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03 - Desenho Técnico, Notas de estudo de Desenho Técnico

apostila de desenho tecnico

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/10/2010

ismael-sousa-14
ismael-sousa-14 🇧🇷

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Curso: Eletroeletrônica Módulo: Básico Carga Horária:
Docente: Turno: Turma:
Discente:
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Curso: Eletroeletrônica Módulo: Básico Carga Horária: Docente: Turno: Turma: Discente:

Desenho Técnico

  • Introdução
  • Capítulo I – Instrumentos de Desenho
  • Capítulo II – Noções de Desenho Geométrico
  • Capítulo III – Normas Técnicas
  • Capítulo IV – Perspectiva
  • Capítulo V – Projeções
  • Capítulo VI – Esboço
  • Capítulo VII – Corte
  • Capítulo VIII – Desenho de Arquitetura
  • Capítulo IX – Símbolos Gráficos Para Instalações Elétricas Prediais (Nbr5444)
  • Capítulo X – Desenho de Eletrônica - Normas Técnicas
  • Legenda
  • Referências Bibliográficas

INTRODUÇÃO

O desenho é uma arte que tem como finalidade representar graficamente formas e idéias, podendo ser executado a mão livre ou por meio de instrumentos especiais, levando-se em consideração as regras para tal. Distingue-se, pois, entre desenho livre, aquele que é praticado pelos artistas, e o desenho técnico, o que é regido por determinadas leis. O Desenho Técnico tem como finalidade principal à representação precisa, no plano das formas do mundo material, ou seja, tridimensional, de modo a possibilitar a reconstituição espacial das mesmas. Essa representação de formas no plano constitui o campo de desenho projetivo. O Desenho Técnico representa um meio de ligação indispensável entre ao vários ramos de um empreendimento da base da matriz de produção, pois que é a linguagem internacional do engenheiro do arquiteto e do técnico, linguagem que difere de qualquer outra pela clareza e precisão, não se prestando a duvidas ou diferenças de interpretação. Exige-se do desenho a representação clara das diferentes partes com a indicação de todos os requisitos de acabamento a fim de que, mesmo operários de menor habilitação, possam executar a obra desenhada sem necessidade de esclarecimentos verbais demorados, e, freqüentemente, mal interpretados. A execução de um Desenho Técnico necessita, além de uma certa habilidade manual, uma boa compreensão técnica, conhecimentos do processo de construção, pois que a finalidade do projetista não é fazer um desenho e sim, por meio do desenho, indicar todos os elementos necessários à execução de um trabalho, trabalho esse que deve ser feito do modo mais racional e econômico possível. O Desenho Técnico constitui-se no único meio conciso exato e inequívoco para comunicar a forma do objeto; daí a sua importância na tecnologia, face à notória dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar da riqueza de outras informações que essa linguagem possa veicular (BORNANCINI s.d). O Desenho Técnico estrutura-se a partir dos conceitos do Desenho Geométrico e da Geometria Descritiva, associados às Normas Técnicas e convenções estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

CAPÍTULO I – INSTRUMENTOS DE DESENHO

Para obtermos bons resultados em nosso curso, precisamos conhecer o material de desenho, e desenvolver certas qualidades: limpeza, ordem, atenção, capricho, exatidão e, sobretudo, perseverança.

LÁPIS E LAPISEIRA

Utilizados para desenhar ou escrever , tanto o lápis como a lapiseira têm na parte interna um material denominado grafite ou mina , que apresenta grau de dureza variável e por isto pe classificado de três modos: com números , letras ou números e letras.

CLASSIFICAÇÃO POR NÚMEROS

 Nº. 1 – grafite macia: de traçado forte, é usada para destacar traços e fazer esboços;  Nº. 2 – grafite media: de traçado médio, é usada para a escrita em geral e traços com pouco realce;  Nº. 3 – grafite dura: de traçado fraco, é usada para tacos que não precisam ser destacados, mas necessitam de muita exatidão.

