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Proteção de Sistemas Elétricos
Tipologia: Notas de estudo
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Petrobras © SENAI-SP, 2. Trabalho editorado pela Escola Antonio Souza Noschese, especificamente para o Curso de Eletricistas, Turma PETROBRAS
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola Antonio Souza Noschese Av. Almirante Saldanha da Gama, 145 Santos – SP CEP – 11030 401
Telefone Telefax SENAI on-line
(0XX13) 3261- (0XX13) 3261- 0800-55- Desenvolvimento Aprovação
Antonio Carlos S. Pontes da Costa –Técnico de Ensino Aurélio Ribeiro – Instrutor Orientador E-mail Home page
[email protected] http://www.sp.senai.br
Proteção de Sistemas
Elétricos
Introdução Todo e qualquer sistema elétrico está sujeito a um defeito transitório ou permanente, apesar das precauções e dos cuidados tomados durante a elaboração do projeto e a execução das instalações, mesmo seguindo as normas mais severas e as recomendações existentes. Esses defeitos poderão ser desastrosos ou não dependendo do sistema de proteção. Em resumo, os sistemas de proteção podem ser definidos como os sistemas aos quais estão associados todos os dispositivos necessários para detectar, localizar e comandar a eliminação de uma condição anormal de operação de um sistema elétrico. A eficácia de um esquema de proteção é tanto maior quanto melhor forem atendidos os seguintes princípios: Filosofia de Proteção de um sistema de Energia Elétrica Exploração de um sistema de energia elétrica Em proteção ao intento de garantir economicamente a qualidade do serviço e assegurar uma vida razoável as instalações, os concessionários dos Sistemas de Energia Elétrica defrontam-se com as perturbações e anomalias de funcionamento que afetam as redes elétricas e seus órgãos de controle. Se admitirmos que, na fixação do equipamento global, já foi considerada a previsão de crescimento do consumo, três outras preocupações persistem para o concessionário. a.) elaboração de programas ótimos de geração b.) constituição de esquemas de interconexão apropriados; c.) utilização de um conjunto coerente de proteções Estes três aspectos devem ser considerados na análise da proteção
Aspectos considerados na Proteção Na proteção de um sistema elétrico devem ser examinados três aspectos: 1.) operação normal; 2.) prevenção contra falhas elétricas; 3.) e a limitação dos defeitos devido as falhas
A operação normal presume:
Analise da Proteção Basicamente em um sistema de proteção encontram-se os seguintes tipos de proteção.
Características gerais dos equipamentos de proteção Há dois princípios gerais a serem obedecidos, em seqüência:
Quanto ao Desempenho Todo e qualquer elemento de proteção deve merecer garantia de eficiência do desempenho de suas funções. Os relês devem apresentar os seguintes requisitos básicos quanto ao seu desempenho:
Quanto as Grandezas Elétricas Basicamente, um relê é sensibilizado pelas grandezas da freqüência, da tensão e da corrente a que está submetido. Tomando estas referências podemos construir relês que sejam ajustados para outros parâmetros elétricos da rede, assim sendo, podemos classificar os relês como:
Quanto a Temporização Apesar de se esperar a maior rapidez possível na atuação de um relê, normalmente pôr questões de seletividade entre os vários elementos de proteção, é necessário permitir aos relês uma certa temporização para o comando de trip, logo podemos classificar os reles pelo tempo de atuação:
Quanto a Forma de Acionamento Os relês podem acionar os equipamentos de interrupção de dois diferentes modos, pelos quais são comumente conhecidos:
Atuação do Relê de Proteção A finalidade principal do relê é detectar uma anomalia (defeitos) e comandar os dispositivos de proteção, desligando e isolando a área protegida. Os relês são ajustados para valores nominais de tensão e corrente, sempre ligado a um transformador de corrente (TC) ou de tensão (TP). Sua identificação é por numero que vai de 1 a 100. Os componentes internos do relê são: Elementos sensíveis, que percebe a grandeza a ser controlada. Elemento de comparação, que compara a grandeza controlada, com o valor de ajuste. Elemento de comando , que executa os comandos, ex. desarme do disjuntor, sinalização, etc.
