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2-Teste Ergométrico, Notas de estudo de Cultura

teste de esforço para cardiacos

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 03/10/2011

daniel-rego-4
daniel-rego-4 🇧🇷

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27/11/2009
1
AVALIAÇÃO ERGOMÉTRICA OBJETIVO
II Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Teste Ergométrico, 2002.
“Submeter o indivíduo a estresse físico programado e
individualizado, com a finalidade de avaliar a resposta clínica,
hemodinâmica, eletrocardiográfica e metabólica ao esforço.”
OBJETIVOS
TESTES DE ESFORÇO Avaliar a resposta fisiológica ao exercício,
possibilitando a avaliação da condição física, a presença de limitações e,
portanto, fornecendo parâmetros para prescrição mais adequada e
individualizada.
Condição de saúde
Resposta Clínica
Resposta Cronotrópica
Resposta pressórica
Presença de Isquemia
Condição Física
Estimação do VO2max
A partir da carga máxima
Com base em fórmulas específicas para o protocolo
Com base em fórmulas genéricas
3º Prescrição
INDICAÇÕES
Baixo custo
Fácil execução
Alta reprodutibilidade
O teste pode ter aplicação mais abrangente na prática
clinica do que as que estão disponíveis nas Diretrizes
Brasileiras para o teste ergométrico.
CONTRA-INDICAÇÕES
“Circunstâncias em que o exame não tem utilidade
clínica ou pode até ser prejudicial”
RECOMENDAÇÃO PARA O EXERCÍCIO
Na Doença da Artéria Coronária
Avaliação seriada de paciente com DAC em programa de reabilitação
cardiovascular
Na Insuficiência Cardíaca (gases)
Prescrição de exercícios
Em indivíduos assintomáticos
Avaliação de candidatos à programas de exercício
(homem>40anos, mulher>50 anos)
Na Hipertensão
Diagnóstico de DAC em pacientes com HAS em uso de drogas que alteram a
resposta cardiovascular (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio e
nitratos)
Nas Valvulopatias
Avaliação da capacidade funcional de pacientes com valvopatias leve a
modarada para esclarecer sintomas, orientar atividade física ou auxiliar na
indicação cirúrgica.
Nas arritimias
Avaliação de pacientes em programas de condicionamento físico
(recomendação razoável)
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AVALIAÇÃO ERGOMÉTRICA

OBJETIVO

II Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Teste Ergométrico, 2002.

“Submeter o indivíduo a estresse físico programado e

individualizado, com a finalidade de avaliar a resposta clínica,

hemodinâmica, eletrocardiográfica e metabólica ao esforço.”

OBJETIVOS

TESTES DE ESFORÇO – Avaliar a resposta fisiológica ao exercício, possibilitando a avaliação da condição física, a presença de limitações e, portanto, fornecendo parâmetros para prescrição mais adequada e individualizada.

Condição de saúde

Resposta Clínica Resposta Cronotrópica Resposta pressórica Presença de Isquemia

Condição Física

Estimação do VO 2 max A partir da carga máxima Com base em fórmulas específicas para o protocolo Com base em fórmulas genéricas

3º Prescrição

INDICAÇÕES

Baixo custo

Fácil execução

Alta reprodutibilidade

O teste pode ter aplicação mais abrangente na prática clinica do que as que estão disponíveis nas Diretrizes Brasileiras para o teste ergométrico.

CONTRA-INDICAÇÕES

“Circunstâncias em que o exame não tem utilidade clínica ou pode até ser prejudicial”

RECOMENDAÇÃO PARA O EXERCÍCIO

Na Doença da Artéria Coronária Avaliação seriada de paciente com DAC em programa de reabilitação cardiovascular Na Insuficiência Cardíaca (gases) Prescrição de exercícios

Em indivíduos assintomáticos Avaliação de candidatos à programas de exercício (homem>40anos, mulher>50 anos)

Na Hipertensão Diagnóstico de DAC em pacientes com HAS em uso de drogas que alteram a resposta cardiovascular (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio e nitratos) Nas Valvulopatias Avaliação da capacidade funcional de pacientes com valvopatias leve a modarada para esclarecer sintomas, orientar atividade física ou auxiliar na indicação cirúrgica. Nas arritimias Avaliação de pacientes em programas de condicionamento físico (recomendação razoável)

INDICAÇÕES ESPECIAIS

GERAIS

Cardiopatias congênitas

Doenças não cardíacas

Crianças com sopros ou disfunções leves, arritimias ou pós-

operatório de cardiopatias congênitas.

