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3349 redes computadores, Notas de estudo de Informática

Conheça algumas dicas essencial das redes

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 03/12/2013

vivaldino-stelio-12
vivaldino-stelio-12 🇧🇷

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ApostiladeRededeComputadores
UniversidadeFederaldeItajubá
InstitutodeEngenhariadeSistemaseTecnologiasda
Informação
GrupodePesquisasemEngenhariadeSistemaseComputação
Prof.IsaíasLima
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Apostila de Rede de Computadores

Universidade Federal de Itajubá

Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da

Informação

Grupo de Pesquisas em Engenharia de Sistemas e Computação

Prof. Isaías Lima

Prefácio

Esta apostila dedica-se aos cursos de Redes de Computadores I e II ministrados na

Universidade Federal de Itajubá, cujos capítulos e assuntos tratados nas seções seguem

exatamente o livro texto referenciado no plano de ensino, e que serviu de base para uma

tradução livre.

Portanto, dentro das expectativas de um curso introdutório ou de nível mais avançado,

algumas incorreções são meramente erros de compreensão ou entendimento do autor. Assim,

numa tentativa de apresentar um conteúdo abrangente e necessariamente direto, procurou-se

descrever da melhor forma possível, os termos que por ora são correntes em Rede de

Computadores em geral.

De outra forma, apesar de um nível relativamente satisfatório, uma tradução livre nem

sempre se prende rigorosamente ao conteúdo explícito da obra; cabendo a ressalva de alguns

questionamentos em relação à estrutura das seções, os termos técnicos e as descrições, bem

como ao próprio texto traduzido dos parágrafos e seções.

Fica ainda a necessidade de recorrência ao livro original em inglês, cujo

acompanhamento é recomendado desde o início do curso, e consta das referências bibliográficas

da ementa de Redes de Computadores I e II.

Capítulo 1 - Meios de Transmissão

1.1 Introdução

Pode-se dizer que toda comunicação entre computadores envolve codificação de

informações em uma troca de energia e transferir essa energia através de um meio. Assim, neste

capítulo será discutido o conceito básico da transmissão de dados, examinando os meios de

transmissão que são utilizados em modernos sistemas de redes de computadores.

1.2 Os Fios de Cobre

As redes de computadores tradicionais usam fios como meio principal de conexão entre

computadores, devido ao baixo custo e a facilidade de instalação. Além disso, os fios podem ser

feitos de diferentes metais, e muitas redes utilizam o cobre por ter baixa resistência elétrica, o

que significa que um sinal pode ser enviado a uma distância muito maior.

O tipo de fiação utilizado em redes de computadores é escolhido de maneira que a

interferência seja a mínima possível. A interferência tem origem quando um sinal elétrico é

transmitido em um cabo, e este atua como uma pequena estação de rádio (o fio emite uma

pequena quantidade de energia eletromagnética que se propaga no ar). Essa energia ao encontrar

outro fio, produz uma pequena corrente elétrica. O somatório das correntes geradas depende da

potência das ondas eletromagnéticas e da posição do fio. Normalmente, essa interferência só

passa a ser detectada quando dois fios são colocados lado a lado e em paralelo, assim um sinal

elétrico enviado em um fio, pode gerar um sinal similar em outro. Os computadores não

conseguem distinguir sinais gerados acidentalmente, assim são tomadas algumas iniciativas para

reduzir a interferência.

Na tentativa de minimizar a interferência são usados dois tipos básicos de fiação: o par

trançado e o cabo coaxial. O par trançado também é usado em sistemas de telefonia.

O simples trançar dos cabos altera as propriedades elétricas dos fios, ajudando a torná-lo

adequado ao uso em uma rede. Primeiro, porque limita a energia eletromagnética que o próprio

fio emite. Segundo, porque os torna menos susceptível à energia eletromagnética emitida por

outros fios. A figura a seguir ilustra um fio tipo par trançado.

O fio coaxial apresenta uma maior proteção que o par trançado, em vez de trançar os

fios, é utilizado um anel metálico em volta de um núcleo, um único fio.

Este anel de metal forma um cilindro flexível em volta do fio isolado, o que gera uma

barreira à radiação eletromagnética. Esta barreira protege o fio de duas maneiras, evitando que o

mesmo gere radiação eletromagnética, e evitando que a radiação eletromagnética gerada por

outros fios interfira no mesmo. Sua eficácia se deve ao fato de o anel cercar o fio por todos os

lados. Assim o cabo coaxial pode ser posto em paralelo com outros cabos. A figura abaixo

ilustra o escudo e o cabo coaxial.

