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Neste documento, o químico atílio vanin, da universidade de são paulo, explica por que a água do chuveiro libera vapor a temperaturas inferiores à de ebulição. O autor descreve o movimento perpetuo das moléculas de líquidos e como as mais próximas da superfície escapam para o ar, formando o vapor que sentimos. O texto também discute por que a água fria não libera tantas partículas de vapor e por que a água quente do chuveiro, especialmente no inverno, libera mais vapor.
Tipologia: Notas de estudo
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A água não precisa atingir o ponto de ebulição para formar vapor. O vapor sai o tempo todo, em qualquer temperatura. Acontece que as moléculas dos líquidos estão sempre em movimento, trombando umas nas outras. "Nesse empurra-empurra, as mais próximas da superfície escapam para o ar", explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo.
"São elas que entram no nosso nariz e nos fazem sentir, por exemplo, o cheiro de um vinho ou do perfume", diz Vanin. A gente não vê esse vapor aromático porque, à temperatura ambiente, poucas partículas desprendem-se. Mas, quanto mais quente estiver a água, mais as moléculas se agitam e um número maior delas sobe para o ar. Assim, fica fácil entender por que a água do chuveiro, no inverno, que sai a cerca de 70 graus Celsius, solta tanto vapor. A 100 graus Celsius, quando ferve, praticamente o líquido todo evapora.
Superinteressante, ano 12, nº