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Antibióticos e mecanismos, Resumos de Farmacologia

O resumo contém tópicos de antibióticos, reações bioquímicas alvo da ação dos antibacterianos, mecanismos de resistência a antibióticos, além dos antibacterianos e suas principais caraterísticas.

Tipologia: Resumos

2024

À venda por 06/06/2024

iannamaria1
iannamaria1 🇧🇷

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Ação bacteriostática e bactericida;
Espectro antibacteriano a quantidade de bactérias sobre as quais o antibiótico consegue
agir;
Resistência;
Estratégias para prescrição de antibiótico;
Estrutura bacteriana:
o Parede celular de proteoglicanos;
o Membrana plasmática – sem esterol, + fluida;
o Membrana externa – bactérias G-, LPS – tem proteínas porinas;
REAÇÕES BIOQUÍMICAS ALVO DE AÇÃO DOS ANTIBACTERINANOS
Reações de classe I uso de moléculas e outras fontes de carbono para gerar ATP e
moléculas precursoras
Reações de classe II síntese de pequenas moléculas a partir dos produtos da classe I,
como aa, fosfolipideos, nucleotídeos, hexosaminas ...
Reações de classe III formação de moléculas maiores peptideoglicano, proteínas,
RNA, DNA
REAÇÕES BIOQUÍMICAS NA CLASSE II – SÍNTESE DE FOLATO
As bactérias precisam sintetizar seu próprio ac. Fólico que é usado na síntese de
nucleotídeos e aminoácidos;
Ac. PABA + Pteridina enzima dihidropteroato sintetase Ac. Dihidropteróico +
glutamina Ac. Dihidrofólico enzima dihidrofolato redutase Ac. Tetrahidrofólico
aa e nucleotídeos;
Sulfonamidas
o Agem inibindo a Dihidropteroato sintetase que estão presente na bactéria, mas
não no nosso organismo;
o São muito similares a estrutura da PABA.
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➢ Ação bacteriostática e bactericida; ➢ Espectro antibacteriano → a quantidade de bactérias sobre as quais o antibiótico consegue agir; ➢ Resistência; ➢ Estratégias para prescrição de antibiótico; ➢ Estrutura bacteriana: o Parede celular de proteoglicanos; o Membrana plasmática – sem esterol, + fluida; o Membrana externa – bactérias G-, LPS – tem proteínas porinas; ➢ REAÇÕES BIOQUÍMICAS ALVO DE AÇÃO DOS ANTIBACTERINANOS

  • Reações de classe I → uso de moléculas e outras fontes de carbono para gerar ATP e moléculas precursoras
  • Reações de classe II → síntese de pequenas moléculas a partir dos produtos da classe I, como aa, fosfolipideos, nucleotídeos, hexosaminas ...
  • Reações de classe III → formação de moléculas maiores → peptideoglicano, proteínas, RNA, DNA
  • REAÇÕES BIOQUÍMICAS NA CLASSE II – SÍNTESE DE FOLATO
  • As bactérias precisam sintetizar seu próprio ac. Fólico – que é usado na síntese de nucleotídeos e aminoácidos;
  • Ac. PABA + Pteridina → enzima dihidropteroato sintetase → Ac. Dihidropteróico + glutamina → Ac. Dihidrofólico → enzima dihidrofolato redutase → Ac. Tetrahidrofólico → aa e nucleotídeos;
  • Sulfonamidas o Agem inibindo a Dihidropteroato sintetase → que estão presente na bactéria, mas não no nosso organismo; o São muito similares a estrutura da PABA.
  • Trimetoprima o Compete com a enzima dihidrofolato redutase (também presente em nosso organismo; o Primetamina → mais seletivas para protozoários; o Metotrexato → mais seletivas para humanos; ➢ REAÇÕES BIOQUÍMICAS NA CLASSE III
  • Na síntese de peptideoglicano → principal componente da parede celular de bactérias G+;
  • Antibióticos B-lactâmicospenicilinas , cefalosporinas, carbapenens, monobactâmicos;
  • Antibióticos não B-lactâmicos → vancomicina, bacitracina, ciclosserina;
  • Como ocorre essa síntese de peptideoglicano? o Unidade de formação: 2 açucares ligados em cadeias peptídicas; o Essa unidade é formada no citoplasma no lado intracelular da membrana, com o auxílio de um transportador lipídico para trazer o açucares para o lado de dentro da membrana → depois é transportado para o lado extracelular.
  • Os antibacterianos que agem parede celular são bactericidas se a bactéria estiver em divisão, caso não, são só bacteriostáticos.
  • B-lactâmicos → o Impede a síntese da parede celular; o impedem as ligações cruzadas dos peptídeos de se ligarem a cadeias tetrapeptídicas laterais → inibem a ligação peptídica → essa ligação ocorre com a mediação da enzima Transpeptidase (PBP) → remove a alanina terminal, permitindo a ligação da glicina à lisina; o Os B-lactâmicos inibem a enzima Transpeptidase (PBP); o Pode causar a destruição da parede celular e morte da bactéria - ação bactericida;
  • Sulfonamida – de novo o Também se encaixa na classe III; o Inibe a síntese de nucleotídeos.
  • Rifamicina e Rifampicina o Inibe a RNApolimerase; o Tratamento de tuberculose.
  • QuinolonasAc. Nalidíxico e ciprofloxacina o Inibe a DNAgirase.
  • **Metronidazol *** o Ação em protozoários e em bactérias anaeróbicas; o Bacterioides e Clostridium difficile (colite); o Bac de vaginite (Trichomonas); o Abcesso cerebral; o Mecanismo → Reage com a ferredoxina reduzida formando produto tóxico para anaeróbicos – que reage com DNA, causando lesão.
  • Polimixinas o Age como detergentes catiônicos; o Interage com os fosfolipideos de membrana e desagregam sua estrutura; o Só para BG- ; o Empregada para uso tópico; ➢ Produção de enzima que inativa a droga o B-lactamase → age sobre o B-lactâmicos, quebrando o anel B (essencial para atividade desses antibióticos), inativando-o. → Pode ocorrer resistência cruzada (a enzima destruiu o anel de um antB. Também agiu em outro B-lactâmico) → Estafilococus; o Cloranfenicol-N-transferase → inativa cloranfenicol; o Fosforilação, adenilação ou acetilaçao de aminoglicosídeos.Alteração do sítio de ligação do sítio da droga o Ex.: aminoglicosídeos (30S), eritromicina (50S), penicilina (proteína de ligação)... ➢ A bactériaacúmulo de droga no seu interior o Aumentado a saída ou diminuindo a entrada (pelas porina, por exemplo); o Tetraciclinas, aminoglicosídeos, B-lactâmicos ... ➢ Desenvolvimento de uma via para desviar da reação inibida pela droga o Ex.:  da afinidade da enz. Dihidropteroato sintase pela PABA e  pelas sulfonamidas; o  afinidade da dihidopfolato redutase pelo trimetropim; o Sulfonamidas e trimetropim juntos tem ação sinérgica → ação maior do que a soma dos 2 administrados individualmente = Clotrimoxazol (bactrim).

