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Guias e Dicas
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Algumas Soluções, Exercícios de Matemática

Alguns exercícios resolvidos do livro "Curso de Análise vol.1" do Elon Lages Lima.

Tipologia: Exercícios

2014

Compartilhado em 30/06/2014

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Bahia - UFRB
Centro de Formac¸˜
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Wendell Otero Prates
Amargosa-Bahia
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Universidade Federal do Recˆoncavo da

Bahia - UFRB

Centro de Formac N´ucleo de Gest˜¸˜ao de Professores - CFPao de Pesquisa

EXERC´ICIOS RESOLVIDOS DE AN ALISE´

Wendell Otero Prates

Amargosa-Bahia Janeiro 2014

Sum´ario

1 EXERC´ICIOS DO CAP´ITULO II 3

2 EXERC´ICIOS DO CAP´ITULO III 24

3 EXERC´ICIOS DO CAP´ITULO V 40

Como s(N) = N − { 1 }. Logo, ∃p ∈ Xc; p ∈ s(X) ⇒ ∃n ∈ X; p = s(n). Pela propriedade de X, s(n) ∈ X. Logo, p ∈ X, que ´e uma contradi¸c˜ao. Quest˜ao 2: ∀a, b ∈ N, ∃m ∈ N; m.a > b. Solu¸c˜ao:

  • a = 1: Tome m = s(b) que, m.a = s(b).1 = b + 1 > b.
  • a 6 = 1: Tome m = b que, a 6 = 1 ⇒ a > 1 ⇒ m.a > m. ⇒ m.a > b. Quest˜ao 3: [(a ∈ X) ∧ (n ∈ X ⇒ s(n) ∈ X)] ⇒ X ⊃ {n ∈ N : n ≥ a}. Solu¸c˜ao: Equivalente a mostrar que ∀p ∈ N, sp(a) ∈ X. De fato, j´a que n > a ⇒ ∃p ∈ N; n = a + p = sp(a). Seja A = {p ∈ N : sp(a) ∈ X}
  • 1 ∈ A: a ∈ X ⇒ s(a) ∈ X, pela propriedade de X.
  • Suponha que algum k ∈ A. Logo,

sk(a) ∈ X ⇒ s(sk(a)) ∈ X, pela propriedade de X. ∴ sk+1(a) ∈ X

⇒ k + 1 ∈ A ∴ A = N. Quest˜ao 4: N AO ˜ E COBRADO.´ Quest˜ao 5: Prove que, exceto 1, todo n´umero natural possui um antecessor. Solu¸c˜ao:

  • b = 1 possui um antecessor ⇒ ∃a ∈ N; a < 1 ⇒ ∃p ∈ N; a + p = 1. p = 1 : a + 1 = 1 ⇒ s(a) = 1, absurdo, pois 1 n˜ao pode ser sucesor de ningu´em. p 6 = 1 :

citado.^ p^ =^ s(q), para algum^ q^ ∈^ N^ ⇒^ a^ +^ s(q) = 1^ ⇒^ s(a^ +^ q) = 1, absurdo j´a

  • b 6 = 1 ⇒ ∃a ∈ N; s(a) = b ⇒ ∃a ∈ N; a + 1 = b ⇒ ∃a ∈ N; a < b. Al´em disso, caso ∃c ∈ N; a < c < b ⇒ ∃p 1 , p 2 ∈ N; a + p 1 = c e c + p 2 = b ⇒ a + 1 = s(a) = b = c + p 2 = a + p 1 + p 2

´unica bije¸c˜ao poss´ıvel ´e a que f (a) = b.

  • Suponha que k ∈ N.

