eu destaco aqui, esse rio aqui ó, vamos colocar o único rio perene, ou seja, que apresenta água o ano todo, que não seca, único rio perene que é o que a nossa imagem está mostrando aqui é o famoso velho Chico, é o Rio São Francisco, o Rio São Francisco é o único desta região que corta o sertão, sem secar.
Migrando aí, do domínio da Caatinga, vamos para a Mata Atlântica.
A Mata Atlântica a gente pode perceber aqui, que ela está localizada entre o litoral do Rio Grande do Norte e o litoral do Rio Grande do Sul.
Então ela pega uma região costeira, como eu acabei de falar para vocês, entre os dois rios, o Grande do Norte e o Grande do Sul e de clima, predominantemente, tropical litorâneo.
Pessoal, vamos pensar comigo uma coisa, se está no litoral o vizinho é o Oceano Atlântico.
Evidentemente, que o clima tropical litorâneo, a grande característica dele é ser úmido, umidade que sopra do oceano para o continente.
Isso corresponde a uma vegetação muito própria dessa região, pessoal.
Nós vamos ter como vegetação, uma floresta perene, ou seja, uma floresta que apresenta folhas o ano todo, uma floresta, como falei anteriormente, latifoliada, folhas pequenas e largas e arbórea, grande porte árvores que ultrapassam os quarenta metros.
Na hidrografia da Mata Atlântica, pessoal, o destaque são as bacias secundárias.
Quando a gente fala uma bacia secundária é que ela não tem um rio principal.
São rios que nascem geralmente na Serra do Mar e deságuam no litoral oceânico.
Tudo bem?
Então há ausência de um rio principal.
Saindo agora da Mata Atlântica vamos para o Pantanal, O Pantanal Mato Grossense, pessoal, assim chamado, está localizado como a gente pode perceber aqui, nesse roxinho mais claro entre os dois Mato Grossos, o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, isso em território brasileiro.
Se for analisar o Pantanal como um todo, ele também está presente na Bolívia e no Paraguai.
A Bolívia e o Paraguai, também tem Pantanal, mas como o foco aqui é Brasil, ficaremos com esses dois estados, até então.
O clima dessa região também é o clima tropical típico, duas estações bem marcadas, então o Pantanal se forma no verão.
O verão, galera, dessa região que é um verão chuvoso, logo quando aumenta esse índice de umidade, de chuvas, você tem um alagamento de uma planície, que é a planície do Pantanal, quando a gente tem esse alagamento, pessoal, consequentemente, nós vamos ter a formação pantaneira com uma vegetação rasteira.
Como a gente pode ver nessa imagem aqui do típico Pantanal, essa vegetação é rasteira e é extremamente diversificada, pessoal.
É um berço de biodiversidade.
Uma hidrografia marcada pela bacia do rio Paraguai.
A bacia do Rio Paraguai é uma bacia com o predomínio de rios de planície, portanto, muito favorável à navegação e, no período das cheias ela alaga, como eu falei, e forma o nosso Pantanal.
Então, durante seis meses, você tem índices de chuva que propiciam a formação do Pantanal.
Durante seis meses, as águas baixam, porque as chuvas diminuem.
O Pantanal deixa de encobrir aquela planície.
Indo para o Pampa, o pampa ou campanha gaúcha, ok, presente no Rio Grande do Sul, pessoal.
O pampa em si, a gente pode notar aqui ele está localizado no extremo sul gaúcho, sul do Rio Grande do Sul, já na fronteira com o Uruguai, e apresenta um clima subtropical.
Esse clima subtropical típico, pessoal, vai ser caracterizado aí por invernos rigorosos, uma vegetação herbácea, uma vegetação, portanto, quando a gente fala herbácea, nós estamos falando de uma vegetação rasteira e um relevo plano.
Portanto, a gente pode notar por essa imagem, que é uma excelente pastagem natural.
É uma excelente pastagem natural.
Com uma hidrografia marcada pessoal, por um elevado potencial hidrelétrico, principalmente com os rios Uruguai, Pelotas, o Rio Canoas, que são rios utilizados para produção de energia elétrica.