




Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
A história da monarquia francesa, desde a dinastia carolíngia, com carlos magno e seu filho luís i, passando pela dinastia capetíngia, que inclui luís vi, luís vii e luís ix, até a dinastia dos valois, com filipe vi e luís xiv. Também aborda a ascensão da burguesia e as guerras religiosas do século xvi.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 8
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





expulsar os muçulmanos e derrotar os saxões, ávaros e lombardos. Com a proclamação do império, Carlos Magno criou a primeira grande unidade política surgida no Ocidente após a queda do Império Romano. O filho de Carlos Magno, Luís I o Piedoso, substituiu o pai e desmembrou o império, ao dividi-lo entre os sucessores: Lotário I (reino franco ocidental), Pepino (Aquitânia) e Luís II (reino da Baviera). A divisão do poder fortaleceu as dinastias locais, que aos poucos foram ressurgindo, e os feudos, que foram transformados em propriedades hereditárias e se tornaram cada vez mais poderosos. O auge das dinastias merovíngia e carolíngia marcou o fim da antiguidade e o início da Idade Média. Primórdios da nação francesa. No ano 888, o trono do reino ocidental foi ocupado pelo conde de Eudes, primeiro monarca a interromper a linha sucessória carolíngia. A partir de então, a coroa francesa esteve alternadamente nas mãos dos descendentes de Eudes e de Carlos Magno até que, em 987, depois da morte do último rei carolíngio, teve início a dinastia capetíngia, dos descendentes diretos de Eudes, que reinaram até 1328. Os Capetos da linha direta, como foram denominados os 15 reis da França que durante 341 anos se sucederam no trono de forma ininterrupta (os filhos se seguiram aos pais diretamente), conseguiram reforçar a autoridade real e unificar todo o reino, o que os consagrou como criadores da nação francesa. A dinastia teve início com Hugo Capeto, que reinou de 987 a 996 e assegurou a sucessão dinástica. Alguns monarcas se destacaram na dinastia dos Capetos. Luís VI (1108- 1137) intensificou o processo de urbanização e, em seu reinado, surgiram as rivalidades entre o trono francês e o inglês. Filipe II Augusto (1180-1223) obteve grandes vitórias sobre os reis ingleses Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra, ampliou os domínios da França, consolidou o poder real e instalou a capital definitivamente em Paris. O maior monarca da França medieval foi Luís IX, que participou da sétima cruzada, reorganizou a administração e impôs a justiça real, normalizou a circulação da moeda e fez da Universidade de Paris o maior centro de estudos jurídicos e teológicos da época. O último soberano importante foi Filipe IV o Belo, que pela primeira vez convocou os Estados Gerais, criou o ministério público e aumentou os domínios da coroa. Os três filhos de Filipe o Belo reinaram sucessivamente. O último deles, Carlos IV o Belo, morreu sem deixar herdeiro varão. O trono foi entregue em 1328 a Filipe VI, filho de Carlos de Valois, irmão de Filipe IV, o que deu início à dinastia dos Valois, ou Capetos indiretos, na terceira transição dinástica da história da França. O descendente de Filipe IV por via feminina era seu sobrinho Eduardo III da Inglaterra, que aspirava ao trono francês e não aceitou a eleição de Filipe VI. Os atritos desembocaram, em 1337, na guerra dos cem anos, após dois séculos de tranqüilidade e progresso. Em 1453, ao terminar esse período em que ações violentas e esporádicas interrompiam longos períodos de trégua, os Valois se confirmaram no poder. Os ingleses perderam todas as possessões na França, exceto Calais. No fim do século XV, as fronteiras da França se aproximavam das atuais. Na afirmação da autoridade do soberano francês, no reinado de Carlos VII (1422-1461), destaca-se a atuação de Joana d'Arc, que teve papel decisivo à frente do exército francês nas batalhas de Orléans e Patay (maio e junho de 1429), derrotando os ingleses. Absolutismo. A autoridade real saiu reforçada da guerra dos cem anos e, à medida que a monarquia subtraía poder da nobreza, a burguesia, que apoiava os
