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A importância da dúvida, Notas de estudo de Filosofia

Este resumo tem como objetivo ajudar pessoas do ensino secundário a melhorar as suas notas na disciplina de filosofia.

Tipologia: Notas de estudo

2021

Compartilhado em 12/04/2021

Patricia_03
Patricia_03 🇵🇹

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A importância da
dúvida
Para examinar a verdade é
necessário colocar todas as coisas em
dúvida, tanto quanto se poder;
Alguns juízos precipitados impedem-
nos de atingir o conhecimento da
verdade. Temos de duvidar de todas
as coisas em que encontrarmos a
menor suspeita de incerteza;
O que fazer então? Avaliar a firmeza
ou a solidez das bases em que
assentam os conhecimentos que lhe
foram transmitidos;
Como o fazer? Considerar como
absolutamente falso o que for
minimamente duvidoso; Considerar
como sempre nos enganando aquilo
que alguma vez nos enganar;
- A dúvida é um instrumento da
razão, colocada ao serviço da certeza
epistémica;
- Coloca todo o conhecimento em
causa até encontrar princípios
indubitáveis;
- A crença que resistir à dúvida
poderá ser a base ou fundamento das
restantes crença justificada básica
e cuja justificação é conclusiva
(eliminada a possibilidade de erro);
Conhecimento empírico
oOs sentidos nos enganaram
ilusões dos sentidos - pelo que os
sentidos não são uma fonte segura
de conhecimento pois não é
prudente confiar em quem nos
enganou, mesmo que seja uma
única vez;
oNão dispomos de um critério que
nos permita distinguir o sono da
vigília e podendo nós estar a
sonhar sem o sabermos, não
temos justificação para acreditar
que estamos despertos, pelo que
tudo o que julgamos saber via
experiência pode ser falso toma-
se também como falso o provável;
Conhecimento racional
oÉ possível cometer erros de
raciocínio argumentos de erro de
raciocínio colocando em causa as
demonstrações matemáticas;
oÉ possível que exista um génio
maligno, ou de um Deus
enganador, que nos iluda a
respeito da verdade, fazendo com
que estejamos sempre enganados;
a dúvida assume um caráter
metafísico;
Dúvida metódica
oÉ colocada para se acreditar
com toda a certeza para
atingir a justificação que resiste
a qualquer hipótese de erro
(conclusiva, infalível) nesse
sentido o meio para chegar à
certeza;
oDescartes tem a convicção que
duvidando vai encontrar entre
as nossas crenças algumas que
resistirão a todas as tentativas
de pô-las em dúvida;
oConstituindo a dúvida o meio
para chegar à certeza, ela
inscreve-se no método uma
etapa) para a edificação
rigorosa e firme do saber;
Dúvida provisória
oPela dúvida recusaremos todas
as crenças em que notarmos a
mínima suspeita até encontrar
uma indubitável, pelo que ela
não encerra um fim em si
mesma;
oA dúvida constitui um meio
tem um caráter instrumental
para atingir a certeza;
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A importância da

dúvida

Para examinar a verdade é necessário colocar todas as coisas em dúvida, tanto quanto se poder; Alguns juízos precipitados impedem- nos de atingir o conhecimento da verdade. Temos de duvidar de todas as coisas em que encontrarmos a menor suspeita de incerteza; O que fazer então? Avaliar a firmeza ou a solidez das bases em que assentam os conhecimentos que lhe foram transmitidos; Como o fazer? Considerar como absolutamente falso o que for minimamente duvidoso; Considerar como sempre nos enganando aquilo que alguma vez nos enganar;

