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APOSTILA VOLTADA PARA VESTIBULAR
Tipologia: Provas
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Reitora da UEA
PORTUGUÊS
Acentuação Gráfica ..................................... Pág. 03
(aula 01)
LITERATURA
Parnasianismo ............................................ Pág. 05
(aula 02)
HISTÓRIA
Renascimento cultural e cientifico............. Pág. 07
(aula 03)
HISTÓRIA
Economia colonial (Sec. XVI – XVIII) ......... Pág. 09
(aula 04)
GEOGRAFIA
Meio ambiente da Amazônia...................... Pág. 11
(aula 05)
GEOGRAFIA
Hidrografia ................................................. Pág. 13
(aula 06)
BIOLOGIA
Classificação vegetal ................................. Pág. 15
(aula 07)
BIOLOGIA
Citologia ...................................................... Pág. 17
(aula 08)
QUÍMICA
Agua ............................................................ Pág. 19
(aula 09)
FÍSICA
Eletrostática – Força elétrica e campo eletrico
..................................................................... Pág. 21
(aula 10)
Programação Aprovar 2009 ...................... Pág. 23
Referências bibliográficas ........................ Pág. 24
Acentuação gráfica
A língua escrita necessita, na prática, de certos sinais auxiliares para indicar a exata pronúncia das palavras. Esses sinais acessórios da escrita chamam-se notações léxicas ou sinais diacríticos. Para o caso particular de acentuação gráfica, vamos dar valor especial ao acento (agudo e circunflexo).
a) Acento agudo (saúdo). b) A cento circunflexo (lêvedo). c) Acento grave (àquele). d) Til (maçã). e) Apóstrofo ( Vozes d’África ). f) cedilha (exceção). g) hífen (sub-reitor). Atenção: o trema desapareceu com a Reforma Ortográfica de 2009.
A nossa língua dispõe de apenas três acentos gráficos: a) Acento agudo (´) – Indica que a vogal tônica possui timbre aberto: relé sapé refém harém aloés amá-la beijá-la ádvena ágape amá-la-ás beijá-la-ás álcali b) Acento circunflexo (^) – Indica que a vogal tônica possui timbre fechado: âmago azêmola zênite têxtil anêmona êxodo boêmia Tâmisa êxul plêiade brâmane trânsfuga c) Acento grave (`) – Usado, hoje, apenas para indicar o fenômeno da crase, cujas ocorrências mais comuns são:
Definição – Palavra formada de uma só sílaba. Monossílabos acentuados – Levam acento gráfico todos os monossí- labos tônicos terminados em:
Oxítona (definição) Palavra cuja sílaba tônica é a última. Quanto à acentuação gráfica , vejam-se os verbetes seguintes.
Oxítonas acentuadas Levam acento gráfico todos os vocábulos oxítonos terminados em: a) a , as: Sofá, sofás; cajá, cajás; ananás. Amá-la, cortejá-la, beijá-la, apresentá-la. Amá-la-ás, cortejá-la-ei, beijá-la-ás. b) e, es: Você, vocês; café, cafés; aloés. Socorrê-la, prendê-lo, entendê-la. Socorrê-la-ás, prendê-lo-á, entendê-la-á. c) o , os: Avô, avós; cipó, cipós; mocotó, mocotós. Repô-lo, transpô-lo, propô-la. Repô-la-ás, transpô-lo-emos, propô-lo-ei. d) em , ens: Armazém, armazéns; também, amém. Detém, contém, retém, intervém. Detém-no, detém-lo, retém-no, retém-lo.
Oxítonas em “i” e “u” sem acento a) Oxítonas terminadas em u – É quase mania nacional acentuar oxítonas terminadas em u. Nos vocábulos seguintes, o acento gráfico é proibido. angu iglu peru anu Iguaçu pirarucu babaçu aracu rebu belzebu Itaipu surucucu baiacu Itu sururu bambu jaburu tatu beiju jacu tutu buçu jambu umbu calundu jururu uru candiru jus Uruaçu canguçu Manacapuru urubu caracu mandacaru urucu Caramuru menu uruçu chuchu meru uirapuru cru nu vodu cupu Pacaembu vuvu cupuaçu pacu xampu cururu pacuguaçu xuru exu pacuçu zebu hindu Paraguaçu zulu b) Oxítonas terminadas em “i” – Veja a relação de palavras em que o acento gráfico é proibido. haiti Marli agredi-la halali nasci ali haraquiri pequi aqui igaci quati bagdali jaraqui rali bem-te-vi javali rami caqui Jeni rani Darci juriti rubi Derci jurupari Saci esqui Kali sagui feri-la macis sapoti frenesi macuxi somali gari mandi tambaqui gris mapinguari tapiri guri maqui xixi Gurupi mari xiri zumbi
BARROCO (1601–1768)
a) Duração no Brasil: 1601 a 1768 (todo o século XVII e mais da metade do século XVIII). b) Obra inauguradora: Prosopopeia , poema épico de Bento Teixeira. c) Outros nomes para o movimento: Seiscentismo : em homenagem aos anos de 1600 no Brasil. Grupo Baiano : no Brasil, o Barroco literário desenvolve-se na Bahia (Salvador). Gongorismo : em homenagem ao poeta espanhol Luiz de Gôngora; é também a denominação do Barroco na Espanha. Marinismo : denominação do Barroco na Itália, pela influência de Giovanni Battista Marino. Efuísmo : denominação do Barroco na Inglaterra. Preciosismo : denominação do Barroco na França. d) Origem: movimento fundado na Espanha para combater a simplici- dade do Classicismo; adota, assim, uma arte rebuscada, sobrecar- regada de figuras de linguagem.
a) O Barroco é conhecido como a arte da Contrarreforma. b) A reação da Igreja Católica ao protestantismo luterano e calvinista principia com a convenção do Concílio de Trento, realizado entre 1544 e 1563, na localidade de Trento, norte da Itália. c) A cúpula da Igreja Católica, reunida em Trento, resolve iniciar uma Contrarreforma, que atua por meio de um órgão executivo: a Santa Inquisição, sistema eclesiástico, ideológico-administrativo, de cen- sura, que, por intermédio do Tribunal do Santo Ofício, investiga, leva a julgamento e condena aqueles que não contribuem para a preser- vação, a defesa e a manutenção da Doutrina Católica. d) Três vítimas famosas da perseguição da Contrarreforma: Galileu Galilei, Giordano Bruno e Copérnico. e) Assim, a época barroca é marcada pela contradição: de um lado, o Humanismo clássico e o Renascimento, com apelos ao racionalismo, ao prazer e ao apego aos bens materiais (é o Antropocentrismo ). De outro, o homem é pressionado pela Igreja Católica a um regresso ao Teocentrismo medieval, à renúncia aos prazeres, à mortificação da carne. f) O Barroco literário convive, pois, com valores opostos: fé x razão , alma x corpo , bem x mal , perdão x pecado , espírito x matéria , Deus x homem , virtude x prazer. g) O ensino, em Portugal e no Brasil, é profundamente verbal e religioso, voltado para os dogmas da Igreja Católica. h) A capital do Brasil é Salvador, Bahia. Lá vivem a elite intelectual e po- lítica brasileira. i) Na sociedade brasileira dos séculos XVII e XVIII, ainda não há um público leitor para consumir obras literárias. O movimento barroco não pode, pois, espalhar-se pelo Brasil inteiro, de norte a sul. Fica restrito a dois núcleos culturais da época: Pernambuco (onde nasce, com Prosopopeia , poema épico de Bento Teixeira) e Salvador (onde vive o poeta Gregório de Matos).
a) CULTISMO ou GONGORISMO – É o jogo de palavras; é o rebusca- mento da forma, é a obsessão pela linguagem culta, erudita. Viram moda a inversão da frase (hipérbato) e o uso de palavras difíceis. É o abuso no emprego de três figuras de linguagem: a metáfora, a an- títese e o hipérbato. O principal cultista do barroco mundial é o espanhol Luiz de Gôngora. No Brasil, Gregório de Matos.
b) CONCEPTISMO – É o aspecto construtivo do Barroco, voltado para o jogo das ideias e dos conceitos. É a preocupação com as associações inesperadas, seguindo um ra- ciocínio lógico, racionalista. O principal conceptista do barroco mundial é o espanhol Francisco de Quevedo. No Brasil, padre Antônio Vieira. c) TEOCENTRISMO x ANTROPOCENTRISMO – O rebuscamento da arte barroca é reflexo do dilema em que vive o homem do seiscentis- mo (os anos de 1600). Daí as preferências por temas opostos: es- pírito e matéria , perdão e pecado , bem e mal , céu e inferno. Tudo isso gera a preocupação com a brevidade da vida ( carpe diem ).
Inicia o Barroco no Brasil com o poema épico Prosopopeia (1601).