soberanos, conquistava maior importância política. Durante o reinado de Carlos VIII (1483-1498), cujos sonhos de glória levaram-no a tentar o restabelecimento do império, tiveram início as guerras da Itália, nas quais o monarca foi derrotado. Na primeira metade do século XVI, a decadência moral e intelectual do clero favoreceu a difusão do protestantismo e a eclosão das guerras religiosas, que tiveram entre outras conseqüências o envio de Villegaignon ao Rio de Janeiro, durante o reinado de Henrique II (1547- 1559), para fundar uma colônia onde houvesse liberdade de culto. A última das oito guerras religiosas na França terminou com a vitória do protestante Henrique de Navarra, primeiro dos Bourbons, que se converteu ao catolicismo e subiu ao trono com o nome de Henrique IV (1589-1610). Esse monarca promulgou o Edito de Nantes (1598), que garantia aos huguenotes, ou protestantes franceses, a liberdade de culto. As ambições de Henrique IV eram de poder absoluto. Deixou de convocar os Estados Gerais, fixou limites para os poderes dos governadores de província e dos chefes militares e pôs sob sua orientação todas as instituições políticas do reino. Henrique IV foi sucedido por seu filho Luís XIII que, em 1624, nomeou conselheiro a Armand-Jean du Plessis, cardeal e duque de Richelieu, que deu impulso ao absolutismo monárquico, de acordo com a teoria da origem divina do poder. O rei e seu ministro realizaram profundas reformas. Reduziram os privilégios da nobreza e conseguiram esboçar um estado moderno, centralizado, que exigia a colaboração e a submissão de todos os súditos. Exerceram controle sobre a vida intelectual, artística e religiosa do país e estabeleceram as bases do mercantilismo que, aperfeiçoado no reinado de Luís XIV por seu ministro Jean-Baptiste Colbert, transformaria a França no país mais rico da Europa. Durante a minoridade de Luís XIV, que tinha cinco anos ao herdar o trono francês, o poder foi confiado à regente Ana d'Áustria, que nomeou como primeiro-ministro Giulio Raimondo Mazzarino, cardeal Mazarin, continuador da política de Richelieu. No entanto, a guerra dos trinta anos, iniciada em 1618, exigia gastos vultosos e a política fiscal passou a gerar muito descontentamento. A nobreza e a alta burguesia se revoltaram no movimento denominado Fronda, cuja pretensão era conter o aumento do poder da monarquia. O fim do conflito, em 1653, foi o triunfo do absolutismo. A França saiu fortalecida como potência européia da guerra contra a Espanha, entre 1648 e 1659, que terminou com a assinatura da paz dos Pireneus. Dois anos depois, assumiu o poder Luís XIV, o Rei Sol. A autonomia dos conselhos reais, mantida por Mazarin, foi revogada pelo rei, o mais absolutista de todos os soberanos franceses, que sintetizou numa frase a filosofia política do despotismo baseada na teoria do direito divino dos reis: "O estado sou eu." Imbuído das idéias mercantilistas, Jean-Baptiste Colbert, ministro das Finanças de Luís XIV, promoveu o comércio, a navegação e a política colonial francesa, que se estendeu do Canadá ao Mississippi e incluiu a Guiana e a costa africana. Durante os 22 anos de sua administração, manteve um programa de estabilidade financeira. O programa de Colbert, que assegurou anos de prosperidade à França, consistia no combate à ociosidade remunerada da nobreza e às guerras desnecessárias, mas teve de conformar-se às extravagâncias da corte suntuosa estabelecida por Luís XIV em Versalhes. Colbert disciplinou o artesanato e criou as manufaturas reais de móveis e tapeçarias (gobelins), espelhos e
