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Nesta aula, aprenda detalhes da anatomia do caule em plantas vasculares, incluindo a estrutura primária de caules de gimnospermas, eudicotiledôneas e monocotiledôneas. Descova o sistema vascular, as diferenças na estrutura do xilema secundário e o papel dos tecidos condutores. Além disso, explore as referências recomendadas para um melhor entendimento do assunto.
Tipologia: Notas de aula
Compartilhado em 07/11/2022
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Apresentar a anatomia do caule, incluindo aspectos relacionados a diferenças deste órgão de acordo com o grupo botânico do vegetal.
Ao final desta aula, o aluno deverá: conhecer detalhes da estrutura primária dos caules de Gimnospermas e Eudicotiledôneas e dos caules de Monocotiledôneas.
Sistema vascular e caule
Anatomia do caule. (Fonte: http://www.universitario.com.br).
Morfologia Interna e Externa dos Vegetais
O caule é o órgão da planta que sustenta as folhas e as estruturas de reprodução e estabelece o contato desses órgãos com as raízes. Em corte transversal do caule em lugares onde os tecidos estão diferenciados po- dem-se reconhecer quatro regiões de fora para dentro: sistema de revesti- mento, córtex, cilindro vascular e medula. Vimos em aulas anteriores que os caules da maioria das Eudicotiledôneas e de Gimnospermas geralmen- te crescem em espessura, caracterizando o crescimento secundário pro- veniente da atuação dos meristemas laterais. A adição de novos tecidos vasculares e o conseqüente aumento de diâmetro criam grandes tensões no interior do órgão, principalmente nos tecidos localizados externamen- te ao câmbio. Assim, o floema vai se deslocando para fora sendo esmaga- do e desativado. Além dos tipos de crescimento já citados que são os mais comuns para as plantas, alguns caules como os escandentes (lianas ou cipós) apresentam crescimento secundário que difere do usual. Este crescimento em geral resulta numa grande produção de parênquima, o que garante a flexibilidade necessária ao enrolamento da planta em busca de luminosidade adequada. Além disso, destacamos também o crescimento secundário que pode ocorrer em algumas Monocotiledôneas como as pal- meiras e as Agavaceae. Nestas plantas o espessamento do caule não é proveniente da atuação do câmbio vascular sendo portanto considerado como crescimento secundário anômalo por alguns autores. Vamos então conhecer um pouco das variações existentes na anatomia dos caules?
(Fonte: http://img261.imageshack.us).
Morfologia Interna e Externa dos Vegetais
Corte transversal do caule primário de Trifolium , Eudicotiledônea
Os feixes vasculares podem estar muito próximos uns dos outros, como acontece em Tilia ou Pelargonium , assemelhando-se a um anel con- tínuo, ou podem estar separados por grandes áreas interfasciculares como acontece em Aristolochia e outras espécies trepadoras.
Corte transversal do caule primário de Tilia (Eudicotiledônea): vista geral e detalhe
O córtex inclui os tecidos situados entre a epiderme e o sistema vascular. Geralmente é delgado, exceto nas plantas em roseta de espécies como Apium, Plantago e Taraxacum e nas Cycadales. É constituído basica- mente por parênquima, no entanto freqüentemente também há tecidos de sustentação (colênquima e esclerênquima nas Eudicotiledôneas) e/ou
Anatomia do caule (^) Aula
estruturas glandulares como os ductos resiníferos nas Coníferas, e os^8 laticíferos ou ductos mucilaginosos em Eudicotiledôneas.
Aristolochia. A: planta. B: Corte transversal do caule primário. C: detalhe do corte
(Fonte: http://www.meemelink.com/ prints%20images/; B:http://www.dipbot.unict.it/tavole).
