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Dados sobre as temperaturas média, máxima e mínima, além da umidade relativa do ar, para diferentes períodos chuvosos e secos na Paraíba, Brasil. O objetivo é realizar o zoneamento bioclimático para codornas na terceira a quinta semana de vida no período seco, identificando as mesorregiões aptas para sua criação e, quando necessário, propor medidas mitigadoras para maior conforto dos animais.
Tipo: Tesis
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Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande como parte dos requisitos para obtenção do Título de Doutor em Engenharia Agrícola, na Área de Construções Rurais e Ambiência. Orientador: Prof. Dr. José Pinheiro Lopes Neto CAMPINA GRANDE - PB 2020
Inicialmente, agradeço a Deus por ter me dado forças para nunca desistir dos meus objetivos. À CAPES por ter disponibilizado uma bolsa de estudos. A Jaciara Ribeiro pelo companheirismo, ajuda, incentivo e carinho no decorrer de todo o trabalho. Aos meus familiares, que sempre acreditaram em mim, em especial as minhas avós Francisca Maria de Araújo e Inácia Sales da Silva “in memoriam” , peças fundamentais para minha educação. Aos meus pais Maria do Carmo e José Walter, que sempre me impulsionaram aos estudos, principalmente, por não terem tido a oportunidade de ir tão longe. Ao meu tio/pai Jaimar Cordeiro e minhas tias Janiclei Cordeiro e Alcione Cordeiro, que vibram e me incentivam a cada conquista. Aos membros do projeto e orientadores Prof. Dra. Fernanda Fernandes de Melo Lopes, Prof. Dr. José Pinheiro Lopes Neto e Prof. Dr. Robson de Sousa Nascimento, pelas excelentes contribuições, além do apoio e grande incentivo. Em especial, ao Prof. Robson, por toda ajuda durante todo desenvolver do projeto, mesmo em dias e horários fora de seu expediente estava disposto a me ajudar em tudo que precisava, sempre de forma clara e objetiva, meu muito obrigada. Aos professores do doutorado, Prof. Dr. Dermeval Araújo Furtado e Prof. Dr. José Wallace Barbosa do Nascimento, pelas contribuições na minha formação acadêmica e a Prof. Dra. Josivanda Palmeira Gomes, pela disponibilidade na composição da banca e contribuições dadas, estendendo os agradecimentos aos demais membros da banca. À Universidade Federal de Campina Grande, em especial a Unidade Acadêmica de Engenharia Agrícola pela oportunidade de realizar o curso de Doutorado. Aos colegas da Lacra, pela amizade e troca de conhecimentos durante as disciplinas, em especial, Joelma Vieira e Yokiny Chanti. Com Joelma, a parceria é diária, não apenas no mundo acadêmico, mas na minha vida, a qual fará sempre parte.
Aos membros da banca examinadora, por terem dedicado parte do seu tempo para participar da avaliação deste trabalho. Muito obrigada a todos que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste trabalho.
ix Figura 2. Localização dos postos meteorológicos...................................................... 39 Figura 3. Temperatura para o período chuvoso no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima........................................................................................................ 40 Figura 4. Umidade relativa para o período chuvoso no estado da Paraíba.................. 41 Figura 5. Temperatura para o período seco no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima........................................................................................................ 41 Figura 6. Umidade relativa para o período seco no estado da Paraíba........................ 42 Figura 7. Temperaturas de conforto térmico para ovinos no período chuvoso no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima.................................................................................. 43 Figura 8. Faixa de umidade relativa preconizada para ruminantes no período chuvoso....................................................................................................... 43 Figura 9. Temperaturas de conforto térmico para caprinos no período chuvoso no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima.................................................................................. 45 Figura
Temperaturas de conforto térmico para ovinos no período seco no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima.................................................................................. 46 Figura
Faixa de umidade relativa preconizada para ruminantes do período seco............................................................................................................. 47 Figura
Temperaturas de conforto térmico para caprinos no período seco no estado da Paraíba: (a) Temperatura média; (b) Temperatura máxima; e (c) Temperatura mínima.................................................................................. 48 Artigo 3 Figura 1. Localização do estado da Paraíba e distribuição dos postos meteorológicos............................................................................................ 56 Figura 2. Tendência interanual e percentual de influência das variáveis climáticas sobre o índice de temperatura e umidade em todas as estações no estado da Paraíba, Brasil........................................................................................ 61