A idéia de um escudo para proteger a fiação também foi aplicada ao par trançado. Um

par trançado protegido consiste em um par de fios blindados por uma metálica. Cada fio é

protegido por um material isolante, evitando que um toque no outro. Este tipo adicional de

proteção é utilizado em cabos que estejam perto de equipamentos que tenham campo magnético

ou elétrico intensos.

1.3 Fibras Ópticas

As redes de computadores também utilizam as fibras ópticas para transmitirem dados, o

meio de transporte do dado é a luz. O transmissor em uma ponta do cabo é um LED (light

emitting diode) ou um laser, que envia pulsos de luz; já na recepção de dados é usado um

transistor foto-sensível.

As fibras ópticas têm quatro vantagens em relação aos fios. Primeiro, a luz não produz,

nem sofre interferência elétrica. Segundo, devido a sua fabricação, os feixes de luz podem ser

levados muito mais longe do que um sinal em um fio de cobre. Terceiro, a luz pode codificar

mais informações do que sinais elétricos. Quarto, não necessitam de mais fios para completar

um circuito elétrico, pois apenas um fio de fibra óptica é necessário para interligar dois

computadores.

Porém, essas mesmas fibras têm algumas desvantagens, como a dificuldade de

instalação, pois é necessário um equipamento especial para polir a extremidade do cabo;

permitindo que a luz passe por ele. E, depois, se um cabo de fibra óptica se rompe, é difícil de

difícil localização, além disso, para reparar um fio rompido é necessário também um

equipamento especial para unir as duas fibras.

1.4 Rádio-Freqüência

Além de ser usada na transmissão de radio, televisão e comunicação privada entre walk-

talks, a radiação eletromagnética pode ser usada para transmitir dados. As redes que usam ondas

de radio são feitas para trabalharem em uma determinada radio-freqüência, e as transmissões

são referidas como transmissões RF. Diferente de redes que usam fibra óptica, redes usando

transmissões em RF não necessitam de um meio físico que conecte os computadores. Assim

cada computador é conectado a uma antena, que pode mutuamente transmitir e receber RF.

Fisicamente, as antenas usadas para transmissão de RF podem ser grandes ou pequenas,

dependendo do alcance necessário. Por exemplo, uma antena projetada para transmitir sinais a

muitos quilômetros deve ter uma altura de um pólo metálico com dois metros de altura, que é

montado no topo de um edifício. Já uma antena para permitir comunicação entre dois prédios é

tão pequena que cabe em um computador portátil.

o da Terra, não permanecendo fixos em um determinado ponto do céu. De fato um satélite pode

completar uma órbita inteira em aproximadamente 1,5 horas.

Suas desvantagens é que só pode ser usado durante o tempo que permanece entre duas

estações, e depois para controlar um sistema que está em contínuo movimento, um complexo

sistema de controle na terra é requerido.

1.6 Conjuntos de satélites de órbita baixa

Este esquema de comunicação consiste em permitir comunicação constante através de

satélites em baixa órbita. Ao invés de um satélite ser focado, o esquema exige uma determinada

quantidade de satélites, de modo que um ponto nunca fique sem nenhum satélite sobre ele.

Além de ter equipamentos para fazer a transmissão com as estações terrestres, estes

satélites também têm um equipamento que permite a conexão entre um satélite e outro.

1.7 Microondas

Radiação eletromagnética que tem freqüência além das usadas em radio e televisão

chamada microondas, e também é utilizada para transmitir informações.

Ondas de microondas além de ter a freqüência maior do que as ondas de rádio, também

têm um comportamento diferente. Diferentemente das ondas de radio que são transmitidas em

todas as direções, as microondas podem ser atiradas em uma única direção, dificultando a

intercessão do sinal Porém as microondas não podem penetrar em metais, assim tem

funcionamento melhor em locais limpos, sem a presença de vegetação alta nem edifícios. Como

resultado, as torres de microondas são maiores que qualquer obstáculo e cada transmissor de

microondas está direcionado um para o outro.

1.8 Infravermelho

Os controles remotos utilizados em aparelhos de som e televisão são um exemplo do

uso de infravermelho para comunicação entre dispositivos eletrônicos. Porém ele é limitado a

pequenas distâncias, e usualmente requer que seja apontado diretamente para o receptor.

