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Aplicação do integral duplo, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Bom aproveito

Tipologia: Notas de estudo

2018

Compartilhado em 19/02/2018

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APLICAÇÃO
DO INTEGRAL
DUPLO
ANÁLISE MATEMÁTICA II
CÁLCULO DE ÁREA e VOLUME
INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO
DE
SONGO
LICENCIATURA EM ENGENHARIA
TERMOTÉCNICA
Estudantes:
Elias Arlindo Zeca
Heggies Raul Staera
Docente:
Dr. Evaristo Nhassengo
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APLICAÇÃO

DO INTEGRAL

DUPLO

ANÁLISE MATEMÁTICA II

CÁLCULO DE ÁREA e VOLUME

INSTITUTO SUPERIOR

POLITÉCNICO

DE

SONGO

LICENCIATURA EM ENGENHARIA TERMOTÉCNICA

Estudantes:

Elias Arlindo Zeca

Heggies Raul Staera

Docente: Dr. Evaristo Nhassengo

APLICAÇÃO DO INTEGRAL

DUPLO

ANALISE MATEMÁTICA II

Agradecimento

Por este meio o grupo quer antes agradecer aos colegas que directa ou indirectamente ajudaram na compreesão e análise de alguns problemas relacionados a este tema, e ao docente da cadeira de Análise Matemática II que nos acompanha passo a passo para a compreenção desta disciplina, és que a sua postura serviu-nos de inspiração no método de investigação deste trabalho cujo insetivo é que não faltou neste caminho cheio de agruras, e quanto aos leitores desejamos boa leitura e bom trabalho.

Capítulo 1. Prefácio e Objectivos

1.1 PRÉFACIO

Este é um compendiolo relacionado com aplicação do integral duplo que tem como subtopicos Soma de Rieman, integrais iteradas,integrais sobre algumas regiões, integrais curvilineos, e suas condições necessarias e suficiente, também constam alguns exemplos para melhor interpretação e compreeção.

2 Fundamentação Teórica

2.1 Integração

Em 1910, Gomes Teixeira definia Cálculo Integral da seguinte forma: Chama-se Cálculo Integral o ramo da Analyse que tem por fim procurar as funções quando são dadas as suas derivadas.

As funções procuradas chamam-se integrales e o processo que se emprega para as achar chama-se integração. Os conceitos de integral e de integral definido foram estudados na disciplina de Análise Matemática I. No Cálculo integral de funções de uma variável é definido o integral de uma função continua sobre o intervalo de integração [a; b] como o limite da soma de Riemann.

Neste capítulo estendemos esta ideia, para definir o integral de funções contínuas de duas e três variáveis sobre uma região limitada R no plano. As aplicações dos integrais múltiplos incluem a determinação da áreia, volume, massa em uma variedade mais ampla de que podemos lhe dar na integração de funções de uma variável.Vamos agora estudar a integração e aplicacação de funções reais de duas variáveis e a integração.

2.1.1 Integrais Duplos

Designamos por integrais duplos os integrais de funções reais de duas variáveis. Primeiramente vamos definir o conceito de um integral de uma função real de duas variáveis definida num rectângulo de ℝ^2

2.1.1.1 Integrais Duplas Sobre Regiões Retangulares

Seja z = f ( x , y ) uma função real limitada em uma região retangular R = [ a , b ]×[ c , d ]. Inicialmente, vamos considerar uma partição regular (ou uniforme) de R , em sub- retângulos, conforme a figura abaixo:

Onde ∆𝑥 = 𝑥𝑖+1 − 𝑥𝑖 = 𝑏−𝑎𝑛 , ∆𝑦 = 𝑦𝑗+1 − 𝑦𝑗 = 𝑑−𝑐𝑛 , com i , j = 0, ... , n − 1 e

𝑠𝑛 uma soma de Riemann de f sobre R :

𝑠𝑛 = ∑ ∑ 𝑓(

𝑛−

𝑖=

𝑛−

𝑗=

𝑢𝑖, 𝑣𝑗)∆𝑥∆𝑦 = ∑ 𝑓(

𝑛−

𝑖,𝑗=

𝑢𝑖, 𝑣𝑗)∆𝐴

com ΔΑ = Δ x Δ y e 𝑢𝑖, 𝑣𝑗 um ponto qualquer de um sub-retângulo de R.

