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Amálgama de prata - DENTÍSTICA, Resumos de Odontologia

O documento é um resumo sobre o amálgama de prata, substância antigamente usada para restauração dentária aplicada na disciplina de Oclusão e dentística.

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 22/08/2022

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resumos-odonto 🇧🇷

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AMÁLGAMA DE PRATA
Para uso odontológico
DEFINIÇÃO
Amálgama de prata é um material, composto por uma
mistura de mercúrio com uma liga contendo prata,
estanho, cobre e algumas vezes o zinco, utilizada na
odontologia, que serve para preencher as cavidades
provocadas pelas cáries. Os produtos sólidos da
corrosão promovem um selamento nesta região, o que
diminui a recidiva de cárie (auto selamento).
INDICAÇÃO: indicado para restaurações de dentes
posteriores, em cavidades classe I e II, de extensão
moderada a grande, e quando não esmalte
disponível na parede cervical das faces proximais.
VANTAGENS:
Baixo custo;
Técnica restauradora menos susceptível às
alterações;
Baixo desgaste frente às forças
mastigatórias;
Mais resistente à aderência do biofilme;
Adaptabilidade às paredes cavitárias;
Tolerância pelo tecido gengival;
Fácil eliminação.
DESVANTAGENS:
Por ser um material metálico, sofre corrosão
que deposita seus produtos;
Cor metálica (não estético);
Baixa resiliência e resistência à tração;
Falta de adesividade ao remanescente
dentário;
Presença de mercúrio na sua composição.
COMPOSÃO DA LIGA
A prata, estanho, cobre e zinco fazem parte da
composição básica da liga. A composição das ligas
convencionais é de:
65 a 70% de prata;
25 a 30% de estanho;
0 a 6% de cobre;
0 a 2% de zinco.
O estanho favorece a reação da prata com o mercúrio,
determinando a solubilidade e fluidez, o que melhora a
manipulação e adaptação dentro do preparo cavitário.
Essas ligas ficaram conhecidas como de baixo teor de
cobre. O cobre foi introduzido na composição para
aumentar a resistência à corrosão. Surgiram as ligas de
alto teor de cobre, com 10 a 30% do metal, que altera
as reações de cristalização do material. O zinco (Zn) foi
adicionado para impedir a formação de óxidos do cobre
e de estanho durante a fabricação da liga. Porém,
durante a etapa de condensação, na técnica
restauradora, se o amálgama for contaminado com a
umidade, formam-se óxido de zinco e gás hidrogênio,
que resultam na expansão tardia do material. Isso pode
ser observado clinicamente pelo aumento de volume do
material, extruindo do preparo cavitário. Essa expansão
pode ser causadora de sensibilidade pós-operatória
tardia (após 5 a 7 dias) e ser de tal magnitude que pode
resultar na fratura do dente.
TIPOS DE LIGAS DE ALGAMA
Para obter o amálgama dental, o mercúrio é misturado
com o pó da liga.
LIGAS DO TIPO LIMALHA: o pó pode ser produzido a
partir de um lingote fundido moído em torno
mecânico, originando as partículas de formato
irregular;
LIGAS DE PARTÍCULAS ESFÉRICAS OU ALONGADAS:
atomização da liga na fase líquida de acordo com a
técnica de atomização e solidificação utilizadas
neste preparo;
LIGAS DO TIPO MISTURA OU DISPERSA: contam com
parte de limalha com baixo teor de cobre
associadas às partículas esféricas de alto teor de
cobre;
LIGA DE COMPOSIÇÃO ÚNICA: de alto teor de cobre.
CRISTALIZÃO DO AMÁLGAMA
Assim que as partículas da liga entram em contato com
o mercúrio, este começa a dissolver sua camada externa
e 15% das partículas são consumidas em uma reação
completa com o mercúrio, formando uma matriz de
produtos sólidos misturada às partículas não reagidas,
dando reforço mecânico ao material. Os cristais
crescem, na sequencia ocorre uma expansão; a reação
se mantém e a expansão vai diminuindo. Porém, com o
passar do tempo, em continuidade à reação ela
permanece em nível reduzido. O cobre influencia o
escoamento do amálgama. Se a deformação for alta, a
restauração vai desadaptar nas margens, aparecerão
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AMÁLGAMA DE PRATA

Para uso odontológico

DEFINIÇÃO

Amálgama de prata é um material, composto por uma mistura de mercúrio com uma liga contendo prata, estanho, cobre e algumas vezes o zinco, utilizada na odontologia, que serve para preencher as cavidades provocadas pelas cáries. Os produtos sólidos da corrosão promovem um selamento nesta região, o que diminui a recidiva de cárie (auto selamento). → INDICAÇÃO: indicado para restaurações de dentes posteriores, em cavidades classe I e II, de extensão moderada a grande, e quando não há esmalte disponível na parede cervical das faces proximais. → VANTAGENS:

  • Baixo custo;
  • Técnica restauradora menos susceptível às alterações;
  • Baixo desgaste frente às forças mastigatórias;
  • Mais resistente à aderência do biofilme;
  • Adaptabilidade às paredes cavitárias;
  • Tolerância pelo tecido gengival;
  • Fácil eliminação. → DESVANTAGENS:
  • Por ser um material metálico, sofre corrosão que deposita seus produtos;
  • Cor metálica (não estético);
  • Baixa resiliência e resistência à tração;
  • Falta de adesividade ao remanescente dentário;
  • Presença de mercúrio na sua composição.

