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Anticorpos Propriedades e Funções, Notas de estudo de Imunologia

Imunologia

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/06/2010

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KÁTIA MARANHAO MALHEIROS RA 195213
MAYARA ZADI DE SOUZA RA 190525
NATALY DOS SANTOS SILVA RA 195983
PROPRIEDADES E FUNÇÕES DOS ANTICORPOS
Seminário apresentado como
parte das atividades do curso
de Enfermagem do Centro
Universitário Católico
Salesiano Auxilium Campus
Araçatuba,na disciplina
ministrada a pela Profº
Dra.Eliana Cervelati
referente ao 3º semestre de
2010.
Araçatuba
2010
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KÁTIA MARANHAO MALHEIROS RA 195213

MAYARA ZADI DE SOUZA RA 190525

NATALY DOS SANTOS SILVA RA 195983

PROPRIEDADES E FUNÇÕES DOS ANTICORPOS

Seminário apresentado como parte das atividades do curso de Enfermagem do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Campus Araçatuba,na disciplina ministrada a pela Profº Dra.Eliana Cervelati referente ao 3º semestre de 2010.

Araçatuba 2010

Sumário

**1. Introdução............................................................................................................. 01

  1. Estrutura Básica Molécula de anticorpo........................................................ 02
  2. Propriedades gerais da Imunoglobulinas........................................................ 03**

3.1 Ligação ao antígeno (ag) 3.2 Resposta Imune Adaptativa Primaria e secundária 3.3 Estrutura 3.4 Funções das Imunoglobulinas

4. Anticorpos Monoclonais.................................................................

A molécula de anticorpos de todas as classes é representada por um modelo básico consttituido de duas cadeias polipeptídicas leves de PM aproximado 23 Da e duas cadeias pesadas com PM variáveis entre 50 e 75 kDa, dependendo da classe a que pertence o anticorpo.

Cada cadeia ou subunidade possui uma porção aminoterminal e a oposta é a carboxiterminal. Cada Molécula de IgG possui dois sítios de combinação específicos para o determinante antigênico que induziu sua síntese, a seqüência de aminoácidos dessas porções é altamente variável e especifica para cada imunógeno, além de apresentar grupos de aminoácidos, característicos do individuo que sintetiza a molécula.

3. PROPRIEDADES GERAIS DAS IMUNOGLOBULINAS

3.1 LIGAÇÃO A ANTIGENO (AG)

Imunoglobulinas se ligam especificamente a um ou a alguns antígenos proximamente relacionados. Cada imunoglobulina na verdade liga-se a um determinante antigênico específico. Ligação a antígeno pelos anticorpos é a função primária dos anticorpos e pode resultar em proteção do hospedeiro. A valência do anticorpo refere-se ao número de determinantes antigênicos que uma molécula individual de anticorpo pode se ligar. A valência de todos os anticorpos é pelo menos duas e em alguns casos mais.

3.2 RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA

Imunoglobulinas predominantes Resposta Imune de primeiro contato com Antigeno (Ag), IgM ,IgD (na superfície da célula B) , características principal mais lenta menos intensa, Resposta Imune de segundo contato com o Antigeno (Ag ), IgA ou IgE ou IgG mais rápida mais intensa mais especifica.

3.3 ESTRUTURA

Todos os anticorpos são Ig, mas nem todas as Ig atuam como anticorpos: anticorpo são uma ação e um evento que é uma característica de funcionamento de uma molécula que se chama Ig. Mas nós produzimos Ig que não tem nenhuma atividade de anticorpo.

Ig fazem parte das proteínas do sg (são moléculas solúveis no sg), embora possamos encontrar Ig em muitos fluídos e líquidos corporais também.

Descobrimento das Ig: análise da mobilidade eletroforética que as proteínas do sangue de acordo com o peso molecular de cada uma delas, onde verificou-se a presença de um grupo de proteínas que correspondem as albuminas, e um grupo que corresponde as globulinas. Dentro das globulinas, proteína que tem forma globosa, existe as globulinas alfa, beta e gama. E exatamente as Ig fazem parte do grupo das Gama Globulina.

