






Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Este documento aborda a diversidade na biosfera, explorando conceitos como a diversidade genética, a diversidade de espécies e a estrutura e função das células. Ele apresenta uma visão geral da composição e organização dos seres vivos, desde o nível molecular até o nível de ecossistema. O documento discute as principais moléculas da vida, como os compostos inorgânicos, os glícidos, os lípidos e os prótidos, destacando suas funções e características. Além disso, aborda a estrutura e o papel do dna e do rna na síntese de proteínas e na hereditariedade. Com uma descrição detalhada e abrangente, este documento é uma fonte valiosa de informações para estudantes e pesquisadores interessados em compreender a diversidade e a complexidade da vida na biosfera.
Tipologia: Resumos
1 / 12
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!







A Biosfera Definição de Biosfera A Biosfera é um subsistema terrestre do qual fazem parte todos os seres vivos que povoam a Terra, integrados no respetivo meio abiótico. Diversidade Biológica Diversidade ecológica: refere-se à diversidade de ecossistemas que existem na Terra. Diversidade de espécies: refere-se à diversidade de populações que existem na Terra. Diversidade genética: refere-se à diversidade de características dentro e entre seres vivos da mesma espécie. A diversidade de espécies de uma comunidade abrange duas componentes: uma é a riqueza em espécies , o número total de espécies diferentes numa comunidade e outra é a abundância relativa das diferentes espécies, o número de indivíduos de cada espécie nessa mesma comunidade. Definição de Espécie Uma espécie é um conjunto de seres vivos com características semelhantes, que cruzados entre si dão origem a descendentes férteis. Organização Biológica Biosfera → Ecossistema → Comunidade → População → Organismo → Sistema de Órgãos → Órgão → Tecido → Célula → Organelo → Molécula → Átomo Extinção e Conservação de Espécies O ser humano é considerado o principal responsável pelo cenário preocupante de extinção de espécies , sendo a desflorestação e a destruição de habitats e o consumo excessivo as principais ações que conduzem à perda de biodiversidade. Todavia, os humanos também desenvolvem esforços no sentido de restaurar os ecossistemas e conservar as espécies. Por exemplo, as áreas protegidas representam um esforço no sentido da preservação de espécies. Extinção de espécies Redução do número de indivíduos de uma espécie até ao seu desaparecimento. Conservação de espécies Análise do impacte humano na biodiversidade e desenvolvimento de estratégias para a preservar. Espécie em perigo Espécie cuja sobrevivência é considerada duvidosa se continuarem a atuar fatores que a ameaçam.
A base celular da vida Seres unicelulares: seres vivos constituídos por uma só célula. Seres pluricelulares: seres vivos constituídos por muitas células. Teoria celular A célula é a unidade básica de estrutura e função dos seres vivos; Todas as células provêm de células preexistentes; A célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e de hereditariedade dos seres vivos. Ultra estrutura celular Células eucarióticas: Células com uma estrutura complexa, apresentando núcleo e organitos celulares. Estão representadas em todos os seres vivos menos as bactérias e as cianobactérias. Lisossoma
Angstrom (Å) 10 -10^ m
