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Este documento aborda a importância da comunicação não verbal na interação humana, contrastando-a com a linguagem verbal. Ele discute os sinais universais e culturais da comunicação não verbal, sua dependência do contexto, e as formas de interação entre o para-verbal e o verbal. Além disso, o texto explora a proxémica e a cinésica, as formas de comunicação não verbal relacionadas ao espaço e às atitudes e posturas corporais. Finalmente, o documento apresenta a evolução de grupos sociais, enfatizando a importância da comunicação não verbal na formação, conflito, regulação e concretização de grupos.
Tipologia: Appunti
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O recurso à linguagem verbal separa a comunicação humana de todas as outras formas possíveis de comunicação. No entanto, dispomos de muitas outras formas de comunicar uns com os outros que não se baseiam num código linguístico. De facto, mais de metade da comunicação humana é feita de forma não verbal. Contrariamente ao que acontece com a linguagem verbal em que é mais ou menos fácil identificar meios e intenções comunicativas , na comunicação não verbal isso é virtualmente impossível. Portanto, temos um conjunto de sinais de dimensão universal, por um lado, e especificamente cultural, por outro, que devem ser interpretados dos outros. Obviamente, a comunicação não verbal depende em grande parte do contexto. Ela è muito eficaz para construirmos significações , às vezes involuntárias, sobretudo no domínio das emoções, sentimentos e atitudes. Os comportamentos comunicativos não verbais são, com toda a probabilidade, aprendidos de uma forma distinta da linguagem verbal. Assim sendo, também vão depender da comunidade em que nos inserimos. Para-verbal Podemos esclarecer o que se entende como para-verbal. O para-verbal pode ser gestual vocal O caso do aceno (cenno/saluto) é um caso claro em que o para-verbal substitui o verbal, por manifesta necessidade, ditada pelas condições do ato comunicativo. Mas, para além da substituição, existem outras formas de interação, em que o para-verbal funciona como repetição ou complemento do verbal. Noutros casos de interação, recorremos ao para-verbal por razões expressivas ou reguladoras. Dentro de cada cultura, todos dispomos de vários sinais e a maioria deles, para membros de outras culturas, será hermética (no melhor dos casos) ou ofensiva (no pior). Para além dos gestos, todas as vocalizações que deixamos escapar e que correspondem muitas vezes a onomatopeias, são classificadas como para-linguagem, e são sempre reveladoras do estado de espírito de quem as produz, tanto mais que são produzidas involuntariamente. Proxémica No domínio não verbal, a transmissão de mensagens e a dimensão social e cultural da comunicação se manifestam também no espaço e na forma como nele nos posicionamos, nos movemos ou o organizamos. Trata-se do domínio da proxémica , que pode ser estudado em duas esferas: A primeira será mais privada , e corresponde ao nosso espaço pessoal , influenciando também a nossa “linguagem” corporal através das distâncias que estabelecemos em relação aos outros. A segunda esfera será mais pública , por ser definida pela própria organização social , o que implica que nos sujeitamos aos ditames do grupo que a originou. A disposição reflete o grau de intimidade dos interlocutores no espaço: se estamos sentados lado a lado ou frente a frente, a pouca distância um do outro, ao ponto de se poderem tocar. Assim, é fácil perceber se os colegas não são meros colegas precisamente porque têm gestos mais íntimos, isto é, utilizam uma comunicação não verbal como uma palmada nas costas, o bater levemente na cabeça um do outro com a palma da mão, ou até o passar do braço pelos ombros ou pela cintura. De certa maneira, a proxémica é inseparável da cinésica, a forma de comunicação não verbal que veremos da seguida.