Nos caules de plantas superiores geralmente não se observa endodermes , exceto em alguns eixos florais, caules subterrâneos ou aquáticos. Pode haver uma mudança na bainha amilífera. A epiderme pode reter a ativida- de mitótica para compensar o crescimento em espessura do caule, espe- cialmente quando a periderme, o tecido secundário de proteção, se for- ma tardiamente. Nos caules de hidrófitas submersas, a epiderme carece de estômatos, a cutícula é muito reduzida ou falta, o córtex é amplo, constituído por aerênquima. O cilindro vascular (protostelo) é reduzido, o xilema está constituído por poucos elementos dispersos na parte cen- tral ( Myriophyllum aquaticum ), sendo o floema o principal tecido condutor. O xilema pode carecer de elementos traqueais, sendo formado por parênquima xilemático. Em algumas espécies se desenvolvem estruturas glandulares que funcionam como “captadores de íons”, tomando da água os minerais necessários.
Anatomia do caule (^) Aula
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São conhecidos dois tipos básicos:
Corte transversal de caule primário de Monocotiledôneas
Setaria geniculata, Gramineae Scirpus sp., Cyperaceae Bambusa sp
www.quorumtech.com
O córtex é muito fino em caules aéreos, porém é muito grosso em caules subterrâneos: rizomas ( Iris, Musa ), cormos ( Gladiolus ) e bulbos ( Allium, Tulipa ). Alguns rizomas como o de Acorus apresentam endoderme. Excepcionalmente esta organização é encontrada em algumas espécies de Eudicotiledôneas ( Podophyllum : Berberidaceae).
Morfologia Interna e Externa dos Vegetais
Corte transversal de rizomas (caules primários) de Monocotiledôneas
Convallaria majalis t Acorus calamus,^ setor do rizoma e detalhe da endoderme
(Fonte: http://www.botanika.biologija.org). (^) Imagem de Mauseth (Fonte: http://www.sbs.utexas.edu).
Triticum , trigo (Monocot.), sector de corte transversal de caule oco
Juncus, junco (Monocot.) , corte transversal de caule oco
Ranunculus (Eudicotiled.), sector de corte transversal de caule oco
(Fonte: http://www.life.uiuc.edu). (Fonte: http://www.stolaf.edu/people). (Fonte: http://lifesciences.asu.edu).
Morfologia Interna e Externa dos Vegetais
Na aula de hoje vimos que o caule é o órgão da planta que sustenta as folhas e as estruturas de reprodução e estabelece o contato desses órgãos com as raízes. Em corte transversal do caule em lugares onde os tecidos estão diferenciados podem-se reconhecer quatro regiões de fora para dentro: sistema de revestimento, córtex, cilindro vascular e medula. Na estrutura primária do caule Os tecidos vasculares primários formam- se a partir do procâmbio. No caule das plantas vasculares, o xilema e o floema primários apresentam-se associados formando cordões denomi- nados feixes vasculares. No caule de Gimnospermas e Eudicotiledôneas os feixes vasculares aparecem formando um círculo que delimita uma região externa e uma interna de tecido fundamental: córtex e medula res- pectivamente. Os feixes vasculares estão separados entre si por camadas de parênquima interfascicular (eustelo). Nos caules de plantas superiores geralmente não se observa endodermes, exceto em alguns eixos florais, caules subterrâneos ou aquáticos. Pode haver uma mudança na bainha amilífera. São conhecidos dois tipos básicos de caule primário de Monocotiledôneas: aquele ocorrente na maioria das plantas deste grupo, onde é difícil distinguir um cilindro vascular. Neste tipo o sistema consta de um grande número de feixes repartidos irregularmente, em vários ci- clos, desde a periferia quase até o centro do caule. Não é possível distin- guir os limites entre córtex, cilindro vascular e medula (atactostelo). O segundo tipo é o que ocorre em muitas Gramineae: Secale (centeio) , Hordeum (cevada) , Oryza (arroz) , Triticum (trigo) , onde os feixes se dis- põem em dois círculos: o externo com feixes pequenos, incluídos na ca- mada subepidérmica de esclerênquima, e o interno com feixes maiores, incluídos no parênquima.
Anatomia do caule (^) Aula
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Iremos estudar as folhas.
APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.; CARMELO-GUERREIRO, S. M. Ana- tomia Vegetal. 2 ed. Viçosa: Editora UFV, 2006. BELL, ADRIAN D. 1991. Plant Form. Oxford University Press. GONÇALVES, E. G.; LORENZI, H. Morfologia vegetal: organografia e dicionário ilustrado de morfologia das plantas vasculares. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2007. RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia vegetal. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.