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O ESPIRITO SANTO EXISTE MESMO?
Tipologia: Notas de estudo
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O Espírito Santo é entendido dentro do Cristianismo como uma terceira vertente, ou terceira pessoa divina. No caso, o Monoteísmo Judaico não admite tal idéia. Entende-se que Deus é ÚNICO e INDIVISIVEL. Este tema é muito difícil. Muitas passagens que fazem referência ao Espírito de Deus, são interpretadas de forma distinta no Judaísmo. A questão da interpretação deve ser entendida dentro do modelo do contexto em que se apresenta. O termo "espírito" assume no Judaísmo diversos sentidos, variando com o texto, contexto dos fatos e com o pretexto da mensagem a ser transmitida. A tradição judaica interprete a Torá como uma obra unitária, sem emendas, porém as diversas interpretações conferidas por Sábios e Eruditos mostram que o termo “Espírito” tem um desenvolvimento ao longo do Tempo. Porém em toda a Literatura Judaica todas as variações das interpretações nunca creditaram uma idéia correlata ao Espírito Santo do Cristianismo. Interpretações, mesmo feitas há mais de dez séculos, revelam a sua atualidade e permanência da palavra no Judaísmo. O termo Ruach haKodesh, que é traduzido literalmente como Espírito Santo, é entendido como Espírito de Deus é um termo pouco usado. A palavra Ruach que pode ser traduzida não apenas como Espírito, mas também como Vento, Sopro, Hálito, sempre que aparecem fazem contexto com a referencia da Vida em si, ou como um indicativo da origem divina da vida. Um termo importante que é utilizado é Bat Kol^1 , Filha da Voz, ou a Voz de Deus. A partir daí surge o termo Shechiná, Divina Presença. Este termo foi usado, pela primeira vez, no Targum (tradução) de Onkelos. Onkelos foi um dos maiores Eruditos de Tora na história do Judaísmo. Esta mudança de termo foi importante, pois Onkelos trouxe um termo desenvolvido do Aramaico que começou a substituir as formas antropomórficas da Escritura que expressavam a presença ou a "interferência" de Deus. O conceito religioso judaico de ruach está relacionado com o "hálito", hálito de Deus. Deus enche o universo com o seu hálito de vida, assim, todas as criaturas ganharam vida a partir da vontade do Criador. Ele é fonte de toda a vida. Em Bereshit, ou “Gênesis”, cap. 2:7 a Tora já começa declarando: (^1) O termo hebraico Bat Kol no hebraico ּבת קול , literalmente filha de uma voz, diz respeito a uma "voz celestial ou divina que proclama a vontade de Deus ou julgamento".
interessados em registrar apenas provar um sistema dogmático. E a narrativa da cruz e ressurreição revela-nos quão profundamente Deus é capaz de comunicar-se. Os nomes que a teologia nos mostra de Deus, acaso se expressa somente relações de Deus para conosco; ou eles (escritores) querem dizer também algo, mas sobre o Criador. O evento fundamental, fixado na confissão de fé, da comunicação no espírito com Cristo voltado para o Pai obrigou por assim dizer desde há primeira hora a refletir responsavelmente no sentido de manter a singularidade inconfundível de Deus que, concretamente próximo, ofereceu participação na vida de cada ministério divindade. Isto causou as primeiras decisões obtidas em polêmicas com ás historia das religiões. Se Jesus de Nazaré, e o Espírito Santo, deste o iniciam da tradição de fé, pertencem á esfera de um Deus, e não a uma derivada, imposta pelos teólogos da época. A tentativa de não pensar em ser Deus tri unicamente para definir este termo é quem se levou, ate o concilio Niceia. E as tentativas de explicar a racionabilidade de Deus com superação de um mundo estruturado como todo e em especial a partir da vitalidade espiritual humana tropeça-se, precisamente na tentativa de pensar a analogia mais exatamente, nas suas fronteiras. A questão chave sobre divindade do Espírito Santo é Ele Deus, inferior a Deus ou esta no mesmo nível de Deus. Segundo os documentos históricos nos mostra que procede do Pai e foi enviado pelo Filho.^4 Ambas as questões envolvendo o Ser de Deus passa pela análise correta pessoal de Deus, ou Ser cada pessoa da trindade Ser um Deus em sua totalidade e plenitude, ou seja, trata de como entendemos a Trindade. Wayne Grudem afirma; Que não podemos compreender a doutrina da Trindade em sua plenitude e que muitos erros foram cometidos na tentativa de simplificá-la para torná-la mais inteligível, removendo dela todo o mistério. Também afirma que não é verdade que não possamos compreender alguma coisa dela. Certamente podemos compreender e saber que Deus é três pessoas, e que cada pessoa é plenamente Deus, e que só há um Deus. Podemos saber essas coisas porque a Bíblia as ensina. Além disso, podemos saber algumas coisas acerca do modo como (^4) No evangelho de João capitulo 16, versículo 7. É o evangelho tão simples que até mesmo uma criança, percebe que Deus mostra o seu amor através de Jesus seu amor pelo mundo. Fonte: bíblia sagrada de Jerusalém.