A integral dupla de f (x,y) sobre R , denotada por (^) ∬𝑅 𝑓 (𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦, é dada por

∬𝑅 𝑓 (𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦 =^ Δ𝑥,Δ𝑦→0lim 𝑠𝑛 =^ n→+∞lim 𝑠𝑛 ,^ desde que esse^ limite exista e seja

único.

Observação 1: Dizemos que 𝑧 = f (x,y) é uma função limitada em D ⊂ 𝑅^2 se existe

uma constante real positiva M tal que│ f ( x , y )│≤ M , ∀ ( x , y ) ∈ D

Observação 2: Se a integral de 𝑧 = f (x,y) sobre uma região R existe, então a função é dita integrável sobre R.

Observação 3: Toda função contínua numa região R é integrável sobre R.

Observação 4: Se a região R é a união de duas regiões disjuntas 𝑅 1 e 𝑅 2 então:

∬ (𝑥^2 + 𝑦^2 )𝑑𝑥𝑑𝑦 =

𝑅^3

2.1.1.2 Integrais Iteradas

Assim como na integração de uma variável, calcular a integral de funções de duas variareis usando a definição pode também não ser simples. Todavia para facilitar os nossos cálculos daremos o conceito de integrais iteradas. Suponha que f seja uma função de duas variáveis que é integrável no retângulo 𝑅 = [𝑎; 𝑏] × [𝑐; 𝑑]. Usaremos a notação 𝑅 = [𝑎; 𝑏] × [𝑐; 𝑑].

A(x)=∫𝑐 𝑑𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦

Se agora integramos a função A com à variável x de x=a a y=b, obteremos

∫ 𝐴(𝑥)𝑑𝑥 = ∫ [∫ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦

𝑑

𝑐

] 𝑑𝑥

𝑏

𝑎

𝑏

𝑎

A integral do lado direito acima é chamada integral iterada. Em geral, os colchetes sãos omitidos. Assim,

∫ ∫ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦𝑑𝑥 = ∫ [∫ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦

𝑑

𝑐

] 𝑑𝑥

𝑏

𝑎

𝑑

𝑐

𝑏

𝑎

Significa que primeiro integramos com relação a y de c a d e depois em relação a x de a até b. Da mesma forma, a integral iterada

∫ ∫ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦 = ∫ [∫ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥

𝑏

𝑎

] 𝑑𝑦

𝑑

𝑐

𝑏

𝑎

𝑑

𝑐

Exemplo 1.1. Determine as integrais para a função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 4𝑥^3 + 6𝑥𝑦^2 no retângulo [1,3] × [−2,1]

∫ [ ∫(4𝑥^3 + 6𝑥𝑦^2 )𝑑𝑦

1

] 𝑑𝑥 = ∫[4𝑥^3 + 2𝑥𝑦^3 ]𝑦=−2𝑦=1^ 𝑑𝑥

3

1

3

1 = ∫[(4𝑥^3 + 2𝑥) − (−8𝑥^3 − 16𝑥)]𝑑𝑥

3

1 = ∫[12𝑥^3 + 18𝑥]𝑑𝑥

3

1 = [3𝑥^4 + 9𝑥^2 ] 13 = 312

Por outro lado

∫ [∫(4𝑥^3 + 6𝑥𝑦^2 )

