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Este trabalho visa analisar o filme “A Onda”, com base nas discussões dos teóricos sobre a avaliação de aprendizagem no ensino superior.
Tipologia: Provas
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Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR, no Curso de DIDÁTICA E METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR na Unidade Anhanguera de São Bernardo – UNIBAN.
Prof. Dra. MERCEDES ACCORSI
Este trabalho visa analisar o filme “A Onda”, com base nas discussões dos teóricos sobre a avaliação de aprendizagem no ensino superior. Levando-se em conta, as práticas de avaliação presentes no filme: Avaliação Diagnóstica, Avaliação Formativa ou Processual, Avaliação Somativa, Avaliação Mediadora e Avaliação Emancipatória.
Provocando uma reflexão das mudanças que um professor é capaz de causar na vida de um aluno. Mudanças essa, que podem ser positivas ou negativas e ainda trágicas.
Palavras-chave: Avaliação de aprendizagem, diagnóstica, formativa, somativa, mediadora, emancipatória.
Título: A Onda Título original: Die Welle
País: Alemanha
Direção: Dennis Gansel Roteiro: Dennis Gansel e Peter Thorwarth
Produção: Anita Schneider, Christian Becker e Nina Maag Língua: Alemão
Ano: 2008
Jurgen Vogel (Rainer Wenger) Max Riemelt (Marco) Maximilian Mauff (Kevin)
Christiane Paul (Anke Wenger) Jennifer Ulrich (Karo) Maximilian Vollmar (Bomber)
Frederick Lau (Tim) Cristina do Rego (Lisa) Elyas M'Barek (Sinan)
Em 1967, em uma cidade Californiana, por nome de Palo Alto, um professor de história, Ron Jones, em um experimento pedagógico inovador, fez uma proposta a seus alunos: Ele impôs uma pequena formatação da ideologia nazi-fascista à sua classe, seguindo todas as normas de arregimentação dessas doutrinas partidárias que grassaram sobre a Europa no início do século XX. Sendo, fascismo, sob Mussolini e nazismo na Alemanha, sob Hitler.
O projeto durou uma semana, mas causou graves problemas. Porém, o maior deles, foi o que impediu que o professor lecionasse em escolas públicas pelo resto de sua vida, forçando-o a lecionar por trinta anos em uma escola para doentes mentais.^1
Somos apresentados, na película, a Rainer Wenger (Jürgen Vogel), indivíduo de fortíssima personalidade e também excelente professor. No início do filme, já podemos ver um sujeito rebelde, que a caminho da escola onde trabalha, segue dirigindo seu automóvel a uma velocidade razoável, ao som da clássica música “Rock ’N’ Roll High School”, dos Ramones. Mal sabia ele que estava para iniciar um projeto tradicional da escola em que cada professor deve abordar diferentes formas de governos com suas classes. Embora, tendo fortes tendências anarquistas e ter vontade de lecionar sobre o assunto, coube a Wenger o tema “Autocracia”. Ele ainda tentou trocar seu tema com o professor de Anarquia, mas não obteve êxito.
Tal tarefa pedagógica se finalizaria no fim da semana, tinha a duração de uma semana. Nessa semana, foram produzidos vídeos, palestras e exposição de diversos argumentos para explorarem o tema. Tudo isso a fim de aumentar a compreensão dos alunos sobre o tema em questão.
No primeiro dia do projeto, ao chegar à sala de aula, Wenger ficou surpreso ao ver a quantidade de alunos na sala de aula, movidos pelo interesse ao tema Autocracia, mas também pelo fato de segundo eles, não gostarem do professor de Anarquia. Wenger então começa explicando à sala o que é Autocracia e pergunta aos alunos se seria
(^1) Disponível em :http://www.daiblog.com.br/2009/08/daiblog-entrevista-ron-jones.html Acesso em 08 Nov. 2014.
nenhum. Ele juntou todas as suas roupas de marcas famosas e queimou todas num gesto de desalienação.
Algum tempo depois, vai até a casa do professor e se oferece para ser seu guarda- costas. O professor, após convidá-lo para jantar, deixa bem claro a Tim que não precisa de proteção e que ele deveria voltar para casa depois da janta.
Essa visita inesperada causa certo desconforto na esposa de Rainer, Anke (Christiane Paul), que também da aula na mesma escola, pois ela crê que esse negócio de “A Onda” já foi longe demais e que Rainer já estava perdendo o controle.
Porem, Wenger descobre ao amanhecer, que Tim não tinha voltado para casa. Anke pede então para Rainer parar com essa experiência imediatamente. Nesse momento, o clima fica tenso e Wenger acusa a esposa de inveja do sucesso que ele está fazendo. Ela, Anke, extremamente ofendida deixa a casa.
Na escola, Karo e Mona, são fortes opositoras a “A Onda”, causando profunda irritação aos seus membros, que perdem a Marco (Max Riemelt), namorado de Mona, que arrume um jeito de silenciá-la.
