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A violência sistemática do Terrorismo, Notas de estudo de Comunicação de Massa

Apostilas sobre o Terrorismo, O que é terrorismo, Violência e terrorismo, Terrorismo na era contemporânea, Guerrilha e terrorismo: vertentes distintas, Terrorismo e poderio nuclear, Violência política na América Latina, Anos 60 e 70: desilusão.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/10/2013

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O TERRORISMO
Formalmente, terrorismo é o uso da violência sistemática, com objetivos políticos, contra civis ou
militares que não estão em operação de guerra.
O método básico do terrorismo é a destruição da vida
humana, em nome de certos princípios ideológicos,
políticos ou religiosos.O terrorismo não surgiu em
nosso século, mas seu auge aconteceu durante os
anos da Guerra Fria. E não foi por acaso. A Guerra
Fria pode ser descrita como um sistema de equilíbrio
entre dois blocos inimigos que se baseava no terror. O
programa mostra como a chamada "cultura da Guerra
Fria" estimulou a multiplicação de grupos terroristas.
Depoimentos do jornalista José Arbex Jr.
Sempre que ouvimos falar em terrorismo, lembramos logo dos atentados a bomba,
dos seqüestros de avião e de outras ações violentas praticadas por extremistas. E
pensamos nas vítimas, em geral pessoas inocentes, muitas vezes mulheres e
crianças, que apenas estavam no lugar errado na hora errada. O método básico
do terrorismo é a destruição da vida humana, em nome de certos princípios
ideológicos, políticos ou religiosos.
Terrorista em ação na Irlanda do Norte
O terrorismo não surgiu em nosso século, mas seu
auge aconteceu durante os anos da Guerra Fria,
depois da Segunda Guerra Mundial. Não foi por
acaso. A Guerra Fria pode ser descrita como um
sistema de equilíbrio entre dois blocos inimigos que
se baseava no terror. Afinal, o poder de destruição
nuclear dos Estados Unidos e da União Soviética era
tão grande que ninguém poderia iniciar uma guerra
total. Seria o fim da espécie humana.
Essa mentalidade consagrou o terror como forma de relacionamento entre
Estados. Nesse sentido, a chamada "cultura da Guerra Fria" foi o grande estímulo
à multiplicação de grupos terroristas.
O que é terrorismo?
Formalmente, terrorismo é o uso da violência sistemática, com objetivos políticos,
contra civis ou militares que não estão em operação de guerra. Existem muitas
formas de terrorismo. Os terroristas religiosos praticam atentados em nome de
Deus; já os mercenários recebem dinheiro por suas ações; os nacionalistas agem
movidos por um ideal patriótico. Há ainda os ideólogos, que armam bombas
motivados por uma determinada visão de mundo. E, muitas vezes, o que se vê é
uma mistura de tudo isso com desespero e ódio.
Por outro lado, houve no século XX o crescimento do terrorismo de Estado, em
que é adotada a política de eliminação física de minorias étnicas ou de
adversários de um regime. Um exemplo é o regime racista da África do Sul,
responsável por ações terroristas contra a maioria negra do país até o fim do
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O TERRORISMO

Formalmente, terrorismo é o uso da violência sistemática, com objetivos políticos, contra civis ou militares que não estão em operação de guerra. O método básico do terrorismo é a destruição da vida humana, em nome de certos princípios ideológicos, políticos ou religiosos.O terrorismo não surgiu em nosso século, mas seu auge aconteceu durante os anos da Guerra Fria. E não foi por acaso. A Guerra Fria pode ser descrita como um sistema de equilíbrio entre dois blocos inimigos que se baseava no terror. O programa mostra como a chamada "cultura da Guerra Fria" estimulou a multiplicação de grupos terroristas. Depoimentos do jornalista José Arbex Jr. Sempre que ouvimos falar em terrorismo, lembramos logo dos atentados a bomba, dos seqüestros de avião e de outras ações violentas praticadas por extremistas. E pensamos nas vítimas, em geral pessoas inocentes, muitas vezes mulheres e crianças, que apenas estavam no lugar errado na hora errada. O método básico do terrorismo é a destruição da vida humana, em nome de certos princípios ideológicos, políticos ou religiosos.

Terrorista em ação na Irlanda do Norte

O terrorismo não surgiu em nosso século, mas seu auge aconteceu durante os anos da Guerra Fria, depois da Segunda Guerra Mundial. Não foi por acaso. A Guerra Fria pode ser descrita como um sistema de equilíbrio entre dois blocos inimigos que se baseava no terror. Afinal, o poder de destruição nuclear dos Estados Unidos e da União Soviética era tão grande que ninguém poderia iniciar uma guerra total. Seria o fim da espécie humana.

Essa mentalidade consagrou o terror como forma de relacionamento entre Estados. Nesse sentido, a chamada "cultura da Guerra Fria" foi o grande estímulo à multiplicação de grupos terroristas.

O que é terrorismo? Formalmente, terrorismo é o uso da violência sistemática, com objetivos políticos, contra civis ou militares que não estão em operação de guerra. Existem muitas formas de terrorismo. Os terroristas religiosos praticam atentados em nome de Deus; já os mercenários recebem dinheiro por suas ações; os nacionalistas agem movidos por um ideal patriótico. Há ainda os ideólogos, que armam bombas motivados por uma determinada visão de mundo. E, muitas vezes, o que se vê é uma mistura de tudo isso com desespero e ódio.

Por outro lado, houve no século XX o crescimento do terrorismo de Estado, em que é adotada a política de eliminação física de minorias étnicas ou de adversários de um regime. Um exemplo é o regime racista da África do Sul, responsável por ações terroristas contra a maioria negra do país até o fim do

apartheid, no início dos anos 90. Na América Latina, as ditaduras militares dos anos 60 e 70 promoveram o terrorismo de Estado contra seus opositores, torturando e matando milhares de pessoas. No Oriente Médio, os palestinos de cidadania israelense e os habitantes dos territórios de Gaza e Cisjordânia foram segregados e sofreram ataques das forças armadas de Israel, entre 1967 e 1993. O terrorismo de extremistas muçulmanos contra judeus de Israel, por sua vez, também aterrorizou e matou pessoas inocentes, principalmente a partir da década de 80.

Muitos historiadores e intelectuais avaliam que as bombas atômicas jogadas pelos Estados Unidos sobre o Japão, em agosto de 45, foram o maior atentado terrorista já praticado até hoje. Mais de 170 mil civis perderam a vida num ataque que não tinha como objetivo vencer a guerra, mas fazer uma demonstração de força para a União Soviética.

Violência e terrorismo Muitas vezes ouvimos dizer que todo ato de violência é terrorismo, mas isso é força de expressão. Nem sempre um ato de violência é terrorista, mesmo quando a vítima é uma personalidade política. A tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em 1981, é um exemplo de violência sem conotação política. O autor dos disparos, John Hinckley Jr., agiu isoladamente, motivado por questões pessoais. Já o assassinato do premiê israelense Yitzhak Rabin por um extremista judeu, em 1995, este sim, foi um ato terrorista.

Hinckley: motivação pessoal

O atentado contra Reagan não teve o objetivo de fazer propaganda política ou ideológica, ao passo que a morte de Rabin fazia parte da estratégia política de uma organização radical. O objetivo era interromper o processo de paz no Oriente Médio. De qualquer modo, atentados contra chefes de Estado fazem parte de uma longa história de práticas terroristas mundo afora.

Terrorismo na era contemporânea Na era contemporânea, a França conheceu o regime de terror implantado pelos jacobinos de Robespierre a partir de 1793, pouco depois da Revolução Francesa. Quase um século depois, em 1881, o czar Alexandre Segundo, da Rússia, foi assassinado pela organização terrorista "Vontade do Povo". E, no início do século XX, o estopim que deflagrou a Primeira Guerra Mundial foi o atentado contra o arquiduque austro-húngaro Francisco Ferdinando, em 1914. Ele foi morto pelo estudante Gavrilo Prinzip, do grupo terrorista sérvio "Mão Negra".

"Até os anos 20, o terrorismo era um fenômeno no tempo e no espaço, de dimensões relativamente pequenas, transitórias e restritas. Ele começou a ganhar

do Exército Carlos Lamarca, da Vanguarda Popular Revolucionária, morto por soldados no interior da Bahia, em 1971.

Até a Igreja sofreu atentados terroristas

Um ano especialmente conturbado foi o de 1968. Ações terroristas sacudiram o país. Grupos de extrema-direita atacaram artistas, lançaram bombas contra entidades civis e intimidaram personalidades de perfil humanista, como o arcebispo Dom Hélder Câmara, que teve sua casa metralhada em Recife, em outubro de 68.

Agentes dos órgãos de segurança e dos serviços de informação das Forças Armadas agiam à margem da lei com prisões arbitrárias, torturas e o assassinato de opositores do regime militar. Em contrapartida, os grupos clandestinos de esquerda financiavam suas atividades com dinheiro obtido em assaltos a banco e furtos de automóveis. E praticavam seqüestros de diplomatas para negociar sua libertação em troca de armas e da soltura de presos políticos.

Uma das ações mais espetaculares foi o seqüestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick, em setembro de 69. No início da década de 70, seriam seqüestrados também o cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, e os embaixadores da Alemanha, Ehrenfried von Holleben, e da Suíça, Giovanni Bücher.

Processos semelhantes ao brasileiro aconteceram em toda a América Latina. No Chile, em 73, um golpe de Estado liderado pelo general Augusto Pinochet depôs o presidente eleito Salvador Allende, inaugurando uma sangrenta ditadura militar. Na Argentina, os militares implantaram a ditadura em 76, dando início a uma "guerra suja" contra os oposicionistas, com um saldo de 30 mil desaparecidos em sete anos.

Anos 60 e 70: desilusão Em diversos países havia, além da repressão oficial, a tolerância dos regimes autoritários em relação às ações ilegais de grupos paramilitares. Por outro lado, nos anos 70 a atividade dos grupos terroristas atingia seu ponto máximo. Era uma época de questionamento dos valores tradicionais e do "velho modo" de fazer política, nos dois blocos. O escândalo de Watergate, em 72, e a derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, reconhecida em 75, acentuaram a decadência da ordem política internacional.

Na África, a independência havia sido conquistada em diversos países. Inúmeras guerras tribais estimularam o tráfico de armas e a formação de grupos paramilitares. Na Europa, grupos separatistas, como o IRA e a ETA, radicalizavam as formas de luta. E no Oriente Médio o fervor religioso estimulava o surgimento de grupos extremistas.

Extremismo islâmico Apesar da violência em comum, existem diferenças entre os grupos terroristas. O fundamentalismo islâmico, por exemplo, não tinha caráter terrorista na época em que surgiu. A Irmandade Muçulmana apareceu em 1929, no Egito, com preocupações sociais e propósitos religiosos. Mas a partir dos anos 30 foi perseguida pelo rei Fuad e por seu sucessor, o rei Faruk, favoráveis à dominação britânica. A Irmandade partiu para a radicalização e o terrorismo no início dos anos 50, com a ascensão do líder nacionalista Gamal Abdel Nasser, acusado de defender interesses ocidentais.

A ação mais espetacular da Irmandade Muçulmana foi o assassinato do presidente egípcio Anuar Sadat, em 1981. Sadat foi considerado traidor por ter assinado os acordos de Camp David, em 78, que reconheciam o direito de existência do Estado de Israel.

OLP x Israel

A crise no Oriente Médio também fez surgir, em 1964, a Organização Para a Libertação da Palestina, uma frente reunindo diversos grupos. A OLP, que tinha como base a Al Fatah, facção liderada por Yasser Arafat, foi criada em decorrência de um quadro político cada vez mais conturbado. Os ânimos na região estavam acirrados desde a criação de Israel, em 1948. Com o apoio político, econômico e militar de soviéticos e americanos, Israel promoveu guerras

Arafat (dir.) e a OLP contra Israel

com alguns vizinhos árabes para expandir seu território. Centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas terras. Organizações terroristas judaicas, como a Irgun, a Stern e a Haganah tiveram um papel importante na intimidação da população palestina, chegando a massacrar aldeias inteiras.

O problema palestino era um distúrbio indesejável na Guerra Fria. O Oriente Médio, como quase todo o planeta, estava dividido em esferas de influência das superpotências. Israel e alguns países árabes passaram para a esfera dos Estados Unidos, enquanto outros países árabes ficaram sob influência soviética. A questão palestina não se encaixava bem nesse jogo de equilíbrio.

O isolamento dos palestinos no Ocidente e a hostilidade dos países árabes acabaram fortalecendo a OLP e a opção de grupos radicais pelo terrorismo. Mas nem todos os atos terroristas reivindicados pelos palestinos eram de autoria da OLP.

Terrorismo internacional

País Basco (área listrada): pela autonomia

ETA, no idioma basco, são as iniciais de "Pátria Basca e Liberdade". Criada em 1959 para difundir a cultura e os valores tradicionais do povo basco, a ETA foi perseguida pela ditadura de Francisco Franco e entrou para a clandestinidade e o terrorismo em

  1. O atentado mais ousado foi realizado em 73, quando a organização explodiu no centro de Madri o carro em que viajava o primeiro-ministro franquista Luís Carrero Blanco.

Na década de 70 houve também a ação de grupos terroristas sem vínculos com lutas democráticas ou de libertação nacional, como o grupo Baader-Meinhoff, na Alemanha, e as Brigadas Vermelhas, na Itália. Eram organizações formadas por intelectuais e universitários que adotaram a violência em nome de uma genérica "guerra contra a burguesia". Em setembro de 77, o Baader-Meinhoff ganhou as manchetes dos jornais com o seqüestro do industrial Hanss-Martin Schleyer, como pressão pela libertação de presos políticos.

