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Asignatura: Teoría de la comunicación mediática(1º), Profesor: Requejo Requejo, Carrera: Comunicación Audiovisual, Universidad: UC3M
Tipo: Apuntes
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A Teoria Crítica divide-se em Teoria da Indústria Cultural, Teoria Culturológica e Estudos Culturais Britânicos. “Clickbart” – o novo “amarillismo”, uma técnica de escrita que está destinada a converter-se em algo viral: “E não imaginas o que aconteceu depois”. “As 10 coisas que tens de saber para…”, feitos para gerar uma audiência viral. Os meios dedicam-se a comercializar este tipo de tráfico. Corrobora assim a ideia de que os meios de comunicação continuam a ser um forte condicionamento económico.
como irracional. Um dos pioneiros do paradigma da cultura. Dedica-se ao estudo dos meios de comunicação de massas. “O homem e a morte”: o ser humano enterra os seus mortos. Parece banal, mas o facto de enterrar os mortos significa que há uma presença de um imaginário. A partir da convenção que o imaginário é essencial na definição do indivíduo e nas suas relações com o mundo, Morin chega a estudar a cultura de massas. Dedica-se assim a este estudo durante 10 anos e escreve três livros: “El cine o el hombre imaginario” (o duplo, a fantasmagoria); “Las estrelas” (do cinema) e “El espiritu del tiempo” (o que mais nos interessa, porque é o que é mais sistemático apresenta uma visão de conjunto sobre a cultura de massas e também apresenta umas considerações de método: é aqui que Morin começa a delinear as ferramentas que vão a marcar a sua investigação sobre a cultura). Opõe-se a duas correntes de estudo, que marcavam os anos 50: a Mass Communication Research (vertente estadunidense dos meios de comunicação - “a sociologia administrativa ou burocrática” proporciona conhecimento e preocupa-se que a comunicação seja eficaz, e não se é boa ou má, os efeitos da comunicação (se mudam, etc). Por outro lado, opõe-se às abstrações intelectuais a alguns exponentes europeus que criticavam a indústria de massas sem investigação, os que especulam (sem dados empíricos) – Escola de Frankfurt. À diferença de Horkheimer e Adorno não lhe interessa discutir sobre o valor da cultura de massas. Lançam crítica feroz à cultura de massa; Morin tenta superar a ideia de Adorno e Horkheimer que definem o que é ou não cultura (de fora, como de cima, pedestal da indústria cultural; isto é cultura, isto não é… Não põem em causa os próprios preconceitos). Para Morin não se pode proceder ao estudo dos efeitos de forma isolada (muda uma variável e temos um resultado). Morin escreve, no “Espírito do Tempo”, a cultura de massas é uma cultura “um corpo complexo de normas, símbolos, mitos e imagens que penetram dentro da intimidade do indivíduo, estruturam os seus instintos e orientam as suas emoções”. A cultura de massas é verdadeiramente uma cultura: símbolos, mitos e imagens que se refiram à vida prática.
Método autocrítico: Qualquer que seja o fenómeno a estudar é necessário primeiramente que o observador se observe a si mesmo, porque ou influencia o fenómeno observado, ou projeta-se nele de alguma forma. Seja o que for o que esteja no domínio das ciências
humanas, o primeiro passo deve ser a autoanálise, de autocrítica. Como intelectual que aborda o problema da cultura, é primeiramente a sua conceção de cultura que está em entredito. Como “cultivado” quer dirigir-se a outros “cultivados”, aprofundando o conceito de cultura comum., Não há conhecimento sem nos conhecermos a nós mesmos. Não há conhecimento sem conhecimento de conhecimento. Todas as teorias têm um ponto cego: “é complicado observar enquanto me observo”.
Método da totalidade: O método da totalidade engloba o método autocrítico, porque tende não somente a considerar um fenómeno nas suas interdependências, mas também a considerar o observador incluído num sistema de reações. Esta postura conduz Morin automaticamente a submergir-se no objeto de estudo. Só pode entender o objeto de estudo se se integrar nele. A cultura de massa não é uma tribo estranha. Como antropólogo, Morin não vai dizer se algo é bom ou mau; vive dentro da cultura e de dentro descreve o processo.
Segundo Morin é importante que o observador participe diretamente no objeto da sua investigação: “é necessário passear sem pressa pelos grandes bulevares da cultura de massas”. Não se pode estudar algo sem se “amar” o fenómeno. Tem que se ter um certo gosto no que se estuda. Evitar o sociologismo abstrato e burocrático do investigador que isola uma matéria da investigação sem pensar nas ligações da realidade. Temos que evitar um empirismo parcelar: dividir o objeto em diferentes campos, isola-o, e assim também o isola da realidade. Assim não se pode estudar a indústria cultural. A cultura é um fenómeno completo: não se pode dividir em fragmentos para estudá-la.
Algumas características da cultura de massas:
União de duas antíteses:
**- Burocracia / Invenção
fundamental sobre a morte; a cultura de massas só pode afastar o medo que temos da morte. Permite acoplar-nos ao espírito comum. Conclusão: o fundamento mítico que corresponde à perceção coletiva da sociedade leva à elaboração de novas estruturas e permite uma integração distinta entre indivíduo e sociedade.