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50 Tons Mais Escuro, Notas de aula de Música

seu terno cinza, sem gravata, a camisa branca aberta no colarinho. Seus olhos ... janela se abre, oferecendo-me uma cópia digitalizada do livro para ler.

Tipologia: Notas de aula

2022

Compartilhado em 07/11/2022

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇧🇷

4.6

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A PARCERIA

Cinquenta Grupos de Cinza

Apresenta:

Sinopse

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra- se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.

Prólogo

Ele está de volta. Mamãe está dormindo ou ela está doente de novo. Eu me escondo e me enrolo debaixo da pequena mesa na cozinha. Através dos meus dedos eu posso ver a mamãe. Ela está dormindo no sofá. Sua mão está sobre o tapete verde pegajoso, ele está usando suas botas grandes com fivelas brilhantes e está pé perto da mamãe, gritando com ela. Ele bate na mamãe com um cinto. Levante-se! Levante-se! Você é uma puta fodida. Você é uma puta fodida. Você é uma puta fodida. Você é uma puta fodida. Você é uma puta fodida. Você é uma puta fodida. Mamãe faz um barulho soluçando. Pare. Por favor, pare. Mamãe não grita. Mamãe encolhe-se em pequena bola. Eu ponho os meus dedos nos ouvidos, eu fecho os meus olhos. O som para. Ele se vira e eu posso ver as botas, enquanto ele pisa na cozinha. Ele ainda tem o cinto na mão. Ele está tentando me encontrar. Ele se inclina e sorri. Ele tem um cheiro desagradável. De cigarros e bebidas. Aí está você, seu merdinha. Um grito arrepiante o acorda. Cristo! Ele está encharcado de suor e seu coração está batendo forte. Que porra foi essa? Ele se senta ereto na cama e coloca a cabeça entre as mãos. Porra. Eles estão de volta. O barulho era meu. Ele respira fundo para se estabilizar, tentando livrar sua mente e narinas do cheiro de bourbon barato e cigarros Camel velhos.

Capítulo 01

Tenho sobrevivido durante três dias sem Christian, e é meu primeiro dia de trabalho. Tem sido uma boa distração. O tempo voou por entre uma névoa de caras novas, trabalho a fazer e Sr. Jack Hyde. Sr. Jack Hyde... ele sorri para mim, com seus olhos azuis cintilantes, enquanto ele se inclina contra a minha mesa. — Excelente trabalho, Ana. Eu acho que nós vamos fazer uma grande equipe. De alguma forma, eu consegui erguer a cabeça para curvar meus lábios em um semblante de um sorriso. — Eu estou indo para casa, se estiver tudo bem com você, — eu murmuro. — Claro, é cinco e meia. Vejo você amanhã. — Boa noite, Jack. — Boa noite, Ana. Pegando a minha bolsa, eu encolho os ombros no meu casaco e saio. Para o ar do início da noite em Seattle, eu respiro fundo. Ele não consegue preencher o vazio no meu peito, um vazio que está presente desde sábado de manhã, uma lembrança dolorosa e oca, da minha perda. Eu ando em direção ao ponto de ônibus com a cabeça baixa, olhando para meus pés, meio triste por estar sem minha amada Wanda, meu velho Fusca... ou o Audi. Eu fecho imediatamente a porta desse pensamento. Não. Não posso pensar nele. Claro, eu posso comprar um carro, um carro novo, agradável. Eu suspeito que ele foi demasiado generoso em seu pagamento, e o pensamento me deixa com um gosto amargo na boca, mas eu o rejeitei e devo manter a minha mente fechada e o mais vazia possível. Eu não posso pensar nele. Eu não quero começar a chorar de novo, não na rua. O apartamento está vazio. Tenho saudades de Kate, e eu a imagino deitada em uma praia em Barbados, bebericando um coquetel gelado. Ligo a televisão de tela plana, mais para ter algum ruído do que para preencher o vácuo e proporcionar uma aparência de companhia, mas eu não ouço ou assisto. Eu sento

