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Apresentação dos tipo de adições para concretos e argamassas, das consequências do uso destes elementos e de exemplos de adições
Tipologia: Slides
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Segundo Fonseca (2010), existem três classificações distintas de adições minerais, quando analisadas as ações físico-químicas no concreto, sendo elas materiais pozolânicos, materiais cimentantes e fíler.
Segundo a ABNT NBR 12653, de materiais pozolânicos, define-se como:
São divididas em quatro deferentes origens, sendo elas provenientes de vidros vulcânicos, tufos vulcânicos, argilas calcinadas e terra diatomácea. São normalmente obtidas através de vulcões, sendo ricas em sílica (SiO 2 ≥ 65 %), ou de origem sedimentar, com característica pozolânica. O material expelido pelo vulcão resfria rapidamente ao entrar em contato com o ar, gerando uma estrutura vítrea desordenada e com minerais pouco cristalinos. (FONSECA, 2010)
Consideradas as pozolanas mais comuns, as cinzas volantes provem das cinzas resultantes da exaustão de usina termoelétricas a carvão. As partículas quentes rapidamente resfriam, vitrificando na forma de pequenas esferas. Uma pequena parte do material sedimenta, ganhando o nome de cinza pesada, enquanto a maior parte (aproximadamente 80 %), cinza volante, necessita de separadores mecânicos, precipitadores eletrostáticos ou filtros manga para ser capturada. (FONSECA, 2010)
Da produção de silício, tida como subproduto da fusão do minério, a Microsílica, como também é chamada, provém da condensação do monóxido de silício (SiO) na sua forma oxidada (SiO 2 ). Após este processo, a sílica ativa é capturada por filtros manga. Considerada muito reativa, devido sua origem, granulometria muito reduzida (cem vezes menor que o cimento) e natureza amorfa, reage rapidamente com Ca(OH) 2 resultante da hidratação do cimento Portland. (FONSECA, 2010)
Com constituição química de sílica e alumínio de estrutura amorfa, o metacaulim reage com o hidróxido de cálcio (Ca(OH) 2 ) resultante da hidratação do cimento Portland, gerando assim silicato de cálcio hidratado (C-S-H) e hidroaluminosilicato de cálcio. Sua produção advém da calcinação do rejeito do caulim, argila refratária rica em silicatos hidratados de alumínio, como a caulinita e haloisita.
São partículas finas, com diâmetro próximo ao do cimento, que tem como finalidade preencher vazios, aumentando assim sua resistência a compressão e reduzindo a exsudação. Podem ser de origem natural ou de compostos inorgânicos processados, podendo ou não agregar cor ao concreto. (FONSECA, 2010)
Este material origina-se na primeira etapa do processo de fabricação de aço, onde o minério de ferro é convertido em ferro-gusa, tendo como sub produto a escória de alto-forno. Sua constituição é uma composição de cal, sílica e alumina, sendo semelhante aos óxidos presentes no cimento Portland, com exceção das proporções. Quando resfriada lentamente, é obtido um material não cimentante, chamado de escória expandida ou resfriada a ar, porém quando resfriada rapidamente e moída finamente, passa a possuir características cimentícias, sendo então denominada de escória granulada ou peletizada.
Dentre os principais benefícios físico-químicos das adições minerais aos materiais cimentícios, estão a redução da porosidade do concreto e a redução da fissuração devido à redução do calor de hidratação. Ambos os fatores atuam diretamente na vida útil do concreto armado, pois diminuem a entrada de agentes agressivos, como carbono e íons cloreto. Outras características comumente observadas são a redução da exsudação, a diminuição da segregação, o afinamento da zona de transição entre pasta e agregado e o aumento da resistência a ataques químicos. A interferência química se dá na formação adicional de silicato de cálcio hidratado (C-S-H), principal responsável pela resistência da pasta de cimento hidratada. (FONSECA, 2010)
Adaptado de Fonseca (2010)