as pessoas se relacionam umas com as outras... Mas o que não podemos compreender plenamente é como encaixar esses diferentes ensinos bíblicos.^5 A palavra latina, ”numinous”, que é muito próxima de “luminosos”. Numen não significa um deus pessoalmente, mas a luz da mente de um deus presente e sentido pelo ser humano. É a “presença de Deus”, o que os hebreus chamaram de Shekinah^6 , e que os Cristãos transformaram Ruach Hakodesh que transliterado é Espírito Santo, já os Romanos representaram por meio de dois deuses cultuados dentro de casa, lares e Penates^7. O auge dos deuses humanos sofreu um declino, o discernimento ficou turvo, o “numen” se enfraqueceu e a filosofia perdeu sua chama metafísica, tornando-se fria e vazia. Pois se perdeu o sentido da expressão da palavra como; Hebraico: Rûah “ רוח” - Rûah Hakodesh. “רוח הקודש” Aparece frequentemente na no Talmud^8 e na Midrash, significando por vezes a inspiração profética e em outros é utilizado como uma hipóstase^9 ou metonímia^10 de Deus. Na visão rabínica ganhou certo grau de personificação, mas permanece sendo uma “qualidade de Deus”. O tronco judaico-cristão das religiões diz-se que Deus soprou o barro para gerar o homem. Dar um nome aos seres vivos ou não, emitir o som do nome isto é chamar por nome, imitar as vozes animais, mimetizá-los, fazer do nome onomatopeia, apresentar-lhes na língua, dar-lhes uma palavra que lhes chame pelo seu nome. (^5) Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva, Wayne Grudem, Pg. 189 e 190, editora. Vida Nova. (^6) Segundo as escrituras sagradas judaicas Shekinah é a manifestação feminina de Deus para criar o mundo a em outros escritos, tal palavra identifica a presença, gloria e luz divina na terra. (^7) Penates: Na mitologia romana, os penates eram os deuses do lar, adorados tanto pelos romanos quanto pelos etruscos. Eram deuses responsáveis pelo bem-estar e a prosperidade das famílias. O culto aos penates era ligado a Vesta e aos lares. Eles eram adorados no seio da família onde compartilhavam o altar da deusa Vesta localizado no centro da casa. BULFINCH, Thomas. O Livro de Ouro da Mitologia. São Paulo: Martin Claret, 2006 (^8) Yoma 21b (^9) Hipóstase no grego antigo ὑπόστᾰσις – hypostasis significa subsistência, realidade. No Cristianismo, o uso da palavra está vinculado à discussão sobre a Trindade e à Cristologia. O termo ainda é utilizado em Grego moderno com o significado de "existência", juntamente com o termo ὕπαρξις hýparxis e τρόπος ὑπάρξεως tropos hypárxeos, significando "existência individual" Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3stase (^10) Metonímia ou transnominação é uma figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. exemplo, " Palácio do Planalto" é usado como um metônimo (uma instância de metonímia) para representar a presidência do Brasil, por ser localizado lá o gabinete presidencial. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meton%C3%ADmia
O Espírito Santo, de fato, é o terceiro, distinto de Deus [o Pai] e do Filho... Eu testifico que o Pai, e o Filho e o Espírito são inseparáveis de cada um... e que eles são distintos um dos outros. Tertuliano então conclui com lógica que dificilmente poderia ser melhorada: Além disto, não é o próprio fato de que eles têm nomes distintos [Pai, Filho e Espírito- Paracleto] equivalentes a uma declaração de que eles são distintos em personalidade?^14 Que o parákletos não é mera força ou influência é claro das diversas atividades exercidas, possíveis apenas a uma pessoa: Como nos mostra a leitura de alguns volumes, o reconhecido, J. N. Kelly, Early Cristian Doctrines. Como geralmente reconhecido, os três atributos primários da personalidade são: mente/intelecto, emoções e vontade. Mera “força” ou “influência” ou ruach/pneuma em sentido de fôlego, não possui estes atributos. Claramente em João, bem como em uma outra enorme variedade de textos das Escrituras, o Espírito Santo exibe tais atributos. A “mente” do Espírito Santo, por exemplo, é claramente mencionada em 1 Cor. 2:10 “...porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.” A palavra grega traduzida aqui por “perscruta” significa “cuidadosa investigação, exame minucioso.” O Espírito, com Sua mente investiga as coisas de Deus, e as torna conhecidas por revelação (o mesmo verbo é usado em João 5:39, “examinai as Escrituras...” como uma atividade possível apenas a pessoas). Devemos observar que em Romanos 8:27 direta referência é feita à mente do Espírito: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito...” Aqui é Deus o Pai quem perscruta a mente do Espírito. Novamente o mesmo verbo é utilizado. 