3

1

] 𝑑𝑦 = ∫[𝑥^4 + 3𝑥^2 𝑦^2 ]𝑥=1𝑥=3𝑑𝑦

1

1

= ∫[(81 + 27𝑦^2 ) − (1 + 3𝑦^2 )]𝑑𝑦

1

− = ∫[(8 + 24𝑦^2 ]𝑑𝑦

1

− = [80𝑦 + 8𝑦^3 ]−2^1 = 312

2.1.1.3 Mudança de variáveis em integrais duplos

Na teoria do integral simples ( de funções de uma variável) foi apresentado o chamado método de integração por substituição, que permite calcular integrais mais ou menos complicados, transformando-os em outros mais simples. No caso do integral duplo existe

um resultado semelhante a este, que irá transformar um integral da forma, (^) ∬𝐷 (𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦

onde D é uma região do plano XOY, num integral duplo (^) ∬𝐷 𝐹(𝑢, 𝑣)𝑑𝑢𝑑𝑣, onde T é a

nova região no plano UOV. Há que notar que, neste caso, terão que existir duas funções ∅ 1 𝑒 ∅ 2 , que relacionem (x,y) com (u,v), isto é, terá que existir uma função vectorial ∅ = (∅1,∅ 2 ) de ℝ^2 em ℝ^2 definida por:

{𝑥(𝜌, 𝜃) = 𝜌 cos 𝜃𝑦(𝜌, 𝜃) = 𝜌 sin 𝜃 sin 𝜃 = 𝑦𝜌 e cos 𝑥𝜌

As coordenadas (𝜌, 𝜃) dizem-se as coordenadas polares do ponto P de coordenadas cartesianas (x; y) e fornecem uma forma alternativa de representar a posição desse ponto.

Que 𝜌 representa a distância dum ponto de coordenadas (x; y) à origem, 𝜌 será sempre um número não negativo. Se 𝜌 > 0 e o ângulo 𝜃 pertencer ao intervalo [0; 2𝜋[, a cada ponto de coordenadas cartesianas (x;y) corresponderá um único par (𝜌, 𝜃) bem determinado e vice-versa, isto é, a transformação acima é bijectiva. Visto que o jacobiano é;

| = | − sin 𝜃cos 𝜃^ −𝜌 sin 𝜃𝜌 cos 𝜃 | = 𝜌

Assim:

∬ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦 = ∬ 𝑓(𝜌 cos 𝜃 , 𝜌 sin 𝜃) 𝐷 𝑇

Exemplo 1.4. Calcule usando coordenadas polares, (^) ∬𝑅 √𝑥^2 + 𝑦^2 𝑑𝑥𝑑𝑦,onde R é limitado por 𝑥^2 + 𝑦^2 = 1 𝑒 𝑥^2 + 𝑦^2 = 9

Resolução:

𝜕∅ 1 𝜕𝑢

𝜕∅ 1 𝜕∅^ 𝜕𝑣 2 𝜕𝑢

𝜕∅ 2 𝜕𝑣

| = | − sin 𝜃cos 𝜃^ −𝜌 sin 𝜃𝜌 cos 𝜃 | = 𝜌

∬ √𝑥^2 + 𝑦^2 𝑑𝑥𝑑𝑦

𝑅 = ∬ √cos^2 𝜃𝜌^2 + 𝜌^2 sin^2 𝜃 𝜌𝑑𝜌𝑑𝜃 𝑇 = ∫ ∫ 𝜌^2 𝑑𝜌𝑑𝜃 = ∫ [𝜌

3 3 ]

2𝜋

0

3

1

2𝜋

0 2.2 Aplicação do Integral Duplo

2.2.1 Calculo de área de Superficie

Teorema:

Determinamos a área de um tipo especial de superficie uma superficie de revolução por métodos de cálculo de uma única variável. Calculamos aqui a área de uma superficie cuja equação é dado por:

z = f(x,y) o gráfico de uma função de duas variaveis.

Seja S a superficie com equação z = f(x,y) tem derivadas parciais contínuas.

