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Apostila cimento ITAMBÉ, Notas de estudo de Farmácia

Muito boa esta apostila da Itambé, clara , objetiva e completa.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 02/07/2011

anderson-rafael-rentz-3
anderson-rafael-rentz-3 🇧🇷

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Baixe Apostila cimento ITAMBÉ e outras Notas de estudo em PDF para Farmácia, somente na Docsity!

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SUMÁRIO ......................................................................................................................................................... 2

INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 2

DEFINIÇÃO ..................................................................................................................................................... 3

FABRICAÇÃO DO CIMENTO ....................................................................................................................... 3

A)- DOSAGEM, SECAGEM E HOMOGENEIZAÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS ....................................................... 3

B)- CLINQUERIZAÇÃO..................................................................................................................................... 6

C)- MINERALOGIA DO CLÍNQUER ................................................................................................................... 7

D)- ADIÇÕES FINAIS E MOAGEM ..................................................................................................................... 8

FUNÇÕES DAS ADIÇÕES ............................................................................................................................. 9

GESSO.......................................................................................................................................................... 9

FÍLER CALCÁRIO....................................................................................................................................... 9

POZOLANA ................................................................................................................................................. 9

ESCÓRIA DE ALTO-FORNO ..................................................................................................................... 9

TIPOS E APLICAÇÕES DO CIMENTO ....................................................................................................... 10

A)- DEFINIÇÃO DA NOMENCLATURA ............................................................................................................ 10

B)- RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO .................................................................................................................. 11

C)- COMPOSIÇÃO....................................................................................................................................... 11

D)- TIPOS DE CIMENTO DA ITAMBÉ ................................................................................................................ 12

E)- APLICAÇÕES PARA OS CIMENTOS DA ITAMBÉ.......................................................................................... 15

FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO ........................................................................................................... 15

A)- A GRANEL .............................................................................................................................................. 15

B)- ENSACADO............................................................................................................................................. 16

DICAS PRÁTICAS ......................................................................................................................................... 18

A)- RECEBIMENTO DO CIMENTO ADQUIRIDO ................................................................................................ 18

B)- ARMAZENAMENTO DO CIMENTO............................................................................................................. 18

C)- PRAZO DE VALIDADE .............................................................................................................................. 19

D)- UTILIZAÇÃO ............................................................................................................................................ 19

E)- NOÇÕES DE EMPREGO DO CIMENTO ...................................................................................................... 20

F)- TEMPO DE PEGA...................................................................................................................................... 20

ESPECIFICAÇÕES DO CIMENTO .............................................................................................................. 21

O CIMENTO PORTLAND É FABRICADO CONFORME AS ESPECIFICAÇÕES DA ABNT – ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. .............................................................................................................. 21

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................... 22

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O cimento Portland é um dos mais importantes materiais de construção e

altamente empregado pela humanidade. Por definição, é um “aglomerante

hidráulico resultante da mistura homogênea de clínquer Portland, gesso e adições

normalizadas finamente moídos”.

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e porque tem a propriedade de unir outros materiais.

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o porque reage (hidrata) ao se misturar com água e depois de

endurecido ganha características de rocha artificial, mantendo suas propriedades,

principalmente se permanecer imerso em água por aproximadamente sete dias.

A combinação do cimento com materiais de diferentes naturezas como

areia, pedra, cal, aditivo e outros, origina a formação das pastas, argamassas e

concretos.

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É fabricado de acordo com as especificações da ABNT – Associação

Brasileira de Normas Técnicas.

O cimento depende, principalmente, para sua fabricação, dos seguintes

materiais: calcário, argila, minério de ferro e gesso.

Durante o processo de fabricação, os materiais são analisados por diversas

vezes, de forma a alcançar a composição química desejada.