15 Assim Como observa o altamente respeitado Arndt e Gingrich, (^14) Aqueles que defendem a insustentável teoria de que Trindade é um dogma de Constantino, posterior a Nicéia, deveriam melhor se familiarizar com a história do Cristianismo. Referências à Trindade são abundantes em fontes legitima, mais de dois séculos antes do Concílio de Nicéia. Como nos mostra a leitura de alguns volumes: o reconhecido, J. N. Kelly, Early Cristian Doctrines (New York: Harper & Row, 1978), e Stanley M. Burgess, The Spirit & the Church: Antiquity (Peabody, Massachusetts: 1984); Edmund J. Fortman, The Triune God, A Historical Study of the doctrine of the Trinity (Grand Rapids: Baker, 1982); e ainda o recente, Roger E. Olson e Christopher A. Hall, The Trinity, (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2002). Estas obras focalizam o testemunho do cristianismo primitivo quanto à pessoa e obra do Espírito Santo, a partir do final do primeiro século. (^15) J. N. Kelly, Early Cristian Doctrines. Fonte secundária: Doutrina cristã primitiva: JND Kelly. Books.google Visitado 26/07/2012 10:35;25 http://books.google.com.br/books/about/
A palavra traduzida por “mente” neste verso significa, “modo de pensar, disposição mental, alvo, aspiração, busca” E evidentemente, uma mera força não tem um “modo de pensar, disposição mental, alvo,” ou “aspiração.” No livro de Atos, em inúmeras referências, o Espírito Santo é descrito em termos que indicam ser Ele uma pessoa: que fala (1:16, 8:29), proíbe (16:6), pensa (15:28); indica (20:28); envia (13:4); testemunha (5:32); arrebata (8:39); impede (16:7); contra Ele se mente (5:3); tenta (5:9); Ele pode ser resistido (7:5). A estas citações do livro de Atos podem ser acrescentadas incontáveis outras do Novo Testamento em geral. E, francamente, se a linguagem tem qualquer significado, é impossível compreender como tais evidências podem ser desconsideradas.^16 Quando a pessoa do Espírito Santo é posto na mesma expressão e no mesmo nível que as outras duas pessoas, é difícil evitar a conclusão de que o Espírito Santo é também visto como uma pessoa e de igual posição que o Pai e o Filho. Chega-se a conclusão em que o Espírito Santo é Deus. Ele é a terceira pessoa da Trindade. Trindade essa que não podemos compreender em sua plenitude nem torná-la totalmente inteligível em sua natureza essencial. Foi a Igreja em seus concílios, em tempos posteriores quem elaborou os detalhes da Trindade, mas eles construíram sobre os fundamentos dos escritores bíblicos. Com o avanço da tecnologia e o de fatos concretos da historia, podemos analisar com mais feracidade o que realmente os autores da documentação bíblica disse e ensinou, Mas uma pergunta que não se cala? Toda a humanidade que saber a verdade? Será que não chegou o tempo de admitirmos nossa insignificância e descobrir que o caos que vivemos hoje é porque muito dos que delegamos poder escondeu a verdade da população. Quando assumimos a culpa dos nossos erros só então teremos consciência de que não passamos de massa de manipulação de uns poucos que alteraram a verdade para seu prazer. Mas ser deixamos e prossegue sem visualizar o futuro ai sim será um apocalipse, não de João, Pedro ou de Paulo, mais sim de fulano e beltrano. Após somente ter visualizado o que nos reserva o futuro ai disporemos de força e muita determinação suficiente para investigar o nosso maravilhoso passado de maneira honesta e imparcial. (^16) Lexicon of the New Testament, and Other Early Christian Literature Chicago: The University Press, 1957, 874.
