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Fausto di Fernando Pessoa, Appunti di Letterature comparate

Analisi Fausto di Pessoa con alcuni passi + traduzioni.

Tipologia: Appunti

2025/2026

Caricato il 08/02/2026

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giada-2l5 🇮🇹

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Faust ; Fernando Pessoa
Fernando Persona se dovessimo tradurre;voce rappresentativa del modernismo portoghese.
1) ETERONOMI
Perché concludiamo il nostro percorso approdando al primo modernismo europeo con e nella
figura di Fernando Pessoa?
Non perché ci interessi lo sviluppo storico, ma per una questione concettuale:
un tratto tipico e
fondamentale del modernismo europeo in generale è questo fenomeno epifanico della sparizione
del soggetto sotteso alla scrittura, nella scrittura stessa.
Il soggetto sotteso alla scrittura sparisce, si dissolve nella propria scrittura. Questo fa sì che il
creatore/poeta/scrittore si dissolva nella scrittura e si sovrappone alle figure della propria scrittura.
L'eroe nel modernismo europeo è lo scrittore stesso.
Es: Joyce è l'eroe di Ulysses;Proust è Marcel, ovvero l'io narrante della Recherche;Rilke è l'Orfeo
dei suoi sonetti;Eliot è Tiresias;Kafka è Gregor.
Nel caso di Pessoa questo fenomeno è ancora più eclatante. Perchè?
Perché Pessoa nella sua
esperienza di scrittura ha creato una folta comunità di personalità alternative (all'incirca 130).
Interessante è il fatto che il suo cognome significhi persona in portoghese e che in latino persona
significhi personaggio.
Non sono pseudonimi/nomi di penna ma vere e proprie personalità alternative. Ha costruito ad
esempio la biografia di alcune.
Queste personalità alternative vengono definite Heterònimos, eteronimi.
La questione dell'eteronimia è fondamentale per capire il suo Faust, l'eroe che è quindi Ferdinando
Pessoa.
Lettera ad Adolfo Casais Monteiro, critico letterario e scrittore contemporaneo a Pessoa. Pessoa
pubblica nel 1934 l'unica opera in portoghese mai pubblicata in vita sua. Pubblica anche versi in
lingua inglese e un poema esoterico intitolato "Mensagem" (messaggio esoterico al Portogallo).
Dopo aver pubblicato quest'ultimo, Casais Monteiro gli scrive chiedendogli:
- la genesi dei suoi eteronimi
- se creda o meno nell'occultismo
Pessoa risponde a Monteiro il 13 gennaio 1935 a 10 mesi dalla sua morte.
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Anteprima parziale del testo

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Faust ; Fernando Pessoa

Fernando Persona se dovessimo tradurre;voce rappresentativa del modernismo portoghese.

1) ETERONOMI

Perché concludiamo il nostro percorso approdando al primo modernismo europeo con e nella figura di Fernando Pessoa? Non perché ci interessi lo sviluppo storico, ma per una questione concettuale:un tratto tipico e fondamentale del modernismo europeo in generale è questo fenomeno epifanico della sparizione del soggetto sotteso alla scrittura, nella scrittura stessa. Il soggetto sotteso alla scrittura sparisce, si dissolve nella propria scrittura. Questo fa sì che il creatore/poeta/scrittore si dissolva nella scrittura e si sovrappone alle figure della propria scrittura. → L'eroe nel modernismo europeo è lo scrittore stesso. Es: Joyce è l'eroe di Ulysses;Proust è Marcel, ovvero l'io narrante della Recherche;Rilke è l'Orfeo dei suoi sonetti;Eliot è Tiresias;Kafka è Gregor.

Nel caso di Pessoa questo fenomeno è ancora più eclatante. Perchè?Perché Pessoa nella sua esperienza di scrittura ha creato una folta comunità di personalità alternative (all'incirca 130). Interessante è il fatto che il suo cognome significhi persona in portoghese e che in latino persona significhi personaggio. Non sono pseudonimi/nomi di penna ma vere e proprie personalità alternative. Ha costruito ad esempio la biografia di alcune. Queste personalità alternative vengono definite Heterònimos, eteronimi. La questione dell'eteronimia è fondamentale per capire il suo Faust, l'eroe che è quindi Ferdinando Pessoa.

Lettera ad Adolfo Casais Monteiro, critico letterario e scrittore contemporaneo a Pessoa. Pessoa pubblica nel 1934 l'unica opera in portoghese mai pubblicata in vita sua. Pubblica anche versi in lingua inglese e un poema esoterico intitolato "Mensagem" (messaggio esoterico al Portogallo). Dopo aver pubblicato quest'ultimo, Casais Monteiro gli scrive chiedendogli:

  • la genesi dei suoi eteronimi
  • se creda o meno nell'occultismo Pessoa risponde a Monteiro il 13 gennaio 1935 a 10 mesi dalla sua morte.