Funções dos constituintes celulares Membrana celular: invólucro que mantém a integridade celular, sendo responsável pela troca de substâncias entre o meio intracelular e o meio extracelular. Parede celular: parede rigída que envolve as células vegetais e bacterianas, conferindo-lhes proteção e suporte; a parede celular das células vegetais contem celulose. Citoplasma: é limitado pela membrana celular e nele encontram-se dispersos diversos organelos. Núcleo: rodeado pelo citoplasma e delimitado pelo invólucro nuclear; no seu interior está o material genético, com informação essencial ao funcionamento celular, por vezes, no interior do núcleo observa-se o núcleolo, constituído por proteínas e ácidos nucleicos. Retículo Endoplasmático : sistema de sáculos, vesículos e canículos, envolvido na síntese de proteínas, lípidos e hormonas; também intervém no transporte de proteínas e outras substâncias; na presença de ribossomas designa-se por rugoso, na ausência designa-se por liso. Mitocôndrias: organelos que possuem duas membranas, uma externa e outra interna; estão envolvidas em processos de obtenção de energia (respiração aeróbia) por parte da célula. Cloroplastos: organelos que possuem uma membrana dupla, onde se encontram pigmentos envolvidos na fotossíntese. Ribossomas: pequenas estruturas por vezes associadas ao retículo endoplasmático; são fundamentais para a síntese de proteínas. Lisossomas: estruturas esféricas, rodeadas por uma membrana simples, que no seu interior contém enzimas responsáveis pela digestão intracelular. Complexo de Golgi: conjunto de cisternas achatadas de vesículas, que intervêm em fenómenos de secrecção. Vacúolo: organelo de tamanho variável, rodeado por uma membrana, que armazena água com outras substâncias dissolvidas; vai aumentando de tamanho à medida que a célula envelhece. Citoesqueleto: rede de fibras intercruzadas existente no citoplasma; mantém a forma da célula. Centríolos: estruturas de aspeto cilíndrico, constituídas por microtúbulos; intervêm na divisão celular; o conjunto dos vários centríolos designa-se por centrossoma. Metabolismo celular O metabolismo celular é o conjunto das reações que ocorrem nas células. Nas reações de catabolismo , obtem-se H 2 O. Nas reações de anabolismo ocorre o inverso, gasta-se H 2 O. ATP O ATP é a forma de energia útil utilizada pelas células.
É denominada Solvente Universal pois consegue dissolver numerosos compostos orgânicos e inorgânicos. Compostos orgânicos Todos os compostos orgânicos têm simultaneamente Carbono, Hidrogénio e Oxigénio, longas cadeias de carbono e uma estrutura complexa. Monómeros: unidades básicas dos polímeros. Polímeros: cadeias com um grande número de monómeros unidas por ligações químicas. Reação de condensação: reação através da qual se liga monómeros, originando um polímero e obtendo-se moléculas de água. Reação de hidrólise: reação através da qual se separa monómeros constituintes de um polímero, utilizando moléculas de água. Glícidos (ou Hidratos de Carbono) Compostos orgânicos ternários, em cuja constituição entra Carbono, Oxigénio e Hidrogénio. Monossacarídeos (ou Oses) Unidades básicas e estruturais dos glícidos. Classificam-se quando ao número de átomos de carbono que possuem: podem ser trioses, tetroses, pentoses , hexoses… As mais importantes são as pentoses e as hexoses que se podem representar por uma fórmula estrutural em cadeia aberta, mas geralmente em solução aquosa têm fórmula estrutural cíclica, constituindo anéis fechados de cinco ou de seis átomos de carbono. São exemplos de pentoses a ribose e a desoxirribose. As hexoses mais frequentes são a glicose , a frutose e a galactose. Oligossacarídeos Moléculas constituídas por duas a dez moléculas de monossacarídeos ligados entre si. Duas moléculas de monossacarídeos originam um dissacarídeo, três originam um trissacarídeo e assim sucessivamente. São exemplos de dissacarídeos , a sacarose (glicose + frutose), a maltose (glicose + glicose) e a lactose (glicose + galactose).
