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Segurança e Navegação em Cubos: Uso de Tabelas Dinâmicas e Ferramentas de Visualização, Notas de estudo de Administração Empresarial

Este documento aborda a importância da manipulação adequada de segurança em dados e operações realizadas em cubos, como consulta e navegação. Além disso, é apresentado o uso da tabela dinâmica como ferramenta de exploração e diferentes modos de navegação em cubos. A arquitetura hierárquica de segurança no olap é explicada, demonstrando restrições em diferentes níveis, desde o cubo até a célula.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 23/09/2011

luiz-fraga-3
luiz-fraga-3 🇧🇷

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Módulo 5. Implementando Cubos OLAP
Objetivos
Compreender a importância da manipulação correta da
segurança nos dados.
Conhecer as operações que podem ser realizadas na
consulta de um cubo.
Entender o uso da tabela dinâmica como ferramenta de
exploração.
Conteúdo do módulo
5.1 Introdução
5.2 Segurança
5.3 Consultas
5.4 Ferramentas de visualização
5.4.1 A Tabela Dinâmica
5.4.2 O Painel de Controle
5.5 Conclusões
5.6 Check List
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Módulo 5. Implementando Cubos OLAP

Objetivos

 Compreender a importância da manipulação correta da segurança nos dados.  Conhecer as operações que podem ser realizadas na consulta de um cubo.  Entender o uso da tabela dinâmica como ferramenta de exploração.

Conteúdo do módulo

5.1 Introdução

5.2 Segurança

5.3 Consultas

5.4 Ferramentas de visualização

5.4.1 A Tabela Dinâmica

5.4.2 O Painel de Controle

5.5 Conclusões

5.6 Check List

5.1 Introdução

Como parte final do curso veremos como os usuários podem acessar a informação do cubo, para isso, descreveremos primeiramente alguns aspectos de segurança para mostrar os dados e mostraremos os diferentes modos existentes para navegar um cubo.

No final do módulo será apresentada uma conclusão sobre o aprendido ao longo do curso e será realizado um Check List que servirá de guia no processo de criação de uma solução de BI.

5.2 Segurança

No momento de desenhar o modelo multidimensional, é fundamental definir a segurança adequada sobre os diferentes componentes e níveis da solução, devido à importância para a organização da informação manipulada por esse tipo de aplicativo.

Da mesma forma que nos bancos de dados dos sistemas transacionais, no OLAP podem ser manipulados diferentes níveis de segurança.

A segurança no OLAP apresenta uma arquitetura hierárquica, partindo do cubo e chegando ao nível de célula dentro do cubo.

Desta forma, podemos definir as autorizações de:

 Cubo  Dimensão  Célula (Medida)

 Rotação  Consolidação

Drill Down – Drill Up: É uma técnica pela qual o usuário pode navegar entre as hierarquias de uma dimensão agrupando (Drill-up) ou desagrupando (Drill-down) os dados.

O drill down e o dril up servem para navegar pelas dimensões do cubo; com o drill up vai do detalhe para o geral e com o drill down do geral para o detalhado.

Slice: Ao selecionar um membro em particular de uma dimensão forma-se uma espécie de "fatia" (slice) do cubo original.

Drill

Up Drill

Down

Dice: Ao selecionar vários membros de várias dimensões forma-se um sub-cubo, cubo menor ou dado (dice). Tanto o Slice quanto o Dice são formas particulares de Filtro.

Rotação: Seleciona a ordem de visualização das dimensões, gira o cubo de acordo com as suas dimensões.

Consolidação (Roll-Up): Calcula as medidas em função de agrupamentos, realiza o recálculo da medida de acordo com os ajustes de escala.

Se não for incluída a análise da ferramenta de visualização que será utilizada entre as tarefas de desenho, corre-se o risco de ter a informação correta e em tempo, porém com os usuários descontentes.

5.4.1 A Tabela dinâmica

A tabela dinâmica é uma ferramenta gráfica que permite que os usuários explorem facilmente as dimensões e medidas do cubo. Desta forma, o usuário pode construir seus próprios relatórios.

A tabela dinâmica é utilizada através de uma planilha de cálculo conectada ao modelo multidimensional. Com ela é possível realizar todas as operações vistas no ponto 5.3 Consultas.

Uma Tabela dinâmica apresenta as seguintes áreas:

 Área de Filtros: Na parte superior da tabela. Podem ser incluídas uma ou mais dimensões. É possível filtrar a informação selecionando níveis em geral ou membros em particular. Quando são realizadas seleções múltiplas dentro de uma dimensão, elas são relacionadas através do operador OR. Se as seleções forem realizadas em várias dimensões, serão vinculadas com o operador AND. Nesta área é implementada exclusivamente a operação Filtro; baseado nas seleções realizadas forma-se um conjunto reduzido de dados que atendem os valores escolhidos.