Lápis

Lapiseira

Posição correta

1ª etapa 2ª etapa

Obs.: Sempre utiliza-se os dois instrumentos juntos: um é fixo e o outro se desloca sobre o primeiro, podendo também, utilizar o par de esquadros ou a régua e um dos esquadros.

b) Traçado de retas perpendiculares Para traçar com exatidão duas retas perpendiculares, é necessária a utilização do par de esquadros como instrumentos auxiliares, observando que, além de deslizar, um dos esquadros sofre um movimento de rotação. Veja: 1ª etapa 2ª etapa

Obs.: Sempre usa-se os dois instrumentos juntos: um é fixo e o outro se desloca sobre o primeiro, podendo também utilizar a régua e um dos esquadros.

c

Fixo

c

Fixo

c d // c

r

Fixo m

r

Fixo

r

m m r

t a

t a

1ª etapa (^) a

Fixo

2ª etapa a

Fixo

BORRACHA

Utilizada para apagar erros. Existem diversas marcas e tipos no mercado, mas as borrachas sintéticas ou bem macias são mais apropriadas para este uso.

Para limpar as borrachas deve-se esfrega-las num papelão grosso, nunca lavá-las. Para erros pequenos utiliza-se o lápis-borracha, que tem ponta fina e deve ser apontado como um lápis.

COMPASSO

Instrumento utilizado par traçar circunferências, arcos de circunferência e transportar medidas. Este instrumento possuiu ma ponta-seca (de metal) e uma ponta de grafite, que devem estar no mesmo nível; a grafite deve ser lixada obliquamente (em bisel) e a parte lixada (chanfro) deve ficar para o lado de fora, como mostra a figura.

TRANFERIDOR

É o instrumento utilizado para medir e traçar ângulos. Os mais indicados são os transferidores transparentes, de plástico ou acrílico. Existem dois modelos: o de meia volta (180°) e o de volta inteira (360°). Ambos servem para o mesmo fim. Todo transferidor tem três elementos importantes: graduação, linha de fé e centro. Veja a figura seguinte:

Utilização do transferidor a partir de um ângulo dado: MÂN , menor que 180°. 1º) O vértice do ângulo coincide com o centro do transferidor; 2º) Um dos lados do ângulo ( AN ) coincide com a linha de fé;

Borracha macia Borracha sintética Lápis-borracha

Ponta-seca Chanfro

Grafite

Hastes

Posição correta

Graduação

Centro Linha de fé Centro Linha de fé

Graduação

Meia volta (180°) Volta inteira (360°)

A – Horizontal e vertical com linhas grossas; B - 45° com linhas finas; C - 45° com linhas grossas; D - 60°, com a horizontal, com linhas finas; E - 30°, com a horizontal, com linhas grossas; F – Circunferências e arcos com linhas finas e grossas.

Obs.: desenhe em cada folha três retângulos com as respectivas linhas.

CAPÍTULO II – NOÇÕES DE DESENHO GEOMÉTRICO

Geometria – ramo da matemática que se preocupa com as propriedades do espaço utilizando pontos, linhas, superfícies e sólidos. A palavra Geometria vem do grego géo , “terra”, e metrun , “medir”, nascida da necessidade prática de medir o tamanho das propriedades agrícolas. O Desenho Geométrico é a expressão gráfica da geometria e se preocupa em representar as figuras, planas ou tridimensionais, a partir dos seus conceitos essenciais, fazendo uso dos instrumentos de desenho cuja utilização exige algumas habilidades necessárias ao manuseio. Através das construções geométricas e representação da forma, o Desenho Geométrico possui a base de uma linguagem para a representação gráfica do Desenho Técnico.

ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA GEOMETRIA

O desenho é a expressão gráfica da forma, e deste modo não é possível desenhar sem o conhecimento das formas a serem representadas. Chamam-se elementos fundamentais da geometria o ponto, a linha e o plano. Este último é um caso particular da superfície.

PONTO O ponto geométrico é um ente ideal, isto é, só existe na nossa imaginação. Ele não possui tamanho algum, mas por necessidade de representação o ponto geométrico é considerado como a interseção, ou como a parte comum, de duas linhas, sendo identificado por uma letra maiúscula de nosso alfabeto.

LINHA A linha pode ser entendida como a representação gráfica obtida pelo deslocamento de um ponto. É concebida como infinita, e a parte dela representada será identificada por uma letra minúscula de nosso alfabeto.