apenas uma propantia^19 da teologia sistemática, ou seja, estudá-los como testemunhas históricas do comportamento progressivo de uma doutrina através dos tempos e não como fonte autoritária de uma crença. Com estes elementos em mente, é importante desdobrar alguns esclarecimentos em relação às citações patrísticas que, a seguir, serão feitas. 1) Os Pais da Igreja testemunham o modo como o cristianismo primitivo, antes de sofrer qualquer influência do catolicismo medieval, entendia certas passagens das Escrituras. Assim, podem oferecer uma visão mais desanuviada das doutrinas apostólicas, pois alguns deles, como Clemente de Roma e Policarpo, conheceram pessoalmente os apóstolos e receberam aprovação destes como líderes da Igreja.^20 2) Embora não se possa dizer que houvesse uma perfeita “unanimidade de pensamento” neste período, é possível afirmar que eles já tinham bem nítida a diferença entre ensino apostólico (ortodoxia)^21 e os movimentos heréticos^22 , à Bíblia. Alguns exemplos são: orações aos santos e/ou Maria, a imaculada concepção, transubstanciação, batismo de bebês, indulgências e autoridade papal. A igreja católica argumenta: “A Bíblia, em lugar algum, afirma que ela própria é a ÚNICA guia dotado de autoridade para fé e prática.” Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/sola-scriptura.html (^19) Prodrômico, gostaríamos de fazer uso desta palavra, muito conhecida na área da medicina aonde tem Relativo aos pródromos de uma doença. Que são os sintomas - sinais do quadro de alterações clínicas que sugerem que algo está errado, mesmo antes de ocorrer “o acidente vascular propriamente dito.” Basta olhamos para albas as partes que veremos que não adiantou se prevenir, se o corpo estava infectado. Fonte: Dicionario Ilustrado Urepes, FILHO, Machado da mata Aires, editora AGE, 1977 24ª Edição. (^20) Fonte: http://www.diocesedeanapolis.org.br/2012/component/content/article/1673.html (^21) Embora este termo seja tardio criando força no século XV, seu conceito já está presente nos primeiros escritos apologéticos do cristianismo. Cf. David W. Bercot, A Dictionary of Early Christian Beliefs Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2003 (^22) Há faria linhas de heresias para cada religião ou doutrina; Gnosticismo, ”havia farias linhas de doutrina” movimento religioso esotérico que floresceu durante os séculos II e III, O movimento “cristão” herético dos séculos IV e V. A maioria das seitas gnósticas professavam o cristianismo, mas suas crenças eram diferentes da dos cristãos dos primeiros tempos da Igreja. Donatismo, adquiriu o nome de Donatismo, declaravam que a validade dos sacramentos dependia do caráter moral do ministro. Arianismo, heresia cristã do século IV d.C. que negava a divindade suprema de Jesus Cristo. Recebeu o nome de arianismo por ter sido criada pelo religioso egípcio Ário. E a muitas outras seita pelo mundo com suas heresias. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/13938422/Heresias-resumo-dos-movimentos-hereticos. 28/11/2012. 8:58:
especialmente aqueles oriundos de Marcion^23 e do gnosticismo.^24 Elementos básicos da fé como a filiação divina de Cristo, sua encarnação, o juízo final e outros já estavam firmemente estabelecidos desde os tempos antigos. 3) Devido ao caráter historicamente inicial de seus tratados, é importante que nos não busque em seus argumentos a nomenclatura teológica própria dos tempos pós- Nicenos. Termos que mais tarde passaram a ser técnicos na teologia não possuíam ainda aquele tratamento unânime e cuidadoso que se exigirá de um tratado teológico contemporâneo. Hypostasis^1 era usado por alguns escritores para referir-se à pessoa, enquanto outros o empregavam como sinônimo de substância. O mesmo se dá com seus conceitos que por estarem numa sistematização inicial não abarcarão todos os detalhes de uma discussão que lhes é posterior. 4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina. Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. A fonte básica e única da fé cristã era e continua sendo a Bíblia. Quaisquer escritos posteriores servirão apenas para facilitar a compreensão do que está no Santo Livro e não para produzir novas crenças. O proposto nesta pesquisa não é endossar indiscriminadamente a doutrina dos Pais da Igreja, mas verificar, pelo seu testemunho, se a Trindade era crida na Igreja pré- nicena ou se, como dizem alguns, seria fruto apenas do Concílio ocorrido no quarto século. Sabemos segundo os documentos históricos o despeito das insatisfações de alguns, prevaleceu em Nicéia à ideia de formular um texto enxuto, sem muitas explicações e que agradasse ao máximo a todas as correntes. Se houve, portanto, uma (^23) Marcião de Sínope, ca. 85 — 160, Sua teologia (chamada marcionismo), que propunha dois deuses distintos, um no Antigo Testamento e outro no Novo Testamento, foi denunciada pelos Pais da Igreja e ele foi excomungado. Hipólito relata que Marcião era filho de um bispo na cidade de Sinope, na província romana do Ponto (atualmente na Turquia). Marcião provavelmente foi consagrado bispo, provavelmente um assistente ou um sufragâneo de seu pai em Sinope. Quando se encontrou com ele, Policarpo de Esmirna chamou-o de "primogênito de satanás" segundo Jerônimo. Quando os conflitos com os bispos de Roma começaram, Marcião organizou seus seguidores em uma comunidade separada. Algumas ideias similares às de Marcião reapareceram entre os bogomilos da Bulgária no século X e entre os cátaros do Languedoque, no sul da França, no século XIII. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marci%C3%A3o_de_Sinope./ Encyclopædia Britannica (11ª edição),/ http://www.torahweb.net/Marciao-de-Sinope-h29.htm (^24) Walter Bauer foi o pioneiro a chamar a atenção para a falta de unidade doutrinária nos primeiros séculos do cristianismo. Orthodoxy and Heresy in Earliest Christianity, eds. Robert A. Kraft, Gehard Krodel [Philadelphia: Fortress Press, 1971]. Mas hoje reconhece-se que, embora seu insight esteja correto, houve um exagero em suas conclusões. Ele chega a afirmar que “os hereges eram maioria em relação aos ortodoxos” na pagina 194.
Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na Terra; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu, e se encarnou e se fez homem e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu, e novamente deve vir e no Espírito Santo.^26
4. A ERA PATRISTICA E A TRINDADE Quando o Cristianismo entrou em cena pretendeu ser ao mesmo tempo verdade teórica e informação prática da vida. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida",^27 declara o seu fundador. Faz-nos pensar, é uma verdade não somente humana, mas também divina revelada. Estas palavras não a apresentavam como a encarnação do Logos^28 e da eterna sabedoria, a verdade, porém a nova seita queria oferecê-la e também pretendia da á direção aos homens; mas isto o foi, ela desde o começo e particularmente na época helenística^29 , quando os antigos mitos se desvaneceram. A posição do Cristianismo nascente relativamente à filosofia antiga é rejeita para de novo aceitá-la. 4.1. A vida de um Patrístico chamado Inácio de Antioquia Inácio de Antioquia (35 -110 D.C.) Seu nome deriva do latim: igne - fogo e natus Nascido do fogo, o que corresponde muito bem à sua personalidade: ardente, eloquente, apaixonado por Cristo e pelo forte desejo de imitar seu Mestre. Acredita-se que Inácio tenha sido discípulo do apóstolo João, de acordo com Eusébio de Cesárea^30 pertenceu à época da Patrística do período pré-nissênico foi o segundo bispo de (^26) O Credo Niceno deriva-se do credo de Nicéia (composto pelo Concílio de Nicéia (325 AD), com pequenas modificações efetuadas pelo Concílio de Calcedônia (451 AD) e pelo Concílio de Toledo (Espanha, 589 AD)). Este credo expressa mais precisamente a doutrina da Trindade, contra o arianismo. Fonte segundaria: http://www.digitusdei.com.br/2010/05/as-confissoes-autenticas-de-fe-de-uma.html (^27) Bíblia sagrada de Jerusalém Evangelho segundo São João 14:6. (^28) O Logos (em grego λόγος, palavra), no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou a falada Verbo. Mas a partir de filósofos gregos como Heraclito passou a ter um significado mais amplo. Logos passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza. Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra viva. Fonte segundaria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Logos 29 Helenismo é um termo que designa tradicionalmente o período histórico e cultural durante o qual a civilização grega se difundiu no mundo mediterrânico, euro-asiático e no Oriente, fundindo-se com a cultura local. Fonte segundaria: http://www.suapesquisa.com/grecia/helenismo.htm 30/11/2012 14:08: (^30) Historia Eclesiástica Eusébio de Cesárea. XXXVI, 1 ao 15, paginas 107 a 109 tradução Wolfang Fischer. editora Novo Século 1990