COMPOSIÇÃO DA LIGA

A prata, estanho, cobre e zinco fazem parte da composição básica da liga. A composição das ligas convencionais é de:

  • 65 a 70% de prata;
  • 25 a 30% de estanho;
  • 0 a 6% de cobre;
  • 0 a 2% de zinco. O estanho favorece a reação da prata com o mercúrio, determinando a solubilidade e fluidez, o que melhora a manipulação e adaptação dentro do preparo cavitário. Essas ligas ficaram conhecidas como de baixo teor de cobre. O cobre foi introduzido na composição para aumentar a resistência à corrosão. Surgiram as ligas de alto teor de cobre, com 10 a 30% do metal, que altera as reações de cristalização do material. O zinco (Zn) foi adicionado para impedir a formação de óxidos do cobre e de estanho durante a fabricação da liga. Porém, durante a etapa de condensação, na técnica restauradora, se o amálgama for contaminado com a umidade, formam-se óxido de zinco e gás hidrogênio, que resultam na expansão tardia do material. Isso pode ser observado clinicamente pelo aumento de volume do material, extruindo do preparo cavitário. Essa expansão pode ser causadora de sensibilidade pós-operatória tardia (após 5 a 7 dias) e ser de tal magnitude que pode resultar na fratura do dente.

TIPOS DE LIGAS DE AMÁLGAMA

Para obter o amálgama dental, o mercúrio é misturado com o pó da liga. → LIGAS DO TIPO LIMALHA: o pó pode ser produzido a partir de um lingote fundido moído em torno mecânico, originando as partículas de formato irregular; → LIGAS DE PARTÍCULAS ESFÉRICAS OU ALONGADAS: atomização da liga na fase líquida de acordo com a técnica de atomização e solidificação utilizadas neste preparo; → LIGAS DO TIPO MISTURA OU DISPERSA: contam com parte de limalha com baixo teor de cobre associadas às partículas esféricas de alto teor de cobre; → LIGA DE COMPOSIÇÃO ÚNICA: de alto teor de cobre.

CRISTALIZAÇÃO DO AMÁLGAMA

Assim que as partículas da liga entram em contato com o mercúrio, este começa a dissolver sua camada externa e 15% das partículas são consumidas em uma reação completa com o mercúrio, formando uma matriz de produtos sólidos misturada às partículas não reagidas, dando reforço mecânico ao material. Os cristais crescem, na sequencia ocorre uma expansão; a reação se mantém e a expansão vai diminuindo. Porém, com o passar do tempo, em continuidade à reação ela permanece em nível reduzido. O cobre influencia o escoamento do amálgama. Se a deformação for alta, a restauração vai desadaptar nas margens, aparecerão

pequenas fraturas, onde acumulará o biofilme e ocorrerá a infiltração marginal. Em contraposição, menor taxa de cobre na liga resulta em menor escoamento da massa. TÉCNICA RESTAURADORA Após o término do preparo cavitário, o isolamento absoluto do campo deve ser realizado. Para que o amálgama, em sua fase plástica, seja corretamente adaptado nas paredes do preparo cavitário em uma cavidade que precise restabelecer a parede circundante perdida, será necessário um suporte temporário até que o amálgama cristalize. Esse suporte é possível com a utilização de uma tira metálica denominada matriz. As matrizes devem apresentar alguns requisitos básicos: ser fina, flexível e lisa, porém deve resistir à condensação do amálgama e não deve aderir a ele. A cunha nas ameias vai auxiliar no restabelecimento do ponto de contato proximal na medida em que ela produz um pequeno afastamento dental e compensa a espessura da matriz. Esses dispositivos são denominados como sistema de matriz e cunha que é utilizado com os seguintes objetivos:

  • Permitir a inserção e condensação do material restaurador (são utilizados na restauração com diversos materiais restauradores);
  • Conter o material ainda na fase plástica dentro do preparo cavitário;
  • Permitir a reconstrução da anatomia do dente, restituir o contato interproximal;
  • Permitir a escultura da face proximal ou face lisa (em cavidades Classe I composta);
  • Impedir o extravasamento do material para a região cervical;
  • Auxiliar no isolamento pois mantém o dique de borracha em posição, afastando a gengiva. PASSO A PASSO 1. Inicialmente deve selecionar a tira de matriz e brunir ela para auxiliar no restabelecimento do contato proximal. 2. Utiliza-se um porta matriz para adaptar a matriz ao redor do dente – com a abertura guia horizontal do porta-matriz fique voltada para a face gengival ou cervical do preparo cavitário, e que o dispositivo fique posicionado por vestibular. 3. Verificar a adaptação da matriz na parede cervical com uma sonda exploradora, arrastando a ponta em todo o cavo-superficial cervical – o ideal é não observar presença de espaço que permita a entrada da sonda entre a matriz e o ângulo cavo-superficial. 4. Realizar uma brunidura complementar para conferir se a matriz está próxima ao dente adjacente – movimento vestíbulo-lingual com o brunidor aproximando a tira matriz da face proximal do dente adjacente; 5. Realizar a trituração do amálgama até obter uma massa plástica e brilhante que, se jogada contra uma superfície lisa, deve achatar-se levemente. 6. Inserção do material com auxílio de porta- amálgama, em pequenas porções contra os ângulos internos do preparo. 7. Condensação do amálgama contra os ângulos da cavidade, com os condensadores, em camadas sucessivas até o preenchimento total da cavidade (com excesso de aproximadamente 1 mm além do cavo-superficial). 8. Realizar a brunidura pré-escultura com o auxílio de brunidores, em movimentos no sentido da restauração para as margens reduzindo as porosidades e permitindo que o mercúrio aflore para a superfície. 9. Inicia-se a escultura do material com os esculpidores, com bordas cortantes,