B =Quando {b^ ]A^ =^ ]B^ =^ k^ + 1, ou seja,^ A^ =^ {ai^ : 1^ ≤^ i^ ≤^ k^ + 1}^ e das as bije¸j^ : 1c˜oes de^ ≤^ j^ F≤(^ A, Bk^ + 1) tais que}.^ Para cada f (a 1 ) =^ j^ b∈ {j.^1 ,^2 , ..., k^ + 1}^ considere to- Pela H.I. F(A − {a 1 }, B − {bj }) possui k! bije¸c˜oes. Como j varia de 1 a k + 1, ent˜ao F(A, B) possui (k + 1) · k! ∴ k + 1 ∈ N ∴ N = N. Quest˜ao 9.a: ](X ∪ Y ) + ](X ∩ Y ) = ](X) + ](Y ). Solu¸c˜ao: Do exerc´ıcio 9, do cap´ıtulo 1 sabemos que (X − Y ) ∪ (Y − X) = (X ∪ Y ) − (X ∩ Y ). Logo, (X − Y ) ∪ (Y − X) ∪ (X ∩ Y ) = (X ∪ Y ). Como (X − Y ), (Y − X) e (X ∩ Y ) s˜ao dois a dois disjuntos, tem-se ](X − Y ) + ](Y − X) + ](X ∩ Y ) = ](X ∪ Y ). (1) Al´em disso, X − Y = X − (X ∩ Y ) ⇒ X = (X − Y ) ∪ (X ∩ Y ) e como, (X − Y ) e (X ∩ Y ) s˜ao disjuntos, tem-se ](X) = ](X − Y ) + ](X ∩ Y ) ⇒ ](X − Y ) = ](X) − ](X ∩ Y ). (2) Analogamente,

](Y − X) = ](Y ) − ](X ∩ Y ). (3)

Substituindo (2) e (3) em (1), tem-se ](X) − ](X ∩ Y ) + ](Y ) − ](X ∩ Y ) + ](X ∩ Y ) = ](X ∪ Y ) ⇒ ](X) + ](Y ) − ](X ∩ Y ) = ](X ∪ Y ) ∴ ](X) + ](Y ) = ](X ∪ Y ) + ](X ∩ Y ). Quest˜ao 9.b: F´ormula para 3 conjuntos. Solu¸c˜ao: Sejam X, Y e Z conjuntos finitos e seja V = Y ∪ Z. Da´ı, ](X ∪ Y ∪ Z) = ](X ∪ V ) = ]X + ]V − ](X ∩ V ) = ]X + ](Y ∪ Z) − ](X ∩ (Y ∪ Z)) = ]X + ]Y + ]Z − ](Y ∩ Z) − ](X ∩ (Y ∪ Z)) = ]X + ]Y + ]Z − ](Y ∩ Z) − ]((X ∩ Y ) ∪ (X ∩ Z)) = ]X +]Y +]Z −](Y ∩Z)−[](X ∩Y )+](X ∩Z)−]((X ∩Y )∩(X ∩Z)) = ]X + ]Y + ]Z − ](Y ∩ Z) − ](X ∩ Y ) − ](X ∩ Z) + ](X ∩ Y ∩ Z) = ]X + ]Y + ]Z + ](X ∩ Y ∩ Z) − [](Y ∩ Z) + ](X ∩ Y ) + ](X ∩ Z)] ∴ ]X+]Y +]Z = ](X∪Y ∪Z)+](Y ∩Z)+](X∩Y )+](X∩Z)−](X∩Y ∩Z) Quest˜ao 9.c: Generaliza¸c˜ao da f´ormula. Solu¸c˜ao:

mos uma contradi¸F(Ip, X) n˜ao possui nenhuma fun¸c˜ao do C1T4. c˜ao injetiva, pois caso contr´ario, teria-

  • p ≤ n: Possui

p ∏− 1 j=0^ (n^ −^ j) fun¸c˜oes injetoras. De fato, Seja X = {x 1 , x 2 , ..., xn} e defina Y = {p ∈ N : F(Ip, X) possua ∏^ p−^1

fun¸c˜oes injetoras}.^ j=0^ (n^ −^ j) Note que 1 ∈ Y , pois I 1 = { 1 } ⇒ F(I 1 , X) = {f 1 (1) = x 1 , f 2 (1) = x 2 , ..., fn(1) = xn} ⇒ F(I 1 , X) possui n =

j=0^ (n^ −^ j) fun¸c˜oes injetoras.

dada porAo supormos que f (1) = x^ k^ ∈^ Y^.^ Para cada^ f^ ∈^ F(Ik, X), onde^ f^ :^ Ik^ →^ X^ ´e em F(Ik+1, X), dadas por^1 , f^ (2) = g^ (xi) =^2 , ..., f f (i^ (), quando 1k) =^ xk^ obtemos ≤ i ≤^ nk^ −e gp(^ fun¸k + 1) =c˜oes injetivas xj ; xj ∈ X − f (Ik).