Em março de 78, outra ação espetacular na Europa: o seqüestro do primeiro-ministro italiano Aldo Moro, uma ação audaciosa que surpreendeu o mundo. Moro acabou executado pelos terroristas, apesar dos apelos do Papa e da opinião pública internacional. Terrorismo xiita No final dos anos 70, o terrorismo ganhou um novo ingrediente religioso, com a ascensão dos muçulmanos xiitas no Irã, em janeiro de 79. Sob o comando do aiatolá Khomeini, os xiitas derrubaram a ditadura do xá Reza Pahlevi e implantaram um sistema que fugia à lógica dos dois blocos econômicos, liderados por Estados Unidos e União Soviética. A partir da revolução iraniana, foi implantado um sistema de governo guiado por convicções religiosas radicais e inflexíveis. Khomeini inaugurou a chamada "Jihad" em nossos dias, a Guerra Santa contra o Grande Satã, representado pelo mundo não xiita. Daí para a prática do terrorismo foi um passo. O inédito nessa história era o caráter oficial do terror, assumido claramente pelo regime dos aiatolás. A primeira demonstração radical de Khomeini foi em novembro de 79. Com apoio do governo, estudantes iranianos invadiram a embaixada norte-americana em Teerã, fazendo 66 reféns. Eles queriam a extradição do xá Reza Pahlevi, em tratamento de saúde nos Estados Unidos. Foi o início de uma longa crise entre os dois países. Mesmo com a morte de Pahlevi em julho de 1980, vítima de câncer, os estudantes não desocuparam a embaixada. O impasse prejudicou a campanha de reeleição do presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, que acabou derrotado pelo candidato republicano Ronald Reagan. Foram 444 dias de expectativa. Em 20 de janeiro de 1981, dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos, os iranianos finalmente libertaram os reféns norte-americanos. Até hoje são obscuras as condições sob as quais o presidente Reagan negociou o fim da crise.

Khomeini: guerra contra o "Grande Satã"

Além da vitória de Khomeini no Irã, outro elemento viria a fortalecer a causa dos xiitas: a reação à invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em dezembro de 79. Os afegãos, em sua maioria de fé muçulmana, sentiram sua religião ameaçada pela presença do exército soviético. Vários grupos guerrilheiros proclamaram uma 'guerra santa' contra o invasor.

Com a revolução no Irã e a resistência dos rebeldes afegãos, a "Jihad" ficou conhecida no Ocidente e ganhou força junto à população muçulmana de todo o mundo. O apelo foi reforçado, em fevereiro de 89, com a sentença de morte proferida por Khomeini contra o escritor anglo-indiano Salman Rushdie, autor do livro "Versos Satânicos", considerado blasfemo pelos aiatolás do Irã. Caçado pelos xiitas, Rushdie passou a viver escondido na Inglaterra, sob proteção da Scotland Yard.

Terrorismo no Líbano No começo dos anos 80, o Líbano tornou-se palco de inúmeros atentados. Várias facções disputavam o poder apoiadas por países vizinhos, especialmente Síria e Israel. A existência de áreas de refugiados palestinos na capital Beirute aumentava a tensão e o clima de guerra civil. Uma das organizações acusadas com mais freqüência de terrorismo era a OLP. Na tentativa de capturar ou eliminar o líder Yasser Arafat e destruir bases militares palestinas, forças israelenses invadiram o Líbano, em junho de 82. Durante vários dias, a capital libanesa transformou-se num inferno. Milhares de civis foram mortos, entre eles mulheres, velhos e crianças. Os israelenses não encontraram Arafat, mas expulsaram a OLP e deixaram o Líbano em ruínas.

Em setembro de 82, falanges cristãs libanesas, apoiadas por Israel, atacaram os campos de refugiados de Sabra e Chatila, nos arredores de Beirute. Mais de 2. civis palestinos e libaneses desarmados foram mortos. O massacre chocou a opinião pública internacional. Foi nesse clima extremamente tenso que se multiplicaram os grupos terroristas no Líbano nos anos 80. A ação terrorista mais famosa dessa época aconteceu em 83, quando dois atentados simultâneos mataram mais de 250 fuzileiros navais americanos e mais de 50 soldados franceses, em Beirute. Mas os xiitas de Khomeini e os militantes de grupos fanáticos, como o Hamas e o Hezbollah, não limitaram seus ataques ao Oriente Médio: em nome da Guerra Santa, eles organizaram vários atentados na Europa e nos Estados Unidos.

Fim da Guerra Fria: o terrorismo reflui