assombra. E a música... tanta música, que eu não posso suportar ouvir qualquer música. Eu tenho muito cuidado para evitá-la a todo custo. Até mesmo os jingles em comerciais me fazem tremer. Eu não falei com ninguém, nem mesmo com minha mãe ou Ray. Eu não tenho condições de conversar com ninguém agora. Não, eu mão quero nada disso. Eu me tornei uma ilha. Uma terra devastada pela guerra, onde nada cresce e os horizontes são sombrios. Sim, esta sou eu. Sou capaz de conversar impessoalmente no trabalho, mas só isso. Se eu falar com minha mãe, eu sei que vou quebrar ainda mais e já não tenho mais nada para quebrar. Estou encontrando dificuldades para comer. Na hora do almoço, na quarta- feira, eu consegui tomar um copo de iogurte, e é a primeira coisa que eu comi desde sexta-feira. Estou sobrevivendo com uma tolerância recém descoberta de café expresso com leite e Coca Cola Diet. A cafeína que me faz continuar, mas está me deixando ansiosa. Jack começou a pairar sobre mim, me irritando, me fazendo perguntas pessoais. O que ele quer? Eu sou educada, mas eu preciso mantê-lo a distancia de um braço. Sento-me e começo a vasculhar uma pilha de correspondência dirigida para ele, e eu estou satisfeita com a distração do trabalho adicional. Meus e-mails chegaram, e eu rapidamente reviso para ver de quem é. Puta merda. Um e-mail de Christian. Oh não, não aqui... não no trabalho.

De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data: 08 de junho de 2011 14: Para: Anastásia Steele

Cara Anastásia Perdoe essa intromissão no seu trabalho. Espero que ele esteja indo bem. Você recebeu minhas flores? Lembrei que amanhã é a abertura da exposição do seu amigo na galeria, e eu tenho certeza que você não teve tempo para comprar

um carro, e é uma longa viagem. Eu ficaria mais do que feliz em levá-la, se você assim desejar. Me informe, por favor.

Christian Grey CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.

Lágrimas inundam meus olhos. Eu apressadamente deixo a minha mesa e vou para o banheiro para escapar em uma das cabines. A exposição de José. Droga. Eu tinha esquecido tudo sobre ele, e eu prometi a ele que eu iria. Merda, Christian está certo; como vou chegar lá? Pressiono minha testa. Por que José não telefonou? Pensando bem, por que ninguém me telefonou? Eu estive tão distraída, que não reparei que o meu telefone celular estava muito silencioso. Merda! Eu sou uma idiota! Ele ainda está desviando as chamadas para o Blackberry. Santo inferno. Christian estava recebendo as minhas chamadas, ao menos que ele tenha jogado fora o Blackberry. Como ele conseguiu o meu endereço de e-mail? Ele sabe até o tamanho do meu sapato, um endereço de e-mail não seria um problema difícil de resolver. Posso vê-lo novamente? Será que eu poderia suportar isso? Eu quero vê-lo? Fecho os meus olhos e inclino a cabeça para trás, enquanto a tristeza cai sobre mim. Claro que sim. Talvez, talvez eu possa lhe dizer que eu mudei de ideia... Não, não, não. Eu não posso estar com alguém que tem prazer em me infligir dor, alguém que não pode me amar. Memórias torturantes lampejam através da minha mente, o planador, andar de mãos dadas, os beijos, a banheira, sua gentileza, seu humor, e seu escuro e sexy olhar pensativo. Sinto falta dele. Já se passaram cinco dias, cinco dias de agonia, que pareceram com uma eternidade. Eu envolvo meus braços ao redor do meu corpo, me abraçando com força, me segurando. Sinto falta dele. Eu realmente sinto falta dele... Eu o amo. É

— Você virá amanha? — Ele parece animado. — Sim, claro. — Eu sorrio meu primeiro sorriso genuíno em cinco dias, enquanto imagino seu sorriso largo. — Às sete e meia. — Vejo você depois. Adeus, José. — Adeus, Ana.

De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data: 08 de junho de 2011 14: Para: Anastásia Steele

Cara Anastásia A que horas devo buscá-la?

Christian Grey CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.

De: Anastásia Steele Assunto: Amanhã Data: 08 de junho de 2011 14: Para: Christian Grey

A exposição de José começa às 7:30. Que horas você sugere?

Anastásia Steele Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

De: Christian Grey Assunto: Amanhã

Data: 08 de junho de 2011 14: Para: Anastásia Steele

Cara Anastásia Portland é meio longe. Vou buscá-lo às 5:45. Estou ansioso para vê-la.

Christian Grey CEO, Grey Participações e Empreendimentos Inc.

De: Anastásia Steele Assunto: Amanhã Data: 08 de junho de 2011 14: Para: Christian Grey

Vejo você então.