 Área de Filas: Na parte esquerda são definidas quais dimensões cruzam a tabela como filas. Nesta zona podem ser arrastadas as dimensões, navegar por elas e decidir quais níveis mostrar e o grau de abertura da informação. Também é possível selecionar qual a informação apresentada. Nesta área são implementadas as operações Drill-Up, Drill-Down e Filtro.

 Área de Colunas: Na parte superior da tabela, debaixo da área de filtros. Nela são definidas quais dimensões cruzam a tabela como colunas. Nesta zona podem ser arrastadas as dimensões, navegar por elas e decidir quais níveis mostrar e o grau de abertura da informação. Também é possível selecionar qual a informação apresentada. Nesta área são implementadas as operações Drill-Up, Drill-Down e Filtro.

 Área de Dados: No centro da tabela e podem ser incluídas apenas medidas. Quando arrastamos uma medida, obtemos o resultado da intersecção com as dimensões escolhidas como filas e colunas, para o subconjunto que define o Filtro.

 Lista de Campos: Contém a lista das dimensões e as medidas do cubo.

 Notas:

o Uma dimensão pode estar em Filtros, Filas ou Colunas, mas em apenas uma área de cada vez. o Geralmente na área de Filtros não é mostrada a seleção realizada. Se desejar filtrar por um nível ou membro e mostrá-lo ao mesmo tempo, deve ser incluído nas Filas ou Colunas.

Neste exemplo são apresentadas as unidades vendidas (Vendas Unidades) de cadernos quadriculados no mês de Maio de 2006, detalhadas por Filial.

Operações no cubo

Veremos algumas das operações que podem ser realizadas no cubo, exemplificando-as com o nosso cubo de Vendas da Contoso. Para a visualização utilizaremos uma tabela dinâmica, por ser uma ferramenta de fácil manipulação e disponibilidade.

Drill Down: Se o usuário está analisando os dados de vendas do Brasil e deseja ver como estão formados, pode realizar drill-down na dimensão da Filial, que mostrará São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Rio de Janeiro.

Se desejar explorar São Paulo, com outro drill-down a tabela mostrará São Paulo (a capital), Sorocaba e Campinas.

Drill Up: Se o usuário esta vendo em detalhe o nível Cidade (São Paulo, Sorocaba e Campinas) e deseja ver um nível mais geral pode realizar drill up. Esta operação agrupará a informação por País e mostrará o total do Brasil.

A vantagem de ter estruturas definidas previamente é não ser necessário que o analista saiba a qual país corresponde cada província ou a qual província corresponde uma cidade para agregar ou detalhar. A estrutura indica o caminho.

Dice: Com esta operação é montado um SubCubo de três dimensões com as dimensões Produto, Filial e Tempo, deixando de fora da nossa seleção as dimensões Cliente e Vendedor.

Slice: Selecionando a dimensão tempo definimos uma fatia do cubo.

Filtro: Um exemplo de filtro pode ser selecionar o valor “Detergente Cristal 1 Litro” para a dimensão Produto.

O resultado obtido foi:

c- Se deseja conhecer como é distribuído o lucro das vendas em cada país deve ser elaborado um gráfico que permita visualizar claramente esta distribuição:

 Filtro: -  Filas: Dimensão Filial  Colunas: -  Dados: Medida Vendas Lucro

Vendas Lucro

d- Agora deseja comparar as unidades vendidas de cada produto durante 2005 e 2006 em um gráfico de barras.

 Filtro: -

 Filas: Dimensão Produto  Colunas: Dimensão Tempo  Dados: Medida Vendas Unidades

5.4.2 O Painel de Controle

O Painel de Controle é uma ferramenta gráfica que permite que a diretoria se concentre em indicadores fundamentais que apresentam relação direta com os objetivos de negócio da empresa. O Painel de Controle não é um repositório de dados, é basicamente uma ferramenta que apresenta indicadores relacionando os resultados esperados com os reais, sendo uma forma de analisar a evolução do negócio.

Um Painel de Controle mostra, com poucos indicadores, dados transcendentes que refletem a natureza da empresa e o seu futuro. Estes indicadores devem mostrar a informação de forma objetiva, simples e integrada, além de serem claros e confiáveis.

Um Painel de Controle não garante o sucesso de uma empresa, portanto deve ser realizado o esforço necessário para a sua efetiva utilização e gerar uma transformação na cultura de trabalho empresarial.