Infravermelho não é caro comparado a outros dispositivos, além do que não necessita de antena.

Redes de computador podem usar infravermelho para transmissão de dados. É possível,

por exemplo, uma equipa em uma sala enorme com conexões de infravermelho conectarem se

ao mesmo provedor e compartilhar dados. Infravermelho é conveniente para pequenos aparelhos

porque oferece as vantagens das redes sem fio, sem necessidade de antenas.

1.9 Laser

Já foi mencionado que a luz pode ser um meio de comunicação via fibras

Ópticas. Como a comunicação de microondas, o laser consiste em duas localidades com

um transmissor e um receptor. Este equipamento é fixo normalmente em uma torre e o

transmissor de um está mirado no receptor do outro. O transmissor usa um laser para gerar o

feixe de luz, por que um laser se manterá no foco durante a longa distância.

Como a transmissão de microondas, o feixe de laser deve viajar em uma linha reta e não

deve ser bloqueado. Infelizmente o raio laser não consegue ultrapassar vegetação ou condições

climáticas adversas, como fumaça ou neve, assim tem seu uso limitado.

Capítulo 2 – Comunicação Local Assíncrona

2.1 Introdução

Por serem equipamentos digitais, computadores utilizam dígitos binários para

representar os dados. Assim, transmitir dados através de uma rede, de um computador para o

outro, consiste em enviar bits através de um meio de comunicação.

Fisicamente, o meio para se enviar bits é o meio elétrico, ondas de radio ou feixes de

luz. Neste capítulo será explicada uma dessas formas, corrente elétrica, que pode ser usada para

transmitir dados à curta distância.

Além de discutir o básico da comunicação, serão introduzidas duas propriedades

importantes de uma rede, a largura de banda e delay. Ambas podem ser quantizadas.

2.2 A necessidade para comunicação assíncrona

Uma comunicação é considerada assíncrona quando emissor e receptor não precisam se

coordenar antes de dados serem transmitidos. Quando se usa comunicação assíncrona, o emissor

pode esperar arbitrariamente para enviar dados, enquanto o receptor deve aceitá-los a qualquer

momento que estes cheguem. Sistemas assíncronos são utilizados especialmente em

equipamentos como teclado, onde os dados são gerados pelo toque humano.

2.3 Usando a corrente elétrica para enviar dados

O mais simples dos equipamentos eletrônicos utiliza uma pequena corrente para

codificar dados. Para entender como a eletricidade pode codificar dados, imagine um fio que

conecta dois equipamentos eletrônicos. Voltagens negativas são representadas por 1, e voltagens

positivas por 0. Assim para enviar o bit 1, o equipamento emissor seta uma voltagem positiva, e

depois volta para zero volt. Já para se enviar 0, o equipamento fornece uma tensão negativa,

depois volta para o zero volt. A figura abaixo ilustra como a voltagem no fio varia com o tempo

enquanto um aparelho envia uma seqüência de bits.

2.5 Taxa de Envio, Framing, e Erros

Ao invés de especificar o tempo necessário para cada bit, o que é uma pequena fração

de segundo, os sistemas de comunicação especificam o número de bits que podem ser

transferidos em um segundo. Nas conexões RS-232 são operadas comumente as velocidades de

19200 bits por segundo e 33600 bits por segundo.

Tecnicamente, os hardwares são medidos em taxas de envio (baud rate), que são o

número de mudanças no sinal por segundo que o hardware gera. Assim uma taxa de 9600

significa 9600 bits por segundo.

Para tornar o RS-232 um padrão mais geral, os fabricantes usualmente projetam cada

peça do hardware para operar em uma variedade de taxas de envio (baud rate). A “baud rate”

pode ser configurada manualmente ou automaticamente. Se o emissor e receptor não estiverem

configurados na mesma taxa de envio, erros ocorrerão, porque o tempo do receptor não irá

esperar o suficiente para ler cada bit, causando assim uma defasagem. Para detectar erros, um

receptor mede diversas vezes a tensão em cada bit, e compara as medições. Se a voltagem não

for unânime ou o bit de parada não ocorrer no instante esperado, o receptor acusa erro. Esses

erros são chamados erros de framing, pois um caractere é como uma figura que não se encaixa

em tamanho padrão de figuras.

