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Apostila - Cônicas, Notas de estudo de Engenharia Informática

Apostila de Álgebra - Cônicas

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 06/12/2013

thiago-souza-cjt
thiago-souza-cjt 🇧🇷

4.5

(34)

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bg1
x
y
x
y P(x,y)
y
x
P(x,y,z)
z
x
y
z
CAPÍTULO 8
SISTEMAS DE COORDENADAS
Sistema de coordenadas é um sistema de referênciamento que permite a localização de um
ponto qualquer do espaço. Para se especificar a posição de cada ponto neste espaço é
necessário que se defina uma origem e uma orientação.
As coordenadas cartesianas são as mais utilizadas, porém, outros sistemas de igual
importância são os sistemas de coordenadas polares, cilíndricas e esféricas.
8.1 – COORDENADAS RETANGULARES
É o sistema de coordenadas, já estudado, composto pelos eixos coordenados x, y e z.
a) no espaço bidimensional (plano):
b) no espaço tridimensional:
8.2 – COORDENADAS POLARES
O sistemas de coordenadas polares marca a posição de um ponto em um plano. Além
disso, certas curvas têm equações mais simples quando esse sistema é usado. Nas
coordenadas polares as três cônicas estudadas: parábola, elipse e hipérbole, têm uma equação.
No sistema cartesiano, as coordenadas são números chamados de abscissa e ordenada que
são as medidas das distâncias orientadas a dois eixos fixos. No sistema de coordenadas
polares, as coordenadas consistem em uma distância orientada e na medida de um ângulo
relativo a um ponto fixo e a um eixo fixo. O ponto fixo é chamado de pólo (ou origem), sendo
designado pela letra O. O eixo fixo é chamado de eixo polar (ou reta polar) e será designado
por OA ou eixo de 0o. O eixo OA é, normalmente colocado na horizontal, orientado para a
direita e se estende indefinidamente.
O θ
A
P(r, θ)
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17

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x

y

x

y P(x,y)

y

x

P(x,y,z)

z

x

y

z

CAPÍTULO 8

SISTEMAS DE COORDENADAS

Sistema de coordenadas é um sistema de referênciamento que permite a localização de um ponto qualquer do espaço. Para se especificar a posição de cada ponto neste espaço é necessário que se defina uma origem e uma orientação. As coordenadas cartesianas são as mais utilizadas, porém, outros sistemas de igual importância são os sistemas de coordenadas polares, cilíndricas e esféricas.

8.1 – COORDENADAS RETANGULARES

É o sistema de coordenadas, já estudado, composto pelos eixos coordenados x, y e z.

a) no espaço bidimensional (plano):

b) no espaço tridimensional:

8.2 – COORDENADAS POLARES

O sistemas de coordenadas polares marca a posição de um ponto em um plano. Além disso, certas curvas têm equações mais simples quando esse sistema é usado. Nas coordenadas polares as três cônicas estudadas: parábola, elipse e hipérbole, têm uma equação. No sistema cartesiano, as coordenadas são números chamados de abscissa e ordenada que são as medidas das distâncias orientadas a dois eixos fixos. No sistema de coordenadas polares, as coordenadas consistem em uma distância orientada e na medida de um ângulo relativo a um ponto fixo e a um eixo fixo. O ponto fixo é chamado de pólo (ou origem), sendo designado pela letra O. O eixo fixo é chamado de eixo polar (ou reta polar) e será designado por OA ou eixo de 0o. O eixo OA é, normalmente colocado na horizontal, orientado para a direita e se estende indefinidamente.

O

A

P(r, θ)

Seja P um ponto qualquer do plano, distinto de O. Seja θ a medida do ângulo AOP, positiva quando considerada no sentido anti-horário e negativa quando no sentido horário, tendo como lado inicial OA e como lado final OP. Então, se r for a distância não orientada de

O a P (isto é , r = OP), o conjunto de coordenadas polares de P será dado por r e θ, e

escrevemos essas coordenadas como (r, θ).

Exemplo 1: Represente graficamente cada um dos seguintes pontos em coordenadas polares:

a) ( 2 , 45 o) b) ( 5 , 90 o) c) ( 1 , 120 o) d) ( 3 , 210 o) e) ( 4 , − 60 o) f) (^)  

 (^) ,− 180 o 2

Solução:

a) b) e)

Exemplo 2: Um dado ponto tem um número ilimitado de conjuntos de coordenadas polares.

Basta lembrarmos da trigonometria e veremos que o ponto P ( 5 , 30 o)é o mesmo que o ponto

P ( 5 , 390 o), P ( 5 ,− 330 o), P (− 5 , 210 o)ou P (− 5 ,− 150 o).

Exemplo 3: Se r = 0 e θ é qualquer número real, temos a origem, que é designada por (0, θ).

Exercícios: Marque num gráfico o ponto com coordenadas polares ( 3 , − 120 o). Ache outro

conjunto de coordenadas polares desse ponto para as quais:

a) r < 0 e θ > 0 o^ b) r > 0 e θ > 0 o^ c) r < 0 e θ < 0o

O

P ( 5 , 90 o)

90 o P ( 4 ,− 60 o)

− 60 o

O

O 0

o

P( 2 , 45 o )

45 o

0 o

  • 330 o

 θ <

0

r 0

P ( 5 ,− 330 o)

0 o

30 o

 θ >

< 0

r 0

P ( 5 , 30 o) 0 o 210 o 

 θ >

< 0

r 0

P (− 5 , 210 o)

0 o

  • 150 o 

 θ <

< 0

r 0

P (−^5 ,− 150 o)

z P(r, θ, z)

θ^ r

z

Exemplo 6: Ache (r, θ) se r > 0 e 0o^ < θ < 360o^ para o ponto cuja representação cartesiana é

(− 3 ,− 1 ).

Solução: Verificamos no gráfico o ponto (− 3 ,− 1 )

Como r > 0, temos r= x^2 +y^2 = 3 + 1 = 2

Como 3

x

y

tg θ

Considerando que 180 o^ < θ < 270o^ ⇒ θ= 210 o portanto o ponto é ( 2 , 210 o)

Exemplo 7: Ache a equação polar do gráfico cuja equação cartesiana é x^2 + y^2 − 4 x= 0

Solução: substituindox = r⋅cos θ e y=r⋅sen θ na equação dada temos:

logo r 4 rcos 0 r(r 4 cos ) 0 , assim:r 0 ou r 4 cos 0

r cos r sen 4 r cos 0 r (sen cos ) 4 r cos 0

2

2 2 2 2 2 2 2

− θ= ∴ − θ = = − θ =

⋅ θ+ ⋅ θ− ⋅ θ= ⇒ θ+ θ − ⋅ θ=

O gráfico de r = 0 é a origem, contudo, ele é um ponto do gráfico de r − 4 cosθ= 0 ,

pois, r = 0 quando θ = 90 o.

Logo, a equação polar do gráfico é r = 4 cosθ.

8.3 – COORDENADAS CILÍNDRICAS

A representação das coordenadas cilíndricas de um ponto P é (r, θ, z), onde r e θ são as coordenadas polares da projeção de P em um plano polar e z é a distância orientada desse plano polar até P.

x

y

− 3

r

Exemplo 1: Faça um esboço do gráfico de cada uma das seguintes equações onde c é uma constante:

a) r = c b) θ = c c) z = c

Solução:

a) Para um ponto P (r, θ, z) do gráfico de r = c, θ e z podem assumir quais quer valores e r é uma constante. O gráfico é um cilindro circular reto, tendo c^ como raio e z como seu eixo.

b) Para todos os pontos P (r, θ, z) do gráfico de θ = c, r e z podem assumir qualquer valor, enquanto que θ permanece constante. O gráfico é um plano que passa pelo eixo z.

c) O gráfico de z = c é um plano paralelo ao plano polar e a uma distância orientada de c unidades.