Origem e formação – Vem jovem de Portugal para o Brasil; forma-se no Colégio da Bahia, tornando-se professor de primeiras letras. Crime – Alegando adultério, assassina a esposa (1594); fugindo à prisão, refugia-se em Pernambuco, no convento dos beneditinos, em Olinda. Intenção laudatória – A redação de Prosopopeia acontece durante o isolamento no convento. Tudo indica que o motivo não é outro senão o de agradar os poderosos, principalmente Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco.
Epopeia – Poemeto épico, em 94 estâncias (o mesmo que estrofes) de oitava-rima (as estrofes de oito versos têm os dois últimos rimando entre si), em versos decassílabos (dez sílabas métricas), conforme ensina Ca- mões, em Os Lusíadas. Enredo – O livro conta os feitos históricos de Jorge de Albuquerque Coelho, governador de Pernambuco, a quem o autor pretende agradar. Plágio – A imitação de Os Lusíadas é frequente, desde a estrutura até as construções sintáticas. Isso tira da obra o valor literário pretendido, fican- do a fama histórica de ser o livro inaugurador do Barroco brasileiro. CLASSIFICAÇÕES : a) Primeiro poema épico de nossa literatura. b) Poema laudatório (que contém louvor).
PERSONAGENS : a) Proteu (narrador). Na mitologia grega, “Proteu” é deus marinho, capaz de se transformar em animais, em água e em fogo. b) Jorge de Albuquerque (herói).
Nascimento e morte – Gregório de Matos Guerra nasce em Salvador, Bahia, em 7 de abril de 1636. Falece em Pernambuco, em 1696. Viagem a Portugal – De família abastada, Gregório estuda com os jesuí- tas de Salvador. Em 1650, com 14 anos, embarca para Portugal (Lisboa), aonde vai com o propósito de estudar Direito. Juiz em Portugal – Matricula-se na Universidade de Coimbra, onde se forma em julho de 1661 e passa a exercer a magistratura. Volta ao Brasil – Interrompe a carreira de juiz para voltar ao Brasil (por volta de 1680). Nessa altura, já tem seu talento de repentista e zombeteiro reconhecido. Poesia satírica – Apesar de exercer funções religiosas e de ter um irmão padre (Eusébio de Matos), Gregório não perdoa a Igreja Católica baiana: faz sátiras ferinas contra padres e freiras, chegando mesmo a usar pala- vrões em pleno século XVII, como se pode constatar nas duas estrofes seguintes:
Literatura
Aula 02
Renascimento cultural e científico
Durante os séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença. As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o co- mércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, mui- tos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc. Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda finan- ceira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como me- cenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomen- darem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas. Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expres- sivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.
Características:
a) Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascen- tista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais; b) As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligên- cia, o conhecimento e o dom artístico; c) Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus (teocentrismo ), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo); d) A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo. Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes, conhecidos como mecenas, começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo. Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Países Baixos.
O Renascimento e as fases
O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval. A razão, de acordo com o pensamento da renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus (neoplatonismo). Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às ações humanas ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da Antigui- dade Clássica ou Classicismo. Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia que floresceu desde a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava o individualismo da modernidade em voga. A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida
no interior das grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Ve- neza, Milão, Florença e Roma eram grandes centros de comércio onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveram a ascensão de uma notória classe artística italiana. Até mesmo algumas famílias comerciantes da época, como os Médici e os Sforza, realizaram o mecenato, ou seja, o patrocínio às obras e estudos renascentistas. A profissionalização desses renascentistas foi responsável por um conjunto extenso de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o Trecento, o Quatrocento e Cinquecento. Cada período abrangia respectivamente uma parte do período que vai do século XIV ao XVI. Durante o Trecento, podemos destacar o legado literário de Petrarca (“De África” e “Odes a Laura”) e Dante Alighieri (“Divina Comédia”), bem como as pinturas de Giotto di Bondoni (“O beijo de Judas”, “Juízo Final”, “A lamen- tação” e “Lamento ante Cristo Morto”). Já no Quatrocento, com repre- sentantes dentro e fora da Itália, o Renascimento contou com a obra artística do italiano Leonardo da Vinci (Mona Lisa) e as críticas ácidas do escritor holandês Erasmo de Roterdã (Elogio à Loucura). Na fase final do Renascimento, o Cinquecento, movimento ganhou grandes proporções dominando várias regiões do continente europeu. Em Portugal podemos destacar a literatura de Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno) e Luís de Camões (Os Lusíadas). Na Alemanha, os quadros de Albercht Dürer (“Adão e Eva” e “Melancolia”) e Hans Holbein (“Cristo morto” e “A virgem do burgomestre Meyer”). A literatura francesa teve como seu grande representan- te François Rabelais (“Gargântua e Pantagruel”). No campo científico devemos destacar o rebuliço da teoria heliocêntrica defendida pelos estu- diosos Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno. Tal concepção abalou o monopólio dos saberes desde então controlados pela Igreja. Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e questões que ainda se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao logo da história ocidental. Nicolau Copérnico Nicolau Copérnico é considerado o pai da Astronomia moderna. Nascido em Thorn, na Polônia, em 19 de fevereiro de 1473, era filho de um próspero comerciante também chamado Nicolau e de Bárbara, irmã do cônego e depois bispo polonês Lucas Wacsenrode. Seu pai morre quando tinha somente 10 anos de idade, e Copérnico vai morar com o tio. Aos 19 anos ingressa na Universidade de Cracóvia, famosa na época pelos currículos de Astronomia, Matemática e Filosofia. Em 1496 se recusa a ser nomeado cônego de Frauemburg, onde seu tio era bispo, e viaja para a Itália, onde ingressa nas Universidades de Bolonha e Ferrara para cursar Direito e Medicina. Costumava trabalhar sozinho, observando o céu a olho nu (a luneta astronômica só seria inventada um século mais tarde). Em 1530, já se dedicando inteiramente a Astronomia, termina sua grande obra, De revolutionibus orbium coelestium (Sobre as revoluções das esferas celestes), onde afirma que a Terra gira em torno de seu próprio eixo uma vez por dia e viaja ao redor do Sol uma vez por ano. Nascia assim o sistema heliocêntrico, uma ideia fantástica para a época. No tempo de Copérnico, papas, imperadores e o povo em geral tinham como certo que a Terra estava absolutamente parada no centro do Universo, e ao nosso redor desfilavam todos os corpos celestes. Também não eram poucos os que acreditavam que a Terra era chata. E desafiar tais crenças poderia ser considerado heresia. Sobre as esferas De revolutionibus orbium coelestium foi publicada somente 30 anos após ser escrita, no ano da morte do próprio Copérnico, que nunca tomou conhecimento da grande controvérsia que havia ajudado a criar. Conta a história que ele faleceu uma hora depois de por as mãos no primeiro exemplar de seu livro, em 24 de maio de 1543. O sistema de Copérnico, embora revolucionário para a época, também sofria sérias imperfeições. Uma delas era supor as órbitas dos planetas rigorosamente circulares. Sem dúvida, seu grande mérito foi a defesa e desenvolvimento do heliocêntrismo durante boa parte da vida. Entre os ferozes opositores estavam tanto os doutores da Igreja Católica quanto ardorosos reformadores protestantes, como Lutero e Calvino. O orgulho humano sofreu um duro golpe com o sistema de Copérnico, e mesmo anos após sua morte, durante o processo de condenação a Galileu em 1616, a Igreja colocou a obra de Copérnico na lista dos escritos proibidos, condição a qual permaneceu até o ano de 1835, ainda que cento e cinquenta anos antes já tivesse sido reconhecida como verdadeira. Pelos dogmas religiosos da época, se Deus havia criado a Terra e o Homem para povoá-la, sendo a criatura imagem do Criador, seríamos portanto
História
Aula 03
superior as demais criaturas. O Universo existia apenas para que o contemplássemos. O Filho de Deus estava no centro do cosmos, no centro de todas as coisas. Alicerce do pensamento na verdade nosso planeta se move em torno de uma estrela anã que está na periferia da galáxia – uma entre bilhões de outras ilhas de estrelas do cosmos. A Terra surgiu há 4,6 bilhões de anos e nossa espécie começou a evoluir há menos de 2 milhões de anos, tendo sido sendo precedida de muitas outras. A grande sabedoria está em conceber nosso íntimo parentesco com todos os outros seres deste mundo e na humildade de aceitar que Universo vai continuar depois de nós. A obra de Copérnico foi o alicerce no qual se apoiaram outros grandes pensadores da humanidade, como Galileu, Kepler, Newton e mais recente- mente Albert Einstein.