CONTRA-INDICAÇÃO

II Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Teste Ergométrico, 2002.

GERAIS

 Embolia Pulmonar  Enfermidade aguda, febril ou grave  Limitação física ou psicológica  Intoxicação medicamentosa

RELATIVAS  Dor torácica aguda;  Estenose valvares moderadas;  Insuficiências valvares graves;  Taquiarritimias, bradiarritimas e arritimias ventriculares complexas;  Distúrbios hidro-eletrolíticos e metabólicos;  Afecções não cardíacas capazes de agravamento pelo teste ergométrico Ex.: infecções, insuficiência renal/hepática/respiratória, obstrução arterial periférica, lesões ósteo-mio-articulares, deslocamento da retina e afecções psiquiátricas.

TIPOS DE TESTES

SUBMÁXIMOS

 Exercício carga única ou progressiva em níveis submáximos  Interrupção até a FC = 85% da FCmax prevista para idade  Menor risco de acometimento  Pode ser feito sem médico  Pode ser feito sem ECG  Menor precisão

MÁXIMOS

 Exercício de cargas progressivas até o máximo  Máximo = cansaço físico intenso problemas de saúde que impeçam continuação do exercício  Obrigatoriedade de médico e ECG  Maior precisão

RISCOS

AVALIAÇÃO MÁXIMA

População Normal

  • Morte < ou = 0,01%
  • Infarte < ou = 0,04%
  • Complicações com hospitalização < ou = 0,2%

Risco maior na população cardiopata

Risco maior sem supervisão médica

AVALIAÇÃO SUBMÁXIMA

“Canadian Aerobics Fitness Test” foi usado em 1 milhão de

pessoas sem nenhum evento cardiovascular”

SAÚDE

Condição de saúde

Resposta Clínica Resposta Cronotrópica Resposta pressórica Presença de Isquemia

SINTOMAS CLÍNICOSSINTOMAS CLÍNICOS

PRECORDIALGIAPRECORDIALGIA –– DOR NO PEITODOR NO PEITO

DISPNÉIADISPNÉIA –– FALTA DE ARFALTA DE AR

EQUIVALENTES ISQUÊMICOSEQUIVALENTES ISQUÊMICOS

CLAUDICAÇÃOCLAUDICAÇÃO –– DOR EM MMIIDOR EM MMII

CANSAÇO FÍSICOCANSAÇO FÍSICO

VERTIGEMVERTIGEM –– TONTURATONTURA

PRÉ SÍNCOPEPRÉ SÍNCOPE

PALIDEZ OU CIANOSEPALIDEZ OU CIANOSE

DIFICULDADE EM MANTER ESFORÇO (DIFICULDADE EM MANTER ESFORÇO (ERGÔMETROSERGÔMETROS))

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

OBSTRUÇÃO

Placa de Ateroma

Necessidade de Sangue DEMANDA ENERGÉTICA

Oferta de Sangue

= FLUXO CORONARIANO

Necessidade de Sangue DEMANDA ENERGÉTICA

Oferta de Sangue

> FLUXO CORONARIANO

NORMAL

ISQUEMIA

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

Duplo Produto x10^3

Fluxo Miocárdio ( ml/min)

Lesão 90%

Lesão 75%

Lesão 50%

Normal

isquemia

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

IISQUEMIA

ARRITMIAS

FV / TV

PARADA CARDÍACA MORTE

NUNCA SE EXERCITAR ACIMA

DO LIMIAR DE ISQUEMIA

ALTERAÇÃO DO ELETRO OU ANGINA

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

P

Q S

T

R

ECG - NORMAL

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

Critérios para a depressão isquêmica do ST

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

ALTERAÇÕES ISQUÊMICASALTERAÇÕES ISQUÊMICAS

INDUZIDAS PELO EXERCÍCIOINDUZIDAS PELO EXERCÍCIO

REPOUSOREPOUSO EXERCÍCIOEXERCÍCIO

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

Obstrução Coronariana (ATEROSCLEROSE/ PONTE MIOCÁRDICA/ ESPASMO) ou Isquemia Coronariana Não Obstrutiva (ESTENOSE AÓRTICA/ SOBRECARGA VE/ PRÉ EXCITAÇÃO VENTRICULAR/ PROLAPSO VALVAR MITRAL)