Cinésica É por isso que, para além das distâncias estabelecidas no espaço, devemos considerar também as nossas reações ao próprio espaço: a maneira como nos movemos dentro dele. Significa isto que as nossas atitudes e posturas corporais são formas de comunicação , de tipo cinésico. Um dos sinais mais reveladores neste aspeto é a forma como o feedback é transmitido e interpretado no decurso de uma conversação, por exemplo: a ausência de contacto visual , indício de que não queremos estabelecer comunicação. É no rosto humano – sobretudo no olhar que se situa a primeira fonte de comunicação não verbal, entre outros motivos pelo número e complexidade dos músculos que aí se situam. Dado que a maneira como olhamos para os outros, o tempo desse olhar e a sua intensidade revelam a relação existente, ou que pretendemos criar, o olhar é uma das formas de comunicação não verbal mais reveladora que existe. Por exemplo, é frequente, nos elevadores , assumirmos posições que não permitam o face a face. Isto nem sempre significa que não desejamos falar com os nossos momentâneos companheiros de viagem, mas sim que a relação não existe (ainda) e, por conseguinte, não faz sentido uma comunicação. Mas aquilo que queremos expressar através da comunicação não verbal depende da cultura , mas também do sexo e o tipo de toque que é admitido entre os membros da sociedade. Como é obvio, os contextos também influenciam estes comportamentos. Vestuário Por mais injusto que seja, é verdade que julgamos os nossos semelhantes pelas aparências, e que tendemos a avaliar mais favoravelmente os que nos atraem, sobretudo se forem do sexo oposto. Por isso, construímos uma imagem recorrendo a uma das técnicas de comunicação não verbal mais subtis e criativas que existem – o uso dos nossos bens materiais e do vestuário. O que vestimos, o que calçamos e os objetos que selecionamos constituem parte integrante da nossa identidade pessoal , revelando aos outros (ou escondendo?) quem somos ou quem queremos ser, ou por quem queremos ser tomados. EVOLUÇÃO DO GRUPO Quanto mais longa for a duração do grupo, mais visível se torna a sua evolução. Podemos dizer até que existe uma certa regularidade nas fases desse processo: distinguem-se as fases da formação – conflito – regulação – concretização (ou realização ). FORMAÇÃO Na fase da formação, tentamos de compreender os outros e as suas reações ao nosso comportamento, através de um processo de tentativas e erros. Existe uma certa tensão , dita primária , resultante da incerteza dos primeiros contactos: por exemplo, podemos hesitar quanto ao grau de formalismo e oscilar entre o tratamento por tu e o você. Nesta etapa, os membros procuram descobrir afinidades entre si e se estabelece o que é e não é aceitável , permitido, proibido ou aconselhável. Esta primeira etapa é considerada como uma espécie de orientação. CONFLITO Ma fase do conflito, vêm a lume as diferenças dos membros entre si, as relações de força e, em particular, os jogos de poder, que constituem a tensão secundária. O conflito é a fase em que se identifica quem deseja assumir a liderança. O controlo e a resolução dos conflitos são bastante complexos, e, por isso mesmo, certos grupos podem então desagregar-se. Mais precisamente, apercebemo-nos de que certas pessoas não têm qualquer afinidade connosco , gostam de coisas diferentes , assumem atitudes que nos ofendem ou que
O discurso argumentativo está dividido em 3 partes: o Introdução é uma espécie de cartão de visita; anunciamos o que iremos dizer. o Desenvolvimento a parte mais substancial; dizemos o que na introdução anunciamos. o Conclusão resumimos o que acabamos de dizer. Essas partes concorrem todas para o mesmo fim: a persuasão da audiência. INTRODUÇÃO A introdução, dado o seu posicionamento privilegiado no início da comunicação, é a parte que permite captar a atenção e o interesse da audiência. A introdução deve informar sobre o tema e o estilo escolhido, os objetivos e os pontos principais do discurso, para que o público possa pelo menos calcular para onde vamos conduzi-lo. É habitual anunciar na própria introdução o ponto de partida junto com o ponto de chegada. DESENVOLVIMENTO O desenvolvimento tem por função organizar e ampliar os principais argumentos de forma que o público possa reconstruir uma sequência de pensamento e ligações entre ideias. Em segundo lugar, o desenvolvimento das premissas passa pelas estratégias argumentativas: as provas usadas deverão provir de fontes idóneas , sejam elas documentos autênticos , observações. O mais importante é a ordenação destes dados em pontos distintos, que correspondem às ideias principais e ao fio condutor que nos interessa. Também por facilidade de compreensão existe uma regra de divisão , de acordo com a qual um discurso argumentativo não deve ter menos de dois pontos nem mais do que cinco , respeitando-se esta proporção também nas subdivisões. Por razões de clareza, cada ponto deve ocupar um máximo de 5 minutos de discurso. CONCLUSÃO A conclusão deverá resumir as ideias principais. Enviamos ao público a mensagem do fim do nosso discurso , uma recapitulação do que já foi dito e a prova que a nossa tese é verdadeira.
A maioria dos discursos segue uma ‘ ’estrutura padrão’’ , em que uma lista de perguntas (os problemas ou questões a desenvolver) é acompanhada por uma lista de respostas (os pontos da tese a sustentar). Dentro desta base, existem planos distintos: cronológicos, espaciais, lógicos, por tópicos, psicológicos. A opção por um ou outro plano depende do tema a desenvolver e, acima de tudo, do tipo de raciocínio que a audiência estará disposta a seguir. Os planos cronológicos organizam-se sempre de acordo com uma sequência temporal, geralmente do mais antigo para o mais recente. Um plano de tipo espacial estrutura-se do geral para o particular. Na organização por tópicos , as diferentes partes são conjuntos de ideias próximas que se encadeiam. Um caso particular: o plano dialético O desenvolvimento de uma tese segue, com frequência, o chamado plano ‘dialético’ ou ‘de dissertação’. O desenvolvimento, neste caso, configura-se arrumando os argumentos em três lugares estratégicos: