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Trabalho escrito sobre a questão do lixo
Tipologia: Trabalhos
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A Questão do Lixo
Trabalho escrito referente à matéria de Geografia do Instituto Federal do Espirito Santo – Campus Linhares. Orientador: Prof. Cristiano
O cenário atual do lixo no mundo gera inúmeros debates sobre o que será feito para amenizar o seu despejo de forma indevida, ou como controlar o consumo exagerado das pessoas. Na visão global, países como Estados Unidos e Nova Zelândia geram 2.5kg de lixo por pessoa por dia. No Brasil, é calculado que cada pessoa produz de 1 a 1.5kg de lixo diariamente.
A forma incorreta de descarte de resíduos pode acarretar sérios problemas ambientais e sociais, como a formação de lixões, que consequentemente atrai diversos animais vetores de doenças; pode causar morte de animais marinhos, quando o lixo é despejado em aquíferos ou oceanos; e pode causar enchentes nas cidades em épocas chuvosas, com o entupimento de bueiros.
Existem diversos tipos de lixo, como o lixo orgânico, o comercial, o industrial, o tecnológico, o hospitalar, o nuclear e o espacial, sendo cada um tratado e finalizado de forma diferente. Com o descarte indevido e o problema já alastrado, as formas mais comuns de se amenizar os problemas ambientais são a criação de aterros sanitários, composteiras caseiras, desenvolvimento de projetos como a política dos 3R’s, que engloba as ações de reduzir, reutilizar e reciclar.
No estudo de caso, abordamos a cidade de Barcelona, na Espanha, onde possui um sistema de tratamento de lixo diferente do tradicional. Lá, o lixo é jogado e viaja através de um sistema de tubulação por uma corrente de ar para um centro de coleta, dando a vantagem de descartar o lixo a qualquer momento sem se preocupar com odores e poluição, além de melhorar o impacto visual. Existe ainda os pontos verdes em cada bairro, que funciona como um centro de coleta de reciclagem de aparelhos à eletrodomésticos.
De uma forma geral, o lixo corresponde a todos os resíduos gerados pelas atividades humanas que é considerado sem utilidade e que entrou em desuso.
O lixo é um fenômeno puramente humano, pois tudo no ambiente agrega elementos de renovação e reconstrução do mesmo. Assim, o lixo pode ser encontrado no estado sólido, líquido e gasoso.
Sua atuação fica vinculada à criação de áreas verdes, arborização urbana, manejo de um sistema de transporte coletivo que funcione, projetos de moradias populares, saneamento básico e água tratada, monitoramentos dos níveis de poluição, coleta do lixo e muitas outras que são fundamentais.
Antes da Primeira Revolução Industrial, o lixo produzido nas cidades era composto basicamente por elementos orgânicos, além disso, o número de habitantes era menor, assim como os centros urbanos, assim os moradores apenas enterravam os resíduos no próprio quintal. Após o período da Revolução, houve um grande crescimento da produção industrial, aumento significativo da população, processo esse que teve um enorme incremento após a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) na qual ocorreu um engrandecimento da quantidade de lixo e uma diversificação em sua composição.
A partir dessa data o mundo passou por intensas evoluções tecnológicas e científicas, além disso, houve a dispersão de empresas transnacionais pelo mundo e essas incentivaram o consumo em massa.
O lixo fica mais evidente nos países subdesenvolvidos onde muitas vezes não existe um sistema de coleta de lixo, característica que demonstra a fragilidade das políticas assistenciais. O lixo não é somente um problema de caráter ambiental, mas também de saúde e qualidade de vida, desse modo a sua coleta configura como um dos principais serviços públicos.
2.2. O LIXO NO BRASIL
O Brasil produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia - número inferior ao dos EUA (607 t/dia). Desse total, a maior parte vai parar nos lixões a céu aberto; apenas uma pequena porcentagem é levada para locais apropriados. São Paulo gasta, por dia, 1 milhão de reais com a questão do lixo. Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas
presença de centenas de pessoas que diariamente vão em busca de materiais e objetos que possam ser vendidos para o processo de reciclagem e também restos de alimentos que muitas vezes já se encontram estragados e que mesmo assim são consumidos. Os lixões refletem diretamente as desigualdades sociais presentes em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, além de deixar explícita a degradação humana. Existe um grande número de países que construíram usinas de incineração de lixo, mas essa ação não é totalmente viável do ponto de vista ambiental, pois se perde muito material que poderia ser aproveitando, consome energia e emite gases poluentes na atmosfera.
