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Aluminio - Aluminio
Tipologia: Notas de estudo
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Sabe-se que a formação do alumínio pode ter sido causada devida as colisões ocorridas entre átomos de hidrogênios causadas pelas altas temperaturas e pressões atmosféricas durante a formação do Sistema Solar. O nome alumínio vem do latim alúmen, nome dado a um de seus sais, o sulfato de alumínio. Em meados do século XVIII foi proposto por L. B. G. de Morveau o nome alumine para a base do alúmen. E no início do século XIX, Sir Humphey Davy, pesquisador inglês, tentou isolar esse elemento através do elemento hoje conhecido como alumina, óxido de alumínio, Al2O (^) 3, convencendo-se que este composto tinha uma
base metálica, e certificando-se que ele não tinha conseguido isolar o alumínio metálico, propôs para o metal obtido o nome alumínium , e mais tarde concordou em alterá-lo para alumínum.
Em 1825, o alumínio metálico foi preparado pela primeira vez em laboratório, pelo químico dinamarquês Hans Christian Orsted, onde este estava estudando as ações de correntes elétricas, isolou o alumínio a partir da alumina, preparando o cloreto de alumínio, AlCl3. O cloreto formado foi tratado com um amálgama de potássio (liga de
potássio com mercúrio), obtendo uma amálgama de alumínio. Orsted então aqueceu essa amálgama, onde a liga decompôs os seus constituintes: alumínio e mercúrio. Assim o mercúrio foi evaporado e o alumínio metálico foi formado como resíduos desta destilação. Há mais de 7000 anos o alumínio já era utilizado na região do Iraque, onde este aparecia contido em grande porcentagem em cerâmicas produzidas pelo povo nativo. E 3000 anos mais tarde os egípcios e os babilônicos usavam compostos de alumínio para o preparo de muitos produtos químicos e medicinais. O alumínio é o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre, onde seus compostos aparecem concentrados nos 15 km mais externos da crosta que correspondem cerca de 8% deste, sua abundância só é inferior a do oxigênio e do silício. Mas devida a sua alta afinidade com o oxigênio costuma-se não encontrá-lo como substância elementar, mas sim, em formas combinadas com o oxigênio, tais como, óxidos ou silicatos. É também o segundo elemento mais maleável, perdendo apenas para o ouro, e o sexto mais dúctil.
O metal pode ser extraído por diversas reações químicas, com a bauxita é uma delas, onde a extração feita através deste mineral que é ocasionada por uma reação natural. Ocorre quando há uma infiltração de água em rochas alcalinas, que estas entram em decomposição adquirindo uma nova constituição química. A bauxita é encontrada próxima a superfície em uma espessura de mais ou menos 4 metros, o que possibilita a sua extração a céu aberto com o uso de retro escavadeiras. Após mineirada, a bauxita chega às fábricas, em seu estado natural, contendo impurezas que precisam ser eliminadas. Esta então é moída e misturada a uma solução de soda cáustica, formando- se uma pasta. Esta pasta é aquecida sob pressão e recebe uma nova adição de soda cáustica, que acaba se dissolvendo, passando então por processos de sedimentação e filtração, que eliminam todas as impurezas, estando pronta para a extração da alumina. Com o uso de equipamentos chamados Precipitadores, a alumina contida na substância é precipitada através de um processo chamado “cristalização por semente”. Esse sólido obtido, só precisa ser lavado e secado por meio de aquecimento para que tenhamos o primeiro produto do processo de produção do alumínio, a alumina. A alumina é um pó branco, com uma consistência semelhante à do açúcar, que a partir daí é aquecida e colocada em forma de alumínio.
Esse metal formado apresenta diversas aplicações, tanto que, com exceção do aço é o metal mais empregado, sendo um material muito importante em várias atividades econômicas.
O alumínio quando puro é muito frágil e maleável, todavia, suas ligas com pequenas quantidades de cobre, manganês, silício, entre outros, apresentam uma grande quantidade de características adequadas às mais diversas aplicações. Estas ligas fazem parte do principal material para a produção de muitos componentes de aviões e foguetes.
Ele pode substituir a prata na fabricação de espelhos de telescópios, pois, quando evaporado o alumínio no vácuo, é formado um revestimento que reflete tanto a luz visível quanto a infravermelha, devida a capa de óxido formada que impede a deterioração do revestimento.
Por ser muito reativo, o alumínio, quando finamente pulverizado, é usado como combustível sólido para foguetes e para a fabricação de explosivos. É também usado como ânodo de sacrifício e em processos de aluminotermia, para a obtenção de metais.
A faixa diária de ingestão de alumínio na dieta de seres humanos está em torno de 10 à 100 mg. Na tabela 2 apresenta algumas das fontes causadoras por contaminação de alumínio:
Queijos Panelas Embalagens Tubos de pasta dental Cigarros Creme tártaro Alimentos enlatados Desodorantes
Cerveja em lata Leite em caixa Antiácidos com hidróxidos de alumínio Entre outros
O excesso de alumínio em nossos organismos pode causar diversos danos, como por exemplo, há relatos em que foi encontrada em altas dosagens a presença desse metal no cérebro de pessoas falecidas com síndrome de Alzheimer e doença de Parkinson. Outros males causados pelo consumo excessivo de alumínio seguem na tabela 3:
Constipação intestinal Cólicas abdominais Anorexia Cefaléia Esquecimento Distúrbios de aprendizado
Hiperatividade Crises convulsivas
Incoordenação motora Demência pré- senil Padrão de falas alterados
Diminuição das funções hepáticas e renais.