A REFORMA E A CONTRARREFORMA A Reforma Protestante
Foi um movimento religioso, econômico e político de contestação à Igreja Católica, que resultou na fragmentação da unidade cristã e na origem do protestantismo. Motivação alemã – No início do século XVI, a Alemanha era a região euro- peia mais propensa a um rompimento definitivo com a Igreja. Entre os ale- mães, as motivações econômicas, sociais e políticas que os afastavam da Igreja Católica eram mais fortes do que em qualquer outro povo da Europa. Avidez material da Igreja – Expressa-se na venda de indulgências, na explo- ração servil dos trabalhadores em suas terras e na cobrança de impostos. As imoralidades e a corrupção do clero afetavam o espírito religioso do povo, que, preocupado com a salvação da alma, não podia acreditar que uma Igreja desmoralizada fosse capaz de salvar os fiéis do inferno. Coragem de Lutero – Martim Lutero, alemão, monge agostiniano e profes- sor na Universidade de Wittenberg, iniciou sua luta reformista em 1517, quando fixou, na porta da catedral daquela cidade, as suas 95 teses, nas quais denunciava os abusos do clero e condenava a venda de indulgências. Por esse motivo, Lutero foi excomungado e convocado a comparecer a uma Assembleia de príncipes para ser julgado por heresia. Absolvição – Lutero rasgou publicamente a carta de excomungação e foi absolvido pelos príncipes, que apoiavam suas ideias, notadamente as que defendiam a tomada das terras da Igreja pela nobreza. O monge foi respon- sável pela primeira tradução da Bíblia para o alemão. Lutas armadas – No processo de propagação das ideias luteranas, na Alemanha, ocorreram algumas lutas armadas significativas, como a Revolta da Pequena Nobreza (1522–1523) e a Revolta dos Camponeses (1524–1525).
A Contrarreforma:
Era necessário combater a propagação do protestantismo e reafirmar os dogmas católicos, negados pelos protestantes. Por isso, tornou-se urgente a reformulação moral, política e econômica da Igreja Católica. Para o sucesso da Contrarreforma, muito contribuíram as ações de alguns papas reformistas, como Paulo III; o apoio dado à Igreja por algumas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofício. O papa Paulo III foi o organizador do Concílio de Trento, onde foi reafirmada a doutrina católica. Dentre as principais medidas podemos destacar: a proibição da venda de indulgências, a organização do Índex dos Livros Proibidos, etc.
O ABSOLUTISMO
Características – O Absolutismo é o regime político que se caracteriza pela suprema autoridade do Estado e pela excessiva concentração de poderes nas mãos do rei. Esse regime predominou na maioria dos países europeus entre os séculos XVI e XVIII. As ações do rei não sofrem nenhum controle e, na prática, a autoridade real é ilimitada. O rei é o juiz supremo e tem direito de impor sua vontade a toda a população do reino. Foi de fundamental importância para a concentração do poder real a aliança entre o rei e a burguesia, que já vinha ocorrendo desde a Baixa Idade Média. Essa aliança foi fundamental para a centralização política na medida em que, apoiados no capital da burguesia, os reis puderam formar exércitos mercenários para combater os exércitos particulares da nobreza, fortale- cendo, assim, seu poder pessoal. No Estado absolutista, a sociedade estava organizada em três ordens sociais ou estados: Primeiro Estado – Composto pelo clero. Segundo Estado – Composto pela nobreza. Terceiro Estado – Composto pela burguesia e pelo povo em geral. Os reis controlavam a nobreza e a burguesia com a finalidade de manter definitivamente assegurada a concentração de poderes em suas mãos, mantendo o equilíbrio de forças entre as duas ordens sociais. Por sua vez, os reis reservavam para a nobreza as funções administrativas, os comandos militares, as pensões, etc., garantindo-lhes uma vida faustosa sob a proteção real. Além disso, na sua constante luta contra a burguesia, a nobreza precisava do apoio e dos favores reais para manter seu status.
Os teóricos do Absolutismo No plano teórico, o Absolutismo foi defendido e justificado pôr alguns pensadores e políticos, entre os quais destacamos:
1. Jean Bodin – Defendia a ideia de que a autoridade do rei vem de Deus, e que a obrigação do povo é obedecer a ela passivamente. 2. Jacques Bossuet – Foi um dos defensores da teoria do direito divino dos reis. Afirmava que não podia haver público sem a vontade de Deus; todo governo, seja qual for sua origem, justo ou injusto, pacífico ou violento, é legítimo; revoltar-se contra o governo é cometer um sacrilégio. 3. Hugo Grotius – Não se interessava com a forma como Estado nasceu, se por imposição ou pela vontade do povo. O importante era que, depois de criado o governo, todos os indivíduos, sem exceção, tinham de obedecer- lhe cegamente. 4. Maquiavel – Em O príncipe, defendia a centralização política e o absolutismo para consolidação do Estado moderno. 5. Thomas Hobbes – Defendia a tese de que o Estado nasce de um contrato, por meio do qual o povo abre mão dos seus direitos naturais e cede plenos poderes a um soberano. O absolutismo na França Na segunda metade do século XVI, na França, houve conflitos religiosos entre católicos e calvinistas. Desses conflitos religiosos, emergiu vitoriosa a família dos Bourbon, que assumiu o poder em 1589, tendo Henrique IV como rei, e o duque de Sully foi posto no cargo de ministro das finanças. Após a morte de Henrique IV, seu filho Luís XIII assumiu o poder. No seu reinado, Luis XIII, nomeou o Cardeal Richelieu como ministro das finanças, o qual procurou consolidar o poder do monarca e transformar a França na potência hegemônica da Europa. O maior de todos os reis absolutistas na Europa foi Luis XIV. Encarnando a suprema autoridade do reino, Luís XIV submeteu completamente a nobreza, transformando-a em instrumento de bajulação do rei e sua serviçal. Colbert foi o ministro das finanças que estimulou o desenvolvimento das manufaturas francesas. O absolutismo na Inglaterra Os iniciadores do absolutismo inglês foram os Tudor, que assumiram o trono com o fim da “Guerra das Duas Rosas”. Henrique VIII aumentou o poder do Estado, principalmente devido à Reforma anglicana. Com Elizabeth I, o absolutismo inglês atingiu sua máxima expressão. Houve também um grande crescimento econômico em função do desenvolvimento do comércio marítimo, da indústria de mineração e do comércio de lã.
EXERCÍCIO COMENTADO
“Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu o seu império e sujeitar-se ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposta à invasão de terceiros, porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observado- res da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstância obrigam- no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar- se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade”.
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza; b) a origem do governo como um poder oriundo da natureza; c) o absolutismo monárquico como uma propriedade do rei; d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos; e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade. Gabarito : Letra D. O texto de John Locke deixa transparecer que a origem do governo justifica entre outras coisas a propriedade privada, o direito natural e a proteção à vida, como um bem inalienável. Locke defende o liberalismo econômico e a monarquia constitucional. Condena, contudo o absolutismo.
Desenvolvimento artístico – A mineração foi marcada por um notável desenvolvimento artístico na escultura, mormente no barroco, cujo maior destaque foi Antônio Francisco Lisboa, o “Aleijadinho”.
CRIAÇÃO DE GADO OU PECUÁRIA
Atividade complementar da economia açucareira. Essa atividade era praticada nos próprios engenhos de cana-de-açúcar, onde se empregava a força dos animais para fazer funcionar as moendas; podemos dizer que o gado foi a força motriz dos engenhos. O gado também era usado como transporte até os portos de embarque do açúcar, e sua carne, depois de seca ao sol, destinava-se à alimentação nos engenhos. Diferentemente do ocorrido na atividade açucareira, na pecuária utilizou-se mão-de-obra livre e indígena.
NEM SÓ DE AÇUCAR E OURO VIVEU O BRASIL O projeto colonizador brasileiro foi montado com base na agricultura voltado para exportação. Para garantir o sucesso desse projeto, foi ultilizada paralelamente a produção de aguardente (cachaça), tabaco (fumo) e rapadura. Foram produtos necessários na realização do tráfico negreiro (comércio de escravos). A produção de tabaco concentrou-se na Bahia e em Alagoas. O algodão tornou-se um grande produto de exportação devido à revolução industrial, ocorrida na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII. A industria têxtil transformou o algodão em matéria-prima fundamental, pois houve a ampliação dos mercados consumidores desse produto.