Sintomas: Angina Baixa tolerância ao esforço Dispnéia desproporcional ao esforço Incompetência cronotrópica Déficit inotrópico Fadiga de membros inferiores (OAC)

Alterações eletrocardiográficas: Alterações repolarização - infradesnivelamento do segmento ST

  • supradesnivelamento do segmento ST Arritmias complexas Bloqueios de ramo esforço induzidos

ISQUEMIA (ECG)ISQUEMIA (ECG)

LAUDO MÉDICOLAUDO MÉDICO

TESTETESTE POSITIVOPOSITIVO OU TESTEOU TESTE SUGESTIVOSUGESTIVO DE RESPOSTA ISQUÊMICADE RESPOSTA ISQUÊMICA

QUAL É O LIMIAR DE ISQUEMIA ?QUAL É O LIMIAR DE ISQUEMIA?

DOENÇA JÁ ERA CONHECIDA ?DOENÇA JÁ ERA CONHECIDA?

SE NÃOSE NÃO –– PROCURAR MÉDICOPROCURAR MÉDICO

SE SIMSE SIM –– APROVAÇÃO MÉDICA PARA EXERCITARAPROVAÇÃO MÉDICA PARA EXERCITAR

RITMO CARDÍACO (ECG)RITMO CARDÍACO (ECG)

  • ELEVADA INCIDÊNCIA DE ARRITMIA, AUMENTA COM IDADE,ELEVADA INCIDÊNCIA DE ARRITMIA, AUMENTA COM IDADE,

ATÉ 50% DOS TE EM INDIVÍDUOS SEM ANORMALIDADES CVATÉ 50% DOS TE EM INDIVÍDUOS SEM ANORMALIDADES CV

  • ESV ISOLADAS SÃO AS MAIS FREQÜENTESESV ISOLADAS SÃO AS MAIS FREQÜENTES INDUZIDAS OU SUPRIMIDAS PELO EXERCÍCIOINDUZIDAS OU SUPRIMIDAS PELO EXERCÍCIO PRESENTES DESDE O REPOUSO OU APENAS NA RECUPERAÇÃOPRESENTES DESDE O REPOUSO OU APENAS NA RECUPERAÇÃO TANTO EM INDIVÍDUOS NORMAIS QUANTO EM PACIENTES COM DACTANTO EM INDIVÍDUOS NORMAIS QUANTO EM PACIENTES COM DAC ANORMAIS SE > 10 POR MINUTO, NO ESFORÇO OU RECUPERAÇÃOANORMAIS SE > 10 POR MINUTO, NO ESFORÇO OU RECUPERAÇÃO POLIMÓRFICAS, PAREADAS, EM SALVA, TVPOLIMÓRFICAS, PAREADAS, EM SALVA, TV INTENSIFICAÇÃO DA FREQÜÊNCIA OU DA COMPLEXIDADEINTENSIFICAÇÃO DA FREQÜÊNCIA OU DA COMPLEXIDADE
  • RELAÇÃO COM DAC QUANDO EM BAIXA INTENSIDADE DERELAÇÃO COM DAC QUANDO EM BAIXA INTENSIDADE DE

ESFORÇO OU ALTERAÇÃO DE ECG ASSOCIADAESFORÇO OU ALTERAÇÃO DE ECG ASSOCIADA

  • PAREADAS OU ISOLADAS FREQÜENTES (PAREADAS OU ISOLADAS FREQÜENTES (> 10% DE QUALQUER> 10% DE QUALQUER

SEQÜÊNCIA DE ECG DO TESTESEQÜÊNCIA DE ECG DO TESTE) RELAÇÃO COM MAIOR RISCO) RELAÇÃO COM MAIOR RISCO

DE MORTE CVDE MORTE CV

RITMO CARDÍACO (ECG)RITMO CARDÍACO (ECG)

ECG NORMALECG NORMAL ECG ARRITMIAECG ARRITMIA

RITMO CARDÍACO (ECG)RITMO CARDÍACO (ECG)

LAUDO MÉDICOLAUDO MÉDICO

PRESENÇA DEPRESENÇA DE ARRITMIASARRITMIAS// EXTRASSÍSTOLESEXTRASSÍSTOLES//

TAQUICARDIATAQUICARDIA VENTRICULAR/ SUPRAVENTRICULARVENTRICULAR/ SUPRAVENTRICULAR

QUAL É O LIMIAR DE ARRITMIA ?QUAL É O LIMIAR DE ARRITMIA?

