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ìndice de Saponificação. Análise de óleo - ìndice de acidez
Tipologia: Notas de estudo
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ESTUDANTES: Jailson Silva Joyce Evanns Mayra Weddija Welenilton Júnior PROFESSORA: Jenyffer Medeiros Campos TURMA: I0 e I
1. Introdução
Os lipídeos são substâncias de origem biológica, solúveis em solventes orgânicos e insolúveis ou pouco solúveis em água. As principais classes de lipídios biológicos são: ácidos graxos, triacilgliceróis, glicerofosfolipídios, esfingolipídios e esteróides. Dentre os lípideos mais abundantes na natureza encontramos os óleos e as gorduras, que são substâncias formadas a partir da associação de uma molécula de glicerol com três unidades de ácidos graxos. Por esse motivo, os óleos e as gorduras são ésteres de glicerol ou, ainda, triglicerídeos (TG) e triacilglicerídeos. Uma maneira de conseguir a "quebra" da molécula do TG em seus ácidos graxos é através do tratamento com soluções alcalinas concentradas a quente. Essa reação tem como resultado a liberação do glicerol e formação de sais de ácidos graxos, originados pela incorporação do sódio à molécula de ácido graxo. Esses sais são os sabões e a reação, que é denominada saponificação, é a via de fabricação dos sabões encontrados comercialmente. Os sabões contêm uma cadeia hidrocarbonada hidrófoba (que repele a água) que se dissolve nas gorduras e óleos e um ou mais grupos polares hidrófilos (com afinidade para a água) solúveis em água. As moléculas de sabão rodeiam a partícula de sujidade até a envolverem numa camada solubilizante chamada micela (figura 1). A capacidade de limpeza dos sabões e detergentes depende da sua capacidade de formar emulsões com materiais solúveis nas gorduras. Os sabões são agentes emulsificantes, pois tendem a tornar as emulsões mais estáveis e homogêneas.
Figura 1: Interface da micela com um meio polar
2. Materiais e Métodos
2.1 Materiais e Reagentes
● Erlenmeyer (250 mL) ● Bureta ● Pipeta graduada ● Pipetador de três vias ● Suporte Universal ● Garra ● Balança Analítica ● HCl (1,5M) ● Solução KOH alcoólica (12,5 mL de KOH 40% + 12,5 mL de alcool etilico). ● Fenolftaleína
2.2 Procedimento Experimental
Inicialmente pesou-se cerca de 1 g de lipídio em um erlenmeyer de 250 mL limpo e seco; Em seguida, adicionou-se 25 mL de KOH alcoólica e depois levou-se o sistema ao banho-maria fervente durante 30 minutos. Depois disto, retirou-se o recipiente do banho e titulou-se a amostra, ainda quente, com HCl à 1,5 mol.L-1, usando como indicador 2 gotas de fenolftaleína. Além disso, uma das equipes da turma ficou responsável por realizar a prova em branco, que foi feita usando-se 25 mL de KOH alcoólica aquecido por cerca de 5 minutos, e titulando-se com HCl à 0,5 mol.L-1 usando fenolftaleína como indicador. Os resultados encontrados pelo grupo que realizou este teste foi repassado para o restante da turma, e estará expresso na próxima etapa deste relatório.
3. Resultados e Discussão
O índice de saponificação é definido como a quantidade em mg de hidróxido de potássio necessária para saponificar totalmente 1 grama de óleo ou gordura. O valor obtido indica indiretamente a quantidade em peso, de ácidos graxos, obtidos após saponificação, pois é inversamente proporcional ao peso molecular médio dos ácidos graxos dos glicerídeos presentes. É importante para demonstrar a presença de óleos ou gorduras de alta proporção de ácidos graxos de baixo peso molecular, em mistura com outros óleos e gorduras. O óleo é saponificado por meio de uma solução alcoólica de hidróxido de potássio, o excesso de álcali não utilizado para a saponificação, é dosado por meio de uma solução de ácido clorídrico 1,5 M. A diferença entre a prova em branco e o problema, nos dá a quantidade de hidróxido de potássio utilizado na saponificação do alimento lipídico[1]. O Exemplo de uma reação de saponificação entre um triacilglicerol e o hidróxido de potássio segue abaixo na figura 01.
Figura 01 - Exemplo de reação de saponificação.
(1) Triacilglicerol. (2) Base Forte (KOH). (3) Glicerol. (4) Sal Potássico.
Em pratica, o grupo 01 gastou 59,7 mL de HCl 1,5 mol/L para titular o branco, e
4. Conclusão
Acerca do Índice de Acidez, pode-se concluir que o óleo apresentou valores inferiores ao permitido por lei estando inapropriado para consumo, contudo, isso não necessariamente significa que o fabricante do óleo está em desacordo com a lei, pois estes valores são alterados pela forma de processamento, qualidade da matéria prima, mas principalmente, por condições de armazenamentos inadequadas ao produto. Alem disso é muito provável que existem diversos erros experimentais ocasionados pela inexperiência dos operados, que se deu principalmente para identificar o ponto de viragem da titulação.
5. Referências
[1] http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2011_TN_STP_135_855_18349.pdf (Acesso 15/02/2013 as 00:24)
[2] http://www2.ufpel.edu.br/cic/2010/cd/pdf/CA/CA_01271.pdf (Acesso 15/02/2014 às 08:30)
[3]http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/a2190900474588939242d63fbc4c6735/ RDC_482_1999.pdf?MOD=AJPERES (Acesso 15/02/2014 às 09:00)
[4] ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 482, de 23 de setembro de 1999. Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Óleos e Gorduras Vegetais. Disponível em: Acesso em: 15/02/2014.
[5] LEHNINGER, Albert L.; NELSON, David L.; COX, Michael M.: Princípios de bioquímica. 4ª Ed. Sarvier: São Paulo, 2006.