➢ DROGAS QUE AGEM NA SISTESE E USO DE FOLATO :

• SULFONAMIDAS

o Alta resistência; o Associação → Clorimoxazol (bacterim) = sulfonamidas + trimetropim; o Uso em pneumonia, toxoplasmose e outras infecções; o Efeitos adversos → náusea, vômito, depressão, cianose; o Graves → hepatite, hipersensibilidade, depressão da medula óssea; o Não são eficientes no pus pois nele há restos teciduais que impedem a sulfunamida de impedir a síntese de folato – interação; o Interação com o anestésico local procaína (anestésico) → a procaína é metabolizada em PABA, aumentando a concentração dela, diminuindo a inibição enzimática causada pela sulfonamida; o Infecções contendo pus, as sulfonamidas são ineficazes. ➢ DROGAS QUE AFETAM A SÍNTESE DA PAREDE CELULAR

  • B-LACTÂMICOSPENICILINAS o O radical R1 é que diferencia elas; o A resistência → B-lactamase,  permeabilidade da membrana externa (principalmente em BG-), alterações no sitio ligação, bombas para  o efluxo (saída da droga); o Efeito indesejado → hipersensibilidade, distúrbios GI (proliferação da bactéria C. difficile)+ reações de Jarisch-Herxheimer (liberação de toxinas da membrana da bactéria quando destruída); o Pode ser administrada em associação a inibidores de B-lactamase → ex: ac. Clavulânico, sulbactam, tazobactam; o Benzilpenicilina ou Penicilina G → tem radical de benzil ▪ Benzatina, procaína e cristaliba; ▪ Baixo espectro; ▪ Sensível a B-lactamase, seu anel é destruído por bactérias que a produzem ▪ BG – e +; ▪ Instável no Ph ácido, não pode ser administrada por via oral. o Penicilina V → estável em ac. Gástrico, baixo espectro e disponibilidade; o Penicilina B-lactamase resistenteMeticilina, oxacilina, cloxaciclina ... ▪ Penicilinas antiestafilocócicas; ▪ Baixo espectro bacteriano → apenas S. aureus. o Penicilinas de amplo espectro – Aminopenicilinas ▪ Agrupamento amino; ▪ Estáveis no meio ácido; ▪ Suscetível à B-lactamase. o Penicilina de espectro ampliado para P- aeruginosa ▪ Infecção oportunista do trato respiratório →pseudomona; ▪ Carbenicilina; ▪ Estáveis em meio ácido; ▪ Suscetíveis a B-lactamase;

o Causa fototoxidade, distúrbios no GI, disfunção vestibular e hepática em altas doses. ❖ AMINOGLICOSÍDEOS o Estreptocina, neomicina (tópica); o Leitura errada do RNAm, diminui a formação de complexos de iniciação e diminui a translocação; o Espectro amplo, mas só em bactérias aeróbicas → estreptococos, pneumococos, tuberculose; o Sinergismo com inibidores da síntese de parede celular → para P, aeruginosa G-, Enterococus G+ ; o Causa ototoxidade e nefrotoxidade; o Em altas doses → contraindicado na gravidez. o Interações → bloqueadores nervos musculares na liberação de ach e com outras drogas que causem ototoxidade e nefrotoxidade. ❖ LINEZOLIDA – Oxazolidinonas o Diminui a formação do complexo de iniciação devido a sua ligação na subunidade 50 S; o G+ e - , anaeróbicos; o Uso na E. faecium resistentes a vancomicina e pneumonia nasocomial; o Resistência → alteração no sitio de ligação; o Efeito colateral → depressão da medula óssea. ❖ CLORANFENICOL o Inibe a transpeptidação (50S); o Alta toxidade; o Só é usado em situações que benefício > risco → meningite, sepsias, infecções no olho; o Efeitos colaterais →

  • Depressão da medula óssea → anemia;
  • Síndrome do bebê cinzento (cianose, por causa da baxa eliminação renal e deslocamento da bilirrubina);
  • Diminui a ação da CitP450, meia vida da warfarina (anticoagulante) ... ❖ MECROLÍDEOS o Eritromicina, claritromicina, aztromicina; o Inibe a translocação do RNAt; o Distúrbios gastrointestinais; o Surdez em altas doses; Ianna Leal