Em um jogo de pólo aquático, Reiner, (que também é técnico do time), pede apoio na platéia aos membros d’A Onda para torcerem pelo time. Houve uma grande confusão com o time opositor, ocasião em que Mona e Karo aproveitam para distribuírem panfletos anti “A Onda”. A partida foi imediatamente cancelada.
Por conta disso, Marco briga com Karo, acusando-a de ter causado a briga, o que culminou com o cancelamento da partida. No calor da desavença, Marco golpeia Karo, causando sangramento. Caindo em si, corre à casa de Wenger, comenta o ocorrido e pede a ele que acabe com “A Onda” imediatamente. Em face disso, Wenger convoca uma grande assembléia com todos os integrantes d’A Onda no auditório da escola.
Quando todos se encontram reunidos, Rainer ordena o trancamento das portas, faz um discurso inflamado exaltando a atuação de cada um dos membros d’A Onda, fortalecendo a idéia de que o movimento pode mudar os rumos da Alemanha.
Marco se opõe imediatamente, nesse momento, Wenger o acusa de traição, solicitando que o grupo o puna ali mesmo no palco, no que todos concordam.
Ato contínuo, Reiner mostra a eles o quão longe haviam ido e como a idéia d’A Onda conseguiu manipulá-los, mesmo crendo eles, que um regime totalitário como o Nazismo, jamais poderia levantar-se outra vez na Alemanha. Com isso, Wenger
decreta o fim d’A Onda. Porém, Tim, que andava armado, saca o revólver que trazia consigo, recusando aceitar o fim do grupo, porque temia voltar a ser sozinho como dantes. Bomber, acreditando que as balas eram de festim (era essa a informação que Tim dera à turma, quando usara a arma para amedrontar o pessoal da gangue Anarquista que ameaçara seus colegas d’A Onda dias atrás), tenta desarmá-lo. Porém ao aproximar-se, leva um tiro no peito, tombando ferido gravemente.
Tim aponta então a arma para Wenger, que diz que se ele atirasse em seu líder, “A Onda” acabaria de vez. Nervoso ao extremo, percebendo o erro cometido, e que “A Onda” chegara ao fim, Tim atira em sua própria boca, caindo aos pés de Wenger.
Wenger observa agora, em choque, o cadáver de Tim. Na face dos alunos, o terror está explícito.
Nesse momento, o filme vai acabando. Reiner está sendo levado preso. Os alunos, seus pais, inclusive sua esposa, o observam. Finaliza com Reiner dentro da viatura policial, olhando algo à frente, com um olhar totalmente apavorado. A câmera não nos mostra o que é.
Nos trechos do filme a seguir, aplicaremos as várias praticas de avaliações mais comuns.
aqui, atitudes do professor Wenger, pautadas na Avaliação Formativa ou Processual: “Localiza deficiências na organização do ensino-aprendizagem; Possibilita reformulações”. (SANT’ANNA, 1997, p. 34). A seguir, faz com que os alunos iniciem uma marcha, dentro da sala de aula, num movimento rítmico, sincronizado para mostrar-lhes como podem ser tornar em uma unidade, parte de uma entidade. Isso causou incomodo na sala de Anarquismo que estava logo abaixo. Ainda Avaliação Formativa: “Pode ser feita de maneira contínua e informal, no dia-a-dia de sala de aula. Ocasionalmente: por meio de provas ou outros instrumentos, mais ou menos formais, para aferir a aprendizagem e outros desempenhos dos alunos”. (SANT’ANNA, 1995). O grupo então percebe que mudanças começam a acontecer no seu comportamento. Bomber, (Maximilian Vollmar), um tremendo valentão, começa, em um gesto de gentileza, proteger seu colega Tim (Frederick Lau), de outros valentões do grupo “Anarquia”. Na sequencia dos acontecimentos, o grupo cria uma saudação que procura imitar o movimento de uma onda com o braço direito em frente ao peito.
Os critérios de avaliação, previamente negociados, permitem ao professor acompanhar não só a atividade, mas a aprendizagem de seus alunos, identificando, na complexidade do real, as capacidades que estão sendo construídas. Os registros desta ação são mais interpretativos, focando as múltiplas relações que interferem na aprendizagem dos alunos, seus avanços e dificuldades. (DEPRESBITERIS, 2003)
Os mais exaltados começam a agredir aos não-membros. Tim se envolveu completamente com a idéia, pois até então ele nunca havia sido aceito em grupo nenhum. Ele juntou todas as suas roupas de marcas famosas e queimou todas num gesto de desalienação.
Deste modo, a avaliação das atitudes, assim como a dos conhecimentos e habilidades, está vinculada diretamente ao perfil do aluno que queremos formar. Portanto, não há como desequilibrar essa relação atribuindo maior peso a um ou a outro aspecto. Cabe ao professor observar esse equilíbrio na definição do seu plano de ensino e manter constante vigilância em relação aos critérios elaborados para os procedimentos de avaliação. (BORBA, et al,
Porem, Wenger descobre ao amanhecer, que Tim não tinha voltado para casa. Então Anke pede para Rainer parar com essa experiência imediatamente. Nesse momento, o clima fica tenso e Wenger acusa a esposa de inveja do sucesso que ele está fazendo. Anke, extremamente ofendida deixa a casa.
