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Movimentação de Materiais: Fundamentos e Aplicações, Manuais, Projetos, Pesquisas de Logística

Apostila de movimentação de materiais

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 11/03/2020

juarez-santos
juarez-santos 🇧🇷

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CURSO: TÉCNICO EM LOGÍSTICA
MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Prof.Luciano Gimenes
Apostila desenvolvida pelo Prof.Luciano Gimenes – [email protected]
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CURSO: TÉCNICO EM LOGÍSTICA

MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS

Prof.Luciano Gimenes

2

Índice

  • 01 –Introdução Assunto Página
  • 02 – Conceito de Movimentação de Materiais
  • 03 – Aplicação da Movimentação de Materiais
  • 04 – Impacto da Movimentação sobre o valor do prod.
  • 05 – Benefícios com a adequada Movimentação
  • 06 – Situações Indesejáveis na Movimentação
  • 07 – Leis da Movimentação
  • 08 – JIT – Just-in-time
  • 09 – Células de Produção
  • 10 – Kanban
  • 11 – Consórcio Modular
  • 12 – Unitização de Cargas
  • 12.1 – Paletização
  • 12.1.1 – Tipos mais comuns de pallets
  • 12.2 – Procedimentos de montagem de cargas
  • 13 – Guia Prático de Embalagens
  • 14 – Tipos de Conteineres
  • 15 – Equipamentos de Movimentação
  • 15.1 – Tipos de Empilhadeiras
  • 15.2 – Paleteiras
  • 15.3 – Carrinhos Industriais
  • 15.4 – Pontes Rolantes
  • 15.5 – Talhas
  • 15.6 – Sistemas Automáticos de Movimentação
  • 15.7 – Tipos de Transportadores Contínuos

custos para a empresa devido ao fato de que a atividade de manuseio deve ser

repetida muitas vezes e envolve a segurança e integridade dos produtos.

Além disso, a utilização adequada dos recursos contribui para o

aumento da capacidade produtiva e oferece melhores condições de trabalho

para os empregados da empresa.

03 – APLICAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS

04 – IMPACTO DA MOVIMENTAÇÃO SOBRE O VALOR DO PRODUTO

05 - BENEFÍCIOS OBTIDOS COM ADEQUADA MOVIMENTAÇÃO DE

MATERIAIS

Benefícios obtidos com adequada movimentação de materiais: redução de custos

  • Custo de mão-de-obra: a implantação de equipamentos mecânicos substituirá o trabalho braçal, exigindo menos esforço físico e reduzindo os tempos de deslocamento;
  • Custo de materiais: uma melhor estrutura no acondicionamento do material e uma movimentação mais eficaz resultarão num índice de perdas muito menor;
  • Custo de equipamentos: o uso de equipamentos adequados, em termos de número e características para a movimentação e a armazenagem de materiais exigirá menor investimento em ativo fixo por parte da empresa.
  • Paradas: pessoas da produção abandonando seus postos para efetuar operações de movimentação;
  • Suprimento: trabalhadores de produção parados em virtude da falta de suprimento de matéria-prima;
  • Elevação: cargas acima de 50kg sendo levantadas mais de 1metro sem ajuda mecânica.

07 - Leis de movimentação

  1. Obediência ao fluxo de operações: organize o deslocamento dos materiais que modo que ocorra no mesmo sentido do fluxo de produção;
  2. Mínima distância: reduza as distâncias de movimentação pela eliminação de zigue-zagues no fluxo de materiais;
  3. Mínima manipulação: reduza a freqüência de movimentações de materiais por meio manual, pois a movimentação mecânica custa menos. Além disso, evite manipular os materiais tanto quanto possível ao longo do ciclo de processo;
  4. Segurança e satisfação: leve sempre em conta a segurança dos operadores e o pessoal circulante, quando selecionar um equipamento de movimentação;
  5. Padronização: utilize sempre que possível equipamentos de movimentação padronizados (ou seja, produzidos em série), pois o custo inicial é mais baixo, a manutenção é mais fácil e mais barata. Além disso, as possibilidades de aplicação destes equipamentos são mais amplas por serem mais flexíveis do que os equipamentos especializados;
  6. Flexibilidade: o valor de determinado equipamento para o usuário é proporcional à sua flexibilidade, isto é, a capacidade de satisfazer a movimentação de vários tipos de produtos, em condições variadas de trabalho;
  1. Máxima utilização do equipamento: mantenha o equipamento ocupado tanto quanto possível;
  2. Máxima utilização da gravidade: use a gravidade sempre que possível. Muitas vezes pequenos trechos feitos por equipamentos de movimentação motorizados podem elevar a carga a uma altura conveniente para suprir trechos mais longos de movimentação feita por gravidade;
  3. Máxima utilização do espaço disponível: utilize sempre que possível o espaço na “vertical”;
  4. Método alternativo: faça uma previsão de um método alternativo de movimentação em caso de falha do meio mecânico. Essa alternativa pode ser bem menos eficiente que o processo usual, mas pode ser de grande valor nos casos de emergência;
  5. Menor custo total: selecione equipamento na base de custos totais e não somente do custo inicial mais baixo, ou do custo operacional, ou somente de manutenção. O equipamento escolhido deve ser aquele queapresenta o menor custo total para uma vida útil razoável e a uma taxa de retorno do investimento adequada. Competência: 2 - Aplicar os fundamentos de movimentação de materiais nas organizações Habilidade: 1- Utilizar os fundamentos das atividades de movimentação de materiais

