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Tipologia: Exercícios
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Elaborado por: Ilídio Octávio
Composição de um Disco Rígido
Agora chegamos efectivamente à parte interna dos HDs (isto é, ao interior da
"caixinha"). A foto abaixo mostra um HD aberto. Note que há indicativos que
descrevem os componentes mais importantes. Estes são detalhados logo abaixo da imagem:
Elementos do disco: (A) Trilha (B) Sector geométrico (C) Sector de trilha (D) Unidade de alocação
Elaborado por: Ilídio Octávio
Pratos e eixo: estes é o componente que mais chama a atenção. Os pratos são os discos
onde os dados são armazenados. Eles são feitos, geralmente, de alumínio (ou de um tipo
de cristal) recoberto por um material magnético e por uma camada de material protector.
Quanto mais trabalhado for o material magnético (ou seja, quanto mais densensidade),
maior é a capacidade de armazenamento do disco. Note que os HDs com grande
capacidade contam com mais de um prato, um sobre o outro. Eles ficam posicionados
sob um eixo responsável por fazê-los girar. Para o mercado de PCs, é comum encontrar
HDs que giram a 7.200 RPM (rotações por minuto), mas também há modelos que
alcançam a taxa de 10.000 rotações. Até pouco tempo atrás, o padrão do mercado era
composto por discos rígidos com 5.400 RPM. Claro que, quanto mais rotações, melhor.
Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo chamado cabeça (ou cabeçote)
de leitura e gravação. Trata-se de um item de tamanho bastante reduzido que contém
uma bobina que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície
do disco e assim gravar dados. Há uma cabeça para cada lado dos discos. Este item é
localizado na ponta de um dispositivo denominado braço , que tem a função de
posicionar os cabeçotes acima da superfície dos pratos.
Olhando por cima, tem-se a impressão de que a cabeça de leitura e gravação toca nos
discos, mas isso não ocorre. Na verdade, a distância entre ambos é extremamente
pequena. A "comunicação" ocorre pelos já citados impulsos magnéticos.
Cabeça e braço de um HD
Elaborado por: Ilídio Octávio
utilizado um esquema conhecido como geometria dos discos. Nele, o disco é
"dividido" em cilindros, trilhas e sectores:
Ilustração de geometria de disco
As trilhas são círculos que começam no centro do disco e vão até a sua borda, como se
estivessem um dentro do outro. Estas trilhas são numeradas da borda para o centro, isto
é, a trilha que fica mais próxima da extremidade do disco é denominada trilha 0 , a trilha
que vem em seguida é chamada trilha 1 e assim por diante, até chegar à trilha mais
próxima do centro. Cada trilha é dividida em trechos regulares chamados de sectores.
Cada sector possui uma capacidade determinada de armazenamento (geralmente, 512
bytes).
E onde entra os cilindros? Eis uma questão interessante: você já sabe que um HD pode
conter vários pratos, sendo que há uma cabeça de leitura e gravação para cada lado dos
discos. Imagine que é necessário ler a trilha 42 do lado superior do disco 1. O braço
movimentará a cabeça até esta trilha, mas fará com que as demais se posicionem de
forma igual. Isso ocorre porque normalmente o braço se movimenta de uma só vez, isto
é, ele não é capaz de mover uma cabeça para uma trilha e uma segunda cabeça para
outra trilha.
Elaborado por: Ilídio Octávio
Isso significa que, quando a cabeça é direccionada à trilha 42 do lado superior do disco
1, todas as demais cabeças ficam posicionadas sobre a mesma trilha, só que em seus
respectivos discos. Quando isso ocorre, damos o nome de cilindro. Em outras palavras,
cilindro é a posição das cabeças sobre as mesmas trilhas de seus respectivos discos.
Note que é necessário preparar os discos para receber dados. Isso é feito por meio de um
processo conhecido como formatação. Há dois tipos de formatação: formatação física e
formatação lógica. O primeiro tipo é justamente a "divisão" dos discos em trilhas e
sectores. Este procedimento é feito na fábrica. A formatação lógica, por sua vez,
consiste na aplicação de um sistema de arquivos apropriado a cada sistema operacional.
Por exemplo, o Windows é capaz de trabalhar com sistemas de arquivos FAT e NTFS.
Os HDs são conectados ao computador por meio de interfaces capazes de transmitir os
dados entre um e outro de maneira segura e eficiente. Há várias tecnologias para isso,
sendo as mais comuns os padrões IDE , SCSI e, actualmente, SATA.
A interface IDE ( Intelligent Drive Electronics ou Integrated Drive Electronics ) também
é conhecida como ATA ( Advanced Technology Attachment ) ou, ainda, PATA ( Parallel
Advanced Technology Attachment ). Trata-se de um padrão que chegou pra valer ao
mercado na época da antiga linha de processadores 386.
Como a popularização deste padrão, as placas-mãe passaram a oferecer dois conectores
IDE (IDE 0 ou primário; e IDE 1 ou secundário), sendo que cada um é capaz de
conectar até dois dispositivos. Essa conexão é feita ao HD (e a outros dispositivos
compatíveis com a interface) por meio de um cabo flat ( flat cable ) de 40 vias.
Posteriormente, chegou ao mercado um cabo flat de 80 vias, cujos fios extras servem
para evitar a perda de dados causada por ruídos (interferência).
Elaborado por: Ilídio Octávio
Traseira de um HD IDE (PATA) - Observe o conector e o jumper