Exercícios comentados
(MAESTRI, Mário. “Terra do Brasil: a conquista lusitana e o genocídio tupinambá”. São Paulo: Moderna, 1993, p.86)
a) mita. b) escambo. c) encomienda. d) mercantilismo. e) corveia. Nas primeiras relações entre os conquistadores europeus e os grupos indígenas não se deu a escravização desses povos, Neste momento histórico era realizada uma troca de produtos de baixo custo para os lusitanos e em troca levavam a madeira tintorial. A essa operação damos o nome de escambo, portanto a resposta correta é a letra B.
a) A mão-de-obra indígena era mais facilmente obtida por ser menos dispendiosae pela grande quantidade de índios disponíveis na própria Colônia. b) A necessidae de grandes contingentes de trabalhadors levou os portugueses a recorrerem ao trabalho indígena. c) A questão da mão-de-obra foi um problema constante no período, conduzindo à escravização de índios e africanos. d) A escravização do gentio constitui-se numa questão polêmica que contrapôs, frequentemente, lavradores e missionários. e) O trabalho compulsório mostrou-se o mais adequado ante as diretrizes mercantilistas de ocupação e exploração coloniais. A lógica dos empreendimentos é a lógica que movimenta a economia na época, que é capitalismo na sua fase mercantil. Os traficantes de escravos eram homens de negócio que se utilizavam da política mercantilista para gerar lucros para os grupos metropolitanos. Portanto a resposta é a letra E.
a) continuava a despejar, como nos dois séculos anteriores, pessoas das classes subalternas, interessadas em fazer fortuna na América portuguesa. b) era constituída, em sua maioria, e pela primeira vez, de negros trazidos para alimentar a voracidade por mão-de-obra escrava nas mais variadas atividades. c) tratava-se de gente da mais variada condição social, atraída principalmente pela possibilidade de enriquecer na região das Minas. d) representava uma ruptura com a fase anterior, pelo fato de agora ser atraída visando satisfazer a retomada do ciclo açucareiro e o início do algodoeiro. e) caracterizava-se pelo grande número de cristãos-novos e pequenos proprietários rurais, atraídos pelas lucrativas atividades de abastecer o mercado interno. Você percebe que estamos vivendo a plenitude do século XVIII, e que nessa época houve uma grande imigração lusa. E por que viriam para o Brasil? por causa das riquezas auríferas, e portanto a região que receberá tantos portugueses é Minas Gerais. Logo a resposta é a letra C.
a) livre entrada de tecidos e outros manufaturados ingleses. b) empréstimos ingleses, a longo prazo, para serem aplicados em um esforço de industrialização. c) igualdade tarifária para os vinhos portugueses e franceses. d) permissão de entradas de capitais ingleses no Brasil. e) prioridade às mercadorias portuguesas no comércio com a Inglaterra. Este tratado também recebe o nome de Acordo dos Panos e Vinhos, garantindo paras os ingleses os mercados para seus tecidos e outros artigos manufaturados, deixando a balança lusitana deficitária. Portanto a resposta é a letra A.
a) uma sociedade escravocrata que, apesar de estar estruturada sobre o Pacto Colonial, possuía livre comércio com os holandeses e ingleses devido à necessidade da venda do açúcar aqui produzido. b) a utilização da mão-de-obra indígena no Brasil, até o governo de D. João VI, e a sua substituição, no período Joanino, pela mão-de- obra do escravo negro. c) o trabalho dos missionários jesuítas, que conseguiram proteger e conservar a cultura original de nossos primeiros habitantes - chamados de índios. d) o surgimento de pequenas e médias propriedades, possibilitado pelos donatários das capitanias, para ocupar nosso extenso litoral. e) a montagem da produção açucareira, que ocorreu de acordo com o sistema de "plantation", originando uma sociedade patriarcal e escravista. O tipo de economia que deveria caracterizar a economia colonial brasileira deveria está assentada no tripé: latifúndio monocultor, economia agro-exportadora e o trabalho escravo. Portanto a resposta é a letra E, pois a conjugação desses fatores damos o nome de plantation.
a) Holandeses e ingleses foram os grandes beneficiados com a produção de açúcar e com a extração do ouro, respectivamente. b) A cultura canavieira em larga escala exigiu a instituição do latifúndio e da mão-de-obra escrava. c) O sistema de feitorias, utilizado na exploração do pau-brasil, foi o principal fator que viabilizou a formação de núcleos povoadores lusos no Brasil. d) Na exploração do pau-brasil, a mão-de-obra foi obtida através do escambo, enquanto que na lavoura canavieira e na extração do ouro, utilizou-se a mão-de-obra escrava. e) A dinâmica da exploração do ouro fez surgir na região aurífera um novo segmento social, a classe média, inexistente na sociedade açucareira. A alternativa incorreta é a letra C, pois a formação de núcleos povoadores só foi possível com o projeto colonizador dado a economia açucareira. Por causa dessa economia nasceu núcleos povoadores como a Vila de São Vicente e a Vila de Olinda.
Meio ambiente da Amazônia
O Uso das Bacias Hidrográficas Transfronteiriças como uma Estratégia de Conservação da Biodiversidade nas Florestas Inundadas da Amazônia.
As florestas inundadas na Amazônia ocupam cerca de 8% do bioma Amazô- nico, tendo como principal característica a flutuação cíclica dos rios, que podem atingir até 14 m, entre as estações de seca e enchente, resultando em inundações periódicas de grandes áreas ao longo de suas margens. Esta flutuação anual dos ciclos de seca e enchente resulta em uma grande adaptação de plantas, animais e população humana que vivem nestes ecos- sistemas. Diferente do que ocorre em regiões terrestres, onde a criação de uma rede integrada de unidades de conservação pode ser uma das estratégias para a proteção e conservação da biodiversidade, tal estratégia não pode ser aplicada nas florestas inundadas. Nestes ecossistemas o fator fundamental para manutenção da biodiversidade são os processos físicos e biológicos, tais como os ciclos hidrológicos, ciclos de sedimentos, continuidade dos rios, migração de espécies, entre outros. Neste caso uma abordagem a nível de bacia hidrográfica é fundamental para a manutenção deste biodiver- sidade, identificando as principais ameaças aos processos físicos e bioló- gicos e traçar ações de como minimizá-las. Na primeira etapa foram definidos os limites das florestas inundáveis da Ama- zônia, considerando os ambientes aquáticos e as interfaces destes ambientes com os ambientes terrestres adjacentes inundados durante o período de enchente dos rios. Posteriormente, as principais ameaças às florestas inundadas foram localizadas usando os limites das bacias hidro- gráficas uma unidade biogeográfica. Foram determinadas 33 sub-ecorre- giões, baseados nos limites das ecorregiões e nas bacias hidrográficas da região Amazônia. Foram identificadas prioridades de ação usando critérios quantitativos e qualitativos do estado de conservação e grau de ameaça atual e futura de cada uma das 33 sub-regiões das florestas inundadas da Amazônia. Finalmente foi construída uma matriz usando os dois parâmetros a fim de priorizar as ações para minimizar os efeitos de ameaça nas bacias hidrográficas que compõem as florestas inundadas da Amazônia. Em meio à discussão sobre a Medida Provisória 458, que trata da regulariza- ção fundiária na Amazônia, organizações da sociedade civil lançam a cartilha "Trilhas da Regularização Fundiária para Populações nas Florestas Amazônicas", com o intuito de instruir as populações da região sobre as etapas básicas para a legalização do uso da terra e seus recursos, mostran- do as diferentes categorias jurídicas para o reconhecimento dos direitos dos camponeses e das populações tradicionais. Com 101 páginas e nove capítulos, a publicação explica, por meio de ilus- trações e textos objetivos, cada um dos processos para a regularização fundiária, facilitando a compreensão e a reivindicação da sociedade civil. "Queremos responder algumas das questões e também apresentar as prin- cipais maneiras para os pequenos produtores regularizarem a sua terra. Isso porque, quando se trata de documentação da terra, é comum que as pessoas tenham muitas dúvidas", descreve o material, que foi produzido pelo Centro de Pesquisa Florestal Internacional (Cifor), pela Fase- Gurupá, pelo Centro para Migração e Desenvolvimento Internacional (DID) e pelo Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz (CDS). Embora a cartilha tenha sido feita especialmente para a realidade fundiária do Pará, os organizadores do material esperam que as comunidades de outros estados "também possam utilizar essas informações nas lutas pela segurança em suas terras".
O uso da Ecologia de paisagem e análise de lacunas para a escolha de áreas prioritárias para a conservação da Biodiversidade no Bioma Ama- zônia: um instrumento de planejamento no Zoneamento Ecológico- Econômico
O bioma Amazônia abrange no Brasil uma área de 4.871.000 km^2. Apesar de sua grande dimensão, da riqueza de espécies e diversidade de habitats, as lacunas no conhecimento sobre flora, fauna e processos ecológicos nesta região são enormes, tornando o processo de escolha de áreas para a conservação da biodiversidade um desafio. Existem algumas propostas para a seleção de áreas prioritárias para a con- servação da biodiversidade na Amazônia, podendo as mesmas serem agre- gadas em duas linhas metodológicas: uma baseada na distribuição de espé- cies e outra na distribuição de ecossistemas.