O nome coordenadas cilíndricas vem do fato de que o gráfico de r = c é um cilindro circular reto, como foi mostrado no exemplo acima. Coordenadas cilíndricas são usadas em um problema físico quando há um eixo de simetria.

x

y

z

θ = c

c

x

y

z

r = c

x

y

z

z = c

8.4 – COORDENADAS ESFÉRICAS

Num sistema de coordenadas esféricas há um plano polar e um eixo perpendicular ao

plano polar (eixo z ou φ = 0 o), com a origem deste eixo na origem do plano polar. Um ponto é

localizado por três números e a representação deste ponto P em coordenads esférica é

P^ ( ρ^ ,θ,φ), onde ρ =OP, θ é a medida do ângulo polar da projeção de P sobre o plano polar e

φ é a medida do menor ângulo medido entre o lado positivo do eixo z e a semi-reta OP. A

origem tem como representação com coordenadas esféricas (^) ( 0 ,θ, φ),onde (^) θ e φpodem ser

qualquer valor.

Exemplo 1: Faça um esboço do gráfico de cada uma das seguintes equações, onde c é uma constante:

a) ρ = c e c> 0 b) θ =c c) φ=c e 0 <c< 180 o

Solução:

a) Todo ponto P ( ρ ,θ,φ)do gráfico de ρ=c tem o mesmo valor de ρ , θ pode ser qualquer número, e 0 ≤ φ≤ 180 o. Segue que o gráfico é uma esfera de raio c e centro na origem.

b) Para qualquer ponto P (ρ ,θ,φ)no gráfico de θ =c, ρ pode ser qualquer número não-negativo e φ qualquer número no intervalo fechado [ 0 , π], e θ é constante. O gráfico é um semi-plano contendo o

eixo z e é obtido girando o semi-plano x ≥ 0 do

plano xz de um ângulo de c radianos ou graus em torno do eixo z. A figura mostra esboços dos semi- planos para θ =^14 π, θ = 32 π, θ = 34 π e θ =−^16 π.

θ

θ= 0 o

φ= 0 º

( ρ , θ, φ)

c) O gráfico de φ =c contém todos os pontos P (ρ , θ,φ)para os quais ρ é qualquer número não-negativo, θ é qualquer número e (^) φ é a constante c. O gráfico é um cone, tendo seu vértice na origem e o eixo z como eixo. A figura mostra esboços do cone para 0 < c< 90 o^ e 90 o<c< 180 o, respectivamente.

Como o gráfico de ρ =cé uma esfera, conforme foi

visto no exemplo anterior, temos o nome “coordenadas esféricas”. Em problemas físicos, onde existe um ponto de simetria, as coordenadas esféricas são frequentemente utilizadas. Colocando juntos um sistema de coordenadas esféricas e um sistema de coordenadas cartesianas (retangulares), conforme mostra a figura, obtemos relações entre os dois tipos de coordenadas de um ponto P através das equações:

=ρ⋅ φ

=ρ⋅ φ⋅ θ =ρ⋅ φ⋅ θ z cos

x sen cos y sen sen

Elevando ao quadrado cada uma dessas relações anteriores, e somando temos:

x^2 + y^2 +z^2 = ρ^2

  1. Ache as coordenadas cilíndricas do ponto com as coordenadas cartesianas dadas:

a) (4, 4, -2) b) ( − 3 3 , 3 , 6 ) c) (1, 1, 1)

  1. Ache as coordenadas cartesianas do ponto cujas coordenadas esféricas são:

a) ( 4 , 30 o^ , 45 o) b) ( 4 , 90 o^ , 60 o) c) ( 6 , 60 o, 135 o)

  1. Ache um conjunto de coordenadas esféricas do ponto cujas coordenadas cartesianas são:

a) ( 1 ,− 1 ,− 2 ) b) (− 1 , 3 , 2 ) c) ( 2 , 2 , 2 )