Ig são moléculas glico-proteicas (proteína + polissacarídeo). São produzidas pelas células plasmáticas (LB maduro, únicas células a produzir Ig), esse processo normalmente é um processo de resposta a um imunôgeno. Existem eventos casuais e patológicos há produção de Ig sem a presença de um imunógeno (processos neoplásicos de células B, por exemplo) onde há a formação de grupos de células produtoras de Ig sem nenhum estímulo, ou seja, não são moléculas de anticorpos, são apenas Ig.

As imunoglobulinas podem ser divididas em cinco classes diferentes, com base nas diferenças em seqüências de aminoácidos na região constante das cadeias pesadas. Todas a imunoglobulinas de uma mesma classe tem regiões constantes de cadeia pesada muito similares. Essas diferenças podem ser detectadas por estudos de seqüências ou mais comumente por meios sorológicos ( i.e. pelo uso de anticorpos dirigidos a essas diferenças).

A. IgG

proteína covalentemente ligada via uma ponde S-S chamada cadeia J. Esta cadeia funciona em polimerização da molécula a um pentâmero.

  1. Propiedades

a) IgM é a terceira Ig mais comum no soro.

b) IgM é a primeira Ig a ser feita pelo feto e a primeira Ig a ser feita por uma célula B virgem quando é estimulada pelo antígeno.

c) Como consequência da sua estrutura pentamérica, IgM é uma boa Ig fixadora do complemento. Assim, anticorpos IgM são muito eficientes em levar à lise de microrganismos.

d) Como consequência da sua estrutura, IgM também é uma boa Ig aglutinadora. Assim, anticorpos IgM são muito boas em agregar microrganismos para eliminação eventual para fora do corpo.

e) IgM liga-se a algumas células via receptores de Fc.

f) Ig de superfície de célula B IgM de superfície existe como um monômero e não tem cadeia J mas tem 20 aminoácidos extras na região C-terminal para se ancorar na membrana (Figura 9). IgM de superfície celular funcionam como um receptor para antígeno ou células B. IgM de superfície é associada não covalentemente com duas proteínas adicionais na membrana da célula B chamadas Ig-alfa e Ig-beta como indicado na Figura 10. Essas proteínas adicionais agem como moléculas de transdução de sinal uma vez que a cauda citoplasmática da molécula de Ig por si mesma é muito curta para transduzir um sinal. O contato entre a superfície da imunoglobulina e um antígeno é necessário antes de um sinal ser transduzido pelas cadeias Ig-alfa e Ig-beta. No caso dos antígenos T-independentes, contato entre o antígeno e a superfície da imunoglobulina é suficiente para ativar as células B a se diferenciarem em plasmócitos secretores de anticorpos. Entretanto, para antígenos T-dependentes, um segundo sinal fornecido pelas células T auxiliares é necessário para ativar as células B.

C. IgA

1.Estrutura Quando IgA sai do dímero, uma cadeia J se associa a ela.

Quando IgA é encontrada em secreções também tem outra proteína associada a ela chamada de peça secretora T; sIgA é às vezes referida como imunoglobulina 11S. Ao contrário do resto da IgA que é feito no plasmócito, a peça secretora é feita nas células epiteliais e é adicionada à IgA à medida que esta passa através das secreções (Figura 12). A peça secretora ajuda a IgA a ser transportada através da mucosa e também a protege da degradação nas secreções.

  1. Propriedades

a) IgA é a 2 a^ Ig mais comum no soro.

b) IgA é a principal classe de Ig em secreções – lágrimas, saliva, colostro, muco. Uma vez que é encontrada em secreções IgA secretora é importante na imunidade local (de mucosa).

c) Normalmente IgA não fixa complemento, a menos que esteja agregada.

d) IgA pode se ligar a algumas células - PMN's e alguns linfócitos.

D.IgD

  1. Estrutura

IgD existe somente como um monômero.