Carta a Adolfo Casais Monteiro Fernando Pessoa relata ao seu amigo e crítico literário a criação de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, nesta carta sobre a génese dos heterónimos. Caixa Postal 147 Lisboa, 13 de Janeiro de 1935

Heterónimos Começo pela parte psiquiátrica. A origem dos meus heterónimos é o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero-neurasténico. Tendo para esta segunda hipótese, porque há em mim fenómenos de abulia que a histeria, propriarmente dita, não enquadra no registo dos seus sintomas. Seja como for, a origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Estes fenómenos — felizmente para mim e para os outros — mentalizaram-se em mim; quero dizer, não se manifestam na minha vida prática, exterior e de contacto com outros; fazem explosão para dentro e vivo — os eu a sós comigo. Se eu fosse mulher — na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas — cada poema de Álvaro de Campos (o mais histericamente histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem — e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais; assim tudo acaba em silêncio e poesia…

Desde criança tive a tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. (Não sei, bem entendido, se realmente não existiram, ou se sou eu que não existo. Nestas coisas, como em todas, não devemos ser dogmáticos). Desde que me conheço como sendo aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente, em figura, movimentos, carácter e história, várias figuras irreais que eram para mim tão visíveis e minhas como as coisas daquilo a que chamamos, porventura abusivamente, a vida real. Esta tendência, que me vem desde que me lembro de ser um eu, tem-me acompanhado sempre, mudando um pouco o tipo de música com que me encanta, mas não alterando nunca a sua maneira de encantar.

Esta tendência para criar em torno de mim um outro mundo, igual a este mas com outra gente, nunca me saiu da imaginação. Teve várias fases, entre as quais esta, sucedida já em maioridade. Ocorria-me um dito de espírito, absolutamente alheio, por um motivo ou outro, a quem eu sou, ou a quem suponho que sou. Dizia-o, imediatamente, espontaneamente, como sendo de certo amigo meu, cujo nome inventava, cuja história acrescentava, e cuja figura — cara, estatura, traje e gesto — imediatamente eu via diante de mim. E assim arranjei, e propaguei, vários amigos e conhecidos que nunca existiram, mas que ainda hoje, a perto de trinta anos de distância, oiço, sinto, vejo. Repito: oiço, sinto vejo... E tenho saudades deles.

2) OCCULTISMO

Questione dell'occultismo. Perché è fondamentale per vivere la scena del Faust? Occultismo:costellazioni di saperi e di pratiche che pretendono di essere forme di conoscenza ed esperienza del soprannaturale (spiritismo,evocazione dei morti, magia bianca/nera, astrologia, alchimia).

OCULTISMO

Falta responder à sua pergunta quanto ao ocultismo (escreveu o poeta). Pergunta-me se creio no ocultismo. Feita assim, a pergunta não é bem clara; compreendo porém a intenção e a ela respondo. Creio na existência de mundos superiores ao nosso e de habitantes desses mundos, em experiências de diversos graus de espiritualidade, subtilizando até se chegar a um Ente Supremo, que presumivelmente criou este mundo. Pode ser que haja outros Entes, igualmente Supremos, que hajam criado outros universos, e que esses universos coexistam com o nosso, interpenetradamente ou não. Por estas razões, e ainda outras, a Ordem Extrema do Ocultismo, ou seja, a Maçonaria, evita (excepto a Maçonaria anglo-saxónica) a expressão «Deus», dadas as suas implicações teológicas e populares, e prefere dizer «Grande Arquitecto do Universo», expressão que deixa em branco o problema de se Ele é criador, ou simples Governador do mundo. Dadas estas escalas de seres, não creio na comunicação directa com Deus, mas, segundo a nossa afinação espiritual, poderemos ir comunicando com seres cada vez mais altos. Há três caminhos para o oculto: o caminho mágico (incluindo práticas como as do espiritismo, intelectualmente ao nível da bruxaria, que é magia também), caminho místico, que não tem propriamente perigos, mas é incerto e lento; e o que se chama o caminho alquímico, o mais difícil e o mais perfeito de todos, porque envolve uma transmutação da própria personalidade que a prepara, sem grandes riscos, antes com defesas que os outros caminhos não têm. Quanto a «iniciação» ou não, posso dizer-lhe só isto, que não sei se responde à sua pergunta: não pertenço a Ordem Iniciática nenhuma.

OCCULTISMO

Resta da rispondere alla sua domanda sull’occultismo (scrisse il poeta). Mi chiede se credo nell’occultismo. Posta così, la domanda non è molto chiara; ne comprendo tuttavia l’intenzione e a essa rispondo. Credo nell’esistenza di mondi superiori al nostro e di abitanti di quei mondi, credo di fare esperienza di diversi gradi di spiritualità, che si possono raffinare fino a giungere a un Essere Supremo, che presumibilmente ha creato questo mondo. Può darsi che vi siano altri Esseri, ugualmente Supremi, che abbiano creato altri universi, e che tali universi coesistano con il nostro, interpenetrandosi o meno. Per queste ragioni, e per altre ancora, l’Ordine Estremo dell’Occultismo, ossia la Massoneria, evita (eccetto la Massoneria anglosassone) l’espressione «Dio», date le sue implicazioni teologiche e popolari, e preferisce dire «Grande Architetto dell’Universo» , espressione che lascia in sospeso il problema se Egli sia creatore o semplice Governatore del mondo. Date queste scale di esseri, non credo nella comunicazione diretta con Dio, ma, secondo la nostra sintonia spirituale, potremo andare comunicando con esseri sempre più elevati. Vi sono tre vie verso l’occulto: la via magica (che include pratiche come quelle dello spiritismo, intellettualmente al livello della stregoneria, che è anch’essa magia), la via mistica , che non presenta propriamente pericoli, ma è incerta e lenta; e quella che si chiama la via alchemica, la più difficile e la più perfetta di tutte, perché implica una metamorfosi della stessa personalità che la prepara, senza grandi rischi, anzi con difese che le altre vie non possiedono. Quanto all’«iniziazione» o meno, posso dirle solo questo, che non so se risponda alla sua domanda:

non appartengo a nessun Ordine iniziatico.