O hardware do RS-232 pode fazer uso dos erros de framing. Em particular um teclado

tem a tecla BREAK, essa tecla não gera nenhum caractere ASCII. Ao invés disso quando o

usuário pressiona a tecla BREAK, o teclado coloca o bit 0 em muito mais tempo que seria

necessário para enviar um único bit. Assim ao ser detectado que a voltagem tenha movido para

o estado de 0 bit, o receptor assume que um caractere esta chegando e fica esperando pelo bit de

parada 1. Se este bit não chega, o receptor reporta um erro, o que pode abortar uma aplicação.

2.6 Comunicação assíncrona Full Duplex

Foi descrito que a corrente elétrica flui por um único cabo, porém todo circuito elétrico

necessita de no mínimo de dois fios – a corrente flui em um e volta no outro. Este segundo fio é

chamado de terra. Assim ao se usar o RS-232 em um par trançado, um fio carrega o sinal e o

outro é o terra. Nos cabos coaxiais o sinal vai pelo cabo do centro, e o escudo é o terra.

Em muitas aplicações do RS-232 os dados devem viajar em duas direções ao mesmo

tempo. Esse tipo de transferência é conhecida como Full Duplex e são distinguidas das

transmissões em única direção, conhecidas como Half Duplex. Para acomodar uma transmissão

Full Duplex em RS-232, serão necessários três fios, uma para os dados enviados, um para os

dados recebidos e o terra que funcionará em ambas as direções. De fato, o RS-232 define um

conector DB-25 e especifica como o hardware ira usar os 25 fios para controlar dados. Por

exemplo, enquanto o receptor esta apto a receber dados, este receptor fornece uma voltagem em

um fio de controle, que o emissor interpreta como livre para enviar. Para reduzir custos, os

hardwares podem ser configurados para que ignorem os fios de controles e assumam que a outra

parte esta funcionando corretamente. A figura abaixo mostra um circuito de três fios.

Como a figura mostra, o fio terra conecta diretamente o terra de um com o do outro. Os

outros dois fios estão cruzados porque o transmissor de um está ligado no receptor do outro.

Para tornar os cabos mais simples, os projetistas decidiram que os computadores e modems

devem usar pinos opostos do conector DB25. O computador transmite no fio 2 e recebe no fio 3,

enquanto o modem transmite no fio 3 e recebe no fio 2.

2.7 Limitações de um Hardware real

Na prática, nenhum equipamento eletrônico consegue produzir uma voltagem exata ou

mudar de uma voltagem para outra instantaneamente. Além do que, nenhum fio conduz

eletricidade perfeitamente – ao passo que a corrente passa no fio, há perdas de energia. Com

resultado, há um pequeno tempo para voltagem subir ou cair, e o sinal recebido não é perfeito.

A figura abaixo ilustra como um bit realmente é e como ele deveria ser.

Como maioria das tecnologias de comunicação, RS-232 reconhece que os hardwares

reais não são perfeitos, assim especifica a proximidade que uma forma emitida deve ser do

padrão, e a tolerância sobre as imperfeições. Por exemplo, a padronização não especifica que o

receptor deve medir a voltagem exatamente no começo de cada bit, apenas recomenda que se

tirem amostras durante o meio do tempo de alocação de cada bit.

2.8 Largura de banda de um Hardware e transmissão de bits

Sabendo que um hardware não consegue mudar tensões instantaneamente, é explicado

uma propriedade fundamental dos sistemas de transmissão, que é relacionada com a velocidade

de bits que podem ser enviados. Cada sistema tem uma largura de banda limitada, que é a taxa

máxima que o hardware pode modificar o sinal. Se o emissor tentar transmitir dados mais

rápido do que a largura de banda, o hardware não conseguirá continuar porque não terá tempo

suficiente para completar uma mudança de tensão antes de o emissor tentar fazer outra. Assim

algumas das mudanças serão perdidas.

A largura de banda é medida em Hertz (Hz). Pode se pensar que a largura de banda é a

oscilação de um sinal que foi enviado através de um hardware.

Na década de 1920 um pesquisador descobriu uma relação fundamental entre largura de

banda de um sistema de comunicação e o máximo número de bits por segundo que podem ser

transferidos. Conhecido como Teorema da Amostragem de Nyquist, a relação provem uma

fronteira teórica para a máxima velocidade que dados podem ser enviados. O teorema mostra

Capítulo 3 – Tecnologia de LANs e Topologias de Rede

3.1 Introdução

Pequenas redes são freqüentemente projetados para permitir que múltiplos

computadores compartilhem recursos como impressoras, arquivos e ate mesmo conexões com a

internet.