A fabricação do cimento envolve as seguintes operações:

a)- Dosagem, secagem e homogeneização das matérias-primas

O calcário é a matéria-prima básica, contribui de 85 a 95% na fabricação do

cimento, é constituído basicamente de carbonato de cálcio (CaCO 3 ) e,

dependendo de sua origem geológica, pode conter várias impurezas como

magnésio, silício, alumínio e ferro. A rocha calcária é extraída de jazidas com auxílio

de explosivos.

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Os grandes blocos de pedra fragmentados obtidos através da explosão, são

submetidos ao processo de britagem, sendo reduzidos ao tamanho de grão menor

ou igual a 25 mm.

Para melhorar a qualidade do clínquer, o calcário recebe algumas correções

complementares de:

FILITO (argila): este material colabora com o alumínio Al 2

O 3

;

QUARTZITO (material arenoso): este colabora com SiO 2

;

MINÉRIO DE FERRO: este colabora com Fe 2 O 3.

Este conjunto de materiais é enviado para moagem no moinho vertical de rolos, em

proporções pré determinadas, onde se processa o início da mistura íntima,

secagem e a homogeneização necessária, formando-se a farinha crua.

Figura 01 – Jazida e britador

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b)- Clinquerização

A farinha crua moída é calcinada até fusão incipiente, a uma temperatura de

1450ºC em um forno rotativo, onde então obtém-se o clínquer.

Figura 03 – Matérias-primas do cimento

Calcário Filito Quartzito Magnetita

(Pedra) (Argila) (Saibro) (Minério de ferro)

Figura 04 – Forno de clinquerização

CaO Fe 2

O 3

SiO 2

Al 2

O 3

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c)- Mineralogia do clínquer

A sílica, alumina, ferro e cal reagem no interior do forno, dando origem ao

clínquer, cujos compostos principais são os seguintes:

01)- 3CaO.SiO 2 Silicato tricálcico = (C 3 S) 18 a 66% no cimento

02)- 2CaO.SiO 2

Silicato dicálcico = (C 2

S) 11 a 53% no cimento

03)- 3CaO.Al 2

O 3

Aluminato tricálcico = (C 3

A) 05 a 20% no cimento

04)- 4CaO.Fe 2 O 3 .Al 2 O 3 Ferro aluminato tetracálcico = (C 4 AF) 04 a 14% no cimento

Obs.: Resultados de centenas de ensaios de trinta cimentos nacionais realizados pela ABCP.

Figura 05 – Moinho de bolas

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GESSO

A gipsita, sulfato de cálcio di-hidratado, é comumente chamada de gesso. É

adicionada na moagem final do cimento, com a finalidade de regular o tempo de

pega, permitindo com que o cimento permaneça trabalhável por pelo menos uma

hora, conforme ABNT. Sem a adição de gipsita, o cimento tem início de pega em

aproximadamente quinze minutos, o que tornaria difícil a sua utilização em

concretos.

FÍLER CALCÁRIO

A adição de calcário finamente moído é efetuada para diminuir a porcentagem

de vazios, melhorar a trabalhabilidade, o acabamento e pode até elevar a

resistência inicial do cimento.

POZOLANA

A pozolana é a cinza resultante da combustão do carvão mineral utilizado em

usinas termoelétricas. Também há possibilidade de se produzir pozolana artificial

queimando-se argilas ricas em alumínio a temperaturas próximas de 700ºC. A

adição de pozolana propicia ao cimento maior resistência a meios agressivos como

esgotos, água do mar, solos sulfurosos e a agregados reativos. Diminui também o

calor de hidratação, permeabilidade, segregação de agregados e proporciona

maior trabalhabilidade e estabilidade de volume, tornando o cimento pozolânico

adequado a aplicações que exijam baixo calor de hidratação, como

concretagens de grandes volumes.

ESCÓRIA DE ALTO-FORNO

A escória de alto-forno, é sub-produto da produção de ferro em alto-forno, obtida

sob forma granulada por resfriamento brusco.