Antioquia, assumindo a chefia desta comunidade depois de Evódio. Também conheceu o apostolo Paulo e foi sucessor do apostolo Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio apóstolo. E segundo Orígenes teria sido o segundo bispo da cidade. Alguns estudiosos o consideram o terceiro bispo de Antioquia, pois consideram o apostolo Pedro o primeiro bispo, por este ter fundado esta comunidade. Inácio já era ancião ao morrer, foi preso em 107 D.C., por ordem do imperador Trajano (98 - 117 D.C), foi detido pelas autoridades, e enviado para Roma para o seu martírio. Onde foi condenado à morte no Coliseu de Roma, e foi martirizado por leões^31. As autoridades romanas esperavam fazer dele um exemplo e, assim, desencorajar o crescimento do cristianismo. Era a época de grandes festas em Roma, em homenagem à vitórias do imperador sobre os dácios,^32 povo que viveu na atual Romênia. Por isto, esperava-se que sua morte pudesse contribuir com os espetáculos. Ao lemos suas cartas nos deparamos com Inácio ser intitulado como o "Portador de Deus", como era conhecido pela comunidade cristã primitiva. Séculos mais tarde, baseando-se em uma mudança no texto de suas cartas, começou a se falar de Inácio como o "Levado por Deus", surgindo assim à lenda segundo a qual Inácio teria sido o menino que o Senhor tomou e colocou no meio das pessoas que o rodeavam (Mt 18:2; Mc 9:36) (^31) O livro “O mártir das Catacumbas, é uma historia anônima, sobre a Roma Antiga. O livro relada sobre este períodos. Publicações RBC 2009 (^32) De 85 a 89 Dc. , os dácios entraram em guerra duas vezes com os romanos, no reinado de Duras ou Diurpaneus e no do grande Decebalus. Após dois graves reveses, os romanos, sob o comando de Tétio Juliano, obtiveram uma notável vantagem, mas foram obrigados a entrar em acordo de paz devido à derrota de Domiciano pelos Marcomanos. Decebalus devolveu as armas que havia obtido e alguns dos prisioneiros. No entanto, os dácios foram de fato deixados independentes, como é visto pelo fato de que Domitiano concordou em adquirir imunidade pelo pagamento de um tributo anual. Para pôr um fim a esse desonroso arranjo, ou talvez para restaurar as finanças do Império Romano com a captura do famoso Tesouro de Decebalus, Trajano resolveu conquistar a Dácia, ganhando assim controle sobre as minas de ouro dácias da Transilvânia. O resultado de sua primeira campanha ( 101 – 102) foi o cerco da capital dácia Samizegetusa e a ocupação de parte do país. A segunda campanha (105 – 106) obteve o suicídio de Decebalus e a conquista do território que formaria a provicia Romana Dacia Traiana. A história da guerra é apresentada por Dio Cassius, mas o melhor comentário sobre a mesma é a famosa Coluna de Rrajano em Roma. Fonte segundaria; http://www.consuladoromenia.com.br/historia.php visitado 30/04/ 08;03;
Trindade. Ele não disse nada sobre existirem três Pessoas Divinas na Deidade. A concepção dele de Deus não era em nada diferente à dos profetas e do povo Hebreu anteriores, que sempre haviam pregado a Unicidade e nunca a Trindade de Deus. Jesus não fez senão ecoar os profetas que o antecederam quando disse: “O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 37 Ele acreditava em um Ser Divino, em um único Deus, como é evidente do escrito acima, nisto podemos crê que a doutrina da trindade foi cunhada pelos cristãos depois da morte dos seus lideres, (os primeiro apóstolos) os evangelhos escritos pelos discípulos dos discípulos de Jesus (os quadros evangelhos) não contem qualquer referência á trindade, nem o apostolo Paulo que dever uma boa parte de sua influência no nascimento da doutrina cristã nos deixa escrito. Iremos examinar, portanto, primeiro o que Inácio diz a respeito do Espírito Santo e da Trindade, para depois fazer o mesmo com o que ele nos tem a dizer sobre Cristo. 4.3. Inácio e o Espírito Santo Inácio diz que o Espírito Santo foi o princípio da concepção virginal do Senhor. De fato, o nosso Deus Jesus Cristo, foi levado no seio de Maria, da descendência de Davi e do Espírito Santo. Ele nasceu e foi batizado, para purificar a água na sua paixão.^38 Inácio diz também que foi pelo Espírito Santo que Cristo confirmou a hierarquia da Igreja. "Saúdo vossa Igreja no sangue de Jesus Cristo, pois ela é minha constante alegria, sobretudo se. Continuarem unidos aos bispos, aos presbíteros e diáconos que estão com ele, instituídos segundo a palavra de Jesus Cristo, que por sua própria vontade os fortaleceu no Espírito Santo".^39 (^37) Bíblia sagrada de Jerusalém, Antigo Testamento quinto livro do Pentateuco deuteronômio 6:4.Novo Testamento evangelho segundo escrever são Marcos 12:29 - 30 (^38) Fonte primaria; Epistola de Inácio de Antioquia a igreja Efésio capitulo 18; versículo 2. (^39) Fonte primaria; Epistola de Inácio de Antioquia a igreja Filadélfos capitulo 7; versículo 1-2.