Como F(Ik, X) possui

k∏− 1

sas fun¸c˜oes obtem-se n − k^ j =0em^ (n F^ −(I^ jk) fun¸+1, Xc˜), ent˜oes injetivas e para cada uma des-ao F(Ik+1, X) possui (n − k) · k∏− 1 j=0^ (n^ −^ j) =

(k+1) ∏− 1 j=0^ (n^ −^ j) fun¸c˜oes injetivas. Logo^ k^ + 1^ ∈^ Y^. ∴ Y = { 1 , 2 , ..., n}. Quest˜junto Xao 13:, sabendo que Quantos subconjuntos com p elementos possui um subcon- X tem n elementos?

Solu¸c˜ao:

Afirma¸c˜ao: X possui Cpn subconjuntos com p elementos.

Al´em disso, iremos considerar apenasEssa afirma¸c˜ao ser´a demonstrada por indu¸ p ≤ n (j´a que n˜c˜ao emao faz sentido um sub-^ n, deixando^ p^ livre. conjunto ter mais elementos que o pr´como v´alida, ou seja, ∀n, p ∈ N, Cn oprio conjunto) e a identidade de Stifel p− 1 +^ Cpn =^ C pn +1. Seja Y = {n ∈ N : n = ]X e atenda a afirm¸c˜ao }.

com 0 elementos.Note que 0^ ∈^ Y^ , pois^ ]X^ = 0^ ⇒^ X^ =^ ∅^ e^ ∅^ s´o possui^ C^00 = 1 suconjunto Ao supormos que k ∈ Y. Sendo X = {x 1 , x 2 , ..., xk} temos que X possui Cpn subconjuntos com p elementos, pela H.I. Desse modo, ao adicionarmos xk+1 em X, X ter´a os mesmos subconjun- tos com {x p elementos sem xk+1, mais os subconjuntos formados pela uni˜ao de indu¸k+1c˜}ao s˜^ e os subconjuntos deao Cn^ X^ com^ p^ −^ 1 elementos, que por hip´otese de elementos. Logo,p−^1. Logo,k + 1 ∈^ X Y^ .possuiria^ Cpk^ +^ Cpk−^1 =^ C^ pk^ +1subconjuntos com^ p ∴ Y = N. Quest˜ao 14: ]A = n ⇒ ]P(A) = 2n. Solu¸c˜ao: Seja X = {n ∈ N : ]A = n ⇒ ]P(A) = 2n}.

  • 1 ∈ X: De fato, pois ]A = 1 ⇒ A e φ s˜ao os ´unicos subconjuntos de A.
  • Supondo que haja algum k ∈ X e considerando ]A = k + 1, tome algum a ∈ A, que por hip´otese de indu¸c˜ao, ]P(A − {a}) = 2n.

mento dado pela uni˜Note que para cada elemento deao do mesmo com^ P( A{a^ − {}, formando mais 2a}), podemos formar outro ele-n^ subconjuntos

Quest˜de X ´e infinito enumer´ao 16: X ´e infinito enumer´avel. avel ⇒ O conjuntos das partes de finitas

Solu¸c˜ao: Sabendo que o conjunto Pf das partes finitas de N ´e dado por Pf = (^) i⋃∈N Pi, onde Pi = {A ⊂ N : ]A = i}. Basta mostrar que Pi ´e infinito enumer´avel. De fato, pois sendo assim, teriamos Pf infinto enumer´avel por se tratar de uma uni˜obtida da enumerabilidade deao enumer´avel de enumer´ X, estabeleceria uma bije¸aveis. Al´em disso, a bije¸c˜aoc˜ aoψ ϕ: P: N → X, onde Xf ´e o conjunto das partes finitas de X, dada por A 7 → ϕ(fA^ →), que^ Xf indicaria sua enumerabilidade.