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Os diferentes tipos e teores de adições usados na moagem do clínquer

permitem que se obtenham cimentos de características diversas, possibilitando ao

construtor conseguir sempre um cimento mais adequado ao concreto e argamassa

a que se destina.

TABELA DE COMPONENTES DOS CIMENTOS PORTLAND BRASILEIROS

Composição química Porcentagem

CaO 58,0 a 66,0%

SiO 2

19,0 a 25,0%

AlO 3

3,0 a 9,0%

Fe 2

O 3

1,5 a 4,5%

MgO 0,3 a 6,1%

SO 3

0,8 a 3,0%

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a)- Definição da nomenclatura

CP II - F - 32

Classe de resistência aos 28 dias, em MPa

Tipo de adição (F fíler, Z pozolana, E escória)

Tipo de cimento

Cimento Portland

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d)- Tipos de cimento da Itambé

Cimento Portland composto com fíler, com teor de adição entre 6 e 10%.

Tem diversas possibilidades de aplicação, por isto é um dos cimentos mais

utilizados no Brasil.

Suas propriedades atendem desde estruturas em concreto armado até

argamassas de assentamento e revestimento, concreto massa e concreto

para pavimentos.

Recomenda-se não utilizar na necessidade de desforma rápida, sem cura

térmica, concreto protendido pré-tensionado e meios fortemente agressivos.

Cimento Portland composto com pozolana, pode conter de 6 a 14% desta adição,

além de até 10% de fíler. Suas propriedades atendem desde as estruturas em

concreto armado, argamassas de assentamento, revestimento, concreto massa e

concreto para pavimento.

A pozolana colabora para a redução do calor de hidratação e aumento da

resistência a meios agressivos. Recomenda-se não utilizar na necessidade de

desforma rápida sem cura térmica e concreto protendido pré-tensionado.

CP II - F - 32

CP II - Z - 32

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O cimento Portland pozolânico tem baixo calor de hidratação, o que o torna

bastante recomendável na concretagem de grandes volumes e sob temperaturas

elevadas. Além disto, o alto teor de pozolana, entre 15 e 50%, proporciona

estabilidade no uso com agregados reativos e em ambientes de ataque ácido, em

especial de ataque por sulfatos. Em conseqüência do seu baixo ganho de

resistência nas primeiras idades, não é recomendado para uso em argamassa

armada, concreto de desforma rápida sem cura térmica e concreto protendido

pré-tensionado. Em contra partida, é altamente eficiente em argamassas de

assentamento e revestimento, em concreto magro, concreto armado, concreto

para pavimentos e solo-cimento.

O cimento Portland de alta resistência inicial tem alta reatividade em baixas idades,

em função do grau de moagem a que é submetido. O clínquer é o mesmo utilizado

para a fabricação de um cimento convencional, mas permanece no moinho por

um tempo mais prolongado, tornando-o mais fino, com maior superfície específica.

O cimento continua ganhando resistência até os 28 dias, atingindo valores mais

elevados que os demais, proporcionando maior rendimento ao concreto.

É largamente utilizado em produção industrial de artefatos, onde se exige desforma

rápida, concreto protendido pré e pós-tensionado, pisos industriais e argamassa

armada. Devido ao alto calor de hidratação, não é indicado para concreto massa.

Contém adição de até 5% de fíler calcário. A ausência de pozolana não o torna

indicado para concreto com agregados reativos.

