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Este resumo tem como objetivo ajudar pessoas do ensino secundário a melhorar as suas notas na disciplina de filosofia.
Tipologia: Notas de estudo
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Para examinar a verdade é necessário colocar todas as coisas em dúvida, tanto quanto se poder; Alguns juízos precipitados impedem- nos de atingir o conhecimento da verdade. Temos de duvidar de todas as coisas em que encontrarmos a menor suspeita de incerteza; O que fazer então? Avaliar a firmeza ou a solidez das bases em que assentam os conhecimentos que lhe foram transmitidos; Como o fazer? Considerar como absolutamente falso o que for minimamente duvidoso; Considerar como sempre nos enganando aquilo que alguma vez nos enganar;
o Só se duvida até se chegar a uma verdade indubitável; o Descartes não é um cético; ele refutará os argumentos dos céticos afirmando-se um infabilista; Dúvida radical o Além de rejeitar o que é falso, toma o provável como falso, rejeitando-o, ou seja considera como absolutamente falso o que for minimamente duvidoso; o Considera como sempre nos enganando aquilo que alguma vez nos enganou; o Atinge o conhecimento empírico e o conhecimento racional – põe em causa as próprias verdades a priori da matemática, ao colocar a hipótese do génio maligno; o Além de incidir sobre o conhecimento geral, abrange ainda os fundamentos do próprio conhecimento; Dúvida hiperbólica o A hipótese de um génio maligno que nos ilude a respeito da verdade torna a dúvida hiperbólica; o Colocando-se a hipótese do génio maligno a dúvida assume sempre um caráter metafísico – não podemos estar certos de que o mundo físico seja real – e todas as nossas crenças que pressupõem a realidade dos objetos físicos são duvidosas;
Para duvidar seja do que for, mesmo que seja de tudo, é necessário que exista o sujeito que duvida; A dúvida é um ato do pensamento, que só é possível se existir um sujeito que o realize (sujeito pensante); A existência não é uma dedução do pensamento, mas é apreendida em simultâneo com ele; Características do cogito o O cogito é uma crença básica, autoevidente, fundacional, sobre a qual se funda o sistema do saber; o O cogito é uma verdade puramente racional; o O cogito é uma verdade descoberta por intuição racional ou intelectual; o O cogito é tomado como paradigma (modelo) de verdade, isto é, critério de verdade; pode adotar-se como regra geral, a ideia de que é verdadeiro tudo o que concebemos claramente e distintamente, tal como concebemos este princípio indubitável; o O cogito é a condição da dúvida hiperbólica e, simultaneamente, impõe a exceção à universalidade dessa dúvida; o O cogito é uma intuição existencial que revela a natureza do sujeito pensante – substância pensante; o A descoberta da minha existência como sujeito pensante, comporta a descoberta da alma como distinta do corpo; o O cogito corresponde ao grau zero do conhecimento no que se refere aos objetos físicos e aos inteligíveis;
Só devemos considerar verdadeiro aquilo que concebemos, tal como o cogito, de modo claro e distinto;
Devemos recorrer à razão, usando-a com correção, para conhecer a verdadeira natureza das coisas.
pensante; atributo essencial é o pensamento; Não tem extensão
atributo essencial é a perfeição; não tem extensão
atributo essencial é a extensão; não tem pensamento
O circulo cartesiano: Gera-se uma circularidade, tentando justificar a existência de Deus a partir do critério de verdade – ideia clara e distinta – para depois justificar o critério de verdade apoiando-se na existência de Deus, Descartes incorre numa petição de princípio.