O lixo deve ser tratado com maior prudência, pois compromete as reservas de recursos naturais, além de poluir e comprometer outros ambientes.
Existe diversos tipos de lixos e eles podem ser separados em algumas categorias: Doméstico, composto em sua maioria por lixo orgânico; comercial, composto basicamente por papeis e materiais plásticos; industrial, derivado de resíduos proveniente de industrias; tecnológico, composto basicamente por equipamentos
eletrônicos, pilhas e baterias; hospitalar, que provem em sua maioria de clinicas e hospitais; radioativos, provenientes na maior parte da produção de energia nuclear; e espacial que é basicamente satélites desativados e restos de foguetes.
3.1. DOMÉSTICO
É produzido pelas pessoas em suas residências e composto praticamente de restos de alimentos, produtos deteriorados, jornais e embalagens em geral. Esse tipo de lixo pode ser separado segundo a coleta seletiva e ser enviado parte para reciclagem (plásticos, papeis, vidros e metais) e parte para aterros ou para locais onde é realizada a compostagem.
3.2. COMERCIAL
É originado de estabelecimentos comerciais como restaurantes, lojas, supermercados etc. Pode ser formado por diversos tipos de materiais, desde o lixo orgânico, até aos vários papeis descartados pelas empresas e é basicamente separado em duas categorias: orgânico e inorgânico. O orgânico são os restos de comidas proveniente de restaurantes ou bares ou até mesmo alimentos estragados, provenientes de estabelecimentos do ramo alimentícios, como: verduras, legumes, carnes etc. O lixo inorgânico é o que não possui biodegradabilidade, então é o que para ser degradado precisa de dezenas ou centenas de anos, podendo esses serem: garrafas, papeis e CDs. Esse lixo normalmente é descartado da mesma maneira que o doméstico, por serem bem parecidos. Sua maior parte vai para a reciclagem e o que não vai para a reciclagem pode ser enviado para aterros, já que não prejudicam tanto o meio ambiente e se descartado corretamente, não o prejudica.
3.3. INDUSTRIAL
É o lixo resultante das atividades industriais, estando também nesse grupo o lixo resultante das construções (entulho). Esse lixo geralmente é responsável pela contaminação de solo, ar e recursos naturais, devido a forma de coleta e onde é disposto no final, que, na maior parte das cidades, fica por conta da própria empresa.
Porém as indústrias químicas necessitam de tratar de seus dejetos e isso na maior parte das vezes requer um alto investimento. O problema fica por conta de quando ele não é tratado e sim jogado em rios ou queimados, poluindo cada vez mais o meio ambiente.
desaparece após esse tempo e não oferece mais riscos à saúde humana, porém é sempre importante lembrar que esse período não é fixo, pode variar de um material para outro.
3.7. ESPACIAL
São objetos criados pelos humanos e que se encontram em órbita ao redor da Terra, mas não são mais utilizados ou nem tem mais utilidade, como por exemplo partes e dejetos de naves espaciais deixadas para trás por conta de seu lançamento. Podem ser peças pequenas ou grandes de naves, assim como também satélites desativados que acabam congestionando o espaço ao redor da Terra que podem causar acidentes graves tanto em orbita (como colisões) quanto numa possível reentrada na atmosfera terrestre. Esse tipo de detrito vem gerando uma preocupação, pois as colisões na velocidade orbital podem ser fazer muitos danos ao funcionamento de satélites, colocando também em risco os astronautas em atividades extraveiculares.