Relés conforme sua construção:
Eletromecânico
Estático
Microprocessados
Ação direta
a.) Subcorrente Primária
Seu principio de funcionamento acontece em função de um campo eletromagnético criado pela corrente que circula na bobina localizada no pólo do disjuntor. Quando circula uma corrente alta pela bobina haverá atração do núcleo com intensidade suficiente para movimentar o mecanismo de desligar o disjuntor
b.) Fluidodinâmico (Relé de ação direta com retardo a liquida )
79 - Rele de religamento automático. Opera para religar automaticamente um circuito
Relé de Sobrecorrente Como o próprio nome já indica, são todos os relés que atuam para uma corrente maiorque a do seu ajuste. Relés são dispositivos que vigiam o sistema, comparando sempre os parâmetros do sistema com o seu pré-ajuste. Ocorrendo uma anomalia no sistema, de modo que o parâmetro sensível do relé ultrapasse o seu ajuste, o mesmo atua. Por exemplo, no caso de re1é de sobrecorrente, quando a corrente de curto-circuito ultrapassa a corrente de ajuste do sensor do relé, o mesmo atua instantaneamente ou temporizado, conforme a necessidade.
Relés Eletromecânicos Os relés eletro-mecânicos são os relés tradicionais, os pioneiros da proteção, elaborados, projetados, projetados e construídos com predominância dos movimentos mecânicos provenientes dos acoplamentos elétricos e magnéticos. Os movimentos mecânicos acionam o relé, fechando os contatos correspondentes. Em relação ao princípio básico do funcionamento, atua de dois modos:
Indução Eletromagnética Relés de indução eletromagnética ou relé motorizado, funciona utilizando o mesmo principio de um motor elétrico, onde um rotor (tambor ou disco) gira. O giro do rotor produz o fechamento do contato NA do relé, que ativa o circuito ou mecanismo que provoca a abertura do disjuntor. Ou seja, é baseado sobre a ação exercidas por campos magnéticos alternativos (circuito indutor fixo) sobre as correntes induzidas por esses campos em um condutor móvel constituído por um disco. Ver Fig. 4.1. Há vários tipos de relés que utilizam a interação eletromagnética dos dois fluxos, produzindo um torque que provoca o giro do rotor. Estes relés são:
Relé de Disco de Indução e Bobina de Sombra A ligação deste relé está apresentado na Fig. 4.1 e Fig. 4.2.
O des enho da Fig. 4.1 foi colocad o nesta posi ção par a mel horar a dist ribuição dos
fluxos na região dentada, exatamente onde está a bobina de sombra (anel curto- circuitado), mas na realidade o núcleo magnético do relé esta a 90° em relação ao desenho. A Fig. 4.2 mostra claramente a posição do núcleo magnético em relação ao disco (rotor).
Para uma posiçã o da alav anca de tempo, a expres são (4.13) prod uz no gráfi co tem po x corrente, uma curva com característica inversa. Veja Fig. 4.5(b). A cada posição da alavanca de tempo, corresponde uma expressão (4.13), onde apenas muda o valor de K. O traçado de diversas curvas de tempo x corrente do re1é, pode ser visto na Fig. 4.6. Na abscissa é colocado o múltiplo(M) em vez da própria corrente de curto-circuito. Note que o re1é de indução apresentado na Fig. 4.1 e Fig. 4.2 é energizado através de uma só bobina magnetizante e por isso ele tem uma só grandeza de atuação. Neste caso ele não é direcional. Isto, também pode ser visto pela expressão (4.12), onde o torque motor (τ) depende do modulo da corrente, de curto-circuito, e, portanto não é adequado para proteger um sistema e1étrico em anel. Este relé ICM2 é largamente usado em sistema radial, ou em tronco radial proveniente de um sistema radial. Mesmo assim, ele pode ser utilizado para proteger um sistema em anel, desde que seja aplicado e monitorado por um relé direcional.
Múltiplo maior que 1,5 (M>1,5): O fabricante garante que o tempo de atuação ocorre sobre a curva ajustada. Para evitar que o relé atue entre os múltiplos 1 e 1,5, deve-se ajustar o relé para que atue satisfazendo a inequação:
O re1é de sobrecorrente de tempo inverso pode ter diferentes inclinações nas suas curvas. As inclinações mais conhecidas estão na Fig. 4.8.