Alteração já era conhecida?Alteração já era conhecida?

SE NÃOSE NÃO –– PROCURAR MÉDICOPROCURAR MÉDICO

SE SIMSE SIM –– APROVAÇÃO MÉDICA PARA EXERCITARAPROVAÇÃO MÉDICA PARA EXERCITAR

DETECÇÃO DE ISQUEMIA

SUBMÁXIMOS

  • Só verifica isquemia se tiver ECG e médico
  • Só identifica isquemia se ela ocorrer até a FC atingida no teste

MÁXIMOS

  • Sempre tem ECG e médico
  • Identifica a isquemia em toda a faixa de FC possível (FC repouso à FC máxima real)
  • Exemplo: Teste submáximo chega a 130 bpm Limiar de isquemia no teste máximo em 150 bpm Não aparece isquemia no teste submáximo

PROTOCOLOS MAIS UTILIZADOS

Cicloergômetro

Astrand – Carga inicial de 10, 25 e 50 W – cardiopata, mulher, homem Incrementos de 3 em 3 minutos Incrementos de 25 ou 50 W. VO 2 max (ml/min) = 12 x Watts +(Peso x 3,5)

25

50

75

100

125

150

0

20

40

60

80

100

120

140

160

3 6 9 12 15 18

ESTEIRA

Esteira Rolante

Bruce – Estágios de 3 min - TREINADOS Velocidades = 1,7; 2,5; 3,4; 4,2; 5,0; 5,5 e 6 mph Inclinação aumenta 2% a cada estágio VO 2 max cardiopata homem = (2,327 x tempo) + 9, VO 2 max homem sedentário = (3,288 x tempo) + 4, VO 2 max homem ativo = (3,778 x tempo) + 0, VO 2 max mulher = (3,36 x tempo) + 1, Balke – Estágios de 1 min - SEDENTÁRIOS Velocidades = 3,3 mph Inclinação aumenta 1% a cada estágio VO 2 max = 14,909 + (1,444 x tempo de duração) Naughton – Estágios de 3 min - CARDIOPATAS Início 2 mph 7% Varia inclinação até 18% Varia velocidade até 3,4 mph

Ellestad – Estágio 2 ou 3 min – SEDENTÁRIOS, TREINADOS 4 estágios iniciais com 10% e depois com 15% Velocidade de 1,7 a 8 mph

COMPARAÇÃO DE PROTOCOLOS (^) CONDIÇÃO FÍSICA

2º Condição Física

Estimação do VO 2 max A partir da carga máxima Com base em fórmulas específicas para o protocolo Com base em fórmulas genéricas

CAPACIDADE AERÓBIA

Direta – ergoespirometria

VO 2 max é medido

Gases expirados

Indireta – ergometria

VO 2 max é calculado

Fórmulas dependem do protocolo

MEDIDA DO VO 2 max

CAPACIDADE AERÓBIA

Cicloergômetro Astrand – VO 2 max (ml/min) = 12 x Watts +(Peso x 3,5)

 Esteira Rolante Bruce –VO 2 max cardiopata homem = (2,327 x tempo) + 9, VO 2 max homem sedentário = (3,288 x tempo) + 4, VO 2 max homem ativo = (3,778 x tempo) + 0, VO 2 max mulher = (3,36 x tempo) + 1,

Balke – VO 2 max = 14,909 + (1,444 x tempo de duração)

FÓRMULAS ESPECÍFICAS

FÓRMULAS GENÉRICAS

Ciclo – carga=kgm/min – peso=kg – “equilíbrio” – superestima máx VO 2 = (carga x 2) + (3,5 x Peso) VO 2 = (carga x 1,8) + (7 x Peso) NOVO 2000

Esteira andando – velocidade=m/min, inclinação em centésimo VO 2 = (vel. x 0,1) + (vel. x incl. x 1,8) + 3,

Esteira correndo – velocidade=m/min, inclinação em centésimo VO 2 = (vel. x 0,2) + (vel. x incl. x 1,8 x 0,5) + 3,

Ciclo – carga kgm/min – 1 watt = 6,12 kgm/min 1 kgm/min = 1kg x 1 m/min Peso – Kg Vel – velocidade - m/min - 1 mph = 26,8 m/min Incl = inclinação - %

CAPACIDADE AERÓBIA

OBRIGADO!!!