Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


analise dos lusiadas, Resumos de Português (Gramática - Literatura)

Os Lusíadas é uma obra de poesia épica do escritor português Luís Vaz de Camões, a primeira epopeia portuguesa publicada em versão impressa. Provavelmente iniciada em 1556 e concluída em 1571, foi publicada em Lisboa em 1572 no período literário do Classicismo, ou Renascimento tardio, três anos após o regresso do autor do Oriente, via Moçambique. A obra é composta por dez cantos, 1 102 estrofes e 8 816 versos em oitavas decassilábicas, sujeitas ao esquema rímico fixo AB AB AB CC – oitava rima r

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 06/11/2022

decc
decc 🇵🇹

3 documentos

1 / 103

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe analise dos lusiadas e outras Resumos em PDF para Português (Gramática - Literatura), somente na Docsity!

Época - 1524 (?) - 1580 Para melhor compreenderes a oposição da sociedade, dos valores e da cultura destas duas épocas, observa o quadro. Idade média Renascimento Estratificação social rígida: m Ascensão social da burguesia. NÍVEL SOCIAL Clero E Queda do prestígio do clero Nobreza (reforma) e crise na igreja católica. Povo | NÍVEL ECONÓMICO [Economia agrária de tipo feudal E Economia mercantil. m Certa independência do poder | m Centralização do poder real (cf. NÍVEL POLÍTICO senhorial relativamente ao poder | Descobrimentos) régio. Em sintese: Características gerais: * Racionalidade * Rigor Científico * Dignidade do Ser Humano * Ideal Humanista * Reutilização das artes greco-romana Racionalismo — a razão é o único caminho para se chegar ao conhecimento. Experimentalismo — todo o conhecimento deverá ser demonstrado racionalmente. Antropocentrismo — colocava o homem como a suprema criação de Deus e como o centro do universo. Humanismo = glorificação do homem e da natureza humana, em contraposição ao divino e ao sobrenatural. Classicismo - movimento cultural que valoriza e recupera os elementos artísticos da cultura clássica (greco-romana). Ocorreu nas artes plásticas, teatro e literatura, nos séculos XIV ao XVI. As características da epopeia: * A epopeia é um género narrativo em verso; * visa celebrar feitos grandiosos de heróis fora do comum reais ou lendários.; * tem pois sempre um fundo histórico; * é um género narrativo e que exige a presença de uma acção, desempenhada por personagens num determinado tempo e espaço. * O estilo é elevado e grandioso e possui uma estrutura própria, cujos principais aspectos são: PROPOSIÇÃO - em que o autor apresenta a matéria do poema; Invocação — pedido de inspiração às musas ou outras divindades e entidades míticas protectoras das artes; DEDICATÓRIA - em que o autor dedica o poema a alguém, sendo esta facultativa; NARRAÇÃO - a acção é narrada por ordem cronológica dos acontecimentos, mas inicia-se já no decurso dos acontecimentos (“in medias res”), sendo a parte inicial narrada posteriormente num processo de retrospectiva, “flash-back” ou “analepse”; PRESENÇA DE MITOLOGIA GRECO-LATINA - contracenando heróis mitológicos e heróis humanos. . gu Cabo Verde F a ae | º SAS o migra > Da 7 enterro Baia de Santal, A Adamastor EUROPA or NA E; ISBOÁ ) : Se MELINDE 6) MOGAMBIQ (8) CARO DAS E! = ENTÁ MOMBAÇA (3) / pn Legenda: |. Consího dos Deuses 2. Velho do Restelo 3. Fogo-de-santelmo 4, Tromba maritima 5. Veloso 6. Adamastor 7, Escorbuto 8. Consiílio dos Deuses marinhos 9. Os doze de Inglaterra 10, Tempestade 1. Chegada a Calecul 12. Ilha dos Amores Narradores O poeta — 1,8, 10, 12 Vasco da Gama ao Rei de Melinde — 2, 3,4,5,6,7 Paulo da Gama ao Catual = |] Veloso = 9 enumeração mbém as/memórias gloriosa Conjunção coordenativa copulativa — enumeração de figuras a ser exaltadas 12 pessoa do singular — envolvimento do poeta Gerúndio — processo de continuidade E aqueles reis que estiveram envolvidos na reconquista cristã /nas cruzadas contra os mouros/infiéis em África e na Ásia