Problemas atuais enfrentados pela floresta amazônica: Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Maderei- ras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta. Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território. Com a descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), muitos rios estão sendo contaminados. Os garimpeiros usam o mercúrio no garimpo, substância que está contaminando os rios e peixes da região. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com a extração de ouro na região, pois a água dos rios e os peixes são importantes para a sobrevivência das tribos. Os objetivos deste estudo são: (1) analisar a representatividade das unidades de conservação e outros tipos de áreas protegidas no bioma Amazônia, quanto aos principais ecossistemas e tipos de habitats existentes na região, usando como unidade biogeográfica a ecorregião; e (2) propor a ampliação do atual sistema de unidades de proteção integral, usando como unidade biogeográfica as ecorregiões do bioma Amazônia, através do método de análise de lacunas, na identificação das paisagens ainda não incorporadas ou com menos de 10% de sua área dentro de unidades de conservação de proteção integral. O bioma Amazônia é formado por 23 ecorregiões, representando cerca de 4, milhões de km^2 (48,1% do território brasileiro), sendo uma das principais características usadas na separação das ecorregiões os grandes interfluvios. A porcentagem do bioma ocupada por cada ecorregião varia de 0,01% a 16,2%. Somente três ecorregiões, ocupam extensões maiores que 10% do bioma; a maioria das ecorregiões, 15 (65,2%) ocupam menos de 10% do bioma. Existem atualmente cerca de 51 unidades de conservação de proteção integral na Amazônia, ocupando 4,12% do bioma; 77 unidades de conservação de desenvolvimento sustentável ocupando 8,99% do bioma; e 259 terras indígenas, ocupando 22,86% do bioma. A distribuição das 51 unidades de conservação de proteção integral não é homogênea entre as 23 ecorregiões que compõem o bioma Amazônia. Destas, 3 ecorregiões não apresentam nenhuma unidade de conservação de proteção integral, 12 apresentam menos de 5% de sua área em unidades de conservação de proteção integral, 5 apresentam entre 5 a 20% de sua área em unidades de conservação de proteção integral, e somente 3 ecorregiões apresentam mais de 20% de sua área em unidades de conservação de proteção integral. Desta forma, o sistema de unidades de conservação de proteção integral no bioma Amazônia é ainda insuficiente para garantir a integridade da grande diversidade de ecossistemas existentes. As ecorregiões mais importantes para a criação ou ampliação do sistema de unidades de conservação são aquelas que: (a) não possuem nenhuma área protegida em unidades de conservação de proteção integral e estão com alto nível de desmatamento e (b) possuem menos de 10% de suas áreas em unidades de conservação federais de proteção integral. Foi feita uma análise de lacunas do sistema de unidades de conservação de proteção integral em relação às ecorregiões, usando um mapa de paisagens, resultante da combinação de solos e vegetação. Este mapa foi criado a fim de substituir a falta de informação sobre a distribuição de espécies no bioma. Desta forma, hipotetiza-se que as paisagens amazônicas são um elemento indireto de medição de complementariedade dos padrões de distribuição, riqueza e diversidade de espécies neste bioma. O número de paisagens nas 23 ecorregiões que compõem o bioma amazô- nico é de 392, variando de 8 a 175 por ecorregião. Contudo, o número de tipos de paisagens em unidades de conservação de proteção integral variou de 0 a 81. Dos 392 tipos de unidades de paisagem, 239 (61%) não estão representados em nenhuma das 50 unidades de proteção integral existentes do bioma e 95 (24%) apresentam menos de 10% de sua área em unidades de proteção integral, ou seja, as unidades de paisagem com menos de 10% de sua área representadas em unidades de conservação do bioma Amazô- nia totalizam 85%. Desta forma, semelhante à baixa representação das unidades de conservação em relação às ecorregiões, o sistema atual de unidades é insuficiente para proteger a grande diversidade de tipos de paisagens existentes nas 23 ecorregiões que compõem o bioma Amazônia. Os tipos de unidades de paisagem mais importantes a serem incorporadas nas novas unidades de conservação de proteção integral, em cada ecorre- gião do bioma Amazônia, são aquelas que não estão ainda incorporadas ou possuem menos de 10% de suas áreas em unidades de conservação de
Geografia
Aula 05
Hidrografia
Estados físicos da água – A água pode ser encontrada na natureza nos seus três estados físicos: a) Vapor – ou de cristais de gelo na atmosfera. b) Líquido – na superfície do Planeta, fluindo sobre o relevo, abrindo vales e formando os rios. g) Sólido – em virtude das baixas temperaturas verificada nas altas latitudes e altitudes, ela acumula-se, produzindo as geleiras. Nos continentes, a água pode estar acumulada nos lagos ou nos lençóis subterrâneos. As partes mais baixas do planeta, os vasos oceânicos, foram preenchidos por águas que deram origem aos grandes mares e oceanos. Elemento vital – Ela é um dos elementos primordiais para a existência e sobrevivência dos homens, dos animais e das plantas. A água cobre quase 71% da superfície do planeta Terra contra 29% das terras emersas. Este recurso natural é tão importante para a humanidade que, desde a antiguidade, muitas de nossas cidades tiveram origem nas margens de importantes rios. “As ci- vilizações do antigo Egito, da Índia e da Mesopotâmia chamam-se civilizações hidráulicas. Sua ascensão e subsequente queda estão intimamente relacio- nadas à existência da água”, como afirma o geógrafo David Drew. Produto disputado – Nas últimas décadas, vem-se transformado num produ- to cada vez mais disputado. O aumento da população, da urbanização e a intensificação dos processos industriais e agropecuários colocam em risco as reservas naturais deste produto. Segundo o Banco Mundial, o mundo está sob ameaça de uma crise geral de água potável. Essa ameaça está na raiz de conflitos entre povos em vários lugares do Planeta. Acredita-se que, em pouco tempo, a humanidade estará dividida entre os que têm e os não têm acesso a estes recursos. Muitas cidades do Brasil e do mundo situam-se nas margens de um rio ou são cortadas por eles. Nesse sentido, eles fornecem água para o abasteci- mento das cidades e para as indústrias. São usados como vias naturais de acesso ao interior dos continentes e transportam grandes volumes de cargas e passageiros. Quando barrados podem gerar energia para suprir as necessidades das cidades ou para possibilitar a perenização do transporte fluvial quando o volume do seu leito é regularizado. São também, fonte de lazer e divisores naturais entre dois países. “Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desen- volvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro (Eco 92), os representantes de 178 governos manifestaram sua preocupação em relação ao fato de colocar em risco o patrimônio natural (entre os quais os recursos hídricos do Planeta) das gerações futuras. No fim da conferência, foi lançada a “Carta da Terra”, na qual, entre várias políticas referentes aos recursos naturais, foram lançadas as bases para a adoção do controle dos recursos hídricos” (PITTE, Jean-Robert (coord). Geografia: a natureza humanizada. FTD, p. 104. São Paulo, 2000).
A água realiza um importante papel nos mecanismos que caracterizam os climas e dos processos de modelagem (esculturação) do relevo terrestre. A fauna e a flora de uma região também estão condicionadas e adaptadas à sua presença em abundância ou não. A distribuição geográfica da população foi, ao longo da história, influenciada pela ocorrência ou não de recursos hídricos. Muitas civilizações estabe- leceram-se nas margens de importantes rios e ficaram conhecidas como “civilizações do regadio”. Acredita-se que o controle da água doce, espe- cialmente para a irrigação, foi um importante fator para a ascensão econô- mica e tecnológica de várias civilizações. O rio Nilo foi o berço da civilização egípcia. O “Crescente Fértil” viu nascer e expandir as civilizações da Meso- potâmia (região situada entre os rios Tigre e Eufrates). Os gregos tinham uma relação estreita com os mares que circundavam suas colônias na Jônia e no mar Egeu. Rio – Corrente de água que escoa da parte mais alta para a parte mais baixa do terreno por ação da gravidade. Na parte mais alta, encontram-se as nascentes; nas mais baixas, a foz ou a desembocadura. Um rio pode ter escoamento perene ou temporário (intermitente) que é determinado pelas condições climáticas das regiões por onde corre. Os rios podem ser dife- renciados pelo tamanho (extensão, volume, profundidade), pelo tipo de terreno em que correm (se suas águas vão ser barrentas ou não), pela direção que tomam no terreno (vertendo para o litoral: exorréicos; para o interior: endorréicos), ou pela sua posição em relação aos outros rios em uma bacia hidrográfica.
A alimentação de um rio pode ser pelas chuvas (pluvial) ou pelo derretimento da neve (nival ou niveal). Há os que recebem grande contribuição por ocasião do derretimento das bordas de algumas geleiras (glacial). Rios, como o Amazonas, recebem dupla alimentação (pluvionival), pois seus formadores nascem em diferentes regiões. “O Sol participa do ciclo da água; além de aquecer a superfície da Terra dando origem aos ventos, provoca a evaporação da água dos rios, lagos e mares. O vapor da água, ao se resfriar, condensa-se em minúsculas gotinhas, que se agrupam formando as nuvens, as neblinas ou as névoas úmidas. As nuvens podem ser levadas pelos ventos de uma região para outra. Com a condensação e, em seguida, a chuva, a água volta à superfície da Terra, caindo sobre o solo, rios, lagos e mares. Parte dessa água evapora retor- nando à atmosfera, outra parte escoa superficialmente ou infiltra-se no solo, indo alimentar rios e lagos. Esse processo é chamado ciclo da água” (Enem). Podemos dizer que os rios representam a parte terrestre do ciclo hidrológico. Os rios são organizados hierarquicamente formando uma rede hidrográfica: rio principal, afluentes, subafluentes. A área drenada por uma rede hidrográfica é denominada “bacia hidrográfica”. As bacias são responsáveis por recolher o excesso de água no interior dos continentes e devolvê-las ao mar para que se reinicie o ciclo hidrológico. Podem ser classificadas segun- do o padrão de escoamento: exorréica, endorréica, arréica e criptorréica. Exorréicas – A drenagem é feita em direção ao mar. Endorréicas – O escoamento é interno, isto é, não se faz para o oceano. Nesse caso, as águas fluem para uma depressão (lago) ou, então, dissipam- se nas areias do deserto. Arréicas – Em bacias arréicas, não se verifica uma estruturação hidrográfica. Esse tipo é encontrado nas áreas desérticas, onde a precipitação é insignificante. Criptorréicas – As águas fluem subterraneamente, como acontece nas áreas cársticas. Nessas bacias, as águas podem surgir em fontes ou reintegrar-se à drenagem superficial. Formação dos rios – Os rios podem formar-se a partir de nascentes pro- venientes de um lençol de água subterrânea ou do transbordamento de um lago (o rio Nilo nasce no lago Vitória, na África). Cheia e vazante – Ao longo do ano, o volume das águas de um rio varia. O período das chuvas ou do derretimento da neve confere ao rio maior volume de água, provocando a subida do nível da água (cheia). Findo esse período, inicia-se a vazante (descida do nível do rio até seu ponto mínimo). A esse mecanismo chamamos de “regime fluvial”, que, por sua vez, é caracterizado pelas condições dos climas nos seus respectivos vales. No regime polar ou glacial, os rios podem permanecer congelados de quatro a seis meses no ano (rio Lena, na Rússia). Já no regime nival ou alpino, o volume máximo (cheia) ocorre na primavera, por ocasião do derretimento da neve (rio Tibre, na Itália). Também no regime tropical, há duas estações bem marcadas durante o ano: uma chuvosa (período das cheias) e outra seca, que provoca a ocorrência da vazante (rio Paraná, no Brasil). Finalmente, no regime equatorial, que apresenta chuvas abundantes o ano todo, não se verificam expressivas variações no nível de água. Os rios são sempre muito volumosos. Exemplo: rio Amazonas, na Amazônia. Se observarmos o perfil longitudinal, ou seja, a distância que há entre a nascente e a foz, temos o curso do rio, que pode ser dividido em: a) alto curso ou superior (parte do rio mais próximo à nascente); b) médio curso; c) baixo curso (parte do rio mais próximo à sua foz). No alto curso, temos o menor volume de águas do rio; no baixo curso, o seu maior volume, pois o rio já recebeu a contribuição das águas de quase todos os seus afluentes.
As partes mais elevadas do relevo separam os rios da rede hidrográfica, deli- mitando suas respectivas bacias. São os interflúvios ou divisores de águas. Trabalho do rio – Da nascente até a foz, todo rio realiza o trabalho de esculturação do relevo e do seu vale. a) Erosão – Consiste na retirada de fragmentos do terreno. b) Transporte – Depende do volume de água, da declividade e da natureza dos sedimentos.
Aula 06
Geografia
c) Sedimentação – Pode ocorrer ao longo do curso, na foz ou no fundo do mar onde ele deságua. Fases do rio – Na fase da juventude , realiza o trabalho de erosão dos terre- nos onde corre. Escava seu leito e modela as vertentes (lados) do vale fluvial. Dependendo do tipo de rocha, das condições climáticas e do volume de água, os rios podem esculpir seus vales em forma de garganta (cânions), em forma de calha, de vale normal ou um vale assimétrico. Na fase da maturidade , o rio transporta os sedimentos e inicia o processo de sedimentação ao longo de seu vale. Na fase da velhice ou senilidade , ocorre o trabalho de sedimentação, pro- vocando o aparecimento de muitos meandros (curvas). Tipos de foz – A parte final de um rio é sua foz. Tipos de terrenos, profun- didade do leito, volume de água são características que possibilitam a dife- renciação entre vários tipos de foz ou desembocadura. Um estuário é a foz do rio que apresenta grande profundidade e onde o rio lança suas águas sem nenhuma obstrução. Barras são formadas em função do grande transporte de sedimentos pelo rio, que são depositados em mares rasos. Com o tempo, essa sedimentação forma obstáculos para a saída das águas desse rio. Nos deltas , os rios chegam ao seu percurso final muito lentos. Esses rios carregam grande quantidade de sedimentos. A resistência das águas do mar e a diminuição da velocidade de escoamento reduzem a capacidade de trans- porte. Ao serem depositados na foz, esses sedimentos acumulam-se e obstruem a foz, provocando o surgimento de várias ilhas. Essa carga de material obriga a foz do rio a se abrir feito um leque e a avançar sobre o mar. Conforme o relevo da região por onde atravessam, esses rios podem ser ainda de planalto ou de planície. Os rios de planície apresentam pouca declividade e, em geral, são utilizados para a navegação, que depende do volume de água e da profundidade do leito. Os rios de planalto apresentam maior declividade ao longo do sue curso, com cachoeiras, quedas ou corredeiras que, geralmente, são barradas para o aproveitamento de seu potencial hidrelétrico. A navegabilidade nesses rios, sem a intervenção do homem, fica restrita ao trecho entre as cachoeiras. Ela pode ser ampliada se forem construídas as eclusas: possibilitam a passagem de uma embarcação da parte mais baixa para a mais alta e vice-versa. O clima da região onde o rio está exerce uma importância muito grande na sua caracterização. Os rios efêmeros são torrentes que se formam em regiões de montanha, por ocasião das fortes chuvas. Na desembocadura, acumulam-se sedimentos arrastados pelas águas em seu caminho, formando depósitos denominados de cones de dejeção. Rios temporários ou intermitentes formam- se por ocasião das chuvas, que são geralmente sempre curtas e de pouco volume. Durante a estiagem, esses rios desaparecem. Os perenes são aqueles que, ao longo do ano, nunca ficam sem água no seu leito. O volume oscila com o regime, mas não secam completamente.
EXERCÍCIOS
( F ) a) Na superfície terrestre, encontramos 75% de terras imersas e 25% de terras emersas. ( F ) b) As terras imersas correspondem aos continentes e às ilhas, e as terras emersas ao leito dos rios, lagos e barragens. ( F ) c) O Brasil é um país privilegiado, pois possui em seu território as duas maiores bacias hidrográficas do mundo, a Amazônica e a Platina. ( V ) d) Além de possuir as duas maiores bacias hidrográficas, o Brasil beneficia-se de rios perenes, rios navegáveis e rios com grande po- tencial hidrelétrico. ( V ) e) Hoje, o principal recurso natural e energético é o petróleo; no futuro, tudo indica que o recurso geoestratégico será a água.
a) leito; b) cabeceira; c) margens; d) afluente; e) curso.
a) Água que escoa sobre a superfície terrestre. b) Água doce ou salgada acumulada nas depressões do terreno. c) Água que se infiltra, indo alimentar as reservas subterrâneas. d) Água que se evapora, retornando à atmosfera. e) Cursos de água formados pelo derretimento de geleiras.
a) é igual a zero. b) aumenta para jusante. c) é maior que na nascente. d) mantém-se constante. e) tende a aumentar.
a) o vapor d’água na atmosfera é oriundo da evaporação e da evapotranspiração, podendo cair sob a forma de chuvas. b) a infiltração da água precipitada é maior nas rochas pouco porosas e impermeáveis. c) a biosfera não tem relação com o movimento das águas do ciclo. d) as águas que atingem os lençóis subterrâneos não integram o movimento do ciclo hidrológico.
( F ) Corrente A - Corrente “EI Niño” ( V ) Corrente B - Corrente Sul-Equatorial ( V ) Corrente C - Corrente das Guianas ( F ) Corrente D - Corrente do Labrador ( F ) Corrente E - Corrente do Golfo.
I. As regiões litorâneas apresentam amplitudes térmicas tão elevadas como aquelas de regiões situadas no interior dos continentes. II. Lugares situados próximo ao mar apresentam verões mais quentes e invernos mais frios que lugares de grande continentalidade. III. As águas do mar, dos oceanos e dos rios demoram mais para se aquecer e para se resfriar do que as terras continentais.
a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) Apenas II e III.
a) As precipitações são entradas de energia (na forma de água) no sistema e a evaporação é uma saída de energia. b) Esse sistema funciona diferentemente em cada região, de acordo com o clima, o relevo, a vegetação e a ação antrópica. c) Constitui-se numa série de armazenagens de água ligadas por transferências. d) A evaporação é maior nos continentes, pois apresentam maior aquecimento que os oceanos. e) A energia gravitacional da Terra movimenta a água dentro do seu ciclo.