Para compreender a complexidade real dos fenômenos educativos como fenômenos sociais, é imprescindível chegar aos significados, Ter acesso ao mundo conceitual dos indivíduos e às redes de significados compartilhados pelos grupos, comunidades e culturas. A complexidade da investigação educativa reside precisamente nesta necessidade de ter acesso aos significados, já que estes só podem
ser captados de modo situacional, no contexto dos indivíduos que os produzem e trocam. (PÉREZ GOMEZ, 1998, p.103) Na escola, Karo e Mona, são fortes opositoras a “A Onda”, causando profunda irritação aos seus membros, que pedem a Marco (Max Riemelt), namorado de Mona, que arrume um jeito de silenciá-la. A avaliação revela uma certa incompreensão:
A questão da avaliação é a mais complexa e pode estar a revelar uma certa incompreensão dos objetivos da proposta (inovadora) por parte dos alunos e/ou uma certa indefinição quanto à forma e ao modo de avaliar numa proposta diferente por parte do professor. Ambos os sentimentos são próprios à construção do novo. (CUNHA 1998, p. 32)
Reiner mostra a eles o quão longe haviam ido e como a idéia d’A Onda conseguiu manipulá-los, mesmo crendo eles, que um regime totalitário como o Nazismo, jamais poderia levantar-se outra vez na Alemanha. Decreta o fim d’A Onda. Tim, que andava armado, saca o revólver que trazia consigo, dá um tiro em Bomber, ferindo-o gravemente. Percebendo o erro cometido, e que “A Onda” chegara ao fim, Tim atira em sua própria boca, caindo aos pés de Wenger que observa agora, em choque, o cadáver de Tim. Na face dos alunos, o terror está explícito. Nesse momento, o filme vai acabando. Reiner está sendo levado preso. Os alunos, seus pais, inclusive sua esposa, o observam. Finaliza com Reiner dentro da viatura policial, olhando algo à frente, com um olhar totalmente apavorado. A câmera não nos mostra o que é.
Esta relação (professor-aluno) é difícil: sem dúvida uma das mais difíceis de ser exercida em nossa sociedade. É primeiramente uma relação assimétrica, em que a carga de competência e experiência dá licença, de parte do ensinante, ao exercício de um domínio que é muito fácil de consagrar nos meios de instituições hierárquicas e coercitivas. A tendência espontânea do ensinante é pensar que o ensinado não sabe nada, que aprender é passar da ignorância ao saber, e que esta passagem está em poder do mestre. Ora, o ensinado traz alguma coisa: aptidões e gostos, saberes anteriores e saberes paralelos e, sobretudo, um projeto de realização pessoal que não será, senão parcialmente, preenchido pela instrução, pela preparação profissional, ou pela aquisição de uma cultura para os momentos de lazer. O contrato que liga o professor ao aluno comporta uma reciprocidade essencial, que é o princípio e a base de uma colaboração. Contribuindo para a realização parcial do projeto do aluno, o professor continua a aprender: ele é verdadeiramente ensinado pelos seus alunos e, assim, recebe deles ocasião e permissão de realizar o seu próprio projeto de conhecimento e de saber. Eis porque é preciso dizer – parafraseando Aristóteles – que o ensino é o ato comum do professor e do aluno” (RICOEUR, 1969, p. 26).
BORBA, Amândia Maria de. et al. Avaliação da aprendizagem no ensino superior: questões que emergem da prática docente. Revista Contrapontos, Itajaí, SC., v. 7, n. 1, p. 43-54, Mar. 2009. ISSN 1984-7114. Disponível em: . Acesso em: 06 Nov. 2014. doi: http://dx.doi.org/ 10.14210/contrapontos.v7n1.p43-54.
CUNHA, Maria Isabel. O professor universitário na transição de paradigmas. Araraquara: JM Editora, 1998.
DEPRESBITERIS, L. Avaliação da aprendizagem do ponto de vista técnico-científico e filosófico-político. Disponível em . Acesso em: 08 Nov. 2014.
HOFFMANN, Jussara Maria L. Avaliação: mito e desafio. Uma perspectiva construtivista. Porto Alegre, Mediação, 2001.
PERÉZ GOMES, A. I. Compreender o ensino na escola : modelos metodológicos de investigação educativa. In: SACRISTAN, .J. G. & GOMEZ A. P. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artmed, 1998.
RICOEUR, Poul, Reconstruir a Universidade. Revista paz e terra. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, nº 9, 1969.
SANT’ANNA, Ilesa Martins. Por que avaliar? Como avaliar? : Critérios e instrumentos. 7º edição. Petrópolis: Vozes, 2001.
SAUL, Ana Maria. Avaliação emancipatória: Desafio à teoria e a prática de avaliação e reformulação de currículo. 3a ed. São Paulo, Cortez, 1995.