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Anomalias dentarias associadas, Notas de estudo de Odontologia

Genética e Evolução

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 18/08/2014

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janna-ferreira-2 🇧🇷

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Anomalias dentarias associadas: o ortodontista
decodificando a genética que rege os distúrbios de
desenvolvimento dentário
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Anomalias dentarias associadas: o ortodontista

decodificando a genética que rege os distúrbios de

desenvolvimento dentário

O trabalho versa sobre o diagnostico e a abordagem

ortodôntica de anomalias dentarias. Enfatizando os

aspectos etiológicos que definem tais

irregularidades de desenvolvimento.

Agenesias dentárias

A agenesia dentaria constitui a anomalia de desenvolvimento mais comum da dentição humana, ocorrendo em aproximadamente 25% da população.

A genética provavelmente representa o fator etiológico primordial das agenesia dentarias. A prevalência da agenesias mostra-se elevada na família de pacientes afetados ( como mostra as imagens anteriores). Representam membros de uma família brasileira, com casamentos consanguíneos, demonstrando agenesia de múltiplos dentes permanentes.

Microdontia

As agenesias, frequentemente, associam-se a microdontia. A redução do tamanho dentário representa uma extensão parcial do mesmo defeito genético que define a agenesia. Aproximadamente 20 % dos pacientes que com agenesia de segundo pré-molares também apresentam microdontia dos incisivos laterais superiores.

Erupção ectópica dos primeiros molares superiores

Durante o início da dentadura mista, os primeiros molares permanentes irrompem na arcada dentária, guiando-se pela face distal dos segundos molares decíduos. A erupção dos primeiros molares superiores desenha uma trajetória direcionada para oclusal e mesial. Dessa forma, a natureza corrige a disto angulação dos germes no interior do tuber da maxila, e os primeiros molares superiores irrompem com seu longo eixo mais verticalizado em relação ao plano oclusal. Porém, em 4% das crianças, o primeiro molar superior “erra” a sua trajetória eruptiva, desvia-se demasiadamente para mesial e acaba por estimular a reabsorção parcial da raiz dos segundos molares decíduos (Fig). Esse distúrbio foi batizado de erupção ectópica dos primeiros molares permanentes5.

Transposição entre incisivo lateral e canino

permanentes inferiores

Conceitua-se como transposição dentária, a ectopia de dentes permanentes que redunda na inversão de suas posições naturais na arcada dentária, no mesmo quadrante6. Dois tipos de transposições dentárias são apontados na literatura como apresentando etiologia essencialmente genética e, portanto, comumente associadas a outras anomalias dentárias: a transposição entre canino e primeiro pré-molar na arcada superior, e a transposição entre canino e incisivo lateral permanentes na arcada inferior.

Erupção ectópica dos caninos permanentes superiores

A erupção ectópica dos caninos superiores para palatino (EECP) representa uma anomalia dentária que preocupa o ortodontista sob dois aspectos biologicamente relevantes. Além de impedir a erupção espontânea dos caninos, em uma expressiva porcentagem dos casos, a erupção ectópica dos caninos superiores redunda em algum grau de reabsorção radicular dos dentes vizinhos.

Transposição entre caninos e primeiro pré-molar

superior

Excluindo os terceiros molares, os caninos superiores constituem os dentes permanentes que mais frequentemente demonstram distúrbios eruptivos. Além da erupção ectópica por palatino, outra importante, porém bem menos frequente, ectopia que envolve os caninos superiores consiste na transposição entre esse dente e o primeiro pré- molar superior.

A etiologia da transposição entre o canino e o primeiro pré-molar superior correlaciona-se com fatores genéticos25. Na literatura, muitos relatos de casos clínicos reportaram um ou mais membros da família mostrando a mesma característica, sem, contudo, identificar histórico de trauma na região dentofacial. Além disso, pacientes com transposição entre canino e primeiro pré-molar superiores apresentam uma expressiva prevalência de agenesia de dentes permanentes, excluindo os terceiros molares, equivalente a aproximadamente 37% a 40% (Fig. 17).