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Apostilas de História sobre a Corrida Espacial, De Ícaro a Isaac Newton, conquista do espaço e a literatura, Santos-Dumont, Dos monomotores aos bombardeiros, Bomba atômica: lado sinistro da corrida espacial.
Tipologia: Notas de estudo
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altura de 7.000 quilômetros e fotografou pela primeira vez o lado escuro do satélite natural.
Gagarin, o primeiro homem no espaço
Em abril de 1961, mais um salto tecnológico da União Soviética: subia aos céus a Vostok, primeira nave pilotada por um ser humano. O cosmonauta era Yuri Gagarin, um jovem piloto de 26 anos. Durante cerca de 90 minutos, ele viajou em órbita da Terra a uma altura média de 320 quilômetros. Com Gagarin, a humanidade teve acesso a novos conhecimentos e aprendeu que a Terra é uma imensa bola azul. Nas ruas de Moscou, a população foi ao delírio. (^) Vostok: mais um feito soviético
Em resposta, o presidente americano John Kennedy, em maio de 61, prometeu que em menos de uma década um astronauta dos Estados Unidos pisaria o solo da Lua. As palavras de Kennedy ditaram o ritmo e a estratégia do programa espacial americano. O que estava em jogo não era apenas uma questão de natureza científica. O problema era essencialmente político.
1962: a crise dos mísseis Em 62, no mês de outubro, a Guerra Fria chegou a um nível preocupante com a crise dos mísseis em Cuba. Os Estados Unidos reagiram energicamente à iniciativa soviética de instalar uma plataforma nuclear em território cubano, a apenas 150 quilômetros da costa norte-americana. A União Soviética recuou, mas o mundo sentiu pela primeira vez o perigo real de um confronto nuclear entre as superpotências. Mais do que nunca, a conquista do espaço e das tecnologias dos foguetes tornava-se um objetivo prioritário para os governos de Washington e de Moscou. Enquanto os americanos investiam em vôos tripulados para a Lua, os soviéticos preferiam trabalhar com robôs nas missões lunares. Em 1966, o foguete Luna-9 pousava no satélite natural. Pouco depois, o Luna-10 tornava-se o primeiro aparelho a entrar em órbita da Lua. Em 1970, com os veículos automáticos Lunokhods, os soviéticos obtiveram várias amostras da superfície lunar. Do lado americano, o projeto Ranger deu novo impulso ao programa espacial, enviando da Lua, em 65, mais de 17 mil fotos de alta resolução, permitindo novas pesquisas. A "conquista da Lua" dividiu-se em 3 programas, o Mercúrio, o Gemini e o Apolo, cada um responsável pelo desenvolvimento de determinadas etapas de um vôo tripulado.
Acidentes nos EUA e na URSS Mesmo com todas as precauções, uma tragédia abalou os Estados Unidos, em janeiro de 67. Durante uma decolagem simulada, um incêndio provocado por um curto-circuito destruiu a nave Apolo-1, matando os três astronautas a bordo. Em maio do mesmo ano, os soviéticos também passaram por momentos desoladores com a queda da nave Soyuz-1, durante a manobra de retorno à Terra. O acidente provocou a morte do cosmonauta Wladimir Komarov.
Sucesso no cinema e na TV A Lua, na verdade, não era o único objetivo das superpotências. Nos anos 60 foram lançados vários aparelhos para Marte, Vênus e Mercúrio. Alguns se perderam para sempre, e outros conseguiram enviar dados importantes sobre a superfície e a atmosfera dos planetas.
O fato é que tudo isso alimentava o clima de excitação na opinião pública. A indústria de entretenimento, aproveitando a onda, lançou séries de TV e filmes de cinema de grande sucesso.
O filme "Solaris" é considerado um clássico de ficção científica do cinema soviético. Foi produzido em 72, um pouco depois do clássico inglês "2001 - Uma Odisséia no Espaço". Na literatura, entre os autores da segunda metade do século XX destaca-se Isaac Asimov, escritor e bioquímico norte-americano de origem russa. Ele produziu mais de trezentas obras, entre elas clássicos como "Eu, Robô" e "Nove Amanhãs".
O sucesso de livros e filmes mostra que o imaginário coletivo estava repleto de fantasias sobre os outros mundos. Não foi à toa que, justamente nessa época, nos anos 60, multiplicaram-se os casos de pessoas afirmando ter visto discos voadores.
Na ficção científica e na imaginação das pessoas era fácil viajar Universo adentro, mas na realidade o homem precisou trabalhar muito até chegar o grande momento: o desembarque de um astronauta em solo lunar.
Apollo 11 - o homem na Lua
Homens na Lua: façanha dos EUA
Apollo 11, ano de 1969. "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade". Com essa célebre frase, o astronauta Neil Armstrong registrou o momento em que pisava o solo da Lua, em companhia do piloto Edwin Aldrin. O terceiro astronauta, Michael Collins, permaneceu a bordo da nave. A Terra inteira acompanhou pela TV, naquele 20 de julho, uma das mais fascinantes experiências vividas pelo homem.
Depois da descida na Lua, a corrida espacial perdeu grande parte de seu fascínio. Os contribuintes americanos começaram a questionar o alto custo desse tipo de empreendimento, que apresentava resultados menos emocionantes que os filmes e seriados de ficção científica.
Guerra Fria x Pacifismo A própria Guerra Fria começou a cansar a opinião pública. No final dos anos 60, os movimentos pacifistas realizaram grandes manifestações nos Estados Unidos e na Europa. Na França, a temperatura esquentou com o movimento estudantil de maio de 68.
O ânimo beligerante do presidente Reagan seria dramaticamente esfriado em janeiro de 1986. O ônibus espacial Challenger explodia em pleno ar, segundos após o lançamento, diante da assistência aterrorizada de milhões de americanos. Sete tripulantes perderam a vida, entre eles uma professora de 38 anos.Mais discreta, a União Soviética dava seqüência ao programa espacial com o projeto Mir, lançado em fevereiro de 86. Eram módulos semelhantes ao Explosão da Challenger: revés da Nasa Salyut, destinados à longa permanência dos cosmonautas no espaço. "Em dezembro de 1988, entrevistei em Moscou o cosmonauta Yuri Romanenko, que ficou 326 dias, 11 horas e 38 minutos a bordo da Mir, quebrando na época o recorde de permanência de um homem no espaço. Romanenko disse-me que, na Mir, ele contava com um quarto confortável para dormir, além de espaço para ginástica. O cosmonauta fazia contato com os familiares na Terra através de naves de apoio, não tripuladas, que levavam e traziam objetos, cartas, fitas de vídeo e até comidinhas caseiras autorizadas pelos médicos. A título de curiosidade, Romanenko afirmou que sempre sabia quando sobrevoava o Brasil, por causa de fortes explosões de luz sobre o país. Um detalhe que nunca me foi esclarecido por nenhum cientista". José Arbex Jr. jornalista
Os programas espaciais e a pesquisa
Satélites de comunicação: mais verbas
Hoje, sem Guerra Fria e até sem União Soviética, a Mir é um ponto de apoio para missões conjuntas de vários países. Uma plataforma de onde o homem pode dirigir seu olhar para mais longe. Na verdade, nos últimos anos as principais verbas dos programas espaciais têm sido aplicadas no aperfeiçoamento dos satélites de comunicação, que hoje contam-se aos milhares em volta da Terra.
De qualquer modo, sondas enviadas pelo homem continuam pesquisando planetas, estrelas e fenômenos em distâncias remotas, numa tentativa de satisfazer a curiosidade humana, provavelmente infinita como o Universo. Fonte: alo escola, tv cultura