08 – JIT – JUST-IN-TIME

Puxar a produção

O fabricante de arruelas deve primeiro saber do cliente qual a quantidade e a qualidade do produto desejado e depois reservar um período pequeno de produção, por exemplo, um dia, e determinar a quantidade que será produzida diariamente. Entrar em entendimento com os fornecedores da matéria-prima para que ela chegue na linha de produção uma, duas ou três vezes ao dia, sem parar ou ficarem estoque na empresa. A determinação das vezes em que haverá abastecimento de material, bem como do período (dias, semanas etc.), depende de vários fatores que têm a ver com o fornecedor e com o fabricante. No exemplo das arruelas, ficou acertado que o abastecimento do aço necessário à produção seria feito as 6 e 12 horas, diariamente, nos dias úteis, e que ele seria colocado junto ao início da linha de produção, na quantidade pedida. O fato de só produzir o que é necessário e só comprar o que se vai fabricar é a grande característica do sistema JIT, conhecida como puxar a produção. No sistema tradicional, dizemos que a produção é empurrada, ou seja, primeiro se produz para depois tentar vender o produto. No sistema JIT acontece o contrário. A produção é puxada a partir do pedido do cliente, na quantidade e na hora certas. Para usar o JIT, além do que já foi dito, não existe receita pronta. Entretanto, para melhorar a produtividade, alguns procedimentos são importantes.

Procedimentos facilitadores JIT

1)Limpeza e arrumação do posto de trabalho e piso.

2)Solicitação da eliminação completa de máquinas, ferramentas, documentos,materiais

que não servem para mais nada.

3)Colaboração com o programa regular de revisão e pintura de máquinas, instalações e

manutenção preventiva.

4)Uso das máquinas num ritmo normal, não as forçando a velocidade maior que acarrete

seu desgaste.

5)Indicação para que a manutenção das máquinas seja proporcional ao tempo de uso.

  • Uso constante = manutenção constante.
  • Uso prolongado= manutenção a longo prazo.

6) Parada imediata do trabalho, na ocorrência de defeitos na máquina ou no produto,

avisando ao superior imediato.

7) Desenvolvimento da capacidade profissional do trabalhador para que ele próprio faça

o controle de qualidade do seu trabalho. Isso é chamado autocontrole.

8)Produção sem nenhum defeito. Produzir sempre certo.

9)Troca rápida das ferramentas nas máquinas. Esse procedimento rápido é denominado

setape e, em inglês, set-up. Se o tempo for exagerado, acarreta excesso de estoques. O

setape rápido é um dos pontos básicos do sistema JIT.

09 - Células de produção

É costume o departamento de produção de uma empresa apresentar-se dividido em

setores que recebem diferentes nomes: setor de corte, setor de prensa, setor de roscas,

setor de zincagem etc.

Cada um desses setores executa um tipo de trabalho. O setor de corte é responsável por

cortar o aço no comprimento certo. O setor de prensa, com ferramentas especiais

encaixadas nas prensas, dá a forma desejada ao produto, por meio da compressão da

matéria-prima.

O setor de roscas, usando máquinas especiais, faz roscas no material, como acontece

com parafusos e porcas.

No setor de zincagem, o produto recebe tratamento superficial com zinco.

Quem deve dar a ordem de produção para o posto A é o posto B, conforme o sistema JIT. Para que a comunicação seja clara, simples e rápida, a ordem é comunicada por meio de fichas de cartolina, papelão, plástico, metal e containers (caixas metálicas). De acordo com entendidos em organização, esses dois postos trabalham com três containers com capacidade para 30 peças cada um. As duas fichas de comunicação de ordens são chamadas ficha de produção e ficha de movimentação. Quando o container fica vazio, o trabalhador do posto B leva o container vazio com a ficha de movimentação até o posto A. Deixa o container vazio no posto e pega o container cheio, indicado com a ficha de produção. Retira essa ficha e a coloca no posto A, num local visível, indicando que um novo container deve ser enchido. O trabalhador B volta com o container cheio e com a ficha de movimentação, que é colocada num local visível no posto B. A ficha de produção, colocada em local de destaque, indica que se devem produzir peças somente para encher um container (30 peças). Se não for colocada a ficha de produção, todos os postos da linha anterior e o posto A param imediatamente de produzir, para não gerar estoques em excesso. O posto A tem sempre dois containers. Quando um está vazio em espera, o outro está sendo cheio. Essas fichas são chamadas, em japonês, kanban, cuja tradução na nossa língua é cartão, ficha etc. O kanban é, portanto, uma ficha que indica autorização para puxar a produção e movimentar materiais, de acordo com o sistema JIT. A ficha de movimentação, ou kanban de movimentação, é usada para transporte de materiais. A ficha de produção, ou kanban de produção, indica a necessidade de se produzir mais peças, até o limite determinado pelo container. O kanban é um sistema muito simples, usado para autorização e movimentação de materiais. As fichas são de fácil visualização e são controladas pelos próprios trabalhadores. Se o trabalho pára devido a quebras de máquinas ou problemas de qualidade, todos devem parar e verificar onde está o problema, para encontrar uma solução rápida. Quando temos várias máquinas ou postos de trabalho que alimentam as linhas de montagem com produtos, devemos manter no meio desse arranjo físico um local para guardar um mínimo de materiais. Esse local deve ficar entre os postos de trabalho e a linha de montagem, e é chamado de supermercado. A montagem puxa a produção através do kanban. O responsável pela montagem vai ao supermercado com um container vazio e o kanban de movimentação. Apanha o container cheio e coloca nele o kanban de produção, num local bem visível. O responsável volta com o container cheio e deixa o container vazio com um kanban de movimentação, também num local bem visível da montagem.