La questione dell'occultismo cosa evoca nella scena dell'eroe moderno e nella figura di Faust? Faust di Goethe di fronte al libro di Nostradamus che vede il simbolo del macrocosmo e nel quale Faust cerca la chiave del mistero del mondo, Faust che evoca lo spirito della terra. L’occultismo non fa altro che richiamare nella nostra riflessione il tema magico, che a sua volta chiama in scena il fantasma di onnipotenza (Dieu,Ciel,Diable,spirito). DJ soffia via tutte queste istituzioni su cui per noi il mondo si fonda, crede si fondi sul nulla e non ha paura di morire. DJ vince la sua scommessa, è pronto anche a cadere nella voragine dell'inferno, il fantasma dell'onnipotenza non serve a vivere. Per Amleto è diverso perchè compare lo spettro del padre, ovvero anche lo spettro del padre divino. Dopodiché scopriamo che il padre/fantasma di onnipotenza è già morto ma agisce. Nel Faust di Goethe addirittura troviamo il prologo in cielo. Dio che si comporta come un grande signore. L'occultismo riporta in scena il fantasma di onnipotenza, quella Cosa che noi pensiamo sia il fondamento del mondo, quando in realtà il mondo si fonda sul vuoto. QUINDI che ruolo gioca il fantasma di onnipotenza in Pessoa?

Um Inominavel supertranscendente Eterno Incognito e incognoscivel! Deus? Nojo. Céu, inferno? Nojo, nojo. P'ra què pensar, se ha-de parar aqui O curto voo do entendimento? Mais além! Pensamento, mais além!

Un Innominabile super-trascendente, Eterno Incognito e inconoscibile! Dio? Nausea. Cielo, inferno? Nausea, nausea. Perché pensare, se deve fermarsi qui il breve volo dell’intelletto? Più oltre! Pensiero, più oltre!

Dopo aver letto l 'aforisma della Gaia Scienza” Onde e Volontà" sappiamo cosa rappresentano queste onde: onde della vita, ovvero il movimento dell'essere, del tutto che è e che c'è (e che nella fisica di Mefistofele è il movimento del nulla).

  • “Onde spiranti che andate a morire invano/nel vuoto senza nemmeno toccare con il vostro sentimento il cuore e l'anima.” = Onde che fluite e rifluite, fluite e rifluite che andate a morire invano, senza che nemmeno il cuore e l'anima abbiano la percezione di voi. Faust qui dice: vi sento muovere onde ma il mio cuore la mia anima non vi percepisce.
  • “Onde di pianto, non posso piangervi, e in me crescete come una immensa marea rumorosa e sorda, per frangervi sulla spiaggia del limite che la vita impone all'Essere” Cosa dice qui: sta dicendo che dentro di lui si muove l'essere dell'esserci, ma lui non riesce a viverlo emozionalmente. “onde nostalgiche di un certo mare largo Dove la spiaggia sia Un sogno inutile, o di qualche terra sconosciuta, più che l’eterna aura dell’eterno soffrire” Non riesce nemmeno ad immaginare queste onde.
  • “Voi siete un mare senza cielo, senza luce, senza aria,sentito, non visto, mormorante sopra il fondo profondo della mia anima!” C'è questa cosa che si muove dentro di me e io non la posso né sentire con il corpo né immaginarla. Ma che cos'è?

Versi onomatopeici che richiamano il suono delle onde.

Dopo questo primo passaggio parte una vampata di linguaggio argomentativo. Finisce la retorica enfatica/emotiva in riferimento alle onde. Passiamo da un poetic language, enfatico emozionale e retorico a un discorso argomentativo. Qui ritorna il “TO BE OR NOT TO BE”, ma qui le ipotesi sono 3 e non riguardano soltanto l'essere ma l'esistenza dell'anima. Perchè? Perché lui sente qualcosa dentro di sè ma non può viverlo o immaginarlo. Il Faust di Pessoa è un Faust molto amletico.

“Non esserci un'anima, vana anche l’idea!Esserci un'anima e che sia immortale, sogno piccolo,limitato, per quanto coerente nella sua piccolezza. Che altro? Esserci un'anima e che sia mortale,e morire in un Tutto celeste? Vago, vano. Non ci sarà oltre la morte e l’immortalità qualche causa più grande?”* L'impossibilità di sentire e immaginare il movimento dell'essere lo scuote e lo induce a pensare:

  • non esserci un anima
  • esserci un anima e che sia immortale
  • c'è ed è mortale

*Amleto dopo aver incontrato la morte attraverso il “to be or not to be”, subito devia e prende la strada dell'immaginazione per non incontrare la morte → che sogni possono apparire dopo esserci liberati della paura dell'aldilà.

Qui questo tema ritorna: “Non ci sarà oltre la morte e l’immortalità qualche causa più grande? Ah, deve esserci oltre la vita e la morte, l’essere, il non essere, Un Innominabile super-trascendente, Eterno Incognito e inconoscibile!”. Non ci sarà un ente innominabile, super-trascendente,eterno,sconosciuto, inconoscibile = FANTASMA DI ONNIPOTENZA.