Segundo Inácio, finalmente, foi ainda o Espírito Santo que falou através do próprio Inácio: "Alguns desejaram enganar me segundo a carne, mas o Espírito, que é de Deus, não se deixa enganar e revela seus segredos. Clamei em alto e bom som, na voz de Deus: Apegai vos aos bispos, ao presbitério, e aos diáconos'". Inácio e a Trindade, a fórmula ternária aparece três vezes nas cartas de Inácio: "Sois pedras do templo do Pai, alçadas para as alturas pela alavanca de Jesus Cristo, alavanca que é a cruz, servi novos do Espírito Santo como de um cabo".^40 "Cuidai de permanecer firmes nas doutrinas do Senhor e dos Apóstolos, para que tudo quanto fazeis Caminhe bem, na fé e na caridade, no Filho e no Pai e no Espírito, em união com o vosso bispo muito digno e coroa espiritual do vosso presbitério, e com os diáconos segundo o coração de Deus"^41. "Sede sujeitos ao bispo e uns aos outros, como Jesus Cristo está sujeito ao Pai, segundoa carne, e os Apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito". 6 Entre os vários ataques produzidos por movimentos anti-trinitarianos, está o argumento histórico de que a Trindade é fruto do Concílio de Nicéia e constitui, portanto, um dogma de Constantino. Tal alegação pode ser encontrada tanto em sites da Internet quanto nos materiais publicados por grupos dissidentes do Adventista, ou uma pesquisa, mas minuciosas com os documentos da igreja primitiva. A Santíssima Trindade nos escritos dos padres Apostólicos tem evidência que pode ser reunida dos seus textos, mas é pobre e inconclusiva. Para os cristãos, a Santíssima Trindade não pode ser derrubada pela Ciência com suas provas e pesquisas, mas pela História dos Concílios com seus registros e evidências, quer se criara nos seus fatos para manter uma verdade, na história a Trindade é realmente formada por três pessoas: Tertuliano - inventou, Atanásio - defendeu, Constantino – decretou. (^40) Fonte primaria; Epistola de Inácio de Antioquia a igreja Efésio capitulo 9; versículo 1. (^41) Fonte primaria; Epistola de Inácio de Antioquia a igreja Magnésio capitulo 13; versículo 1,
8.4. Documentação histórica sobre Trindade Uma verificação no index geral da Ante-Nicene Fathers^45 e da Sources Chrétiennes^46 que formam a coleção de todos os escritores cristãos mais antigos (inclusive os anteriores a Nicéia) nos mostra que muito antes do Concílio, a crença na Trindade já havia sido sistematizada entre os cristãos. Aliás, o próprio termo latino “Trindade” foi usado em 212 D.C. por Tertuliano, 113 anos antes de Nicéia, como lemos. Teófilo^47 , escrevendo quase meio século antes de Tertuliano e Orígenes, usa a expressão Triada, que certamente seria uma equivalência semântica de trinitas ou seu original em grego. Notaremos a comparação poética que ele usa ao relacionar a Trindade ao primeiro capítulo de Gênesis: “Os três dias que estão antes dos três luminares [da Criação] são tipos da Trindade (Triados) de Deus”. 102 Levando-se em consideração que Teófilo fala de “tipos da Trindade”, é razoável supor que ele não esteja falando de algo novo ou criando um neologismo^48. A expressão textual supõe o uso de um termo já conhecido entre os leitores. Logo, não seria estranho imaginar que o mesmo vocábulo aparecesse em outros escritos do mesmo período que se encontram perdidos em nossos dias. Assim, retrocede para cerca de um século e meio (^45) Os Padres Ante-Nicene , com o subtítulo "Os escritos dos Padres de Down a 325 dC" , é uma coleção de livros em 10 volumes (um volume de índices), contendo traduções para o inglês da maioria dos primeiros cristãos escritos. O período abrange o início do cristianismo até antes da promulgação do Credo de Nicéia , no Primeiro Concilio de Niceia. As traduções são muito fiéis, mas às vezes um pouco antiquada. Fonte secundária: http://www.tertullian.org/anf/index.htm 25/03/2012 18:47: (^46) Sources Chrétiennes (em francês: "Fontes cristãs") é uma coleção bilíngue de textos patrísticos fundada em Lyon em 1943 pelos jesuítas Jean Daniélou, Claude Mondésert e Henri de Lubac. A coleção foi editada pelo Institut des Sources Chrétiennes e publicada em Paris por Les Éditions du Cerf. Mais de quinhentas obras em grego, latim e, ocasionalmente, siríaco foram publicadas. Fonte segundaria. http://pt.wikipedia.org/wiki/Sources_Chr%C3%A9tiennes. 