Os mais antigos fósseis conhecidos de gimnospermas datam do final do período Devoniano, indicando que essas plantas surgiram há, pelo menos, 365 milhões de anos. Elas substituíram as pteridófitas gigantes, tendo sido as principais árvores constituintes das florestas do final do período Carbonífero até o final do período Cretáceo, entre 290 e 100 milhões de anos atrás. Ainda hoje, as regiões temperadas do planeta são cobertas por extensas florestas de coníferas (pinheiros), o filo mais bem-sucedido do grupo. A maioria das espécies atuais de gimnospermas pertence ao filo Coniferophyta (coníferas), como os pinheiros e os ciprestes. O termo conífera (do Latim conus , cone, e do grego phoros , portador) refere-se às estruturas reprodutivas dessas plantas, que são estróbilos geralmente de forma cônica. As coníferas são adaptadas ao frio e habitam vastas regiões ao norte da América do Norte e da Eurásia, onde formam extensas florestas. A conífera nativa brasileira mais conhecida é Araucaria angustiflia (pinheiro-do-Paraná), principal constituinte das matas de araucárias do sul do País, hoje e quase totalmente extintas pela exploração irracional da madeira. As coníferas estão entre os maiores e mais velhos organismos do planeta. Sequoias do estado norte-americano da Califórnia atingem enormes tamanhos, com até 80m de altura, 26m de circunferência e peso estimado em 2.500 ton, o equivalente ao de 14 baleias-azuis, o maior animal do planeta. As árvores de uma outra conífera californiana atingem 110m de altura, tamanho só superado por certos eucaliptos (plantas angiospermas) australianos. Também na Califórnia, uma árvore de uma terceira espécie de conífera, batizada de Matusalém, tem mais de 4.600 anos de idade, sendo o ser vivo conhecido mais velho da Terra. Características gerais das gimnospermas A grande novidade evolutiva das gimnospermas em rela- ção às pteridófitas que as antecederam foi a semente. Os biólogos concordam que esta foi fundamental no suces- so das plantas fanerógamas na flora atual do planeta. Semente Semente é a estrutura reprodutiva que se forma a partir do desenvolvimento do óvulo. Nas plantas, o termo óvulo designa uma estrutura multicelular, cons- tituída por tecido diplóide originário do esporófito e pelo gametófito haplóide, que se desenvolve a partir do megásporo. Nos animais, o termo óvulo designa o gameta feminino, a célula haplóide que irá fundir-se ao gameta masculino para originar o zigoto diplóide. No interior do óvulo das plantas, diferencia-se o gameta feminino, a oosfera, que será fecundada por um gameta masculino para originar o zigoto. Em certos óvulos, pode haver mais de uma oosfera. Esta é o verdadeiro gameta feminino das plantas e corresponde ao óvulo dos animais. Plantas vasculares com flores e frutos: Angiospermas
plantas, em certos casos como parasitas e em outros apenas como inquilinas. A FLOR A flor , assim como o estróbilo das gimnosper- mas, é um ramo especializado em que há folhas férteis com esporângios, os esporófilos. O ramo que contém a flor é denominado pedicelo (do Latim, pediculus , pequeno pé). No pedicelo, há o receptáculo floral , que é a parte do ramo floral em que se encaixam diver- sos tipos de folhas especializadas, os elemen- tos florais , algumas delas formadoras de espo- rângios. Os elementos florais que produzem esporângios (esporófilos) são os carpelos ou megasporofilos (formam óvulos) e os estames ou microsporófilos (formam grãos de pólen). O conjunto de carpelos é denominado gineceu (do Grego gyne , mulher, e oikos , casa) e o conjunto de estames é o androceu (do Grego andros , homem, e oikos , casa). Além dos elementos férteis, a maioria das flores possui elementos estéreis: as pétalas , cujo conjunto forma a corola , e as sépalas, cujo conjunto forma o cálice. O cálice e a corola constituem o perianto (do Grego peri , ao redor, e anthos , flor). Em geral, as pétalas são estruturas delicadas e coloridas, enquanto as sépalas são menores, mais espessas e de cor verde. Em algumas espécies, porém, pétalas e sépalas assemelham-se na cor e na textura, sendo denominadas tépalas ; o conjunto de tépalas é o perigônio (do Grego peri, ao redor, e gónos , órgãos genitais). Flores que apresentam sépalas e pétalas distintas são chamadas de heteroclamídeas (do Grego heteros , diferente, e chlamos , túnica, cobertura). Flores com tépalas recebem a denominação de homoclamídeas (do Grego homos , igual, e chlamos , túnica, cobertura).
EXERCÍCIOS
a) algas; b) briófitas; c) gimnospermas; d) pteridófitas.
a) tecido condutor; b) flor; c) folha; d) fruto; e) gametas.
a) Pinheiros e leguminosas. b) Gramíneas e avencas. c) Samambaias e pinheiros. d) Musgos e samambaias. e) Gramíneas e musgos.
a) pteridófita; b) briófita; c) gimnosperma; d) monocotiledônea; e) dicotiledônea.
a) raízes; b) vasos condutores; c) flores e sementes; d) geração gametofítica; e) geração esporofítica.
a) Briófitas. b) Pteridófitas. c) Gimnospermas. d) Angiospermas – Monocotiledôneas. e) Angiospermas – Dicotiledôneas.
Citologia I
ÁCIDOS NUCLÉICOS Os ácidos nucléicos, originados do núcleo (daí o nome nucléicos), são políme- ros orgânicos formados por unidades denominadas nucleotídeos.
Os nucleotídeos São unidades compostas por moléculas de fosfato, açúcar e base nitrogenada. O fosfato (H 3 PO 4 ) está presente no DNA e no RNA e serve para unir os açúca- res de dois nucleotídeos. O açúcar é um monossacarídeo formado por cinco átomos de carbono – pentose – e dá estrutura ao nucleotídeo. Pode ser uma desoxirribose (C 5 H 10 O 4 ) ou uma ribose (C 5 H 10 O 5 ). A desoxirribose está presente apenas no DNA, e a ribose apenas no RNA.
Desoxirribose Ribose
As bases nitrogenadas identificam o nucleotídeo e classificam-se em dois grupos:
Nucleotídeo é o complexo formado por ácido fosfórico (fosfato), açúcar e base nitrogenada. Se desconsiderarmos a presença do fosfato, a união entre o açúcar e a base nitrogenada corresponde a um nuceosídeo. Ex.: adenosina (adenina + ribose) Ácido desoxirribonucléico: DNA O DNA é um polinucleotídeo de cadeia dupla (forma de hélice), como uma escada em espiral com vários nucleotídeos.
Esquema do DNA com suas duas cadeias helicoidais.
Os “corrimãos” seriam de desoxirribose e ácido fosfórico e os “degraus”, bases nitrogenadas unidas entre si por pontes de hidrogênio. O modelo de escada helicoidal foi proposto pelos cientistas James Watson e Francis Crick, em 1953 As bases nitrogenadas púricas são complementares das pirimídicas ou vice- versa, no DNA são adenina com timina, citosina com guanina. Não esquecer que a timina é base exclusiva do DNA. Obs. : O número de pontes de hidrogênio determina o tipo de bases que se completam.
REPLICAÇÃO (autoduplicação do DNA) A replicação do DNA é semiconservativa porque cada nova molécula de DNA conserva metade da dupla hélice original. Quando uma longa parte de DNA se replica, precisa partir-se, desenrolar-se, construir uma nova cadeia nucleotídica e restabelecer-se. Um contingente de enzimas DNA-polimerase encarrega-se do processo. A capacidade de autoduplicação do DNA, QUE É EXCLUSIVA, também cha- mada replicação, confere aos seres vivos principalmente a capacidade de reproduzir-se.
Esquema da duplicação semiconservativa do DNA. Ácido ribonucléico: RNA O RNA é um polinucleotídeo de uma só cadeia. Ele não possui timina (T); no lugar dela, aparece a uracila (U). Origina-se do DNA em um processo conhecido como transcrição, por meio de uma enzima chamada RNA-polimerase. A RNA-polimerase tem a propriedade de identificar as bases nitrogenadas do DNA.
Transcrição DNA faz RNA – 1 Usando o DNA como molde, ao encontrar a adenina, ela a encaixa na uracila; ao encontrar a guanina, ela a encaixa na citosina (AU e GC ou, em sentido oposto, UA e CG) Tipos de RNA Existem três tipos de RNA em uma célula: ribossômico (rRNA), transportador (tRNA) e o mensageiro (mRNA). O rRNA faz parte da constituição do ribossomo. Na síntese protéica, o mRNA transporta a informação do núcleo para o citoplasma, e o tRNA transporta aminoácidos presentes no citoplasma até os ribossomos.