A tecnologia de hardware usada para redes locais não consiste em modems e cabos

separados, ao invés disso a tecnologia é projetada para compartilhamento. Eles permitem que

múltiplos computadores e equipamentos, como impressoras, sejam ligados diretamente como

um só. Este capítulo ira descrever os conceitos que dão suporte as tecnologias de uma rede

local, e explica porque as redes locais se tornaram tão populares.

3.2 Conexão direta Ponto a Ponto

Cada canal de comunicação conecta exatamente dois computadores, e só pode ser usado

por esses dois computadores, exclusivamente. Conhecido como rede ponto a ponto, e tem três

propriedades bem proveitosas. A primeira é que cada conexão é instalada independentemente

das outras. Assim o equipamento de suporte não precisa ser o mesmo para todas as conexões.

Segundo porque cada conexão tem conexão exclusiva, ou seja, os computadores decidem

exatamente como enviar os dados pela conexão. Eles podem escolher o formato dos frames, um

mecanismo para detectar erros, e o tamanho máximo de um frame. Por causa de cada conexão é

independente das outras, os detalhes podem ser mudados sem que o administrador da rede

concorde em fazer a mudança. Terceiro, porque apenas dois computadores terem acesso ao

canal, é fácil reforçar a segurança e privacidade.

É claro que conexões ponto a ponto apresentam desvantagens, como há mais de dois

computadores precisando se comunicar. A figura abaixo representa como o aumento de

computadores compromete a conexão ponto a ponto.

Matematicamente, o número de conexões é que é preciso para conectar N computadores

é:

Conexões necessárias = (N

2

  • N) /

Na prática, o custo é alto, pois muitas conexões seguem o mesmo caminho no chão,

parede e cabos condutores. Por exemplo, suponha uma empresa com cinco computadores, com

dois em um andar do prédio e outros três computadores em outro andar do prédio. A figura

abaixo ilustra cada computador e suas respectivas conexões, seis conexões passaram entre duas

localizações - em muitos casos essas conexões seguem o mesmo caminho, aumentando custos.

O número de conexões acima passando entre as duas localidades excede o número total

de computadores. Se outro computador é adicionado à localização 1, a situação se torna bem

pior, e o número de conexões totais cresce para 9.

3.3 Canais de Comunicação Compartilhados

A história das redes de computadores mudou drasticamente entre 1960 e 1970, quando

pesquisadores desenvolveram uma forma de comunicação entre computadores chamada de

Local Area Networks (LANs). Planejadas como alternativas para fugir do alto custo das

conexões ponto a ponto, os pesquisadores diferenciaram fundamentalmente das redes a longas

distâncias. Cada LAN consiste em um único meio compartilhado, usualmente um cabo, para os

computadores se atarem. Os computadores têm turnos para usar o meio ao enviar pacotes de

dados.

Muitos projetos de LANs surgiram da pesquisa e esses eliminaram a duplicação de

cabos e custos, trazendo um importe impacto econômico nas redes. Conseqüentemente as LANs

se tornaram populares.

“Redes que permitem múltiplos computadores compartilhar um meio de comunicação

são usados para comunicação local. Conexões ponto a ponto são usadas para redes a longas

distâncias e outros casos especiais.”

Se compartilhar diminui custos, porque as LANs são usadas somente para comunicação

local? Porque os computadores em uma rede precisam coordenar o uso da rede, assim essa

coordenação requer tempo, e a longa distância esse tempo seria maior que o próprio envio de

dados, assim a rede passaria maior parte do tempo coordenando, e não enviando dados. Além do

que, engenheiros descobriram que disponibilizando um canal com grande largura de banda, a

longa distância é muito mais caro do que provendo esse mesmo canal a curta distância.

3.4 Importância das LANs e Localização de Referência

A importância das LANs pode ser resumida em:

“As LANs se tornaram a forma mais popular de comunicação entre computadores.

LANs agora conectam mais computadores que qualquer outro meio de rede.”

Uma das razões das LANs serem instaladas é a economia. As tecnologias de uma LAN

são tanto baratas quanto disponíveis. Todavia, a principal razão para que a demanda de redes

seja tão alta pode ser atribuída ao princípio fundamental conhecido como localização de

referência. O princípio da localização de referência diz que a comunicação entre uma

quantidade de computadores não é randômica, mas ao invés disso segue dois modelos. Primeiro,