“Dio? Nausea. Cielo, inferno? Nausea, nausea. Perché pensare, se deve fermarsi qui il breve volo dell’intelletto?Più oltre! Pensiero, più oltre!” Nojo: nausea,mal di mare,nausea,malessere provocato dal moto ondoso.

“Perché pensare, se deve fermarsi qui il breve volo dell’intelletto?Più oltre! Pensiero, più oltre!” Faust non riesce nemmeno a pensare.

LETTERA A FILIPPO TOMMASO MARINETTI →Quando sorge il fantasma di onnipotenza? Quando mi rendo conto di non sapere più sentire,immaginare, pensare davanti a questo orrendo movimento dell'esserci che sento dentro di me. Se la vita è cuore,anima,pensiero, cos'è la vita?

Pessoa scrive a Marinetti a proposito della missione del futurismo. “Lo spirito del vuoto è l'essenza della nostra civiltà. L'Infinito-Vuoto,Dio-Vuoto. Attraverso questo vuoto soprannaturale e astrale le forme,i fantasmi dell’esistenza, allo stesso tempo completamente reali e false e in un modo completamente labirintico, fluiscono le une nelle altre a formare un grande vortice essenziale;ciascuna di queste immagini ne presuppone tutte le altre. (=queste immagini non esistono di per sé ma solo in relazione alle altre, tutto è assolutamente relativo). …. Il relativo non è il semplice nulla, tuttavia possiede il principio del nulla perché esprime un atto creativo. (=la creazione non è che creazione di immagini) … La vita che è una fantasmagonia relativistica dove non c'è altro che indecisione (=se tutto è relativo e immagine cosa decido io?) dove c'è soltanto vortice che si impregna (=pregnant,essere gravido di, cosmogonie antiche. Invece che la creazione del cosmo abbiamo una creazione di immagini. Questa creazione puramente immaginaria è impregnata di vuoto assoluto) puro animismo creativo(=animismo:attività dell'immaginazione; la vita nella sua pura essenza è gioco di fantasmi) …. Questo vuoto astrale, animico vuoto infinito, questo vuoto fantasma, che forma un vortice labiritizzzante, è così terribile che sublime, essendo pura essenza di vita. … Qui abbiamo lo spirito di Dio,ovvero il Santo Spirito della morte che è l'essenza dell'intero mondo (=sovrappone dio e la morte) e io parlo della morte perché noi concepiamo la morte come vita in

per il cammino dell'immaginazione: morire diventa un to sleep e il too sleep diventa un to dream (slittamenti metaforici).

  • PAG 30 31 “Basta che la vita sia breve e transitoria per essere sogno. A me come a chi sogna pesa oscuramente l’angoscia sicura di doversi svegliare, a me la morte mi spaventa più perchè mi ruba il sogno e mi consegna alla realtà.” A Faust ciò che spaventa non è la morte, ma svegliarsi dal sonno e incontrare la realtà.

- PAG 32-

Ficção fingindo, va mentira eterna, Alma-sonho, que eu nunca despertasse! Suave me é o sonho, e a vida porque é sonho. Temo a verdade e a verdadeira vida. Quantas vezes, pesada a vida, busco No seio maternal da noite e do erro, O alívio de sonhar, dormindo; e o sonho Uma perfeita vida me parece... Perfeita porque falsa, e porventura Porque depressa passa. E assim é a vida.

Finzione che finge, vana menzogna eterna, anima-sogno, non svegliarmi mai! Soave mi è il sogno, e la vita perché è sogno. Temo la verità e la vera vita. Quante volte, essendo greve la vita, cerco nel seno materno della notte e dell'errore, il sollievo di sognare, dormendo; e il sogno mi sembra una perfetta vita ... Perfetta perché falsa, e forse perché passa in fretta. E cosi è la vita.

Non vuole svegliarsi,non vuole vedere la realtà,non vuole pensare,non vuole vedere il mistero. Vuole provare il sollievo di sognare dormendo. Il sogno gli sembra una vita perfetta, perfetta perché falsa e forse perché passa anche in fretta. Ma si può continuare a dormire e a sognare e non essere svegliati? No, perché il pensiero della morte pulsa dentro di noi.

É a minha carne que em minha alma grita Horror à morte, carnalmente o grita, Grita-o sem consciência e sem propósito, Grita-o sem outro modo do que o medo, Um pavor corporado, um pavor frio Como urna névoa, um pavor de todo eu Subindo à tona intelectual de mirn.

Não temo a morte como qualquer cousa Que eu veja ou ouça, mas como quem teme Quando não sabe o que é que teme, e teme.

È la mia carne che nella mia anima grida orrore alla morte, lo grida carnalmente, senza coscienza e senza proposito, lo grida soltanto attraverso la paura, un terrore fatto corpo, un terrore freddo come una rabbia, un terrore di tutto me stesso che sale alla superficie intellettiva di me. (= è un movimento che dall'inconscio sorge alla mente)

Non temo la morte come qualcosa che veda o senta, ma come chi teme quando non sa ciò che teme, e teme.

In questo passo Fausto si chiede:in che parte di me pulsa la morte? Non nella mente, non nell'immaginazione, ma nella CARNE.

Cosa vuol dire? Non teme che la morte venga a finirlo,ad annullarlo oppure a continuarlo (nel senso che lo annulli trasformandolo in un più che lo spaventa e in qualcosa di orrendo e diverso;trasformandolo in un'altro io pieno di orrore). Non è nell’immaginazione dove il terrore della morte pulsa. E’ la sua carne che grida orrore per la morte.

