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Adubação do Milho, Notas de estudo de Cultura

ADUBAÇÃO DO MILHO

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 23/03/2013

marcio-alves-41
marcio-alves-41 🇧🇷

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23/03/2013
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Nos últimos anos, a cultura do
milho, no Brasil, vem passando por
importantes mudanças
tecnológicas, resultando em
aumentos significativos da
produtividade e produção.
As necessidades nutricionais de
qualquer planta são determinadas
pela quantidade de nutrientes que
esta extrai durante o seu ciclo.
Para que o objetivo do manejo
racional da fertilidade do solo seja
atingido, é imprescindível a
utilização de uma série de
instrumentos de diagnose de
possíveis problemas nutricionais
que, uma vez corrigidos,
aumentarão as probabilidades de
sucesso na agricultura.
Ao planejar a adubação do milho,
deve-se levar em consideração os
seguintes aspectos:
a) diagnose adequada dos problemas -
feita pela análise de solo e histórico de
calagem e adubação das glebas;
b) quais nutrientes devem ser
considerados nesse caso particular
(muitos solos têm adequa do
suprimento de Ca, Mg, etc.);
c) quantidades de N, P e K necessárias
na semeadura - determinadas p ela
análise de solo considerando o que for
removido pela cultura;
d) qual a fonte, quantidade e quando
aplicar N (baseado na produtividade
desejada);
e) quais nutrientes podem ter
problemas nesse solo (lixiviação de
nitrogênio em solos arenosos ou se
são necessários em grandes
quantidades).
Pesquisas mostra que a e xtração
de nitrogênio, fósforo, potássio,
cálcio e m agnésio aumenta
linearmente com o aume nto na
produtividade, e que a maior
exigência da cultura refere-se a
nitrogênio e potássio, seguindo-se
cálcio, magnésio e fósforo.
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 Nos últimos anos, a cultura do

milho, no Brasil, vem passando por

importantes mudanças

tecnológicas, resultando em

aumentos significativos da

produtividade e produção.

 As necessidades nutricionais de

qualquer planta são determinadas

pela quantidade de nutrientes que

esta extrai durante o seu ciclo.

 Para que o objetivo do manejo

racional da fertilidade do solo seja

atingido, é imprescindível a

utilização de uma série de

instrumentos de diagnose de

possíveis problemas nutricionais

que, uma vez corrigidos,

aumentarão as probabilidades de

sucesso na agricultura.

 Ao planejar a adubação do milho,

deve-se levar em consideração os

seguintes aspectos:

◦ a) diagnose adequada dos problemas - feita pela análise de solo e histórico de calagem e adubação das glebas; ◦ b) quais nutrientes devem ser considerados nesse caso particular (muitos solos têm adequado suprimento de Ca, Mg, etc.); ◦ c) quantidades de N, P e K necessárias na semeadura - determinadas pela análise de solo considerando o que for removido pela cultura; ◦ d) qual a fonte, quantidade e quando aplicar N (baseado na produtividade desejada); ◦ e) quais nutrientes podem ter problemas nesse solo (lixiviação de nitrogênio em solos arenosos ou se são necessários em grandes quantidades).

 Pesquisas mostra que a extração

de nitrogênio, fósforo, potássio,

cálcio e magnésio aumenta

linearmente com o aumento na

produtividade, e que a maior

exigência da cultura refere-se a

nitrogênio e potássio, seguindo-se

cálcio, magnésio e fósforo.

 Com relação aos micronutrientes,

as quantidades requeridas pelas

plantas de milho são muito

pequenas.

 Produtividade de 9 t de grãos/ha,

são extraídos:

◦ 2.100 g de ferro, ◦ 340 g de manganês, ◦ 400 g de zinco, ◦ 170 g de boro, ◦ 110 g de cobre e ◦ 9 g de molibdênio.

 No que se refere à exportação dos

nutrientes,

◦ o fósforo é quase todo translocado para os grãos (77 a 86 %), ◦ nitrogênio (70 a 77 %), ◦ enxofre (60 %), ◦ magnésio (47 a 69 %), ◦ potássio (26 a 43 %) e o ◦ cálcio (3 a 7 %).

 Avaliação do Estado Nutricional

 E necessário, no entanto, para

identificação da deficiência com

base na sintomatologia, que o

técnico já tenha razoável

experiência de campo, uma vez

que deficiências, sintomas de

doenças e distúrbios fisiológicos

podem ser confundidos.

 Sintomas iniciais na parte inferior

da planta

 Clorose - N

◦ Amarelecimento da ponta para a base em forma de "V'; secamento começando na ponta das folhas mais velhas e progredindo ao longo da nervura principal; necrose em seguida e dilaceramento; colmos finos.

 Fósforo

◦ Cor verde-escura das folhas mais velhas seguindo-se tons roxos nas pontas e margens; o colmo também pode ficar roxo.

 Deficiência de ferro

◦ Clorose internerval em toda a extensão da lâmina foliar, permanecendo verdes apenas as nervuras

 Deficiência de manganês

◦ Clorose internerval das folhas mais novas (reticulado grosso de nervuras) e depois de todas elas quando a deficiência for moderada; em casos mais severos aparecem no tecido faixas longas e brancas e o tecido do meio da área clorótica pode morrer e desprender-se; colmos finos.

 Deficiência de zinco

◦ Faixas brancas ou amareladas entre a nervura principal e as bordas, podendo seguir-se necrose e ocorrer tons roxos; as folhas novas se desenrolando na região de crescimento são esbranquiçadas ou de cor amarelo- pálida; internódios curtos.

 Análise de plantas (diagnose foliar)

◦ A identificação do nível nutricional da planta somente é possível pela análise química da mesma. ◦ O órgão de controle escolhido mais freqüentemente é a folha, reflete bem, na sua composição, as mudanças na nutrição. ◦ Para o milho, a folha inteira oposta e abaixo da primeira espiga (superior), excluída a nervura central, coletada por ocasião do aparecimento da inflorescência feminina (embonecamento) é comumente utilizada para avaliar o estado nutricional dessa cultura.

 A análise nesse estádio fisiológico

é feita pelos seguintes motivos:

◦ a) o estádio de desenvolvimento e a posição da folha são facilmente reconhecidos; ◦ b) a remoção de uma simples folha não afeta a produção; ◦ e) o efeito de diluição dos nutrientes nessa fase é mínimo, porque o potencial de crescimento e armazenamento dos órgãos vegetativos atingiram o ponto máximo e, ◦ d) o requerimento de nutrientes é alto nessa fase.

 Normalmente recomenda-se a

coleta de 30 folhas por hectare

quando 50 a 75 % das plantas

apresentam-se com inflorescência

feminina (embonecamento).

 Para análise, as amostras de folhas

devem ser lavadas por meio de

imersão rápida em água

desmineralizada para retirar a

poeira devido à contaminação por

alguns micronutrientes,

principalmente ferro, manganês e

zinco, e posteriormente secas ao

sol ou em estufa a 60 °C.

 Os teores foliares de macro e

micronutrientes considerados

adequados para culturas

produtivas de milho são

apresentados na Tabela.

Macronutrientes Teor (%) Micronutrientes Teor (mg/dm^3 ) Nitrogênio 2,75-3,25 Boro 4 - 20 Fósforo 0,25-0,35 Cobre 6 - 20 Potássio 1,75-2,25 Ferro 20 - 250 Cálcio 0,25-0,40 Manganês 20 - 150 Magnésio 0,25-0,40 Molibidênio 0, Enxofre 0,10-0,20 Zinco 20 - 70

 FATORES QUE AFETAM A

PRODUTIVIDADE

 Dicas