Anastásia Steele Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

Oh meu Deus. Vou ver Christian, pela primeira vez em cinco dias, meu espírito se levanta um pouco e me permito querer saber como ele está. Será que ele sentiu minha falta? Provavelmente não, não como eu senti a dele. Será que ele encontrou uma nova submissa, seja lá de onde elas venham? O pensamento é tão doloroso que eu o dispenso imediatamente. Eu olho para a pilha de correspondência para Jack que precisa ser classificada, e tento empurrar Christian para fora da minha cabeça, mais uma vez. Naquela noite, na cama, eu viro e reviro, tentando dormir. É a primeira vez que eu não chorei até dormir. Em minha mente, eu visualizo o rosto de Christian na última vez que o vi, quando saí do seu apartamento. Sua expressão torturada me assombra. Lembro que ele não queria que eu fosse, o que era estranho. Por que eu iria ficar quando

Puxa, eu gostaria de saber como usar maquiagem. Eu aplico algum rímel, delineador e aperto as minhas bochechas, na esperança de trazer um pouco de cor a sua maneira. Arrumo o cabelo para que ele caia artisticamente pelas minhas costas, eu respiro profundamente. Isto é tudo o que posso fazer. Nervosa, eu ando pelo hall de entrada com um sorriso e uma aceno para Claire, na recepção. Eu acho que eu e ela poderíamos nos tornar amigas. Jack está falando com Elizabeth quando eu saio pelas portas. Com um largo sorriso, ele se apressa em abri-las para mim. — Depois de você, Ana, — ele murmura. — Obrigada. — Eu sorrio, envergonhada. Lá fora, no meio-fio, Taylor está esperando. Ele abre a porta traseira do carro. Olho hesitante para Jack que me seguiu. Ele está olhando para o SUV Audi com desânimo. Eu viro e subo na parte de trás, e lá está Christian Grey sentado, vestindo seu terno cinza, sem gravata, a camisa branca aberta no colarinho. Seus olhos cinzentos estão brilhando. Minha boca esta seca. Ele parece glorioso, exceto que ele está olhando para mim com cara feia. Oh não! — Quando foi a última vez que você comeu? — Ele dispara, enquanto Taylor fecha a porta atrás de mim. Droga. — Olá, Christian. Sim, é bom ver você também. — Eu não quero sua boca inteligente agora. Responda-me. — Seus olhos ardem. Puta merda.. — Um... Eu tomei um iogurte na hora do almoço. Oh, e uma banana. — Quando foi a última vez que uma boa refeição? — Pergunta ele, com azedume. Taylor desliza para o banco do motorista, liga o carro, e puxa para o tráfego. Olho para cima e Jack está acenando para mim, como se pudesse me ver através do vidro escuro, bem não sei. Aceno de volta. — Quem é esse? — Christian dispara.

— Meu chefe. — Eu olho para o belo homem ao meu lado, e sua boca está apertada. — Bem? Sua última refeição? — Christian, realmente isso não é da sua conta, — Eu murmuro, sentindo- me extraordinariamente corajosa. — Aconteça o que acontecer, sempre será da minha conta. Diga-me. Não, não é. Eu gemo de frustração, desvio meu olhar para o céu enquanto Christian aperta os olhos. E pela primeira vez em muito tempo, eu quero rir. Eu sofro para sufocar o riso que ameaça borbulhar. O rosto de Christian amolece enquanto eu me esforço para manter uma cara séria, e vejo um traço de um sorriso atravessar seus lábios maravilhosamente esculpidos. — Bem? — Pergunta ele, com sua voz suave. — Pasta Alla Vongole , sexta-feira passada, — eu sussurro. Ele fecha os olhos enquanto a fúria e, eventualmente, o arrependimento, varrem todo o seu rosto. — Eu vejo, — diz ele, com sua voz inexpressiva. —Parece que você perdeu pelo menos cinco quilos, possivelmente mais, desde então. Por favor, coma, Anastásia, — ele me repreende. Olho para baixo, para os dedos entrelaçados no meu colo. Por que ele sempre me faz sentir como uma criança errante? Ele muda de posição e se dirige em minha direção. — Como vai você? — pergunta ele, sua voz bem suave. Bem, eu estou realmente na merda ... Eu engulo. —Se eu te dissesse que eu estou bem, eu estaria mentindo. Ele inala drasticamente. — Eu também, — ele murmura. Estende o braço e aperta minha mão. — Eu sinto sua falta, — acrescenta. Ah, não. Pele contra pele. — Christian, Eu... — Ana, por favor. Nós precisamos conversar. Eu vou chorar. Não. — Christian, eu... por favor... Eu chorei muito, — eu sussurro, tentando manter minhas emoções sob controle — Oh, querida, não. — Ele puxa a minha mão, e antes que eu perceba que estou em seu colo. Ele tem seus braços em volta de mim, e seu nariz está no meu