Per capire ciò dobbiamo ricorrere a Freud e allaPULSIONE DI MORTE freudiana. La pulsione di morte per Freud non ha nulla a che vedere con la pulsione suicidaria (che ha a che fare con il narcisismo dell'io). La pulsione di morte è ciò: tutto ciò che è vivente/che si muove, tende a ritornare al punto iniziale di inerzia. Non è un pensiero la pulsione di morte, né qualcosa di psichico. E’ un movimento iscritto nella materia. Ecco perché dice che è la sua carne a gridare. La sua carne sa che vive e che si muove ma che dovrà tornare al punto di inerzia iniziale. Questa pulsione di morte è dunque il movimento del nulla, perché tutto ciò che c'è va a finire nel nulla. Quello che sente Fausto è la pulsione di morte, il movimento del nulla, una cosa che nemmeno il sogno riesce a cancellare.

“Non temo la morte come qualcosa che veda o senta, ma come chi teme quando non sa ciò che teme, e teme. “ Non è paura, è la definizione di angoscia. L'angoscia è terrore di qualcosa di indefinito ovvero del nulla. L'angoscia sorge quando l'uomo incontra l'essere come nulla.

Condenados sem fim ao erro eterno. Porque não será isto a realidade? Porque não há-de ser, fantasma eterno, O abstracto e inùmero velado mundo, Sempre velado e abstracto, a sua própria

Unidade urna imprecisão, Um todo indefinido, e mais que um todo Onde a verdade e o erro, pontos fixos, Nada sejam senão um maior erro?

O que é haver haver? Porque é que o que é É isto que é? Como é que o mundo é mundo? Ah, o horror de pensar, como que subito Desconhecer onde estou.

Condannati senza fine all'eterno errore. Perché non dovrebbe essere questa la realtà? Perché non dovrebbe essere un eterno fantasma, l'astratto e innumerevole velato mondo sempre velato e astratto? E la sua stessa

unità un'imprecisione, un tutto indefinito, anzi, un tutto dove la verità e l'errore, punti fissi, non siano altro che un maggiore errore?

Cosa significa che ci sia l'esserci? Perché ciò che è è ciò che è? Com'è che il mondo è mondo? Ah l'orrore di pensare come un improvviso non sapere dove sono

- PAG 34

A questo punto Fausto incontra il nome di Dio.

Talvez que Deus não seja real e exista, Talvez não seja Deus e exista, e seja

Forse Dio non è reale ma esiste, forse non è Dio ma esiste; ed è

Além do transcender-se que Deus é. E ergui entào a voz amargurada, Porque o conhecimento transcendente Deixa a alma exanirne e gelada.

E clamei contra Deus o além-Deus, Disse aos meus pares o segredo ominoso.

Eterno condenado, errarei sempre Sempre maldito, Porque este mundo ( ... ) So sendo mais que Deus eu poderia Transcender o infinito do infinito E nascer para o inumeravel dia ...

Como, banido, o arqueiro Filoctetes ... Sou so na alma porque vi o abismo. Excluso eterno ( ... ) A vida pavida que cismo.

di lucifero, è andato aldilà di Dio e ha incontrato l'oltre Dio) e levai la mia voce amara e triste perché la conoscenza trascendente lascia l'anima gelata

E gridai contro Dio il principio dell'oltre Dio, dissi ai miei pari il segreto ominoso (fatale).

E io eterno condannato, vagherò sempre maledetto perchè questo mondo… Soltanto essendo più che Dio potrei trascendere di infinito a infinito e nascere…

Come bandito io sono solo nella mia anima perché ho visto l'abisso (=mistero del padre) Io sono l'escluso eterno.

“Io sono l'escluso eterno”:sovrapposizione della voce di Fausto e Lucifero: sono fratelli nella trasgressione, come Lucifero ha visto il segreto di Dio, ha trasgredito attraverso un atto di conoscenza. anche fausto è l'escluso eterno perché ha visto il mistero. Nel Faust di Goethe non c'è fratellanza tra Faust e Mefistofele, qui si. La fratellanza si riconosce anche nell'angoscia perché quelle di Lucifero sono parole d'angoscia.

Sou morte, porque sei que o infinito, É limitado, e assim Deus morre em mim.

Deus sabe que é uno, um e infinito, Mas eu sei que Deus, sendo-o, niio o é. Mais longe que Deus vai meu ser proscrito

Io sono morte perché so che l'infinito è limitato e così Dio muore in me (=è l'annuncio della morte di Dio?)

Dio sa che è uno, uno è infinito, ma io so che essendo non lo è. Il mio essere prescritto va molto al di là di Dio

Cosa significa? Dio trascende sé stesso e Lucifero vede ciò. Se va al di là di sé, vuol dire che ha un limite. E’ limitato, ma continuando a trascendere è allo stesso tempo illimitato. Se Dio trascende sé stesso diventando altro da sé vuol dire che non è uno ma molteplice. Dio è uno e infinito nella stessa misura in cui è molteplice e illimitato.