  1. Propriedades

a) IgD é encontrada em baixos níveis no soro; seu papel no soro é duvidoso.

b) IgD primariamente encontrada em superfícies de célula B onde funciona como um receptor para antígeno. IgD na superfície de células B tem aminoácidos extras na região C-terminal para ancoramento à membrana. Ela também se associa com as cadeias beta de Ig-alfa e Ig-beta.

c) IgD liga complemento.

anticorpo, onde ocorre completa neutralização do produto microbiano. A neutralização da toxina, nestes casos, é suficiente para impedir os sintomas das doença que são mediados pela toxina. A ligação antigeno-anticorpo, em geral, prepara para a etapa efetora que é mediada por outros agentes.

B) Aglutinação

Os produtos do complemento também alteram a superfície dos organismos invasores, induzindo-os aderir uns aos outros, promovendo desse modo a aglutinação.( prendem vários antígenos ao mesmo tempo.

C) Citotoxidade Celular Depende de Anticorpo

A interação de anticorpos específicos com epitopos de membrana de uma célula- alvo pode dar origem a um fenômeno denominado ADCC ( do inglês antibody dependent cell mediated cytotoxicity), que pode ser mediado por neutrofilos, eosinófilos, macrófagos ou células NK. Há experimentos in vitro que descrevem a morte de larvas de helmintos (esquistossômulos) após opsonização por anticorpo IgE e atividade ADCC mediada por eosinófilos.

D) Opsonização por IgG

O processo de interionização de material particulado por fagócitos mononucleares ou polimorfunucleares tem o nome de fagocitose. Este fenômeno envolve a interação entre componentes de partícula a ser interiorizada e receptores de membrana da célula fagocitária. Assim, um micróbio pode ser reconhecido por células fagocitárias através de receptor para manose, que reconhece resíduos deste açúcar na superficie da partícula a ser ingerida, quando a partícula estranha estiver recoberta (opsonizada) por anticorpos específicos do isotipo IgG, o processo é muito mais eficiente em virtude da existência de receptores de mambrana dos fagócitos que reconhecem a região Fc da IgG. A opsonização por anticorpos IgG não somente aumenta expressivamente a taxa de fagocitose ( numero de partículas ingeridas por

fagócito), como também pode levar a um aumento da digestão da partícula ingerida por ativação do metabolismo da célula fagocitária.

E) Lise

De todos os produtos da cascata do complemento, um dos mais importantes é o complexo lítico, que é a combinação de múltiplos fatores do complemento sendo designado C5b6789. Este tem um efeito direto na ruptura das membranas celulares de bactérias e de outro organismo invasor.As enzimas e outros produtos do complemento podem atacar as estruturas de alguns vírus e, desse modo, torná-los não-virulentos.

F) Quimiotaxia

O fragmento C5a induz a quimiotaxia pelos neutrófilos e macrófagos, promovendo a migração de grandes quantidades desses fagócitos para o local do agente antigênico.

G) Ativação de mastócitos e basófilos e eosinófilos

Os fragmentos C3a, C4a e C5a ativam os mastócitos e basófilos, induzindo-os a liberar histamina, heparina e várias outras substâncias para os líquidos locais. Estas substâncias, por sua vez, causam aumento no fluxo sangüíneo local, de extravasamento de líquido e proteína plasmática para os tecidos e de outras reações teciduais locais que ajudam a inativar e imobilizar o agente antigênico. Os mesmos fatores desempenham papel importante na inflamação e na alergia.

H) Efeitos inflamatórios

Além dos efeitos inflamatórios causados pela inflamação dos mastócitos e basófilos, vários outros produtos do complemento contribuem para a inflamação local. Estes produtos induzem o aumento do fluxo sangüíneo que já estava aumentado, o aumento do extravasamento de proteínas a partir dos capilares e a coagulação de

de radioisótopos ou toxinas às células cancerosas, ampliando seu espectro de aplicação terapêutica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CALICH, Vera.; Vaz, Celidéia. Imunologia. Rio de Janeiro: Livraria e Editora RevinteR, 2001.

Acesso em 25/05/2010.

www.receptabiopharma.com.br/port/produtos/anticorpos_monoclonais/