CP V - ARI

CP IV - 32

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e)- Aplicações para os cimentos da Itambé

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TIPO E CLASSE DO CIMENTO

A P L I C A Ç Õ E S

CP II-F-32 CP II-Z-32 CP IV-32 CP V-ARI CP V-ARI-RS

Argamassa armada    ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Argamassa de assentamento e revestimento ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺  

Argamassa e concretos para meios agressivos   ☺☺☺☺  

Concreto auto-adensável ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Concreto com agregados reativos  

  

 ☺ ☺☺

☺  

  



Concreto magro para passeios e revestimentos ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺  

Concreto massa ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

☺  

  



Concreto p/ desforma rápida, cura aspersão ou

química

 

  

  

 ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

Concreto para desforma rápida, cura térmica     ☺☺☺☺

Concreto protendido pós-tensionado ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Concreto protendido pré-tensionado    ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Concreto simples ou armado ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Elementos pré-moldados, cura acelerada ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

☺ ☺ ☺☺

Elementos pré-moldados, cura convencional    ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Pavimentos de concreto simples ou armado ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺  

Pisos industriais de concreto    ☺☺☺☺ ☺☺☺☺

Solo - cimento ☺☺☺☺ ☺☺☺☺ ☺☺☺☺  

As indicações baseiam-se em critérios técnicos e econômicos. Não significa que

determinado tipo não possa ser utilizado mediante estudos específicos.

F Foorrmmaass ddee ccoommeerrcciiaalliizzaaççããoo

a)- A granel

O cimento a granel destina-se a consumidores de grande porte, normalmente

consumidores industriais e concreteiras, onde suas instalações são dotadas de silos

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de armazenagem. O cimento é entregue ao cliente em caminhões, usualmente

conhecido como “cebolão”.

Figura 07 – Caminhão silo

b)- Ensacado

O cimento ensacado destina-se a clientes de menor consumo ou que não possuam

silo de armazenagem. Os cimentos da Itambé são expedidos em embalagens de

50 kg. As embalagens são confeccionadas em papel kraft, que permitem a

garantia da qualidade do cimento.

São estampadas diversas informações como: composição do produto, cuidados

com o manuseio, data de fabricação e validade, indicação para melhor utilização

e dicas de armazenagem.

As sacarias do cimento Itambé são diferenciadas por cores que facilitam a

identificação dos tipos, conforme apresentado na figura 08.

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a)- Recebimento do cimento adquirido

No recebimento do cimento na obra, antes da descarga do caminhão, devem ser

observados os seguintes itens:

  • nota fiscal: local de entrega, empresa, quantidade, tipo de cimento, data;

  • se a carga está devidamente protegida;

  • condições dos sacos: se não estão rasgados e/ou molhados;

  • condições do cimento: se não está empedrado ou apresenta sinais de que entrou

em contato com a umidade.

Caso ocorra alguma irregularidade, deve-se registrar no verso do conhecimento de

frete, solicitar ao motorista que assine a mesma e comunicar a Cia. de Cimento

Itambé para que as providências sejam tomadas.

b)- Armazenamento do cimento

O cimento ensacado deve ser armazenado sobre estrados de madeira, mantendo

as pilhas de cimento afastadas das paredes e do piso. O empilhamento máximo de

sacos é de 10 (dez) unidades (figura 09). Poderão ser empilhados 15 (quinze) sacos,

se o período de estocagem não ultrapassar quinze dias. O local de estocagem

deve ser coberto e protegido das intempéries, sem umidade excessiva e outros

fatores que prejudiquem a qualidade do cimento.

As pilhas deverão ser formadas de maneira que permita com que os sacos de

cimento mais velhos sejam utilizados primeiro.

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Figura 09 – Armazenagem

c)- Prazo de validade

Observar o prazo de validade do cimento. Segundo as normas brasileiras, o cimento

armazenado a granel ou contêiner por mais de seis meses, ou armazenados em

sacos por mais de três meses, deve ser reensaiado. A Itambé recomenda o

consumo dentro do prazo de sessenta dias, atendendo às condições climáticas da

região.

d)- Utilização

O cimento não poderá sofrer contaminação, mesmo que seja com os agregados e

outro material que venha a ser utilizado para obtenção do concreto e da

argamassa. Se o cimento ensacado entrar em contato com a umidade, este se

hidratará e perderá resistência, o que comprometerá o seu uso.