A área da superfície com equação 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦), (𝑥, 𝑦) ∈ 𝐷 onde 𝑓𝑥 𝑒 𝑓𝑦 são contínuas é:

𝐴(𝑆) = ∬𝐷 √[𝑓𝑥(𝑥, 𝑦)]^2 + [𝑓𝑦(𝑥, 𝑦)]^2 + 1𝑑𝐴

Que pode ser escrita da seguinte formula:

𝐴(𝑆) = ∬ √1 + [(𝜕𝑧𝜕𝑥)

2

  • (𝜕𝑧𝜕𝑦)

2

𝐷

O volume aproximado, em unidades de volume, é dado por:

𝑉 = ∬ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦 𝑅 = ∫ [∫ (1 − 𝑦)

1 0

𝑑𝑥] 𝑑𝑦 = ∫ (1 − 𝑦)

1 0

𝑑𝑦 =^12

1 0 Observamos que a figura indica que o volume deve ser a metade do volume do cubo com lado 1 u. c ..

Pode-se ainda usar a aplicação do cálculo integral para calcular a massa, carga eléctrica, centro de massa e momento de inércia.

2.2.3 Interpretação Quando o Integrando é uma Função Densidade

Uma função de duas variáveis f ( x , y ) pode representar, por exemplo, a densidade de uma população por unidade de área ou a densidade de massa de uma placa. A integral dupla

∬𝑅 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦representará, nesses casos, a população total ou a massa total da região

R. Exemplo 1: Se a densidade por unidade de área de uma população de bactérias sobre a região R = [ a , b ]×[ c , d ] é f ( x , y ) = x + 4 y em cada posição ( x , y ) ∈ R , calcular a população total sobre essa região. Basta calcularmos:

∬ 𝑓(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥𝑑𝑦 = ∫ [∫(𝑥 + 4𝑦)𝑑𝑦

𝑑

𝑐

] 𝑑𝑥 = ∫(𝑥𝑦 + 2𝑥𝑦^2 )

𝑏

𝑎

𝑏 𝑅 𝑎

= ∫((𝑑 − 𝑐)𝑥 + 2(𝑑^2 − 𝑐^2 ))𝑑𝑥

𝑏

𝑎

2 2 + 2(𝑑

(𝑑 − 𝑐)(𝑏^2 − 𝑎^2 )

= (𝑑 − 𝑐)(𝑏 − 𝑎) [𝑎+𝑏 2 + 2(𝑐 + 𝑑)]

Logo, a população é de (𝑑 − 𝑐)(𝑏 − 𝑎) [𝑎+𝑏 2 + 2(𝑐 + 𝑑)] indivíduos.

2.2.4 Interpretação como Centro de Massa

O centro de massa, de uma lâmina cuja medida da densidade de área é ρ( x , y ) e cuja medida da massa é:

𝑅 tem coordenadas (𝑥̅, 𝑦̅):

𝑥̅ = 𝑀 𝑀𝑥 e 𝑦̅ = 𝑀 𝑀 𝑦,

sendo

𝑀𝑥 = ∬ xρ(x, y)dxdy 𝑅

𝑒 𝑀𝑦 = ∬ yρ(x, y)dxdy 𝑅

De forma simplificada, podemos dizer que o centro de massa ou centro de gravidade é o ponto de aplicação do peso de um corpo, ou seja, é “o ponto de equilíbrio de um sistema”.

𝑦̅ = 𝑀 𝑀 𝑦= 2( 𝑐𝑜𝑠(1) + 𝑠𝑒𝑛(1) − 1)2 sen(1) = 𝑐𝑜𝑠(1) + 𝑠𝑒𝑛(1) − 1sen(1)

3 Conclusão

Tendo chegado ao fim deste compendíolo O grupo chegou a concluir o seguinte: integral duplo tem muita aplicação em varias partes da engenharia, também conclui-mos que, para as cadeiras que se seguem como Termodinamica, mecanica dos fluidos e Fisica II, precisa-se ter noção de integral duplo e operar com cada espécie de integral duplo.