Esquema dos tipos de RNA.
SÍNTESE DE PROTEÍNA DNA e genes O cromossomo é um longo filamento de DNA em que cada segmento, um gene, indica uma determinada proteína a ser sintetizada pela célula. O DNA é que controla a posição do aminoácido na molécula de proteína, isto é, cada proteína
Biologia
Aula 08
Água
Molécula da Água
Incolor, inodora e insípida, a água é um dos compostos mais importantes para todas as formas de vida conhecidas. Cerca de 70% do peso do corpo humano é constituído por essa molécula. Ela pode ser obtida pela ingestão de líquidos, pelos alimentos ou pela combustão dos alimentos, pois essa reação libera: água , gás carbônico e energia. Na natureza, a água pode ser obtida por uma reação química que ocorre num processo espontâneo e lento. Essa é a reação para obtenção de água no estado de vapor:
= –241,2kJ/mol se a água obtida estiver no estado líquido:
= –285,8kJ/mol e se a água obtida estiver no estado sólido:
= –291,8kJ/mol A molécula da água é composta por um átomo de oxigênio e dois de hidrogênio:
Oxigênio
De símbolo ‘ O ’, este elemento é encontrado no grupo 16 ou antiga família VIA (Calcogênios) da Tabela Periódica, possui número atômico 8, com 8 elétrons, 8 nêutrons e 8 prótons e massa atômica 16u, seus elétrons estão distribuídos em 2 níveis – camadas K e L– com 2 elétrons na camada K e 6 elétrons na camada L – camada de valência –, ele é um ametal. Suas características, na sua forma molecular O 2 e em temperatura ambiente, são: é um gás incolor, insípido, inodoro, comburente, não é combustível e pouco solúvel em água.
Hidrogênio
Elemento químico mais abundante no universo, de símbolo ‘ H ’, pertence ao grupo 1 ou antiga família IA –Família dos Metais Alcalinos. Encontra-se nessa família por apresentar 1 elétron na camada de valência e não por ser metal–. Mesmo sendo muito abundante, existe naturalmente em pequenas quantidades na sua forma molecular. Apresenta 1 próton em seu núcleo e 1 elétron em seu único nível –K–, tem características sui generis , pois trata-se de um ametal. Na temperatura ambiente, é um gás diatômico (isso significa que ele está combinado com outro átomo de hidrogênio – H 2 ), é inflamável, incolor, inodoro, insípido, não é tóxico -contudo asfixia-, não é corrosivo -mas é altamente reativo- e insolúvel em água. Esse elemento é considerado a base da economia do futuro, pois é o combustível principal das ‘Células a Combustível’ , que é um sistema que aproveita a energia elétrica liberada na combinação do hidrogênio com o oxigênio para mover automóveis, por exemplo. A molécula de água tem origem na ligação covalente (ligação que ocorre entre ametais, em que há compartilhamento de elétrons – para que os átomos se estabilizem-) entre o hidrogênio e o oxigênio. O hidrogênio possui 1 elétron na camada de valência – que se estabilizará com 2 elétrons –. O oxigênio tem 6 elétrons na camada de valência -e se estabilizará com 8 elétrons–. Dessa forma, a água é formada por átomos que se unem numa proporção fixa. São necessários dois átomos de hidrogênio para estabilizar um átomo de oxigênio. Nesse processo, o oxigênio compartilha 2 de seus elétrons, 1 com cada átomo de hidrogênio. Seguindo a regra do octeto, os elementos procuram estabilizar-se com 8 elétrons na camada de valência, exceto os que se estabilizam com e 2 elétrons na camada K – Hidrogênio e Hélio, por exemplo. Fórmula Estrutural O /
H H Fórmula Molecular H 2 O ou H + OH – Nas ligações químicas covalentes, na fórmula molecular, colocamos primeiro
o átomo menos eletronegativo e depois o mais eletronegativo e completamos com a quantidade de átomos usados para o equilíbrio da molécula. A molécula da água é angular, o que significa que os hidrogênios se ligam ao oxigênio formando sempre o mesmo ângulo, que é 104,45°. Nesse caso, o oxigênio apresenta 2 orbitais preenchidos com elétrons não ligantes (em pares) e uma força de repulsão entre os elétrons pode provocar um desvio e permitir que os elétrons ligantes (que não estão em pares) se liguem aos átomos de hidrogênio formando esse ângulo. A molécula da água é polar (tem um polo positivo e um polo negativo), o que significa que parte da molécula tem carga parcial positiva e parte dela tem carga parcial negativa. A parte que tem a carga positiva tem os elétrons mais distantes do átomo de hidrogênio, e a parte negativa tem os elétrons mais próximos do oxigênio, pois o oxigênio, nesse caso, é mais eletronegativo e exerce maior atração sobre os elétrons. ö – O /
H H ö +^ ö + A água é um solvente universal. Outras substâncias com moléculas polares são solúveis em água, enquanto que as apolares são insolúveis – por exemplo água e óleo. o óleo tem parte da molécula apolar, portanto não se mistura com água. Quando lavamos uma louça engordurada, utilizamos um detergente, que irá envolver e emulsificar a molécula de gordura e fazer com que a água interaja com a parte polar dessa molécula e, então, arraste a sujeira. Em nosso organismo, as reações químicas ocorrem na presença da água. Ao prepararmos uma solução como a do hidróxido de sódio – soda cáustica –, usamos água como solvente. Pesamos uma massa do soluto (hidróxido de sódio) e dissolvemos na água, em um Becker, completamos até o volume desejado para estabelecermos uma concentração, podemos deixá-la mais concentrada ou mais diluída. Lembrando que as bases (hidróxidos) que têm na molécula um cátion da família 1 ou IA são solúveis em água e a família 2 ou II A tem exceções, como no caso do hidróxido de cálcio (Ca(OH) 2 ) – cal hidratada – parcialmente solúvel.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
a) passa por peneiração, cloração, floculação, filtração e pós-cloração e é canalizada para os rios. b) passa por cloração e destilação, sendo devolvida aos consumidores em condições adequadas para ser ingerida. c) é fervida e clorada em reservatórios, onde fica armazenada por algum tempo antes de retornar aos consumidores. d) passa por decantação, filtração, cloração e, em alguns casos, por fluoretação, retornando aos consumidores. e) não pode ser tratada devido à presença do sabão, por isso é canalizada e despejada em rios.
Química
Aula 09
a) a energia usada para aquecer o chuveiro é de origem química, transformando-se em energia elétrica. b) a energia elétrica é transformada no chuveiro em energia mecânica e, posteriormente, em energia térmica. c) o aquecimento da água deve-se à resistência do chuveiro, onde a energia elétrica é transformada em energia térmica. d) a energia térmica consumida nesse banho é posteriormente transformada em energia elétrica. e)) como a geração da energia perturba o ambiente, pode-se concluir que sua fonte é algum derivado do petróleo.
a) a explicação I é plausível. b) a explicação II é plausível. c) a explicação III é plausível. d) as explicações I e II são plausíveis. e) as explicações II e III são plausíveis.
a) a formação da chuva ácida, em regiões poluídas, a partir de quantidades muito pequenas de substâncias ácidas evaporadas juntamente com a água. b) a perda de sais minerais, no solo, que são evaporados juntamente com a água. c) o aumento, nos campos irrigados, da concentração de sais minerais na água presente no solo. d) a perda, nas plantas, de substâncias indispensáveis à manutenção da vida vegetal, por meio da respiração. e) a diminuição, nos oceanos, da salinidade das camadas de água mais próximas da superfície.
Adaptado de OLIVEIRA, R. J. O Mito da Substância. Química Nova na Escola, n.° 1, 1995.
a) I e II. b) III e IV. c) I, II e III. d) I, II e IV. e) II, III e IV.
a) o barro isola a água do ambiente, mantendo-a sempre a uma temperatura menor que a dele, como se fosse isopor. b) o barro tem poder de “gelar” a água pela sua composição química. Na reação, a água perde calor. c) o barro é poroso, permitindo que a água passe através dele. Parte dessa água evapora, tomando calor da moringa e do restante da água, que são assim resfriadas. d) o barro é poroso, permitindo que a água se deposite na parte de fora da moringa. A água de fora sempre está a uma temperatura maior que a de dentro. e) a moringa é uma espécie de geladeira natural, liberando substâncias higroscópicas que diminuem naturalmente a temperatura da água.
a) ácido acético sólido e bromo líquido. b) ácido acético líquido e bromo gasoso. c) ácido acético gasoso e bromo sólido. d) ácido acético sólido e bromo gasoso. e) ácido acético gasoso e bromo líquido.
a) Vaporização e condensação. b) Sublimação e fusão. c) Condensação e fusão. d) Condensação. e) Fusão.