AJUSTE DA CORRENTE DE ATUAÇÃO DO RELÉ DE SOBRECORRENTE DE TEMPO INVERSO
um relé de sobr ecorre nte tempor izad o que incorpor a no seu circuit o uma unida de
insta ntânea . Este relé é conh ecido pelo numer o 50/51.
No caso do relé eletro mec ânico , no circui to magn étic o, por exem plo, é inco rpora da uma alav anca (cha rneir a, arma dura , braç o) para a atua ção do elem ento insta ntân eo. Ver Fig. 4.11.
Na Fig. 4.11 é apresentado um relé de sobrecorrente eletromecânico de disco de indução, cuja unidade instantânea é constituída pela alavanca. No eixo do disco de indução do relé há um contato móvel (Fig. 4.5), cujo contato fixo está em paralelo com o contato fixo da unidade instantânea. Qualquer fechamento destes contatos corresponde a atuação do relé, que provoca a ativação do dispositivo de abertura do disjuntor. O ajuste da corrente de atuação é exatamente como está explicado anteriormente. Já o ajuste de corrente da unidade instantânea é feito para uma corrente maior. Em relação ao esquema apresentado na Fig. 4.11, o ajuste do instantâneo é feito em relação ao Tap escolhido do relé correspondente a sua unidade temporizada.
Portanto o desempenho da atuação do relé 50/51, em função do Tempo x Múltiplo é
mostr ado na Fig.
Depe nde ndo do fabric ant
Tipos de Proteção
Reles de Proteção de Sobrecorrente Os Reles de Proteção de Sobrecorrente aplicáveis em cabinas primárias podem ser divididos em dois grupos: Os do tipo Primário (utilização dos TC´s incorporados no próprio relê) e os do tipo secundário ou indiretos ( utilização dos TC´s montados independentes dos Reles).
Relê Primário Este tipo de relê é normalmente utilizado em subestações de consumidor de pequeno e médio portes ( 3.000KVA), Nesses relês, a corrente de carga age diretamente sobre a bobina de acionamento, cujo deslocamento do embolo, imerso no campo maqnético formado pôr essa corrente, faz movimentar o mecanismo de acionamento do disjuntor.
Os reles primários utilizados são divididos em dois grupos dependentes de suas características construtivas, os do tipo fluidodinâmicos e os estáticos( eletrônicos).
Reles Secundários São os reles cuja informação de corrente e envianda via TC´s de proteção montados independentemente dos mesmos, e na maioria das vezes utilizam de uma fonte auxiliar de tensão para o acionamento do sistema de desligamento do disjuntor e alimentação do mesmo.
São utilizados em instalações onde necessitem de maior confiabilidade do sistema de proteção, pois apresentam um excelente desempenho funcional e de operações, comparando-os aos reles de ação direta ( primários). São empregados basicamente, quanto aos aspectos construtivos dois tipos de reles secundários: os eletromecânicos e os microprocessados, conforme as figuras a seguir:
Funções de Proteção dos Reles de Sobrecorrente Os Reles de Proteção de Sobrecorrente tem basicamente as seguintes funções de proteção.
Temporizada( 51): tem como função o desligamento do disjuntor dependente da intensidade de corrente de sobrecarga e do tempo de duração da mesma, conforme podemos verificar na curva característica mostrada a seguir. Instantânea (50) tem como função o desligamento do disjuntor instantaneamente sendo, sensibilizado pela intensidade de corrente de curto-circuito do circuito. O tempo de atuação bem como o valor de sensibilização de corrente podem ser ajustados, dependendentemente do circuito a ser protegido e características do sistema de proteção.
Características de Tempo x Corrente de Reles Microprocessados
Relê de Proteção Diferenci al Usualmente utilizamos reles diferenciais percentuais de corrente na proteção de transformadores de capacidade igual ou superior a 2,5MVA, sendo utilizada também este tipo de proteção em barramentos, geradores e motores.
Podemos observar conforme diagrama acima que a zona de proteção é compreendida entre os transformadores de corrente.
a)
b)
c)
**- Relê de impedância (OHM);
- Relê de impedância: indicado à proteção de linhas de transmissão de
transmissão de 230KV, pode-se considerar como média aquela de comprimento próximo a 200 Km.