A ligação entre dois monossacarídeos designa-se por ligação glicosídica e dela obtem-se uma molécula de água. Por exemplo, na síntese de três monossacarídeos, existem duas ligações glicosídicas e por isso obtêm-se duas moléculas de água. Síntese de um díssacarídeo Polissacarídeos Glícidos complexos, formados por cadeias lineares ou ramificadas de mais de dez monómeros. São exemplos de polissacarídeos a celulose , o amido e o glicogénio. Funções dos glícidos Função energética: muitos monossacarídeos são utilizados em transferências energéticas; alguns oligossacarídeos e polissacarídeos constituem uma reserva energética; é o caso do amido, reserva energética vegetal e do glicogénio, reserva energética animal. Função estrutural: alguns glícidos desempenham funções estruturais; é o caso da celulose, constituinte da parede celular das células vegetais, do ácido murámico, constituinte da parede celular das células bacterianas e da quitina, constituinte da carapaça de insetos e da parede celular dos fungos. Lípidos Compostos orgânicos ternários, muito heterogéneos, que têm como principal propriedade a sua fraca solubilidade na água e a sua solubilidade em solventes orgânicos como o éter e o benzeno. São constituídos por Carbono, Oxigénio e Hidrogénio e podem possuir Enxofre, Azoto ou Fósforo. Triglicerídeos Constituem um dos principais grupos de lípidos simples com funções de reserva. Como componentes básicos, na sua constituição entram ácidos gordos e glicerol. A molécula de um ácido gordo é constituída por uma cadeia hidrocarbonada que possui um grupo terminal carbóxilo (COOH). A molécula de glicerol é constituída por três grupos hidroxilo (OH) que estabelecem ligações covalentes com os átomos de carbono do grupo carbóxilo dos ácidos gordos. Esta ligação designa-se por ligação éster e através dela obtém-se uma ou mais moléculas de água conforme o número de ácidos gordos. No caso de um triglicerídeo obtêm-se 3 moléculas de água.
Função vitamínica e hormonal: as vitaminas E e K, bem como algumas hormonas sexuais são de natureza lipídica. Prótidos Compostos orgânicos quaternários que contêm Carbono, Oxigénio, Hidrogénio e Azoto. Podem também conter outros elementos como Enxofre, Fósforo, Ferro, Cobre, Magnésio, etc. Aminoácidos Unidades básicas dos prótidos. Possuem, ligados ao mesmo carbono central, um grupo amina (NH 2 ), um grupo carbóxilo (COOH), um átomo de hidrogénio e um radical que constitui a parte variável do aminoácido. Péptidos Duas a cem moléculas de aminoácidos podem reagir entre si através de uma ligação peptídica. Esta ligação estabelece-se entre o grupo carbóxilo de um aminoácido e o grupo amina de outro com a remoção de uma molécula de água. A ligação de dois aminoácidos designa-se por dipéptido e a ligação de vários aminoácidos origina a formação de cadeias designadas polipéptidos. Formação de um dipéptido Proteínas As proteínas são constituídas por uma ou mais cadeias polipeptídicas com mais de 100 aminoácidos e possuem uma estrutura tridimensional definida. Estrutura primária: sequência de aminoácidos da cadeia polipeptídica. Estrutura secundária: estrutura determinada pelas pontes de hidrogénio que se estabelecem entre os átomos que compõem as ligações peptídicas. Nas estrutura secundária em α-hélice há enrolamento em hélice da cadeia polipeptídica. A estrutura secundária em folha β-pregueada pode formar-se entre cadeias polipeptídicas separadas ou entre regiões do mesmo polipéptido que se dobra sobre si mesmo. Estrutura terciária: a cadeia com estrutura secundária enrola-se e dobra-se sobre sim mesma, tornando-se globular. As dobras são estabilizadas por ligações entre os radicais dos aminoácidos (ligações de dissulfito); exemplo: enzimas.
Estrutura quaternária: várias cadeias polipeptídicas globulares organizam-se e interagem; exemplo: hemoglobina. Modelos estruturais das proteínas As haloproteínas, ou proteínas simples, apenas possuem aminoácidos, enquanto as heteroproteínas , ou proteínas conjugadas, contêm uma porção não proteica constituída por outros grupos químicos. Desnaturação de uma proteína As proteínas, quando submetidas a determinados agentes, como calor excessivo ou variações de pH, podem perder a sua conformação normal e consequentemente perder a sua função biológica. Diz-se que houve desnaturação da proteína. Funções dos prótidos (proteínas) Função estrutural: fazem parte da estrutura de todos os constituintes celulares. Função enzimática: atuam como enzimas em quase todas as reações químicas que ocorrem nos seres vivos. Função de reserva alimentar: algumas proteínas funcionam como reserva, fornecendo aminoácidos ao organismo durante o seu desenvolvimento. Função de transporte: transportam muitos iões e moléculas pequenas. Função hormonal: muitas hormonas têm constituição proteica. Função imunológica: certas proteínas reconhecem e combinam-se com substâncias estranha ao organismo, permitindo a sua neutralização.