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algas gigantes, Notas de estudo de Bioquímica

Algas Gigantes

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/09/2010

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Algas gigantes (Macrocystis pirifera)
A alga parda Macrocystis pirifera, ou “kelp”, é a maior dentre todas as
espécies de plantas marinhas, com comprimento médio de 20 a 30 metros, mas
podendo chegar a impressionantes 60 metros crescendo em condições ideais de luz
e nutrientes. Essas algas formam imensas florestas submersas ao longo do estreito
de Magalhães, no extremo sul do continente americano. Elas proliferam também nos
demais canais e fiordes do sul do Chile e da Terra do Fogo e ocorrem ainda em
quase todas as ilhas e continentes da zona temperada do hemisfério sul, acima da
convergência antártica. No hemisfério norte, ocupam grandes áreas ao longo da
costa oeste dos Estados Unidos, desde a baixa Califórnia até o Alasca. Nas águas
claras de certos locais na costa da Califórnia crescem os maiores exemplares da
planta. É também nos EUA que se concentra o maior aproveitamento econômico de
Macrocystis, da qual se extraem substâncias úteis para um grande número de
indústrias. Já as águas quentes da costa do Brasil não abrigam grandes algas. As
maiores, com cerca de 4 metros, pertencem ao gênero Laminaria e são encontradas
ao largo da costa do estado do Espírito Santo.
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Algas gigantes ( Macrocystis pirifera )

A alga parda Macrocystis pirifera , ou “kelp”, é a maior dentre todas as espécies de plantas marinhas, com comprimento médio de 20 a 30 metros, mas podendo chegar a impressionantes 60 metros crescendo em condições ideais de luz e nutrientes. Essas algas formam imensas florestas submersas ao longo do estreito de Magalhães, no extremo sul do continente americano. Elas proliferam também nos demais canais e fiordes do sul do Chile e da Terra do Fogo e ocorrem ainda em quase todas as ilhas e continentes da zona temperada do hemisfério sul, acima da convergência antártica. No hemisfério norte, ocupam grandes áreas ao longo da costa oeste dos Estados Unidos, desde a baixa Califórnia até o Alasca. Nas águas claras de certos locais na costa da Califórnia crescem os maiores exemplares da planta. É também nos EUA que se concentra o maior aproveitamento econômico de Macrocystis , da qual se extraem substâncias úteis para um grande número de indústrias. Já as águas quentes da costa do Brasil não abrigam grandes algas. As maiores, com cerca de 4 metros, pertencem ao gênero Laminaria e são encontradas ao largo da costa do estado do Espírito Santo.

Dependentes da luz para a produção de alimento por fotossíntese, as algas gigantes habitam águas rasas de até 30 metros de profundidade. Com uma acelerada taxa de crescimento, alongam-se eretas, atingindo rapidamente a superfície, onde continuam se desenvolvendo na posição horizontal. As manchas de coloração marrom que podem ser vistas sobre a água do mar, nas áreas de florestas, são formadas pelas porções superiores flutuantes das algas. Esse tapete superficial também barra a passagem da luz para a base da planta. Em conseqüência, a fotossíntese acaba ocorrendo principalmente na parte superior mais exposta. O alimento aí produzido alcança as partes sombreadas através de um eficiente sistema de transporte, que em alguns aspectos é semelhante ao das chamadas plantas vasculares. Se não tivessem esse mecanismo rápido de transferência do alimento por todas as suas células, as algas não poderiam viver na sombra umas das outras, e as densas florestas tão atrativas para uma infinidade de animais não existiriam. Cada alga é formada por um talo fino e flexível, que faz as vezes do caule de uma árvore. Este talo sustenta inúmeras "folhas" simples em forma de lâmina. Na conexão entre cada "folha" e o talo existe uma pequena vesícula circular cheia de gás. As vesículas, trabalhando em conjunto, funcionam como flutuadores, garantindo assim sustentação às longas frondes. Um sistema de apressórios – ramos parecidos com raízes – fixa a alga firmemente às rochas do fundo. Após cerca de 5 meses, novas frondes substituem as antigas. Mas isso não significa que uma planta de Macrocystis viva apenas 5 meses, pois o apressório continua o mesmo e é dele que surge a nova fronde. A flexibilidade das frondes garante proteção contra as ondas, permitindo que elas acompanhem a oscilação da água sem se quebrar.

Texto escrito especialmente para este site por Luciano Candisani, fotógrafo da natureza com formação biológica

www.editorasaraiva.com.br/biosonialopes