Finalmente, deve estar muito claro que um Painel de Controle não gerencia nem administra; os indicadores mostram os problemas aos gestores, mas a análise das causas e a sua solução depende das decisões tomadas por eles. O Painel de Controle indica aos gestores se a organização está cumprindo os objetivos ou não, porém em momento algum gera uma solução automática. Para que serve então o Painel de Controle? Basicamente, o Painel de Controle permite uma

Estudo de Caso

Painel de Controle

A seguir são apresentados dois exemplos de Painel de Controle aplicados ao nosso Estudo de Caso.

a- Deseja ver a evolução do Valor das Vendas, para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2006, detalhada por Produto. Deseja ver os dados agrupados por Família e Departamento.

O primeiro a ser visualizado no Painel de Controle são os semáforos. à primeira vista, principalmente se a pessoa contar com a experiência suficiente no uso destas ferramentas, pode saber o volume das Vendas com relação aos Objetivos para cada mês e a evolução ocorrida no trimestre. De forma complementar são apresentados os valores numéricos como elemento de suporte.

b- Deseja ver a evolução das Vendas (Valor e Unidades), para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2006, detalhada por Estado.

O primeiro que pode ser visto no Painel de Controle é a possibilidade de analisar, de forma simultânea, vários aspectos do negócio. Podem ser combinadas diferentes variáveis para analisar e semáforos de diferente sensibilidade.

Neste caso é possível ver a evolução das vendas comparando como variam as

unidades e os valores ao longo do tempo, com apenas uma olhada.

 Devemos considerar as restrições de segurança para proteger a informação dos cubos.  As autorizações de acesso podem ser determinadas para diferentes elementos do modelo (cubos, dimensões, células).  As consultas de um cubo envolvem diferentes operações (rotação, drill-down, slice, etc.).  A tabela dinâmica é uma planilha de cálculo que permite navegar pelos cubos.

 Construir um sistema de BI apresenta como valor agregado ter que revisar onde e como estão sendo armazenados os dados dos sistemas transacionais (OLTP). É uma excelente oportunidade de incluir nos processos as manipulações dos dados que estejam sendo realizadas manualmente e sem nenhum suporte.  O desenvolvimento de um sistema de BI não começa pela escolha da ferramenta de visualização. Como em todo desenvolvimento, é necessário determinar as necessidades da empresa, consultar os usuários, fixar o alcance e as restrições e, finalmente, desenhar, desenvolver e testar cada etapa.  O desenvolvimento de um sistema de BI não termina com a criação de um cubo multidimensional. Devem ser definidos e implementados os trabalhos de processamento dos cubos (periodicidade, horário, tratamento de erros, etc.).  Existe uma grande variedade de ferramentas de visualização de dados. Deve ser oferecida a usuário a mais conveniente, sem esquecer o orçamento. A ferramenta de visualização não deve ser uma barreira entre o usuário e o sistema de BI.

5.6 Check List (Lista de Verificação)

 A empresa está preparada para trabalhar com BI?

 É possível contar com o comprometimento da alta gerência para encarar um projeto de criação de um sistema de BI?

 Está consciente que deverá capacitar os usuários na disciplina associada a BI?

 Estão definidos claramente os objetivos de negócio associados ao sistema de BI?

 Foram analisados os Fatos que são de interesse?

 Foram executadas as aberturas pelas quais será analisada a informação?

 Foram determinadas as medidas ou indicadores que serão utilizadas para avaliar os Fatos?

 Qual é a granularidade necessária para visualizar a informação no sistema OLAP?

 Foram definidas as fontes de onde serão retirados os dados?

 Foram definidos os formatos dos arquivos de transferência e dos dados que eles incluem?

 Foram desenhados os processos de extração, transformação e carga de dados (ETL)?

 Os requerimentos estão claramente definidos?

 Conhecemos os fatos que desejamos analisar, os indicadores e as aberturas pelas quais desejamos realizar a análise?

 Esta definição está de acordo com as tabelas auxiliares criadas e carregadas com dados dos sistemas OLTP?

 Sabemos se os usuários utilizarão as dimensões para navegar ou para filtrar?

 As dimensões desenhadas atendem as necessidades dos usuários de forma intuitiva e com facilidade de manipulação?

 Já temos todas as medidas naturais com as aberturas requeridas?

 Está definida a forma de agregação, ao sair da granularidade mínima, para todas as medidas naturais?

 Estão definidas as fórmulas ou critérios de todas as medidas calculadas?

 Estão documentadas corretamente todas as definições?

 Os tempos de resposta das consultas são fatores chave? Estão definidos os valores mínimos ou máximos que devem ser atendidos?

 Está estimado o volume de dados que deve ser manipulado, tanto hoje quanto no futuro?

 A freqüência e o tempo de processamento são fatores críticos?

 Possui o equipamento adequado para a situação atual e a estimativa futura? Foi considerado este fator com relação ao armazenamento e à velocidade de processamento?