“Tratado da negação”, Raphael Baldaya Trattato della negazione di Raphael Baldaya, un eteronimo di Pessoa. In questo trattato della negazione (scritto esoterico-filosofico) ritorna la parola di Lucifero che abbiamo appena letto. Punto 4: lo metterà su moodle

L'unico ,del quale il creatore delle cose, è soltanto una manifestazione, è un'illusione (= il Dio in sé delle varie religioni non è altro che una maschera dell'unico Dio che è però un'illusione come visto prima). Tutta la creazione è finzione e illusione. Dio è la menzogna suprema, l'illusione delle illusioni.

● L'IDENTIFICAZIONE TRA FAUSTO,LUCIFERO E CRISTO

Fratellanza di Faust e Lucifero nella trasgressione. Cristo e Lucifero sono fratelli: Lucifero è il figlio ribelle la cui ribellione consiste in un atto di conoscenza. Cristo è il figlio docile, l'agnello di Dio che si sottomette al sacrificio. Fausto si identifica anche con Cristo, non solo con il figlio ribelle. L'identificazione con Lucifero avviene tramite la trasgressione.Qual è la chiave di identificazione con Cristo??

PAG 46 CRISTO

A sonhar eu venci mundos, Minha vida um sonho foi. Cerra teus olhos profundos Para a verdade que d6i. A llusiio é miie da vida: Fui doido e tido por Deus. S6 a loucura incompreendida Vai avante para os céus.

Cheio de dor e de susto T oda a vida delirei, E assim fui ao céu sem custo,

Nem por que la fui eu sei. Meu egoismo e vii preguiça Um choroso amor gerou; De ser Deus tive a cobiça, V e se sou Deus ou niio sou!

Como tu eu niio fui nada, E vales mais do que eu; Nada eu. De alucinada Minha alma a si se envolveu Na inconsciencia profunda Que nunca deixa infeliz Ser de todo - e assiro se funda Urna fé - ve quem o diz. Assiro sou e em meu nome Inda muitos o seriio; Um Deus- supremo renome, E doido!- suma abjecçiio.

Sognando ho vinto mondi, la mia vita fu un sogno. Chiudi i tuoi occhi profondi alla verità che fa male. l'illusione è madre della vita: fui pazzo e fui considerato Dio. Solo la follia incompresa può salire verso il cielo

Pieno di dolore e di spavento delirai per tutta la vita, e cosi ascesi al cielo facilmente

e mi è mistero la mia ascensione. Il mio egocentrismo e la mia vuota indolenza (arrendevolezza) generarono un amore lacrimoso; (=il cristianesimo) io bramai di essere Dio, dimmi tu se son Dio o non lo sono.

Come te, io non fui niente, tu vali piu di me; non valgo nulla. La mia anima allucinata si immerse nell'incoscienza profonda che mai dà una totale infelicità- e cosi si fonda una fede -, guarda chi te lo dice. Cosi io sono, e in mio nome ancora molti lo saranno; Un Dio- suprema fama, e pazzo!- somma abiezione.

E queste acque che spariscono nel mio profondo nessuno le ode cadere perché io stesso non concepisco il mio fondo.

Evoca la figura di un padre divoratore. Ricorda il mito di kronos, che ingerisce i figli fino a che Urano non se ne libera.

23/01/ Continuiamo a seguire la curva dei pensieri amletici di Fausto (pag 68 pdf)

Dois horrores Me esmagam, cada um dos quais parece O maior dos horrores que ha maiores: Um, o horror da morte, outro, o horror De nao poder evitar encontrar Esse horror

Due orrori mi opprimono ciascuno dei quali mi sembra il più grande dei dolori possibili: Uno è l'orrore della morte, l'altro è l'orrore di non poter evitare di incontrare questo orrore. Due ... Soltanto due orrori? No. Intorno ad essi ne pullulano migliaia, complessi, che si compenetrano, che scaturiscono gli uni dagli altri, e in queste tenebre schifose, in quell'inferno che mi abita l'anima, il pensiero e la percezione, terribilmente coscienti e acuti barcollano, sprofondano, impazziscono, gridano, sanguinano, ma sempre chiare, sempre coscienti, misurando sempre in ogni parcella di quello orrore tutto l'orrore e scoprendovi gli altri e gli altri e gli altri, e cosi sempre, cosi sempre, senza fine,

Questi pensieri di Fausto ricordano i pensieri di Amleto, riportano ancora una volta al“to be or not to be”: incontrato il dolore della morte Amleto devia e prende la strada dell'immaginario perché in qualche modo allontana il dolore, la morte come Cosa. Citazione chiara al “to be or not to be” pag 70:

Mais que a existência É um mistério o existir, o ser, o haver Um ser, urna existência, um existir Um qualquer, que não este, por ser este Este é o problema que perturba mais. O que é existir - não nos ou o mundo - Mas existir em si?

Più che l'esistenza (esistenza è personale, esistere no) è un mistero l'esistere, l'essere, il fatto che ci sia un essere, un'esistenza, un esistere, questo è il problema più turbante. Cos'è l'esistere - non noi o il mondo- ma l'esistere in sé?

Il pensiero di fausto è ripetitivo. Ha un senso? = il movimento delle onde è ripetitivo. Per quanto sia un poema frammentario e non concluso, è ripetitivo perché il ritmo è pensato per riprodurre il moto del movimento della vita/dell'essere/del nulla. L'effetto shhh onomatopeico che voleva rendere la materialità del suono delle onde. Proprio perché il movimento è ripetitivo continuiamo a infrangersi contro lo scoglio insormontabile del mistero dell'essere.