x Figura 3. Tendência e percentual das variáveis influenciadoras sobre o Índice de temperatura e umidade em todas as estações meteorológicas durante o período chuvoso no estado da Paraíba, Brasil.............................................. 63 Figura 4. Tendência e percentual das variáveis influenciadoras sob o Índice de temperatura e umidade em todas as estações meteorológicas no período seco no estado da Paraíba, Brasil................................................................. 66 Artigo 4 Figura 1. Mesorregiões do estado da Paraíba............................................................. 79 Figura 2. Distribuição espacial do ITU no período chuvoso....................................... 81 Figura 3. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 3º semana no período chuvoso................................................. 82 Figura 4. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 4º semana................................................................................ 83 Figura 5. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 5º semana no período chuvoso................................................. 84 Artigo 5 Figura 1. Localização do estado da Paraíba no mapa do Brasil................................... 94 Figura 2. Mesorregiões do estado da Paraíba............................................................. 95 Figura 3. Classificação climática de Koppen para o estado da Paraíba....................... 95 Figura 4. Localização dos postos meteorológicos...................................................... 96 Figura 5. Distribuição espacial do ITU durante o período seco.................................. 98 Figura 6. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 3º semana no período seco....................................................... 98 Figura 7. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 4º semana no período seco....................................................... 99 Figura 8. Distribuição espacial das faixas do índice de temperatura e umidade para codornas na 5º semana no período seco....................................................... 100
xii Tabela 2. Faixa de conforto térmico em relação a temperatura, umidade relativa do ar e índice de temperatura e umidade para codornas da terceira até a quinta semana de vida............................................................................................ 97
Página LISTA DE FIGURA ...................................................................................................... viii LISTA DE TABELA ...................................................................................................... xi
Aplicação de medidas mitigadoras para cada localidade levando em
16 Artigo 1 Zoneamento bioclimático para espécies animais de produção no estado da Paraíba, Brasil (Editado conforme as normas da Revista Ceres)
18 No Nordeste brasileiro observa-se um clima complexo, podendo ocorrer na mesma região, mesorregiões geográficas com características particulares, com climas variando do superúmido nas zonas litorâneas ao clima seco presente no sertão (Mendes et al ., 2014). No estado da Paraíba, os menores valores de temperatura são encontrados nas áreas de altitudes mais elevadas, com destaque para mesorregião do Agreste, enquanto a outra parte das mesorregiões apresentam locais com altitudes mais baixas, com valores elevados de temperatura ao longo do ano (Francisco et al ., 2015). A correta identificação dos fatores climatológicos influencia na eficiência produtiva dos animais permitindo ajustes nas práticas de manejo dos sistemas de produção, uma vez que, cada espécie ou categoria animal possui características distintas de adaptabilidade (Salama et al ., 2014; Bonfim & Melo, 2015; Ribeiro et al ., 2018). O zoneamento bioclimático poderá, por meio do monitoramento das variáveis climáticas, identificar as áreas com possíveis ocorrências de estresse térmico, auxiliando na tomada de decisões em relação ao manejo ambiental das instalações animais podendo assim, ser utilizado como um recurso importante, visando o aumento da eficiência produtiva por meio da distribuição adequada dos animais em regiões de clima específico (Mendes et al ., 2014). Assim, o presente trabalho objetivou realizar o zoneamento bioclimático a partir da série histórica das variáveis climáticas temperatura média, máxima, mínima e umidade relativa do ar coletadas em seis estações meteorológicas convencionais no estado da Paraíba-Brasil e com isso, determinar se novilhas e codornas estariam ou não em conforto térmico, além de comparar com os resultados obtidos em pesquisas científicas nas mesorregiões nos períodos chuvoso e seco. MATERIAL E MÉTODOS Área de estudo Realizou-se o zoneamento para o estado da Paraíba, localizado na região Nordeste do Brasil, que apresenta uma área de 56.440 km² correspondente a 0,662% do território nacional. Seu posicionamento encontra-se entre os paralelos 6°02’12” e 8°19’18” de latitude sul e, entre os meridianos de 34°45’54” e 38°45’45” de longitude oeste. Segundo Nóbrega et al. (2014), o estado da Paraíba está dividido em quatro mesorregiões distintas: Zona da Mata paraibana; Agreste paraibano; Borborema e Sertão paraibano (Figura 1).
19 Fonte: Aesa, 2018. Figura 1. Mesorregiões do estado da Paraíba Classificação Climática de Koppen para as mesorregiões do estado da Paraíba A Paraíba apresenta quatro tipos de climas, o Aw (451,52 km²) caracterizando a região como tropical com período seco no inverno. O Am (677,28 km²), característico de regiões monçônicas, é o clima relacionado às regiões de alto volume anual de precipitação, como é o caso da Zona da Mata paraibana. O tipo climático As (32.340,12 km²), encontrado na Zona da Mata paraibana, Agreste e Sertão paraibano e por fim, o Bsh (22.971,08 km²), que se estende por toda mesorregião da Borborema e parte do Sertão paraibano (Alvares et al ., 2013; Francisco et al ., 2015). Variáveis climáticas Os dados climáticos pertencem as estações meteorológicas convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do governo brasileiro, por isso, todos os dados estão disponíveis no Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa (BDMEP), cujas variáveis abrangem valores mensais de temperatura média, máxima e mínima (TA, °C) e umidade relativa do ar (UR, %), no período de 1961 - 2015, com postos localizados nos municípios de Areia, Campina Grande, João Pessoa, Monteiro, Patos e São Gonçalo (Figura 2 ).