PLANO Assim como a linha, em geometria o plano é também concebido como ilimitado. Desta forma, ao representarmos um plano, parcialmente, o faremos identificando-o por uma letra do alfabeto grego. É o caso das letras: α (alfa), β (beta), e γ (gama).

A

m

O plano tem duas dimensões: sobre ele podemos medir comprimentos e larguras, mas nele jamais podemos medir espessuras. Se tomarmos uma reta qualquer de um plano, dividimos o plano em duas partes, chamadas semiplanos.

 CLASSIFICAÇÃO DAS LINHAS

Quando deslocamos a ponta da grafite sobre a superfície do papel, temos como conseqüência à representação gráfica de uma linha, que receberá denominação própria dependendo da configuração resultante. As linhas classificam-se em:

 LINHA RETA – Uma reta, por definição, não possui início e nem fim, é ilimitada nos dois sentidos. Gerada pelo deslocamento de um ponto no espaço, ela pode, no entanto ser percorrida em dois sentidos, pelo ponto gerador. Um destes sentidos se chama sentido positivo, e o outro sentido negativo. A reta só tem uma dimensão: sobre ela só podemos medir comprimentos. É aquela que pode ser geometricamente entendida como a menor distância entre dois pontos. Obs.: É possível afirmar que por um ponto passam infinitas retas, porém, por dois pontos quaisquer somente é possível passar uma única reta. r Notação: r – lê-se reta r

Reta ou retilínea : possui uma única direção.

Curva ou curvilínea : está sempre em mudança de direção, feita de forma harmoniosa.

Quebrada ou poligonal : as mudanças de direção são feitas bruscamente.

Mista ou mistilínea : formada por mais de um dos tipos vistos acima.

Cheia ou contínua : o traço é feito sem nenhuma interrupção.

Pontilhada : representada por meio de pontos.

Tracejada : representada por meio de traços.

Traço e ponto : representada por meio de traços e pontos.

α

  • Duas retas são obliquas quando formam um ângulo diferente de 90° e 0°.

Exemplo: dividir o segmento AB em 5 partes iguais.

FORMAS GEOMÉTRICAS PLANAS

Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam-se no mesmo plano. O desenho é a expressão gráfica da forma, e deste modo não é possível desenhar sem o conhecimento das formas e serem representadas. Todas as coisas que conhecemos e que estamos habituados a ver, se apresentam aos nossos olhos como formas geométricas. O estudo destas formas se realiza pela sua comparação com uma série de formas geométricas “padrões”, estabelecidos e definidos pela sua grande simplicidade e que se encontram dentro da própria geometria. Assim a linha sinuosa, os triângulos, a esfera e muitas outras, são formas geométricas “padrões”. Quando se fala no percurso de um rio, associamos de imediato a sua forma à da linha sinuosa da geometria e automaticamente realizamos a comparação com as forma geométricas catalogadas em distintos grupos.

PARALELAS

r s

r // s

PERPENDICULARES

t

m

tm

OBLÍQUAS

r

m

m r

Exemplo de formas geométricas planas.

TRIÂNGULO EQUILÁTERO

TRIÂNGULO ISÓSCELES

TRIÂNGULO ESCALENO

TRIÂNGULO RETÂNGULO

Centro em V e abertura qualquer traça-se o arco AB.

Centros em A e B, mesmo raio anterior traçam arcos obtendo os pontos 1 e 2.

Unindo 1 e 2 com V obtêm os três ângulos iguais.

Traça-se AB igual a α. Centros em A e B traçam- se dois arcos com raio α que se cruza em C.

Unindo-se os pontos obtém- se o triângulo eqüilátero.

Traça-se AB igual a α. Traça-se a mediatriz de AB e marca-se MC igual a h.

Unindo-se os pontos obtém- se o triângulo isósceles.

Traça-se AB igual ao lado α. Centro em A, raio igual a^ b traça-se um arco. Centro em B, raio c traça-se outro arco. C é o encontro dos arcos.

Unindo-se A com C, B com C ter-se-á o triângulo.

Traça-se AB igual ao lado α. Por^ A^ traça-se^ uma^ perpen- dicular a marca-se AC igual a b.

Unindo C com A e B obtém-se o triângulo retângulo.

