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a Revolução Industrial Parte1, Notas de estudo de História

Apostilas de História sobre a Revolução Industrial, Processo de Produção, Pioneirismo na Inglaterra, desdobramentos sociais, Nova Revolução, Concepção Psicológica, Igualitarismo.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 22/10/2013

Andre_85
Andre_85 🇧🇷

4.5

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Revolução Industrial
A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das Revoluções
Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na
passagem do capitalismo comercial para o industrial.
INTRODUÇÃO
A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das Revoluções
Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na
passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos
que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução
Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da
Idade Moderna para Contemporânea.
Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição
da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como
modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da
energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica,
social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade
Média.
O PROCESSO DE PRODUÇÃO
Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas
etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo
O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média,
durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma
produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de
produção ( era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a
família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o
preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do
trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um
ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma
taxa pelo utilização das ferramentas.
É importante lembrarmos que nesse período a produção artesanal estava sob
controle das corporações de ofício, assim como o comércio também
encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da
produção.
A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação
do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse
momento, ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão
social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de
um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao
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Revolução Industrial

A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial.

INTRODUÇÃO A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para Contemporânea.

Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média.

O PROCESSO DE PRODUÇÃO Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo

O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de produção ( era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma taxa pelo utilização das ferramentas.

É importante lembrarmos que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.

A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao

alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial. Porém, se concebermos a industrialização, como um processo , seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis.

O PIONEIRISMO DA INGLATERRA A Inglaterra industrializou-se cerca de um século antes de outras nações, por possuir uma série de condições históricas favoráveis dentre as quais, destacaram-se: a grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo; o vasto império colonial consumidor e fornecedor de matérias-primas, especialmente o algodão; a mudança na organização fundiária, com a aprovação dos cercamentos (enclousures) responsável por um grande êxodo no campo, e conseqüentemente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.

Outro fator determinante, foi a existência de um Estado liberal na Inglaterra, que desde 1688 com a Revolução Gloriosa. Essa revolução que se seguiu à Revolução Puritana (1649), transformou a Monarquia Absolutista inglesa em Monarquia Parlamentar, libertando a burguesia de um Estado centralizado e intervencionista, que dará lugar a um Estado Liberal Burguês na Inglaterra um século antes da Revolução Francesa.

DESDOBRAMENTOS SOCIAIS A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção.Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis trabalhistas.

O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres a e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos

"fracassado" por querer mudar a sociedade sem ainda ter mudado o homem, a Pós-modernidade, ao contrário, primeiro muda o homem e só depois - e como conseqüência - muda a sociedade. Uma revolução de dentro para fora, como afirmou Marilyn Ferguson.

Desta forma, o primeiro passo para a Pós-modernidade não seria propriamente uma "tomada de poder", mas sim uma enorme Revolução Cultural, que possibilitaria a "tomada de poder".

A Concepção Psicológica Mais do que dizer que a sociedade atual não tem razão de ser, porque se baseia em verdades que são ilusórias, a Pós-modernidade acredita que essas "verdades" aprisionariam o homem, que deve ser totalmente livre, e o impede de realizar todos os seus desejos e vontades, coibidos pelas regras morais, pelos valores sociais, éticos e religiosos.

Em se entendendo o homem com três potências básicas: inteligência, vontade e sensibilidade, consecutivamente em sua ordem natural (por natureza o homem é racional), ou seja, a inteligência governa a vontade que comanda a sensibilidade; a mudança no homem chega a ser mais profunda. A Pós-modernidade não só afirma que a sociedade aprisiona o homem, mas também que ele deve dar mais importância à sua sensibilidade do que à sua inteligência.

Podemos encontrar a teoria do que foi dito acima totalmente embasada na doutrina de Freud. Resumidamente, Freud afirmava que o "Superego" aprisionaria o "id", local inconsciente onde se encontra a verdadeira personalidade do homem, com seus instintos e vontades livres e que é coibido pelos valores e normas do "superego". Cabe, pois, liberar o "id" aprisionado e deixar de sublimar o instinto sexual pela Religião ou pelo trabalho intelectual ( a sublimação seria um processo psíquico pelo qual a energia instintiva sexual é desviada para outros objetos, tais como a cultura e a religião ).

Percebe-se, claramente, que o homem Pós-moderno vive em procura das sensações, da emoção sem limites, etc. Seria como se a "inteligência' servisse para justificar a "vontade". Esta, por sua vez, despertada pela busca de sentir algo que traga o máximo de emoções e o mínimo de dor.

Para exemplificar, peguemos o estilo das danças mais antigas e comparemos com as mais modernas (Rock). Antigamente, o dançarino seguia várias normas que regulamentavam as posições, a maneira de andar, a empostação da coluna, etc. Atualmente, o que importa é se soltar, deixar-se levar pelo momento e pela música e vibrar junto com ela, sem regras ou limites (que seriam o superego).

A Concepção Religiosa No campo psicológico, a Pós-modernidade é um espelho da teoria de Freud. Já no campo religioso, percebe-se uma forte tendência à gnose e à idéia de "pan", onde