amente, considere a seguinte fun¸Para demonstrar que^ Pi^ ´e enumer´c˜ao:avel, para todo^ i^ ∈^ N, fixado arbitrari- Dado A ∈ Pi, com A = {a 1 < a 2 < ... < ai}, seja φ : Pi → Ni^ dada por φ(A) = (a 1 , a 2 , ..., ai). Claramente φ ´e injetiva. Logo, por C1T8, Pi ´e enumer´avel. Quest˜est´aveisao 17: ∅ e X (^) .X ´e finito ⇔ ∃f : X → X que s´o admite os subconjuntos

Solu¸c˜ao: ⇒] X ´e finito ⇔ X = {x 1 , x 2 , ..., xn}.

e f (Desse modo, considerex^ f^ :^ X^ →^ X^ dada por^ f^ (xi) =^ xi+1, se 1^ ≤^ i^ ≤^ n−^1 n) =^ x 1.

Afirma¸c˜ao: f ´e a fun¸c˜ao procurada.

est´aveis porDe fato, pois os ´ f , ´e o pr´unicos subconjuntos deoprio X e o ∅. Uma vez que dado^ X, tal que sejam relativamente Y ⊂ X e

⇒ x^ ∃i^ ∈ {^1 ,^2 , ..., n};^ xi^ ∈^ Y ⇒ xi+1^ =^ f^ (xi)^ ∈^ Y^ ⇒ · · · ⇒^ xn^ =^ f^ (xn−^1 )^ ∈^ Y 1 =^ f^ (xn)^ ∈^ Y^ ⇒^ x 2 =^ f^ (x 1 )^ ∈^ Y^ ⇒ · · · ⇒^ xi− 1 =^ f^ (xi− 2 )^ ∈^ Y^. ∴ Y = X. ⇐] Suponha que X seja infinito. Para toda fun¸c˜ao f : X → X, tome x 1 ∈ X. Se f (x 1 ) = x 1 , ent˜ao ∃mente est´ Y = {xavel por 1 } ⊂ X fsubconjunto pr´ e isto seria uma contradi¸oprio de X (^) c˜(poisao. Caso X ´e infinito) relativa- f (x tome x^1 ) =^ x^2 6 =^ x^1 , ent˜ao ∃^2 Y^ ∈=^ X {^ xe repita o processo, ou seja, se 1 , x 2 } ⊂ X subconjunto pr´oprio de^ f^ (x 2 X) = (j´^ a quex^2 ou Xf^ (´xe infinito)^2 ) =^ x^1 , relativamente est´com x avel por f , causando uma contradi¸c˜ao. Caso f (x 2 ) = x 3 , k − 1 vezes, obtivermos que^3 6 =^ x^1 e^ x^3 6 =^ x^2 , repita o processo. f (xk) = xk+1 ∈ {^ Se ao repetirmos o processox 1 , x 2 , ..., xk}, teriamos uma contradi¸ X (lembrando quec˜ao de existir um X ´e infinito) relativamente est´ Y = {x 1 , x 2 , ..., xk} ⊂ Xavel por subconjunto pr´ f. Contudo, seoprio de para todo f (x k ∈ N, f (xk) = xk+1 6 ∈ {x 1 , x 2 , ..., xk}, ent˜ao para Y = {x 2 = que^1 f), x (Y^3 ) =^ =^ f {^ (xx^2 ), ..., xk+1^ =^ f^ (xk), ...}^ tamb´em teremos uma contradi¸c˜ao, j´a pois x 1 6 ∈ Y. Tornando^3 =^ f^ (x^2 Y), x relativamente est´^4 =^ f^ (x^3 ), ..., xk+2avel por^ =^ f^ (x kf+1 .), ...} ⊂^ Y^ e^ Y^6 =^ X, ∴ X ´e finito. Quest˜ ∀x ∈ Xao 18: − f (X Seja), tem-se f : X x, f → (^) (Xx) (^) , fuma fun¸ (f (x))c˜, ...ao injetiva ; dois a dois distintos. f (X) 6 = X. Prove que,

Solu¸c˜ao: Claramente, ∀n ∈ N, x 6 = f n(x), j´a que x 6 ∈ f (X).