  • A dúvida é um instrumento da razão, colocada ao serviço da certeza epistémica;
  • Coloca todo o conhecimento em causa até encontrar princípios indubitáveis;
  • A crença que resistir à dúvida poderá ser a base ou fundamento das restantes  crença justificada básica e cuja justificação é conclusiva (eliminada a possibilidade de erro); Conhecimento empírico o Os sentidos já nos enganaram – ilusões dos sentidos - pelo que os sentidos não são uma fonte segura de conhecimento pois não é prudente confiar em quem nos enganou, mesmo que seja uma única vez; o Não dispomos de um critério que nos permita distinguir o sono da vigília e podendo nós estar a sonhar sem o sabermos, não temos justificação para acreditar que estamos despertos, pelo que tudo o que julgamos saber via experiência pode ser falso – toma- se também como falso o provável; Conhecimento racional o É possível cometer erros de raciocínio – argumentos de erro de raciocínio – colocando em causa as demonstrações matemáticas; o É possível que exista um génio maligno, ou de um Deus enganador, que nos iluda a respeito da verdade, fazendo com que estejamos sempre enganados; a dúvida assume um caráter metafísico; Dúvida metódica o É colocada para se acreditar com toda a certeza – para atingir a justificação que resiste a qualquer hipótese de erro (conclusiva, infalível) – nesse sentido o meio para chegar à certeza; o Descartes tem a convicção que duvidando vai encontrar entre as nossas crenças algumas que resistirão a todas as tentativas de pô-las em dúvida; o Constituindo a dúvida o meio para chegar à certeza, ela inscreve-se no método (é uma etapa) para a edificação rigorosa e firme do saber; Dúvida provisória o Pela dúvida recusaremos todas as crenças em que notarmos a mínima suspeita até encontrar uma indubitável, pelo que ela não encerra um fim em si mesma; o A dúvida constitui um meio – tem um caráter instrumental – para atingir a certeza;

o Só se duvida até se chegar a uma verdade indubitável; o Descartes não é um cético; ele refutará os argumentos dos céticos afirmando-se um infabilista; Dúvida radical o Além de rejeitar o que é falso, toma o provável como falso, rejeitando-o, ou seja considera como absolutamente falso o que for minimamente duvidoso; o Considera como sempre nos enganando aquilo que alguma vez nos enganou; o Atinge o conhecimento empírico e o conhecimento racional – põe em causa as próprias verdades a priori da matemática, ao colocar a hipótese do génio maligno; o Além de incidir sobre o conhecimento geral, abrange ainda os fundamentos do próprio conhecimento; Dúvida hiperbólica o A hipótese de um génio maligno que nos ilude a respeito da verdade torna a dúvida hiperbólica; o Colocando-se a hipótese do génio maligno a dúvida assume sempre um caráter metafísico – não podemos estar certos de que o mundo físico seja real – e todas as nossas crenças que pressupõem a realidade dos objetos físicos são duvidosas;

O cogito

Para duvidar seja do que for, mesmo que seja de tudo, é necessário que exista o sujeito que duvida; A dúvida é um ato do pensamento, que só é possível se existir um sujeito que o realize (sujeito pensante); A existência não é uma dedução do pensamento, mas é apreendida em simultâneo com ele; Características do cogito o O cogito é uma crença básica, autoevidente, fundacional, sobre a qual se funda o sistema do saber; o O cogito é uma verdade puramente racional; o O cogito é uma verdade descoberta por intuição racional ou intelectual; o O cogito é tomado como paradigma (modelo) de verdade, isto é, critério de verdade; pode adotar-se como regra geral, a ideia de que é verdadeiro tudo o que concebemos claramente e distintamente, tal como concebemos este princípio indubitável; o O cogito é a condição da dúvida hiperbólica e, simultaneamente, impõe a exceção à universalidade dessa dúvida; o O cogito é uma intuição existencial que revela a natureza do sujeito pensante – substância pensante; o A descoberta da minha existência como sujeito pensante, comporta a descoberta da alma como distinta do corpo; o O cogito corresponde ao grau zero do conhecimento no que se refere aos objetos físicos e aos inteligíveis;

Critério de verdade

Só devemos considerar verdadeiro aquilo que concebemos, tal como o cogito, de modo claro e distinto;

Devemos recorrer à razão, usando-a com correção, para conhecer a verdadeira natureza das coisas.

A existência de 3

substâncias

1.Res cogitans: Substância

pensante; atributo essencial é o pensamento; Não tem extensão

2.Res divinas: Substância divina;

atributo essencial é a perfeição; não tem extensão

3.Res extensa: Substância extensa;

atributo essencial é a extensão; não tem pensamento

Objeções ao

cartesianismo

O circulo cartesiano: Gera-se uma circularidade, tentando justificar a existência de Deus a partir do critério de verdade – ideia clara e distinta – para depois justificar o critério de verdade apoiando-se na existência de Deus, Descartes incorre numa petição de princípio.