do domínio francês ocorreu em 1812 com a submissão da Itália e da Prússia, enfraquecimento da Áustria, concessões da Rússia e combates na Espanha e em Portugal, além de batalhas constantes contra os ingleses. Entretanto, as derrotas das tropas napoleônicas na Espanha e a desastrosa retirada de Moscou fizeram com que outras nações se unissem na luta contra a França. Napoleão foi vencido em Leipzig em 1813, o que precipitou a queda do império. Abdicou em 1814 e foi desterrado para a ilha de Elba, enquanto Luís XVIII, irmão de Luís XVI, ocupava o trono. A revolução voltava, pelo menos formalmente, ao ponto de partida, com a restauração da monarquia constitucional. Em 1815, Napoleão tentou recuperar o poder, mas foi definitivamente derrotado em Waterloo e confinado na ilha de Santa Helena, no Atlântico sul. Luís XVIII voltou a ocupar o trono e as fronteiras da França se fixaram onde estavam antes da revolução. O governo de Luís XVIII, o primeiro da Restauração, adotou uma política liberal e moderada, mas seu substituto, Carlos X, reinou apoiado pela igreja e pelas forças ultraconservadoras. A revolução burguesa de 1830 obrigou o rei a abdicar em favor de seu neto, Luís Filipe, antes de fugir para o Reino Unido. Membro da casa de Orléans, ramo colateral dos Bourbons, Luís Filipe foi nomeado rei, em vitória da burguesia sobre a aristocracia. Seu reinado deu ao país um período de grande desenvolvimento capitalista e industrial, apoiado por uma política autoritária. O surgimento de um novo proletariado, o florescimento do pensamento socialista, com intelectuais como Henri de Saint-Simon e Charles Fourier, e o início de uma crise econômica precipitaram a revolução de 1848, após a qual foi proclamada a segunda república, regida por uma nova constituição. Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho de Napoleão I, foi eleito presidente da república, protagonizou um golpe de estado em dezembro de 1851 e, no ano seguinte, proclamou-se imperador com o nome de Napoleão III. Napoleão III governou de forma autoritária, tentando criar um império colonial e devolver à França a antiga grandeza. Durante o segundo império, foram restabelecidas a liberdade de imprensa e de opinião e a maior parte dos direitos individuais. Destaca-se também o amplo programa de obras públicas no qual se inseriu a construção do canal de Suez. A política externa, porém, isolou a França na Europa, dominada então pela diplomacia do chanceler prussiano Otto von Bismarck. A rivalidade com a Prússia, cujo poder se expandia na Europa central, precipitou a deflagração da guerra de 1870, a propósito da sucessão espanhola. Depois das batalhas de Sedan e Metz, os exércitos franceses, cercados, foram obrigados a capitular. A França perdeu a Alsácia e a Lorena e comprometeu-se a pagar pesada indenização de guerra. Napoleão III foi capturado e instalou-se a terceira república. O novo período começou com prenúncios de instabilidade política, como a explosão revolucionária da Comuna de Paris, esmagada pelo primeiro governo da terceira república, e a tentativa de golpe do presidente Marie- Edme-Patrice- Maurice de Mac-Mahon em 1877. Uma vez consolidado, o regime optou por uma política colonialista. Século XX. A disputa entre a França e a Alemanha pela posse da Alsácia e Lorena, as guerras balcânicas, a rivalidade econômica e as ambições imperialistas foram as causas da primeira guerra mundial, iniciada em 1914. A Alemanha invadiu a Bélgica e a França, mas foi detida no Marne. Depois de uma longa ofensiva contra os aliados, os alemães, derrotados, assinaram o armistício em 1918. Pelo Tratado de Versalhes, a França
recuperou a Alsácia e Lorena e exigiu, como os outros vencedores, indenizações de guerra. Durante o pós-guerra, os problemas políticos da França se agravaram: instabilidade dos governos, enormes gastos provocados pela guerra e o início da crise econômica mundial de 1929. Entre 1932, auge da crise provocada pela depressão econômica, e 1936, quando o socialista Léon Blum unificou as esquerdas e formou seu governo de Frente Popular, a França teve dez governos diferentes. O ressentimento alemão diante das condições impostas pela França em Versalhes foi uma das causas do crescimento do nacional- socialismo e do início da segunda guerra mundial. Depois de invadir os Países Baixos, a Bélgica e Luxemburgo, em 14 de junho de 1940, o exército do Terceiro Reich ocupou Paris e, no dia 22, foi assinado o