L'onda retrocede e si ritorna alla questione dell'immaginazione (pag 78):

Quem sabe se morrendo eu passarei Apenas para outro grau de ignorância Outra forma do mesmo atroz mistério, Outro e novo mistério e enfim o mesmo? Se noutra espécie de outra terra eu for Continuar a ignorancia e o medo Do Essencial? Assiro deve ser Porque a verdade deve ser o mais Profundo que se pensa e não o menos E, /fora do absurdo,/ o mais absurdo ... Ah, não morrer e não morrer nunca, ainda Que me quebrassem dores todo o corpo Que grao a grao de carne endurecida Apodrecesse em mim ... Tudo, tudo, tudo Mas ficar-me a vida! Nunca ir Ao encontro do abismo do Possível Aonde apesar de tudo talvez haja A Verdade ... Pode a Verdade Suma ser velada Sempre para nós ... E a morte revelar-nos Outra qualquer Verdade falsa e eterna Que seja um pavor toda e nada seja, Mas seja tudo quanto eternamente /Possamos ver e ter ... Oh horror, oh abismo Ah ter que ir, que seguir, e ver porém ao fundo Um fim de estrada, e um precipício e o ser Não sei de que ao fundo! ...

Traduzione:”Chissà se morendo io passerò soltanto a un altro grado di ignoranza, a un'altra forma dell'ugual mistero atroce, mistero altro e nuovo, ma poi lo stesso? Se in altra specie di altra terra andrò a continuare l'ignoranza e la paura dell'Essenziale? Così dev'essere, perché là verità dev'essere il pensiero più profondo e non il più superficiale, il più inspiegabile, e, fuori dell'assurdo, il più assurdo ... Ah non morire e non morire mai, seppure avessi il corpo tormentato dal dolore, Grano dopo grano, la carne irrigidita marcisce dentro di me… Tutto, tutto, tutto.Ma restare in vita! (La vita è una fantasmagoria, un vortice di immagini relative,completa illusione.) Non andare mai incontro all’abisso del Possibile, dove, nonostante tutto, forse esiste la Verità…”Rimanere vivo perché così non mi devo presentare all’incontro con la verità. “Può la Verità suprema restare per sempre velata per noi? E la morte rivelarci un’altra Verità, falsa ed eterna, che sia puro terrore e al tempo stesso nulla, ma che sia tutto ciò che eternamente potremo vedere e possedere? Oh orrore, oh abisso! Ah, dover andare, dover seguire, e vedere però in fondo una fine della strada, un precipizio, e l’essere non so che cosa, fino al fondo!…”

Continuano a tornare sempre gli stessi pensieri, la sensazione è una di nausia,nausea. Faust inciampa ancora una volta nel nome di Dio.

Pag 80- Parla Fausto, ci racconta di come lui non neghi Dio ma come sia andato oltre. Non nego Dio: sono andato oltre. Un giorno, meditando, un’idea involontaria e orrenda, come una presenza suprema senza volto sorse dal fondo del mio pensiero… Come la notte fatta corpo, e la paura che la rivestiva… Mi apparve lo scheletro di Dio. (questo statement è uno dei più possenti della nostra memoria poetica. Immagine violentissima e terrorizzante. Lo scheletro rimanda alla morte, è inconcepibile anche solo da immaginare.) Spogliato di tutto il suo corpo

Il sole è il padre ed è uno ed è unico, i soli sono i figli → sono la moltiplicazione del padre.Questa catena di soli sganciata dal padre vaga nell’Universo alla deriva senza meta = origine del contemporaneo e della nostra sensazione del tempo. La moltiplicazione dei soli è la conseguenza dell'uccisione del sole = rappresentazione immaginaria della morte di Dio, con la morte del padre avviene la moltiplicazione dei figli-soli.

Non è il nostro un eterno precipitare? E all’indietro, di fianco, in avanti, da tutti i lati? Esiste ancora un alto e un basso? Non stiamo forse vagando come attraverso un infinito nulla? Non alita su di noi lo spazio vuoto? Non si è fatto più freddo? Non seguita a venire notte, sempre più notte? Non dobbiamo accendere lanterne la mattina? Dello strepito che fanno i becchini mentre seppelliscono Dio, non udiamo dunque nulla? Non fiutiamo ancora il lezzo della divina putrefazione? Anche gli dèi si decompongono! Dio è morto! Dio resta morto! E noi lo abbiamo ucciso! Come ci consoleremo noi, gli assassini di tutti gli assassini? Quanto di più sacro e di più possente il mondo possedeva fino ad oggi, si è dissanguato sotto i nostri coltelli; chi detergerà da noi questo sangue? Con quale acqua potremmo noi lavarci? Quali riti espiatori, quali giochi sacri dovremo noi inventare? Non è troppo grande, per noi, la grandezza di questa azione? Non dobbiamo noi stessi diventare dèi, per apparire almeno degni di essa? Non ci fu mai un’azione più grande: tutti coloro che verranno dopo di noi apparterranno, in virtù di questa azione, ad una storia più alta di quanto mai siano state tutte le storie fino ad oggi!”. A questo punto il folle uomo tacque, e rivolse di nuovo lo sguardo sui suoi ascoltatori: anch’essi tacevano e lo guardavano stupiti. Finalmente gettò a terra la sua lanterna che andò in frantumi e si spense. “Vengo troppo presto – proseguì – non è ancora il mio tempo. Questo enorme avvenimento è ancora per strada e sta facendo il suo cammino: non è ancora arrivato fino alle orecchie degli uomini. Fulmine e tuono vogliono tempo, il lume delle costellazioni vuole tempo, le azioni vogliono tempo, anche dopo essere state compiute, perché siano vedute e ascoltate. Quest’azione è ancora sempre più lontana da loro delle più lontane costellazioni: eppure son loro che l’hanno compiuta!”. Si racconta ancora che l’uomo folle abbia fatto irruzione, quello stesso giorno, in diverse chiese e quivi abbia intonato il suo Requiem aeternam Deo. Cacciatone fuori e interrogato, si dice che si fosse limitato a rispondere invariabilmente in questo modo: “Che altro sono ancora queste chiese, se non le fosse e i sepolcri di Dio?”.>>.