∃ f : X → Y sobrejetiva ⇒ f possui inversa a direita ⇒ ∃ g : Y → X; f ◦ g = id ⇒ ∃ g : Y → X que possui inversaa esquerda ⇒ ∃ g : Y → X injetiva. Quest˜ao 20 a): X finito e Y enumer´avel ⇒ F(X, Y ) ´e enumer´avel. Solu¸c˜ao: X finito ⇒ ∃ uma bije¸c˜ao ϕ : Ip → X para algum p ∈ N.

porDesse modo, podemos definir uma bije¸ ψ(f ) = f ◦ ϕ−^1. c˜ao^ ψ^ :^ F(Ip, Y^ )^ →^ F(X, Y^ ), dada Bije¸c˜ao porque

ψ(f 1 ) = ψ(f 2 ) ⇒ f 1 ◦ ϕ−^1 = f 2 ◦ ϕ−^1 ⇒ f 1 ◦ ϕ−^1 ◦ ϕ = f 2 ◦ ϕ−^1 ◦ ϕ ⇒ f 1 = f 2. Logo, injetora. Al´em disso, ∀ h ∈ F(X, Y ), ∃ f = h ◦ ϕ ∈ F(Ip, Y ); ψ(f ) = f ◦ ϕ−^1 = (h ◦ ϕ) ◦ ϕ−^1 = h. Logo, sobrejetora. Desse modo, basta mostrar que F(Ip, Y ) ´e enumer´avel. Como Y ´e enumer´avel, aplicando T10 (p − 1) vezes, segue que Y p^ ´e enu- mer´avel. Temos tamb´em que ∀ f ∈ F(Ip, Y ), tem-se f = (f (1), f (2), ..., f (p)) = (y 1 , y 2 , ..., yp) ∈ Y p^ ⇒ F(X, Y ) ⊂ Y p.

Logo, por C1T8, F(Ip, Y ) ´e enumer´avel. Quest˜Prove que o conjuntoao 20 b): Para cada fun¸ X das fun¸c˜aoc˜oes f : fN :→ N N→ seja N tais queAf = {n A∈ N : f (n) 6 = 1}. conjunto enumer´avel. f^ ´e finito ´e um Solu¸c˜ao: Seja Nn o conjunto das fun¸c˜oes f : N → N, tais que ]Af = n. Vimos no Cap.I, que cadasequˆencia. Al´em disso, f ∈ ]A Nn ´e uma fam´ılia com ´ındices em N, ou seja, uma ki ∈ N da sequˆencia (f (1)f, f^ = (2)^ n, ..., f, diz que para cada (k), ...) tais que^ f^ ∈f (^ Nkin), existem 6 = 1.^ n^ ´ındices Desse modo, podemos definir ϕ : Nn → Nn^ dada por ϕ(f ) =^ ( P (^) kfi^ (ki)^ ) ki∈Af onde cada Pk ´e o k-´esimo primo. Note que, ϕ(f 1 ) = ϕ(f 2 ) ⇒^ ( P (^) kfi^1 (ki)^ ) ki∈Af 1 =^ ( P (^) jfi^2 (ji)^ ) ji∈Af 2 ⇒ P (^) kfi^1 (ki)= P (^) jfi^2 (ji), ∀ i ∈ { 1 , 2 , ..., n}. Por T.F.A. ⇒ ki = ji e, consequentemente, f 1 (ki) = f 2 (ji), ∀ i ∈ { 1 , 2 , ..., n}. ⇒ f 1 = f 2. Logo, ϕ ´e injetiva. ∴ Por C1T8, Nn ´e enumer´avel. Portanto, X ´e enumer´avel, j´a que ´e uni˜ao enumer´avel de enumer´aveis X = (^) n⋃∈N Nn.

Quest˜que os conjuntosao 21: Obtenha uma decomposi¸ X c˜ao N = X 1 ∪ X 2 ∪ · · · ∪ Xn ∪ · · · tal 1 , X 2 , ..., Xn, ...^ s˜ao infinitos e dois a dois disjuntos.