armistício franco-alemão. A França ficou então dividida numa zona ocupada e outra governada pelo marechal Philippe Pétain, com capital em Vichy, manipulada por Hitler. Enquanto isso, de Londres, o general Charles de Gaulle incentivava a resistência da "França Livre" contra a Alemanha e o regime colaboracionista de Vichy. Em 1944, os aliados reconquistaram a França e De Gaulle liderou o governo provisório da nação. Em 1946 De Gaulle renunciou e aprovou-se uma nova constituição, o que deu início ao período conhecido como quarta república. A situação era dificílima: o país estava destruído após a guerra e as colônias -- Madagascar, Indochina, Tunísia e Marrocos -- exigiam a independência. O problema mais sério enfrentado pela quarta república, contudo, foi a guerra da Argélia. A divisão do país em torno da política a seguir frente ao movimento argelino pela independência obrigou De Gaulle a voltar ao poder e instaurar a quinta república, em 1958. A nova constituição aumentou as atribuições do presidente e do governo frente à assembléia e foi criada a Comunidade Francesa das Nações (Communauté). Em 8 de janeiro de 1959, o general De Gaulle assumiu a presidência e nomeou os membros do governo. O problema argelino solucionou-se em 1962, quando a colônia conquistou a independência. Para De Gaulle, a Europa não deveria depender dos Estados Unidos nem da União Soviética, mas constituir uma terceira força mundial liderada pela França. Eleito para um segundo mandato em 1965, retirou a França da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e não mais permitiu instalações militares estrangeiras em território francês. No plano interno, as revoltas de estudantes e trabalhadores, em maio de 1968, repercutiram na economia ao criarem um sentimento de insegurança social e descontentamento. Em 1969, derrotado num referendo sobre reformas no Senado, De Gaulle renunciou. Nas eleições de 15 de junho de 1969 foi eleito Georges Pompidou, ex- colaborador de De Gaulle, cuja política caracterizou-se pela austeridade econômica, com a desvalorização do franco. Após a morte de Pompidou, em 1974, a presidência foi ocupada pelo candidato centrista Valéry Giscard D'Estaing, que promoveu a reaproximação com os Estados Unidos, mas sua política econômica aumentou o desemprego, a inflação e o déficit da balança de pagamentos. O presidente seguinte, eleito em 10 de maio de 1981, foi o socialista François Mitterrand que, depois de um período inicial de nacionalizações e aumento dos gastos públicos, estabeleceu uma política mais moderada e mais austera na área econômica. Entretanto, o aumento do desemprego e a inflação alta (15,3% ao ano) permitiram que a direita vencesse sucessivas eleições e finalmente se instalasse como maioria na Assembléia Nacional. O presidente
Confederação Geral do Trabalho (CGT), de orientação comunista, a Confederação Francesa Democrática do Trabalho, de tendência católica; e a Força Operária, de ideologia socialista. A previdência social, implantada na década de 1930, só se tornou eficiente depois da segunda guerra mundial. Cerca de oitenta por cento dos franceses se beneficiam do seguro social, que cobre aposentadoria, gastos com médicos e remédios, além de abono para famílias numerosas. Um dos problemas sociais mais sérios da França é a escassez de moradias, agravada pelo estado de conservação das que existem: um terço das residências francesas tem mais de cem anos. Para solucionar o problema, o estado dá créditos e incentivos para a construção de casas. O sistema educativo francês caracteriza-se pela centralização, embora os acontecimentos de maio de 1968 tenham garantido maior autonomia aos centros universitários. A educação básica é obrigatória e gratuita nos centros de ensino público e divide-se em primária e secundária, cursada por crianças na faixa dos 6 aos 11 anos e dos 11 aos 15 anos, respectivamente. (Para dados sobre sociedade, ver DATAPÉDIA.) Cultura A vida cultural francesa é das mais intensas e influentes do mundo. Em todas as manifestações culturais e artísticas