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Apostilas de Odontologia sobre o Açucar, funções principais, principais áreas de cultivo nos primeiros séculos, área de maior produção, cana-de-açúcar.
Tipologia: Notas de estudo
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Na indústria de balas, o açúcar tem duas funções principais: dar corpo à bala e conferir sabor doce. O açúcar é encontrado normalmente na forma de cristais, mas já existe no mercado o açúcar líquido, que nada mais é que uma solução de sacarose em água, com aproximadamente 67% de concentração Regiões produtoras: A cana-de-açúcar é um produto das regiões tropicais e subtropicais, enquanto a beterraba predomina nas regiões temperadas. Exceto algumas variações regionais, observa-se que, no hemisfério norte, o paralelo de 30* delimita as áreas da cana-de-açúcar e da beterraba. No hemisfério sul, o cultivo da beterraba além de recente, tem produção pequena e limitada a poucos países, como Austrália, Argentina e Uruguai. Os principais produtores de açúcar, pela ordem de importância, têm sido: Rússia, Brasil, Cuba, Índia, Estados Unidos, China, França, México, Austrália, e Alemanha. Alguns países, por sua posição geográfica, encontram posições favoráveis para o cultivo tanto de cana-de-açúcar quanto de beterraba, resultando daí dupla atividade agroaçucareira. O exemplo mais importante é o dos Estados Unidos. Os países que participam do comércio internacional do açúcar podem ser enquadrados nas seguintes categorias: (1) países onde o açúcar é um dos principais produtos de exportação, tais como Cuba, Indonésia, Brasil, República Dominicana, Maurício, Fidji, estados do Caribe, Guiana e Filipinas;(2) países que exportam apenas seus excedentes, como Austrália, Polônia, Hungria, Bélgica e Alemanha; (3) países que bastam a si mesmos, como França, Portugal, Japão, Itália, Índia, Rússia e Argentina; (4) países que completam com importações sua produção doméstica insuficiente, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Suíça, China, Turquia, Egito e Suécia; (5) países que dependem, quase inteiramente, da importação, como Chile, Grécia, Finlândia, Nova Zelândia e Uruguai. No Brasil, a cana-de-açúcar foi introduzida pelos portugueses no século XVI foi responsável pelo povoamento de trechos no litoral, sobretudo nordestino. As e principais áreas de cultivo nos primeiros séculos eram: Zona da Mata Nordestina e Recôncavo Baiano. O sucesso da cultura canavieira é explicado pelos seguintes fatores: a) clima quente e úmido; b) solo fértil massapê; c) braço escravo (mão-de-obra) d) mercado consumidor garantido-Europa; e) madeira da Mata Atlântica (combustível e caixotes para o transporte) e outros A grande produção açucareira durante os séculos XVI e XVII gerou o latifúndio, monocultura e escravidão no Brasil. Apesar das crises sofridas, a cana-de-açúcar sempre foi um produto importante na economia brasileira e nas exportações. A partir de 1930, a cultura da cana se espalha pelo Estado de São Paulo, que, aos poucos, passa a ser o maior produtor brasileiro. Atualmente, a cultura da cana-de-açúcar está ligada à produção de álcool (Proálcool); prejudicando inclusive os produtos voltados para a alimentação interna, como arroz, feijão e milho. As principais áreas produtoras no estado de São Paulo estão:
1996
cana-de-açúcar
São Paulo 69,1% Sudeste 68,6% Alagoas 8,9% Nordeste 15,4% Paraná 8,7% Sul 8,0% Pernambuco 7,5% Centro oeste 7,7% Minas Gerais 5,8% Norte 0,2%
Maiores produtores de cana
Nos últimos anos aumentou o investimento na mecanização da cultura de cana, pois além das vantagens econômicas, a mecanização apresenta vantagens ambientais. A máquina evita a queima da palha da cana, etapa necessária na colheita manual e que causa graves danos ao ambiente. Se toda a cultura da cana atingir o nível de mecanização já existente na região de Ribeirão Preto, o número de trabalhadores na indústria canavieira deve sofrer uma redução de aproximadamente 60%. O açúcar Bruto é guardado em grandes armazéns. Mais tarde, os trens e os caminhões transportarão o açúcar para as refinarias, onde será transformado em alimento de mesa. O governo já elevou a produção de álcool anidro misturado à gasolina de 22% para 24% , e determinou a criação da frota verde (carros oficiais obrigatoriamente devem ser movidos à álcool ). Está em estudo a mistura do álcool ao óleo diesel e, ainda, a substituição do MTBE aditivo derivado do petróleo utilizado na gasolina no Rio Grande do Sul.
O canavial
(Produção de cana-de-açúcar na Região Centro Sul, em mil t).
1993/94 - 184, 1994/95 - 196, 1995/96 - 203, 1996/97 - 231, 1997/98 - 249/69 O Estado de S. Paulo, 06/09/98.
Tanque cheio
açúcar líquido e açúcar invertido.
O consumo mundial de balas e confeitos em 1998 chegou a 7,8 kg per capita na Dinamarca (que é o maior consumidor mundial desse tipo de produto), 6,8 kg per capita nos Estados Unidos, mas, no Brasil, o consumo ainda não ultrapassa 2,7kg per capita. Apesar de não apresentar um consumo tão alto, se comparado a outros países, o Brasil é hoje o segundo maior produtor de balas no mundo, com uma produção anual de 400.000 toneladas. A abertura da economia brasileira, nos anos 90, significou um ponto de mudança para o setor balas. Até então, a indústria era marcada por um protecionismo forte. Depois da abertura da economia, a modernização dos equipamentos se fez necessária, pois a indústria foi exposta à competição internacional. Além disso, a consolidação do Mercosul e a performance da economia brasileira influenciaram fortemente a “atratividade “ do mercado brasileiro perante as empresas estrangeiras.
Álcool- A produção de álcool etílico , que inclui o álcool anidro e o hidratado, usados como combustível, é de 13 milhões de m em 1999, quantidade 8,1% inferior à produzida em 1998. O consumo final – que inclui o uso também para outros objetivos que não gerar energia – se mentem estável, num nível um pouco acima de 14 milhões de m. No decorrer do ano de 2000, o preço do álcool aumente substancialmente: em agosto, o anidro está cotado a 0,67 centavo por litro, valor 124% maior que o registrado em agosto de 1999; o hidratado estava a 0,75, 133% a mais que no ano anterior. Isso é resultado, basicamente, do aumento internacional do preço do petróleo, que afeta o preço interno da gasolina e, por conseqüência, o do álcool. Some-se a isso a diminuição da produção registrada nos últimos três anos e a redução dos estoques reguladores do governo - as reservas para o final de abril de 2001 são estimadas em 800 milhões de litros, metade do verificado em 2000. A maioria dos analistas acredita que o preço do álcool se manterá num nível elevado por algum tempo e, dessa forma, os usineiros devem aumentar, na próxima safra, a proporção de cana-de-açúcar destinada á produção do combustível. O mix de produção de cana-de-açúcar da safra 2000-2001 é de 55,23% para o álcool e 44,77% para o açúcar, de acordo com dados de agosto da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única). A anterior fica em 53,89% para o álcool e 46,11% para açúcar.
Atualmente o volume de açúcar produzido é de :
Volume produzido - 19.387.171 toneladas Percentual da produção exportada – 57%
Quantidades de pessoas empregadas – 1,15 milhão de pessoa
Para boa parte dos trabalhadores paulista de hoje, tanto do campo como da cidade, as condições de vida não estão fáceis. No campo, permanecem os grandes latifúndios, onde é comum o trabalhador urbano ou “bóia-frias”.