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a era do cancelamento, Redação de Português (Gramática - Literatura)

redação....................................................................

Tipologia: Redação

2021

Compartilhado em 24/08/2021

bernardo-78
bernardo-78 🇧🇷

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A ERA DO CANCELAMENTO
O cancelamento nas redes sociais tem sido aplicado a empresas, políticos,
celebridades e todos aqueles que, de alguma forma, vacilam e apresentam
comportamento que o público considera inadequado. Cancelar alguém nas redes não
fica apenas no ambiente virtual, a mobilização existe para pressionar e exigir que essas
figuras canceladas sejam responsabilizadas pelos seus atos na vida real. O ato de
cancelar alguém é de forma positiva quando é usado para ajudar alguém, um
movimento que denuncia assédio sexual, racismo entre outras pautas sociais, mas de
forma muito negativa quando é para apontar os erros dos outros. Todos nós cometemos
erros e nem todos somos cancelados. Dar espaço para o outro amadurecer e saber
perdoar é mais eficaz do que um cancelamento.
Alisson Marques jornalista, com MBA em Marketing Digital e mestre em
Administração pela Universidade de Fortaleza, explica que, o cancelamento existe
muito tempo, mas em níveis e compreensões diferentes do que a gente conhece e
vivencia hoje. Segundo ele, o fenômeno começou a ganhar mais força em 2017, quando
houve um movimento, que denunciava assédio sexual e o abuso de homens conhecidos
contra mulheres. Ele conclui que a internet está se tornando um ambiente
problemático. A maioria das figuras públicas enfrentam situações complicadas ao se
pronunciarem sobre qualquer assunto, pois uma simples fala pode gerar uma bola de
neve mesmo sem ter feito nada de grave, afetando sua própria imagem.
Karol Conka, a curitibana de 35 anos que foi eliminada de um reality show com
99,17% de rejeição, teve um recorde e um prejuízo de imagem gigantesco. Ela foi
acusada de impor, por diversas vezes, pressão psicológica sobre alguns participantes do
programa. O público, se uniu com o objetivo de cancelá-la. Enquanto Karol cancelava
participantes dentro da casa, aqui fora sua carreira se dissolvia. Foram criadas diversas
páginas de ódio a Karol, muitas repletas de ofensas racistas. A família da cantora, em
especial seu filho menor de idade, sofreu ameaças de morte.
Cabe então, ao responsável pela garantia dos direitos individuais e coletivos para
os indivíduos, promover uma campanha destinada a combater a disseminação de ódio
nas redes sociais e contra a "cultura de cancelamento" na internet, fazendo com que o
cancelamento seja útil para o cidadão sempre propagando o bem. Essa campanha deve
ser feita através da mídia, em que pessoas que já foram vítimas dessa cultura devem
relatar as situações que elas vivenciaram e as consequências que esse "cancelamento"
trouxe para elas, a fim de mitigar o problema e tornar a internet um ambiente mais
democrático e confortável.

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A ERA DO CANCELAMENTO

O cancelamento nas redes sociais tem sido aplicado a empresas, políticos, celebridades e todos aqueles que, de alguma forma, vacilam e apresentam comportamento que o público considera inadequado. Cancelar alguém nas redes não fica apenas no ambiente virtual, a mobilização existe para pressionar e exigir que essas figuras canceladas sejam responsabilizadas pelos seus atos na vida real. O ato de cancelar alguém é de forma positiva quando é usado para ajudar alguém, um movimento que denuncia assédio sexual, racismo entre outras pautas sociais, mas de forma muito negativa quando é para apontar os erros dos outros. Todos nós cometemos erros e nem todos somos cancelados. Dar espaço para o outro amadurecer e saber perdoar é mais eficaz do que um cancelamento. Alisson Marques jornalista, com MBA em Marketing Digital e mestre em Administração pela Universidade de Fortaleza, explica que, o cancelamento existe há muito tempo, mas em níveis e compreensões diferentes do que a gente conhece e vivencia hoje. Segundo ele, o fenômeno começou a ganhar mais força em 2017, quando houve um movimento, que denunciava assédio sexual e o abuso de homens conhecidos contra mulheres. Ele conclui que a internet está se tornando um ambiente problemático. A maioria das figuras públicas enfrentam situações complicadas ao se pronunciarem sobre qualquer assunto, pois uma simples fala pode gerar uma bola de neve mesmo sem ter feito nada de grave, afetando sua própria imagem. Karol Conka, a curitibana de 35 anos que foi eliminada de um reality show com 99,17% de rejeição, teve um recorde e um prejuízo de imagem gigantesco. Ela foi acusada de impor, por diversas vezes, pressão psicológica sobre alguns participantes do programa. O público, se uniu com o objetivo de cancelá-la. Enquanto Karol cancelava participantes dentro da casa, aqui fora sua carreira se dissolvia. Foram criadas diversas páginas de ódio a Karol, muitas repletas de ofensas racistas. A família da cantora, em especial seu filho menor de idade, sofreu ameaças de morte. Cabe então, ao responsável pela garantia dos direitos individuais e coletivos para os indivíduos, promover uma campanha destinada a combater a disseminação de ódio nas redes sociais e contra a "cultura de cancelamento" na internet, fazendo com que o cancelamento seja útil para o cidadão sempre propagando o bem. Essa campanha deve ser feita através da mídia, em que pessoas que já foram vítimas dessa cultura devem relatar as situações que elas vivenciaram e as consequências que esse "cancelamento" trouxe para elas, a fim de mitigar o problema e tornar a internet um ambiente mais democrático e confortável.