11 - CONSÓRCIO MODULAR

OBJETIVO:

O objetivo da VW foi construir uma fábrica que a colocasse em lugar de destaque no ramo de caminhões e ônibus para tal objetivo, ela desenvolveu o conceito de Consórcio Modular. PRÍNCIPIOS DO CONSÓRCIO Os fornecedores assumem a responsabilidade pela montagem final dos módulos na linha de produção dos veículos, os investimentos em operações e o gerenciamento da cadeia de suprimentos do módulo;

DESAFIOS

Todos os funcionários receberem o mesmo padrão de remuneração e benefícios; Todos funcionários pertencerem à mesma categoria sindical, inclusive os funcionários terceirizados; Única CIPA; Estrutura de RH padronizada, mesmo acordo coletivo; Jornadas de trabalho comuns entre as empresas que formam o consórcio. A qualidade de cada componente do produto é responsabilidade de cada empresa; Este padrão de qualidade é definido em comum entre a montadora e os consorciados. RESULTADOS A VW tem se mantido uma das líderes deste setor altamente competitivo; Nos primeiros 5 anos de operação o volume anual de produção subiu 168%, com uma redução significativa nos estoques da cadeia; O sentimento de Parceria, ou seja, um forte elo de associação entre as montadoras e seus fornecedores onde todos são os responsáveis pelos investimentos e riscos do empreendimento em busca de um resultado comum. Aumento da produtividade de planejamento do processo; As operações do processo podem ser facilmente monitoradas e revisadas;

Modelo único de plano de processo, garantindo uma padronização; Aumento da qualidade dos processos, com auxílio visual, listas de ferramentas, dispositivos e componentes de cada operação. Competência: 3 - Discriminar os diversos tipos de embalagem para executar a sua correta movimentação dos materiais. Habilidade: 1 - Identificar os tipos de embalagens mais utilizadas para a movimentação de materiais. 2 - Verificar as condições de transporte e armazenagem para cada tipo de embalagem.

12 – UNITIZAÇÃO DE CARGAS

A unitização de cargas é um dos elementos mais importantes na armazenagem e na distribuição de materiais. Contribui fortemente para a redução dos custos logísticos pelo fato de racionalizar o manuseio dos materiais, com ganho nos tempos de processamento e maior segurança no transporte e na distribuição da carga. O primeiro elemento empregado, de forma intensa, na logística, é o palete de madeira tipo PBR I.

  • Contêineres: consiste na alocação de cargas em um receptáculo em forma de

baú chamado contêiner, que proporciona maior segurança e facilidade de

manuseio e transporte. Devido a sua característica intermodal, ou seja, sua

capacidade de fácil e ágil transferência entre várias embarcações (terrestre,

marítima ou aérea), sem prejuízo da carga, proporcionada por sua padronização

a nível mundial, a conteinerização á a unitização de carga mais largamente

utilizada no transporte internacional.

Big-Bag

São sacos de material sintético, com fundo geralmente circular ou quadrado, utilizados

freqüentemente para produtos industrializados em grãos e pós, em substituição a

sacaria. Permitem o reaproveitamento e cada unidade de carga tem uma variação de

peso de 800 kg até 2,0t.

12. 1- PALETIZAÇÃO

A paletização é, sem sombra de dúvida, a forma de unitização mais conhecida e difundida nos dias dehoje. Basicamente, consiste de uma plataforma, geralmente de madeira (mas que também pode ser de metal, plástico, fibra ou outro material), disposta horizontalmente, no qual a carga pode ser empilhada e estabilizada. Na maioria dos casos é projetado para ser movimentado mecanicamente, através de guindastes, empilhadeiras ou veículos de garfo. A NWPMA "NationalWooden Pallet & Container Association" norte americana apont a dezesseis vantagens de um programa de paletização:

  1. A melhor utilização dos espaços verticais, pois um programa de paletização possibilita uma quantidade maior de armazenagem em uma dada área;

  2. Redução de acidentes pessoais na substituição da movimentação manual pela movimentação mecânica;

  3. Economia de 40% a 45% no custo da movimentação devido apaletização;