E aqueles que fazem obras com valor e que, por isso, não cairão no esquecimento — se vão imortalizando O sujeito poético compromete- se a exaltar a louvar, a cantar os feitos daqueles que enumerou anteriormente. Usando a primeira pessoa — plano do poeta. Herói de Odisseia - Ulisses Herói de Eneida - Eneias As navegações grandes que fizeram; Imperativo Num tom imperativo, de ordem manda suspender/cessar a fama dos gregos e romanos de Alexandro e de Trajano A fama das vitórias que Manda suspender a fama das vitórias de reis e imperadores clássicos Conjunção subordinativa causal (= porque) Porque o poeta louva o povo lusitano ao qual pertence. Povo esse que dominou o mar (Neptuno)e a guerra (Marte). . Apresenta a causa da desvalorização dos clássicos Neptuno — deus do mar Marte — deus da guerra 1º pessoa do singular — envolvimento Patriotismo, valores nacionais Continua em tom imperativo, ordenando que os clássicos suspendam a sua fama, porque agora há um novo povo que apresenta feitos ainda mais valerosos. do poeta ” Para demonstrar a superioridade e a legitimidade da realização desta epopeia, o poeta compara os feitos dos Portugueses aos de Ulisses, herói da Odisseia de Homero e aos de Eneias, o troiano que, na Eneida de Virgílio, chegou ao Lácio e fundou Roma, ou seja compara o seu herói com os heróis das epopeias de referência. A proposição aponta também para os “ingredientes” que constituíram os quatro planos do poema: Plano da Viagem - celebração de uma viagem: “..da Ocidental praia lusitana / Por mares nunca dantes navegados / Passaram além da Tapobrana..."; Plano da História - vai contar-se a história de um povo: "..o peito ilustre lusitano..."."...as memórias gloriosas / Daqueles Reis que foram dilatando / A Fé, o império e as terras viciosas / De África e de Ásia..."; Plano dos Deuses (ou do Maravilhoso) aos quais os Portugueses se equiparam: ".. esforçados / Mais do que prometia a força humana..."."A quem Neptuno e Marte obedeceram...”; Plano do Poeta - em que a voz do poeta se ergue, na primeira pessoa: "Cantando espalharei por toda a parte. / Se a tanto me ajudar o engenho e nor arte...".”...Que eu canto o peito ilustre lusitano... ”. Funcionamento da língua Identificação de orações subordinadas relativas c i (QUE) da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre ie remota edificaram U Funcionamento da língua Identificação de Conjugação perifrástica E também as memórias gloriosas Daqueles Reis que foram dilatando E. A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando. Ea E" CU e msm Funcionamento da língua Identificação de classes e subclasses de palavras | asma JM Partes assinalados Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia Afosahumana E entre gentelr edificaram Novo Reino,|queitanto sublimaram; Em Nome comum [o] E EEE = E Pronome relati E ati Fo) [|] Determinante artigo definido Eltambém as memórias gloriosas reis oram dilatando A Fé, o Impéri as terras viciosas D RAE ancorar devastando; E que obraslv Se vão da lei da Morte libertan Ii Pronome demonstrativo = Adjectivo Correcção EE Co valorosas Grau normal ... mais remotas do que... Grau comparativo de superioridade ... menos glorioso do que... Grau comparativo de inferioridade .. tão famoso como... Grau comparativo de igualdade . O mais importante... Grau superlativo relativo de superioridade ... O menos conhecido... Grau superlativo relativo de nferioridade .. muito falador.... Grau superlativo absoluto analítico .famosíssimo... Grau superlativo absoluto sintético Seguir para a Invocação Invocação Canto |, est. 4-5, o poeta pede ajuda a entidades mitológicas, chamadas musas. Isso acontece várias vezes ao longo do poema, sempre que o autor precisa de inspiração: Tágides ou ninfas do Tejo (Canto |, est. 4-5); Calíope - musa da eloquência e da poesia épica (Canto Il, est. 1-2); Ninfas do Tejo e do Mondego (Canto VII, est. 78-87); Calíope (Canto X, est. 8-9); Calíope (Canto X, est. 145).