Solu¸c˜ao: Como C2T8 garante a existˆencia, iremos mostrar apenas a unicidade.

cente, fixada arbitrariamente, eSendo^ f^ a bije¸c˜ao crescente de T8, sejam N = {n ∈ N :^ gg^ (:n^ N) =^ → f^ (Xn^ )uma bije¸}. c˜ao cres-

  • 1 ∈ N : Caso contr´ario, ter´ıamos que ∃ n > 1, onde g(n) = menor elemento de X < g(1) e seria contr´ario ao fato de g ser crescente.

B^ •^ Ao supormos que^ k^ ∈^ N^ , teremos^ g(k) =^ f^ (k)^ ⇒^ g(k)^ < x,^ ∀^ x^ ∈ k(∗). Caso,

menor elemento de^ g(k^ + 1)^6 =^ f^ (k B^ + 1)^ ⇒ ∃^ n^ ∈^ N;^ n > k^ + 1 e^ g(n) =^ f^ (k^ + 1) = ser crescente. Logo, kk + 1< g ∈( kN^ + 1)..^ O que iria de contr´ario ao fato de^ g ∴ N = N. (∗) definido na prova de T8. Quest˜ao 24: X ∈ R ´e infinito ⇒ X = ⋃ i∈N

Xi, com Xi infinito e dois a dois disjuntos. Solu¸c˜ao: Como todo conjunto infinito X possui um subconjunto enumer´avel E e X = (Ora, comoX − E) ∪E E ´e enumer´. Basta mostar queavel, ∃ ϕ : N E → satisfaz a proposi¸ E que ´e uma bije¸c˜ao acima.c˜ao. Vimos que na quest˜Desse modo, para Nao 22 que f : N × N → N ´e uma bije¸c˜ao. i =^ {f^ (i, n) :^ n^ ∈^ N} ⇒ ∀i^ ∈^ N,^ Ni ´e infinito e Ni∩Nj = ∅ quando i 6 = j, j´a que f ´e bije¸c˜ao. Al´em disso, N = Im(f ) = ⋃ i∈N Ni.

i 6 = Portanto, paraj, pois ϕ ´e bije¸^ c˜Eao.i^ =^ ϕ(Ni)^ ⇒^ Ei^ ´e infinito e^ Ei^ ∩^ Ej^ =^ ∅^ sempre que ∴ E = ⋃ i∈N Ei,

do jeito que foi solicitado na quest˜ao. Quest˜a somaao 25: f +g : (^) ASeja → AN (^) , o produtoum conjunto. Dadas duas fun¸ f.g : A → N, e dˆe o significado da afirma¸c˜oes f, g : A → N, definac˜ao f ≤ g. Indicando com ξX a fun¸c˜ao caracter´ıstica de um subconjunto X ⊂ A, prove: a)b) ξξX∩Y = ξX · ξY ; ξXX∪∪YY == ξξXX ++ ξξYY −⇔^ ξ XX∩ ∩Y^. Em particular,Y = ∅; c) X ⊂ Y ⇔ ξX ≤ ξY ; d) ξA−X = 1 − ξX. Solu¸c˜ao: As defini¸c˜oes s˜ao triviais. 25a): Sabendo que, ∀ X ⊂ A a fun¸c˜ao caracter´ıstica , ξX : A → { 0 , 1 }, ´e dada por

ξX (t) =

{ (^1) , se t ∈ X 0 , se t 6 ∈ X. Teremos que, dados X, Y ⊂ A,

  • t ∈ X ∩ Y ⇒

{ (^) ξX∩Y (t) = 1. t ∈ X e t ∈ Y ⇒ ξX (t) = ξY (t) = 1. ∴ ξX∩Y (t) = 1 = ξX (t) · ξY (t) = (ξX · ξY ) (t).

  • t 6 ∈ X ∩ Y ⇒

{ (^) ξX∩Y (t) = 0. t 6 ∈ X ou t 6 ∈ Y ⇒ ξX (t) = 0 ou ξY (t) = 0.