Uno dei vertici del pensiero filosofico occidentale della nostra tradizione. Queste parole illuminano l’immagine dello scheletro di Dio.

Con l'annuncio della morte di dio Nietzsche vuole rispondere al trauma metafisico che si è prodotto nel pensiero tedesco, dell’idealismo tedesco, filosofia idealistica tedesca (Fichte, tautologia= io autofondato,non c'è bisogno di fondarlo, è spirito/idea - Hegel, filosofia dello spirito= sostituzione di Dio, razionalizzazione radicale dell’idea di Dio. Dio viene trasformato in un'astrazione quindi viene ucciso). → Nietzsche sta urlando il peso di questa eredità del contemporaneo. Dice che noi, la sua cultura, i filosofi tedeschi lo hanno ucciso.

Considerazioni sul testo 1 Se Dio diventa un’astrazione è morto. Dio vive nelle tradizioni. 2 Deicidio= parricidio → S. Freud, cosa direbbe Freud sulla morte di Dio?

Riflessione di Totem e Tabù nella qualeall'origine c'è il parricidio del padre originario, del mostro divoratore. Dall’uccisione del padre originario figlia l’idea di dio e l’idea di religione. In questo momento il padre originario è diventato Dio. Dio come padre all'origine muore, Dio è morto perché il padre all’origine è morto.

LE FIGURE FEMMINILI Chiudiamo il corso con un atto di riparazione dedicato a Ofelia e alle figure femminili che abbiamo incontrato (Ofelia, Donna Elvira, Margherita/Gretchen). Queste figure femminili sono lo specchio di quello che sta avvenendo e anche la memoria di quello che sta avvenendo. Faremo un'analisi di queste figure all’insegna della parola impossibile amore. L’amore è impossibile sulla scena dell’eroe moderno:

  • Amleto non può amare a causa della morte del padre e del nuovo matrimonio della madre (simbolo di voracità,che sarebbe dovuta rimanere vedova e rinchiusa nel suo lutto agli occhi di Amleto)
  • Don Juan non può amare in quanto è lui stesso l'objet absolue
  • Faust di Goethe è vorace di onnipotenza e conoscenza, non di amore.

C’è una voce femminile anche in Pessoa, denominata Maria, omaggio alla madre dei cieli. Maria è l’amante,colei che ama Fausto e rappresenta l’amore generoso,a prescindere (in latino caritas, in greco ἀγάπη ). Ma Fausto può amare? No. MARIA riprende Ofelia, pag 102 “Ogni tanto mi affiora alle labbra una canzone d'amore, e per istinto piango un'amata morta.Si, è l'eterna sposa morta di un io che non seppe amare (Definizione di Ofelia). Ah come sarei felice se potessi annientare il pensiero, la commozione Ah, come sarei (ciò che più odio e più apprezzo), e mi rapissi in una vita vuota e laboriosa con amori e tenerezze! [...] L'amore mi fa orrore: è abbandono, intimità, esibire ( ... ) dell'essere.”

“Pensare di dire «ti amo» e soltanto «ti amo», basta ad angosciarmi .. Penso che anche quando rido (anche se non è vero) espongo una parte intima di me; per poter amare sarebbe necessario scordare che sono Faust, il pensatore (equivalente a= “I am Hamlet, the Dane”). Quel che vorrei è dormire, dormire, dormire, dormire a lungo, vagamente cosciente nel sonno, e dormire sempre, senza avere coscienza del tempo, ma solo del sonno sonnolento e della vacuità del mio essere; dormire senza che la morte venga, o sognare, ma dormire, solo dormire, dormire sempre. Perché ho ormai disimparato a dormire. Stanco di pensare, rimango a pensare, e le notti sono lunghe, lunghe, lunghe, e il pallido sorgere di un nuovo giorno ancora ... Ancora un nuovo giorno, che porterà ancora un'altra notte e questa ad altri giorni, ancora ... Sentire insonne questo e lo scivolare soave e orrendo del tempo. L'orrore chiaro, nitido e visibile del mistero si abbatte su di me, e mi scuote e mi commuove in modo tale “

“Non mi concepisco ad amare né a dire a qualcuno «ti amo», senza concepirmi con un'altra anima che la mia non sia. Ogni espansione e trasfusione di vita mi terrorizza, come per l'avaro l'idea di sperperare inutilmente anche se nello sperpero vi sia un piacere. Un terrore come di un crimine, un gdo come davanti all'impossibile cancella la visione di un mio amore dentro il mio essere. Provare amore, forse, poiché nessuno sa qual è il suo destino ( ... );ma amare, amare, mai ..”