Uma forma de diminuir as consequências desse tipo de lixo sobre o meio ambiente é a passivação dos estágios superiores dos foguetes para a liberação de combustíveis residuais, prevenindo futuras explosões e trazer os detritos de volta para a terra, pois ao fazer isso, alguns objetos são destruídos. Essa destruição pode ocorrer tanto por uma queda orbital (reentrada não-controlada), como por uma entrada controlada. Porém sempre existe o risco de permanecer algumas partículas, ou até mesmo peças inteiras, dos objetos que entraram em combustão na atmosfera, além de não se ter a garantia de que sua queda ocorra em alguma região desabitada do planeta. Já a reentrada controlada pode utilizar grande quantidade de combustível propelente para ajustar a espaçonave ao ângulo correto e normalmente se utiliza o oceano como ponto de queda desses detritos.
No Brasil são coletadas cerca de 130 mil toneladas de resíduos domiciliares diariamente, segundo o IBGE em 2010 e 52,8% da população despeja seu lixo nos chamados lixões. Tais dados afirmam que o país não está preparado para receber tamanha quantidade de dejetos, pois seu descarte tem sido feito de forma errônea, prejudicando o meio ambiente e o bem estar de quem vive ao redor das áreas de despejo.
4.1. LIXÃO X ATERRO
Há quem confunda estes termos, que muito são usados quando se fala a respeito da finalidade do lixo.
Lixão é toda área final de despejo de resíduos que não foi preparada anteriormente para recebê-los. Com a falta de preparação do solo, consequentemente não há um sistema de tratamento para efluentes líquidos, como o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra no solo levando substâncias contaminantes para o lençol freático, principalmente. Além disso, por ele ser a céu aberto, pessoas que dependem do lixo para sobreviver e animais, como pássaros e ratos, convivem com esta matéria diariamente, trazendo prejuízos ambientais e sociais.
Ao falar de aterro, existem dois tipos: o aterro controlado e o aterro sanitário. O primeiro é um processo de transição entre o lixão e o aterro sanitário, parecido com um “lixão melhorado”, ou seja, recebeu uma cobertura de argila e grama e foi selado com uma manta impermeável para proteger o montante da água da chuva e captação de chorume e gás. Este tipo de espaço reduz os impactos negativos como a cobertura diária de lixo e a questão do chorume, sendo este levado novamente para o topo da pilha de lixo, reduzindo a absorção deste pela terra.
O aterro sanitário passou por uma preparação prévia, em que antes do recebimento do lixo teve seu terreno adequado às normas, como o nivelamento da terra e selamento da base com argila e mantas de PVC, que são extremamente resistentes, de modo que o solo não é contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD e encaminhado para um poço de acumulação, de onde após algum tempo é recirculado sobre a massa de lixo que foi aterrada. Depois desse tempo, quando os pré-requisitos já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a
ser queimado em aterros sanitários, reduzindo assim a taxa de emissão de gases de CO2 na atmosfera.
os móveis e outras coisas na frente de casa entre 20 e 22 horas. Este serviço gratuito é apenas para os cidadãos.
Os tipos de objetos coletados são: sofás, portas, móveis, cadeiras, caixas e ripas de madeira, cortinas e brinquedos quebrados, entre outros. Não são coletados detritos, objetos sanitárias ou similar, se você tiver feito obras de habitação. No caso de geladeiras, refrigeradores ou condicionadores de ar com CFC componentes, use o ponto verde para proteger o meio ambiente, já que o CFC (clorofluorcarbono) é extremamente prejudicial à camada de ozônio.
Pontos verdes são usados para se livrar dos resíduos que não podem jogar nos lixeiros encontrados na rua, um centro de reciclagem no bairro que admite qualquer coisa, desde aparelhos a sapatos, onde tem um destino ecologicamente correto e, por sua vez concede descontos de serviços públicos. Tem um horário de funcionamento fixo e possui um funcionário para separar os tipos de lixo.
O lixo é um problema existente na atual sociedade e não podemos erradica-lo, porém podemos amenizar suas consequências devido ao descarte incorreto. Muitas cidades utilizam formas de contenção modernas, evitando assim uma maior contaminação dos solos, rios, ares e lençóis freáticos. Com esta pesquisa pudemos perceber que os maiores responsáveis por transformar a Terra em uma grande cesta de lixo somos nós e que somos também desconcientizados de que o lixo acarreta diversos problemas, tanto atuais quanto futuros.