30/11/2012. 23:38: 47 Teófilo de Antioquia ( 186D.C.). Teólogo, escritor cristão, apologista e Padre da Igreja. ele escreveu três cartas em defesa aos cristãos que continuavam a ser perseguidos no Império Romano. Segundo os dados que chegaram até aos dias de hoje, foi o sexto Bispo de Antioquia, da Siria, reinando entre 169 e 182ou 188 os escritos de Teófilo de Antioquia. Fonte Secundária : Terceiro Livro de São Teófilo de Antioquia a Autólico (^48) Neologismo é um fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neologismo
antes de Nicéia o uso técnico do termo Trindade, legitimamente reconhecido na literatura cristã. Mas á pergunta: Por que este termo não aparece na Bíblia? Para responder a esta questão é preciso compreender que, a partir do século segundo, o Centro Missiológico (lat. missio "envio"; gr. logía "estudo") da Igreja transferiu-se em definitivo do ambiente judeu-palestino para o mundo greco-romano. A Igreja viu-se, então, obrigada a expressar sua fé de um modo compreensível para aqueles que não vinham de uma cultura vétero-testamentária, mas tinham seu pensamento regido pelos conceitos da filosofia grega. As questões ontológicas (Grego ontos e logoi , "conhecimento do ser") antes não sistematizadas começaram a invadir os círculos cristãos e, deste modo, os escritores tiveram de cunhar termos helenísticos (do Grego, hellenizein "falar grego", "viver como os gregos") para tornar inteligível a fé do Novo Testamento. Embora a crítica textual coloque como espúrio o texto de 1 João 5:7, (^49) é digno de nota que Cipriano parece fazer referência a esta interpolação quando diz: “O Senhor disse: ‘ Eu e o Pai somos um’ e novamente está escrito acerca do pai do Filho e do Espírito Santo: ‘e estes três são um’. É claro que tal citação, indireta, não é suficiente para qualificar como digna a interpolação da comma joanina. Não obstante, é possível assumir que esta interpolação ou parte dela já fosse conhecida pelos pais latinos bem antes de Nicéia. O que aconteceu no referente versículo? Comma Joanina (em tradução livre, "Parêntese Joanino" ou "Cláusula Joanina") é a denominação Latina dada ao parágrafo acrescentado em algumas traduções, não só em português, mas em outros idiomas, na primeira carta de (^49) “Três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” Este versículo não se encontra em grego em nenhum manuscrito dentro ou fora do Novo Testamento anterior ao século treze. Não aparece em nenhum manuscrito grego de 1 João anterior ao século quinze, em que está contido em um cursivo; também um M do [século] dezesseis contém esta rendição Seu principal apoio se encontra em dois manuscritos de latim antigo, do sexto e do oitavo século, e em alguns manuscritos da Vulgata latina, mas não nos mais antigos. Erasmo não o incluiu na sua primeira edição do Novo Testamento em grego (1516), nem na sua segunda (1519). Quando foi criticado pela omissão ele disse impetuosamente que, se alguém pudesse mostrar-lhe um manuscrito grego que contivesse a passagem, ele a inseriria, e chamou-se lhe atenção ao Codex Montfortianus do século dezesseis. Ele se sentiu obrigado a incluir a rendição na sua terceira edição (1522), e foi esta edição que Tyndale usou na sua tradução do Testamento Grego (1525). Através de Tyndale, o versículo se introduziu na Versão Rei Jaime. É, universalmente desacreditado pelos eruditos gregos e pelos editores do texto grego do Novo Testamento.”Fonte secundária: The Goodspeed Parallel New Testament (Chicago; 1943), Edgar J. Goodspeed, p. 557. http://archive.org/stream/westminsterversi03londuoft#page/xx/mode/2up visitado 02/03/2012 13:55;