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Teoría de la Comunicación Mediática, Apuntes de Comunicación Audiovisual

Asignatura: Teoría de la comunicación mediática(1º), Profesor: Requejo Requejo, Carrera: Comunicación Audiovisual, Universidad: UC3M

Tipo: Apuntes

2014/2015

Subido el 11/11/2015

margaridaoasis
margaridaoasis 🇪🇸

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Teoría de la Comunicación Mediática
11-11-15
A Teoria Crítica divide-se em Teoria da Indústria Cultural, Teoria Culturológica e
Estudos Culturais Britânicos.
“Clickbart” o novo “amarillismo”, uma técnica de escrita que está destinada a
converter-se em algo viral: “E não imaginas o que aconteceu depois”. “As 10 coisas que
tens de saber para…”, feitos para gerar uma audiência viral. Os meios dedicam-se a
comercializar este tipo de tráco. Corrobora assim a ideia de que os meios de
comunicação continuam a ser um forte condicionamento económico.
Teoria Culturológica
Edgar Morin: antropólogo, sociólogo, lósofo. O homem é tanto racional
como irracional. Um dos pioneiros do paradigma da cultura. Dedica-se ao estudo dos
meios de comunicação de massas. O homem e a morte”: o ser humano enterra os
seus mortos. Parece banal, mas o facto de enterrar os mortos signica que uma
presença de um imaginário. A partir da convenção que o imaginário é essencial na
denição do indivíduo e nas suas relações com o mundo, Morin chega a estudar a
cultura de massas.
Dedica-se assim a este estudo durante 10 anos e escreve três livros: “El cine o el
hombre imaginario” (o duplo, a fantasmagoria); “Las estrelas” (do cinema) e “El
espiritu del tiempo” (o que mais nos interessa, porque é o que é mais sistemático
apresenta uma visão de conjunto sobre a cultura de massas e também apresenta umas
considerações de método: é aqui que Morin começa a delinear as ferramentas que vão
a marcar a sua investigação sobre a cultura).
Opõe-se a duas correntes de estudo, que marcavam os anos 50: a Mass
Communication Research (vertente estadunidense dos meios de comunicação - “a
sociologia administrativa ou burocrática” proporciona conhecimento e preocupa-se que
a comunicação seja ecaz, e não se é boa ou má, os efeitos da comunicação (se
mudam, etc). Por outro lado, opõe-se às abstrações intelectuais a alguns exponentes
europeus que criticavam a indústria de massas sem investigação, os que especulam
(sem dados empíricos) – Escola de Frankfurt.
À diferença de Horkheimer e Adorno não lhe interessa discutir sobre o valor da
cultura de massas. Lançam crítica feroz à cultura de massa; Morin tenta superar a ideia
de Adorno e Horkheimer que denem o que é ou não cultura (de fora, como de cima,
pedestal da indústria cultural; isto é cultura, isto não é… Não põem em causa os
próprios preconceitos). Para Morin não se pode proceder ao estudo dos efeitos de forma
isolada (muda uma variável e temos um resultado). Morin escreve, no “Espírito do
Tempo”, a cultura de massas é uma cultura “um corpo complexo de normas, símbolos,
mitos e imagens que penetram dentro da intimidade do indivíduo, estruturam os seus
instintos e orientam as suas emoções”. A cultura de massas é verdadeiramente uma
cultura: símbolos, mitos e imagens que se reram à vida prática.
Método autocrítico:
Qualquer que seja o fenómeno a estudar é necessário primeiramente que o
observador se observe a si mesmo, porque ou inuencia o fenómeno observado, ou
projeta-se nele de alguma forma. Seja o que for o que esteja no domínio das ciências
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Teoría de la Comunicación Mediática

A Teoria Crítica divide-se em Teoria da Indústria Cultural, Teoria Culturológica e Estudos Culturais Britânicos. “Clickbart” – o novo “amarillismo”, uma técnica de escrita que está destinada a converter-se em algo viral: “E não imaginas o que aconteceu depois”. “As 10 coisas que tens de saber para…”, feitos para gerar uma audiência viral. Os meios dedicam-se a comercializar este tipo de tráfico. Corrobora assim a ideia de que os meios de comunicação continuam a ser um forte condicionamento económico.

