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Antimatéria: A Inversão Elétrica da Materia Comum, Notas de estudo de Cultura

Este documento discute a antimatéria, uma forma artificial de materia onde os elétrons têm carga positiva e os prótons negativa. Embora produzida em laboratório em quantidades semelhantes a matéria comum, a natureza nunca a mostrou. Experimentos realizados em 1999 mostraram uma pequena vantagem da matéria sobre a antimatéria durante a desintegração de partículas raras, denominadas káons, levando a suspeita de que essa pequena preferência pode ter levado à destruição de todas as antipartículas. Além disso, há a suspeita de que uma força fraca descoberta no universo, que foi muito mais intensa durante o big bang, possa ajudar a explicar a criação e a evolução do universo.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 02/12/2009

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kaio-felipe-12 🇧🇷

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Antimatéria
Na natureza, os átomos são feitos de prótons, que têm carga elétrica positiva, e de elétrons,
com
carga negativa. Em experiências de laboratório também é possível produzir prótons
negativos,
conhecidos por antiprótons, e elétrons positivos, os antielétrons. Essa inversão elétrica da
matéria
comum se chama antimatéria. Ela é sempre artificial: nos átomos encontrados na Terra,
nunca se
vêem antiprótons nem antielétrons, e observação astronômica alguma até hoje identificou
antiátomos nas estrelas. Em laboratório, entretanto, produzem-se matéria e antimatéria em
quantidades semelhantes; não há predomínio de uma em relação à outra. Pelas leis da
física,
matéria e antimatéria deveriam existir em quantidades rigorosamente iguais. Testes
realizados em
1999 por duas equipes de centenas de físicos, uma nos Estados Unidos e outra na Europa,
mostram uma possível razão para a diferença entre o que se dá na natureza e em
laboratório. Os
experimentos mediram com precisão uma reação, observada desde 1964, na qual a matéria
leva
uma pequena vantagem sobre a antimatéria em termos de quantidade durante a
desintegração de
partículas atômicas raríssimas, denominadas káons. Nesse processo se formam mais
partículas
que antipartículas. Embora a diferença seja ínfima, ela mostra que a igualdade entre
substâncias e
anti-substâncias não é perfeita. Com base nessas informações, os físicos tentarão verificar
se a
pequena desvantagem numérica notada nessa rara reação nuclear é suficiente para explicar
a
completa ausência de antimatéria no Universo. Os cientistas suspeitam que a pequena
preferência
pela matéria observada nos káons pode ter levado à destruição de todas as antipartículas.
Para
confirmar a hipótese, será preciso descobrir, exatamente, o que acontece nessa experiência.
Possivelmente há uma força muito fraca no Universo que já foi bem mais intensa durante o
Big
Bang, quando as condições do cosmo eram outras - especialmente por causa da temperatura
dominante, milhões de vezes maior que a atual. Se realmente existir, essa nova força
ajudará a
explicar a criação e a evolução do Universo. Em 2002, se fez a mais precisa verificação da
diferença
entre matéria e antimatéria. A distinção aparece em um número cujo valor (0,74) foi
medido com
grande exatidão pelos cientistas do Acelerador Linear de Stanford, nos EUA.

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Antimatéria

Na natureza, os átomos são feitos de prótons, que têm carga elétrica positiva, e de elétrons, com carga negativa. Em experiências de laboratório também é possível produzir prótons negativos, conhecidos por antiprótons, e elétrons positivos, os antielétrons. Essa inversão elétrica da matéria comum se chama antimatéria. Ela é sempre artificial: nos átomos encontrados na Terra, nunca se vêem antiprótons nem antielétrons, e observação astronômica alguma até hoje identificou antiátomos nas estrelas. Em laboratório, entretanto, produzem-se matéria e antimatéria em quantidades semelhantes; não há predomínio de uma em relação à outra. Pelas leis da física, matéria e antimatéria deveriam existir em quantidades rigorosamente iguais. Testes realizados em 1999 por duas equipes de centenas de físicos, uma nos Estados Unidos e outra na Europa, mostram uma possível razão para a diferença entre o que se dá na natureza e em laboratório. Os experimentos mediram com precisão uma reação, observada desde 1964, na qual a matéria leva uma pequena vantagem sobre a antimatéria em termos de quantidade durante a desintegração de partículas atômicas raríssimas, denominadas káons. Nesse processo se formam mais partículas que antipartículas. Embora a diferença seja ínfima, ela mostra que a igualdade entre substâncias e anti-substâncias não é perfeita. Com base nessas informações, os físicos tentarão verificar se a pequena desvantagem numérica notada nessa rara reação nuclear é suficiente para explicar a completa ausência de antimatéria no Universo. Os cientistas suspeitam que a pequena preferência pela matéria observada nos káons pode ter levado à destruição de todas as antipartículas. Para confirmar a hipótese, será preciso descobrir, exatamente, o que acontece nessa experiência. Possivelmente há uma força muito fraca no Universo que já foi bem mais intensa durante o Big Bang, quando as condições do cosmo eram outras - especialmente por causa da temperatura dominante, milhões de vezes maior que a atual. Se realmente existir, essa nova força ajudará a explicar a criação e a evolução do Universo. Em 2002, se fez a mais precisa verificação da diferença entre matéria e antimatéria. A distinção aparece em um número cujo valor (0,74) foi medido com grande exatidão pelos cientistas do Acelerador Linear de Stanford, nos EUA.