Apesar de o alumínio apresentar toxicidade quando ingerido, ele ainda é muito importante para as nossas utilidades no dia-a-dia, e para isso o metal é idealmente reaproveitado. Os produtos de alumínio são muito utilizados para reciclagem, pois reaproveitá-los é uma maneira financeiramente mais viável, tal que, a reciclagem requer 5% da energia usada para fazer o alumínio. Para se ter uma idéia a energia necessária para se produzir 20 latas recicladas é a mesma que para produzir apenas uma lata com o minério virgem.
Quando se é reciclada uma lata de alumínio, estamos economizando energia necessária para mantermos uma lâmpada de 100 W acesa por três horas e meia, ou então, deixarmos a televisão ligada por três horas. A indústria do alumínio economiza energia o suficiente para abastecer cerca de 7.5 quilowatt/hora de eletricidade.
Teve-se como objetivo trabalhar com o alumínio em meio ácido e em reação com água.
Tubos de ensaio Espátula Pipeta de Pasteur Bico de Bunsen Prendedor Capela Papel Vidro de relógio Alumínio
Nome Fórmula Molecular Cromato de potássio K (^) 2CrO 4
3 - Com uma Pipeta de Pasteur adicionou-se sulfato de alumínio e um pouco de hidróxido de sódio em um tubo de ensaio, e observou-se o fenômeno ocorrido. Logo em seguida acrescentou-se mais um pouco de hidróxido de sódio, ocorreu outro fenômeno. Adicionou-se um pouco de cloreto de amônio e em um Bico de Bunsen aqueceu-se este tubo de ensaio dentro de uma capela. 4 – 0 01 F Em um tubo de ensaio fazendo uso de uma Pipeta de Pasteur foi adicionado um pouco de sulfato de alumínio e hidróxido de alumínio. Acrescentou-se depois algumas gotas de ácido tartárico. Observando-se os resultados. 5 - Em uma tirinha de papel com uma das pontas dobrada foi adicionado algumas gotas de cromato de potássio e reservou-a em um vidro de relógio. E em um tubo de ensaio adicionou-se um pouco de alumínio com ácido sulfúrico colocando a tirinha de papel presa à parede do tubo, e aqueceu-o em um Bico de Bunsen dentro de uma capela, e observou-se uma alteração nessa tirinha.
1 - Neste primeiro experimento pode-se observar que o alumínio não reagiu com água à frio e nem à quente, isso ocorre pelo fato do alumínio ter uma camada de óxido impermeável tornando-o resistente à corrosão. Enquanto que no segundo que foi feito com ácido clorídrico, ao invés da água, pode-se ver que ocorreu uma reação violenta, pois além de reagir facilmente com oxigênio, o alumínio é altamente reativo na presença de ácido, e quando este é reagido com ácido clorídrico ocorre uma oxidação do alumínio metálico, dando origem ao íon Al +3, ocorre também a redução do hidrogênio do ácido, gerando hidrogênio molecular, que é eliminado em forma de um gás inflamável.
No terceiro experimento, que foi realizado com hidróxido de sódio e alumínio, ocorreu uma reação com liberação do gás hidrogênio.
As reações com alumínio ocorreram das seguintes formas:
2 Al + 3/2 O 2 F 0E 0 Al2O (^3)
Al + 3 HCl F 0E 0 AlCl3(s) + 3/2 H (^) 2(g)
Al + NaOH/H2O F 0E 0 Al(OH) 3 + H (^) 2(g)
Onde esta terceira reação pode ser representada como um complexo tetraédrico, Na[Al(OH)4] -^ (estrutura presente no anexo 1).
2 - Neste segundo experimento, a reação ocorrida teve como produto um sólido. Onde este sólido apresentava uma cor acinzentada com pequenos brilhos prateados, estes brilhos presentes eram vestígios de mercúrio.
Ocorreu a seguinte reação: 2 Al^0 + 3 HgCl 2 F 0E 0 2 AlCl 3 + 3 Hg^0
Pode-se ver que a reação ocorrida é do tipo oxirredução, onde o alumínio metálico de carga zero se oxida para a carga +3, e o mercúrio se reduz de +2 para zero. O Al 0 funciona como agente redutor, e o HgCl 2 como agente oxidante.
Ocorreu a formação de uma pilha que é representada a seguir:
Al +3^ + 3e -^ F 0E 0 Al^0 E 0 = -1,662 (2X)
Hg +2^ + 2e-^ F 0E 0 Hg^0 E 0 = +0,851 (3X)
2 Al 0 F 0E 0 2 Al +3^ + 6e-^ E^0 = +1,
3 Hg +2^ + 6e-^ F 0E 0 3 Hg 0 E^0 = +0,
2 Al 0 + 3 Hg+2^ F 0E 0 2 Al +3^ + 3Hg 0 E^0 = 2,
2 CrO 4 + 3SO2(g) F 0E 0 2 Cr + 3 SO 4 + H (^) 2O
O alumínio além de ser um metal extremamente abundante na crosta terrestre, ele também apresenta diversas utilidades, devido os seus aspectos. Ele pode ser tanto útil na fabricação de muitos produtos cotidianos, quanto para a nossa economia. Com a finalização destes experimentos pode-se analisar os seus comportamentos em meio ácido ou em reações contendo água.