Teoria Culturológica

Edgar Morin: antropólogo, sociólogo, filósofo. O homem é tanto racional

como irracional. Um dos pioneiros do paradigma da cultura. Dedica-se ao estudo dos meios de comunicação de massas. “O homem e a morte”: o ser humano enterra os seus mortos. Parece banal, mas o facto de enterrar os mortos significa que há uma presença de um imaginário. A partir da convenção que o imaginário é essencial na definição do indivíduo e nas suas relações com o mundo, Morin chega a estudar a cultura de massas. Dedica-se assim a este estudo durante 10 anos e escreve três livros: “El cine o el hombre imaginario” (o duplo, a fantasmagoria); “Las estrelas” (do cinema) e “El espiritu del tiempo” (o que mais nos interessa, porque é o que é mais sistemático apresenta uma visão de conjunto sobre a cultura de massas e também apresenta umas considerações de método: é aqui que Morin começa a delinear as ferramentas que vão a marcar a sua investigação sobre a cultura). Opõe-se a duas correntes de estudo, que marcavam os anos 50: a Mass Communication Research (vertente estadunidense dos meios de comunicação - “a sociologia administrativa ou burocrática” proporciona conhecimento e preocupa-se que a comunicação seja eficaz, e não se é boa ou má, os efeitos da comunicação (se mudam, etc). Por outro lado, opõe-se às abstrações intelectuais a alguns exponentes europeus que criticavam a indústria de massas sem investigação, os que especulam (sem dados empíricos) – Escola de Frankfurt. À diferença de Horkheimer e Adorno não lhe interessa discutir sobre o valor da cultura de massas. Lançam crítica feroz à cultura de massa; Morin tenta superar a ideia de Adorno e Horkheimer que definem o que é ou não cultura (de fora, como de cima, pedestal da indústria cultural; isto é cultura, isto não é… Não põem em causa os próprios preconceitos). Para Morin não se pode proceder ao estudo dos efeitos de forma isolada (muda uma variável e temos um resultado). Morin escreve, no “Espírito do Tempo”, a cultura de massas é uma cultura “um corpo complexo de normas, símbolos, mitos e imagens que penetram dentro da intimidade do indivíduo, estruturam os seus instintos e orientam as suas emoções”. A cultura de massas é verdadeiramente uma cultura: símbolos, mitos e imagens que se refiram à vida prática.

Método autocrítico: Qualquer que seja o fenómeno a estudar é necessário primeiramente que o observador se observe a si mesmo, porque ou influencia o fenómeno observado, ou projeta-se nele de alguma forma. Seja o que for o que esteja no domínio das ciências

humanas, o primeiro passo deve ser a autoanálise, de autocrítica. Como intelectual que aborda o problema da cultura, é primeiramente a sua conceção de cultura que está em entredito. Como “cultivado” quer dirigir-se a outros “cultivados”, aprofundando o conceito de cultura comum., Não há conhecimento sem nos conhecermos a nós mesmos. Não há conhecimento sem conhecimento de conhecimento. Todas as teorias têm um ponto cego: “é complicado observar enquanto me observo”.

Método da totalidade: O método da totalidade engloba o método autocrítico, porque tende não somente a considerar um fenómeno nas suas interdependências, mas também a considerar o observador incluído num sistema de reações. Esta postura conduz Morin automaticamente a submergir-se no objeto de estudo. Só pode entender o objeto de estudo se se integrar nele. A cultura de massa não é uma tribo estranha. Como antropólogo, Morin não vai dizer se algo é bom ou mau; vive dentro da cultura e de dentro descreve o processo.

Segundo Morin é importante que o observador participe diretamente no objeto da sua investigação: “é necessário passear sem pressa pelos grandes bulevares da cultura de massas”. Não se pode estudar algo sem se “amar” o fenómeno. Tem que se ter um certo gosto no que se estuda. Evitar o sociologismo abstrato e burocrático do investigador que isola uma matéria da investigação sem pensar nas ligações da realidade. Temos que evitar um empirismo parcelar: dividir o objeto em diferentes campos, isola-o, e assim também o isola da realidade. Assim não se pode estudar a indústria cultural. A cultura é um fenómeno completo: não se pode dividir em fragmentos para estudá-la.

Algumas características da cultura de massas:

  1. Complexidade. A cultura é complexa, não se pode isolar.
  2. Ausência de autonomia. É parte de um entorno policultural, em que está o Estado, a Televisão… e a cultura faz-se controlar, conter, censurar por outras culturas. E permeia essas culturas. Não é autónoma mas influencia nestas outras culturas. Impregna-se se cultura religiosa, humanística…
  3. Universalidade. Não é a única cultura da época. Mas é a mais viva, e a mais nova. É cosmopolita por vocação e planetária por extensão. Planteia-nos os problemas da primeira cultura universal que existiu na História da Humanidade.

União de duas antíteses:

**- Burocracia / Invenção

  • Estandardização / Individualidade** As empresas da indústria cultural estão conectadas. Esta união das duas antíteses têm origem na estrutura do imaginário. A estrutura do imaginário tem padrões que ordenam.
  1. A estrutura do imaginário estrutura-se através de arquétipos: regras, convencionalismos e géneros impõem às obras a sua estrutura exterior, enquanto situações e personagens tipo proporcionam-lhes a sua estrutura interna. Arquétipos universais na estrutura da cultura de massa.
  2. A indústria cultural estandardiza os grandes temas novelescos e reduz os protótipos e arquétipos a clichés. Porém, todos os produtos devem estar individualizados.

fundamental sobre a morte; a cultura de massas só pode afastar o medo que temos da morte. Permite acoplar-nos ao espírito comum. Conclusão: o fundamento mítico que corresponde à perceção coletiva da sociedade leva à elaboração de novas estruturas e permite uma integração distinta entre indivíduo e sociedade.