QUADRADO é um polígono regular de quatro lados iguais e paralelos dois a dois e formam quatro ângulos retos. Construção:

RETÂNGULO é um polígono de quatro lados paralelos iguais dois a dois, que formam quatro ângulos retos.

PARALELOGRAMO é um polígono de quatro lados, tendo os lados opostos paralelos dois a dois e ângulos opostos iguais. Construção:

LOSANGO é um quadrilátero de lados iguais, porém com ângulos agudos e obtusos e duas diagonais que formam entre si um ângulo de 90º. Construção:

Levanta-se uma perpendi- cular pelo extremo A e marca-se o ponto D com a medida do lado dado.

Centros em D e B abertura do compasso igual a AB traçam- se dois arcos que se cruzam em C.

Unindo-se os pontos obtém- se o quadrado ABCD.

Traça-se uma perpendicular pelo extremo A. Marca-se AD (dado) na perpendicu- lar.

Raio AB, centro em D traça- se um arco. Raio AD, centro em B traça-se outro arco definindo C.

Unindo-se os pontos obtém- se o retângulo.

Pela extremidade A de AB transporta-se o ângulo α dado e marca-se AD no lado do ângulo α.

Centro em D raio AB traça-se um arco. Centro em B raio AD traça-se outro arco que cruza com o primeiro em C.

Unindo os pontos obtém-se o paralelogramo.

Transporta-se o ângulo α no extremo A. Centro em A raio AB marca-se no lado do ângulo transportado o ponto D.

Centros em B e D com raio AB traçam-se 2 arcos que se cruzam em C.

Unindo os pontos obtém- se o losango.

 Arco – É uma parte qualquer da circunferência.  Flecha – É a porção do raio perpendicular à corda.  s – Secante – É a reta que corta a circunferência em dois pontos. Sendo a reta- suporte da corda.  t – Tangente – É a reta (t) que toca a circunferência em um só ponto (T), chamado Ponto de Tangência.

POSIÇÕES RELATIVAS DAS CIRCUNFERÊNCIAS

REGIÕES DO CÍRCULO

POLÍGONOS

A palavra Polígonos é originária por dois elementos de origem grega, poli (vários) e ágono (ângulos), portanto polígono é a figura geométrica formada por vários ângulos.

Classificação:  REGULARES – quando todos os seus lados e ângulos forem iguais.  IRREGULARES – quando possui, pelo menos um lado desigual.

Obs.: Independente da regularidade de seus de seus lados, um Polígono pode ser ainda:

C

B O A

s t

G

F

E D

EXTERIORES INTERIORES CONCÊNTRICAS

TANGENTES INTERIORES TANGENTES EXTERIORES SECANTES

SEMI-CÍRCULO SEGMENTO CIRCULAR SETOR CIRCULAR

COROA CIRCULAR TRAPÉZIO ZONA CIRCULAR LÚNULA CIRCULAR

REGULAR IRREGULAR

 CONVEXO – quando ao prolongarmos qualquer de seus lados, os mesmos não interceptam nenhum outro lado. Todos os ângulos internos são convexos (menores que 180°).  CÔNCAVO (não convexo) – quando ao prolongarmos um lado, este intercepta pelo menos um outro lado. Possui ângulo interno maior que 180°.

POLÍGONOS INSCRITOS – quando os seus lados são cordas de uma circunferência, por conseqüência, todos os vértices situam-se sobre a linha da circunferência. POLÍGONOS CIRCUNSCRITOS – quando estando a circunferência inscrita, todos os seus lados, por conseqüência, são tangentes à mesma (circunferência).

POLÍGONOS CONVEXOS

N° DE LADOS / DENOMINAÇÂO

03 Triângulo 04 Quadrilátero 05 Pentágono 06 Hexágono 07 Heptágono 08 Octógono 09 Eneágono 10 Decágono 11 Undecágono 12 Dodecágono 13 Tridecágono 14 Tetradecágono 15 Pentadecágono 16 Hexadecágono 17 Heptadecágono 18 Octadecágono 19 Eneadecágono 20 Icoságono

CONVEXO CÔNCAVO CÔNCAVO

POLÍGONO INSCRITO

POLÍGONO CIRCUNSCRITO