a França prestou contribuições fundamentais. A partir do século XI, a arquitetura francesa passou a desenvolver um estilo próprio, o românico, divulgado pelos monges da abadia de Cluny. Entre os séculos XII e XIV manifestou-se o estilo gótico, presente nas catedrais de Chartres, Reims e Notre-Dame de Paris, que alcançou a expressão máxima de seu brilho na Sainte-Chapelle de Paris. Na arte visual, destacam-se os retábulos, iluminuras e a tapeçaria. A arquitetura do Renascimento seguiu o modelo italiano, embora com características próprias. Na pintura do período, os retratos foram a modalidade preferida. No final do Renascimento verificou-se uma retomada das tendências vindas da Itália, que se manifestaram, no plano pictórico, na preferência por cenas mitológicas, bucólicas e de paisagens com perspectivas clássicas. Durante o reinado de Luís XIV, construíram-se muitos palácios particulares de estilo barroco e realizaram-se importantes projetos urbanísticos (um exemplo é a praça da Vitória) e de jardinagem (jardins de Versalhes e Tulherias, em Paris). Seguiu-se o estilo rococó, no qual se destacaram os pintores Antoine Watteau e François Boucher, e o escultor Jean-Baptiste Pigalle. Os móveis e a tapeçaria foram o ponto alto do estilo rococó. Nos últimos trinta anos do século XVIII ocorreu um retorno à antiguidade com o neoclassicismo, cujo principal expoente foi Jacques- Louis David, pintor da burguesia revolucionária e, em seguida, pintor oficial de Napoleão. Na arquitetura recuperou-se a pureza e a elegância das construções romanas em obras como o Panthéon, a igreja da Madalena e o arco do Carrossel, em Paris. Com a chegada do século XIX e o fim do antigo regime, a pintura passou a predominar entre as artes e Paris transformou-se no centro mundial da cultura. Sucederam-se as tendências artísticas: romantismo, com Eugène Delacroix; paisagismo, representado por Théodore Rousseau e Jean-Baptiste- Camille Corot; realismo, cujo expoente máximo foi Gustave Courbet; e impressionismo, com Pierre-Auguste Renoir, Édouard Manet, Claude Monet, Camille Pissarro, Alfred Sisley e outros grandes inovadores como Edgar Degas, Paul Cézanne, Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec. A preocupação com a pesquisa permanente levou ao nascimento de novas tendências pictóricas: o
fauvismo, com Henri Matisse e Maurice de Vlaminck, o cubismo, com Georges Braque, e o expressionismo, com Georges Rouault e Édouard Goerg. Surgiram posteriormente a pintura ingênua e o surrealismo, que levaram a pesquisa pictórica a outros caminhos. No campo da escultura destaca-se principalmente a figura de Auguste Rodin, que abandonou a tendência realista de François Rude e Jules Dalou e espiritualizou a escultura. No século XIX a arquitetura seguiu tendências diferentes, como a clássica, a neogótica e a eclética. A utilização do ferro conduziu ao funcionalismo, que teve em Alexandre-Gustave Eiffel seu representante máximo. No século XX a arquitetura foi influenciada pelo aparecimento de novos materiais -- concreto armado, aço, plástico -- e destacou- se o nome de Édouard Jeanneret, chamado Le Corbusier, que revolucionou a arquitetura mundial com suas idéias sobre espaço. Na música, entre as principais contribuições francesas estão as canções de trovadores da Idade Média, as inovações na polifonia com Jean- Philippe Rameau, a música impressionista de Claude Debussy e Maurice Ravel e a música concreta do século XX. O cinema nasceu na França, com os irmãos Louis e Auguste Lumière, inventores do cinematógrafo e os primeiros a realizar um filme. Posteriormente surgiu a figura de Georges Méliès, que foi o primeiro a compreender as possibilidades do cinema no mundo do espetáculo. Na década de 1920 surgiram dois nomes muito importantes para o cinema francês: Jean Renoir e René Clair. A partir de 1960, um grupo de diretores novos passou a exercer influência no panorama mundial, num movimento que se tornou conhecido como nouvelle vague. Entre eles assinalam-se Alain Resnais, Jean-Luc Godard e François Truffaut.