  1. Ache um conjunto de coordenada cilíndricas do ponto cujas coordenadas esféricas são:

a) ( 4 , 120 o^ , 150 o) b) ( 2 , 135 o^ , 180 o) c) ( 2 3 , 60 o^ , 45 o)

Resposta: a) ( 2 , 120 o^ ,− 2 3 ) b) ( 0 , 135 o^ ,− 2 ) c) ( 6 , 60 o, 6 )

  1. Ache um conjunto de coordenadas esféricas do ponto cujas coordenadas cilíndricas são:

a) ( 3 , 30 o^ , 3 ) b) ( 3 , 90 o^ , 2 ) c) ( 2 , 150 o^ ,− 4 )

Resposta: a) ( 18 , 30 o^ , 45 o) b) ( 13 , 90 o^ , 56 , 3 o) c) ( 20 , 150 o^ , 153 , 4 o)

  1. Encontre uma equação em coordenadas cilíndricas da superfície dada.

a) x 2 + y^2 + 4 z^2 = 16 b) x 2 + y^2 = 3 z c) x 2 −y^2 = 3 z^2

Resposta: a) r 2 + 4 z^2 = 16 b) r 2 = 3 z c) r 2 cos 2 θ= 3 z^2

  1. Encontre uma equação em coordenadas esféricas da superfície dada.

a) x 2 + y^2 +z^2 − 9 z= 0 b) x 2 + y^2 = 9 c) x^2 + y^2 +z^2 − 8 x= 0

Respostas: a) ρ = 9 cos φ b) ρsen φ= 3 c) ρ = 8 sen φcos θ

Pela definição: FP =P` P

Como:

FP ( x 0 ) i ( y p/ 2 ) j

r r = − + −

P` P ( x x) i ( y p/ 2 ) j

r r = − + +

CAPÍTULO 9

CÔNICAS

9.1 – PARÁBOLA

Consideremos em um plano uma reta d e um ponto F não pertencente a d. Parábola é o lugar geométrico dos pontos do plano que são equidistantes de F e d.

P pertence a parábola se, e somente se:

d( F,P)= d(P,P ) ou FP =PP

OBS: F∉ d, pois, caso contrário, a parábola se degeneraria numa reta.

Elementos:

foco: é o ponto F diretriz: é a reta d. eixo: é a reta que passa pelo foco e é perpendicular à diretriz. vértice: é o ponto V de interseção da parábola com o seu eixo.

Equação da parábola de vértice na origem do sistema:

Tem-se:

x 2 + (y−p/ 2 )^2 = (y+p/ 2 )^2  x^2 = 2 py Equação reduzida da parábola

d

y

x

F 0 , 2 p  P(^ x,y)

 

  

 (^) − 2 P'x, p

V ( 0 , 0 )

2

p

2 −^ p

d

P

F

V

P`

9.2 – ELIPSE

Elipse é o lugar geométrico dos pontos de um plano cuja soma das distâncias a dois pontos fixos desse plano é constante. Sejam F 1 e F 2 dois pontos distintos de um plano,

Ao conjunto de todos os pontos P tais que,

d( P,F 1 )+ d(P,F 2 )= 2 a ou PF 1 +PF 2 = 2 a

com 2 a > 2 c, dá-se o nome de elipse.

Elementos:

focos: são os pontos F 1 e F 2. distância focal: é a distância 2c entre os focos. centro: é o ponto médio C do segmento F 1 F 2. eixo maior: é o segmento A 1 A 2 de comprimento 2a. eixo menor: é o segmento B 1 B 2 de comprimento 2b. vértices: são os pontos A 1 , A 2 , B 1 e B 2.

Excentricidade: é o número e dado por a

c e =.

Como c < a, tem-se que: 0 < e< 1.

OBS: Em toda elipse vale a relação a 2 =b^2 +c^2

2a

2b

2c

F 1 C F 2

B 1

B 2

A 1 A 2

P

B 1

B 2

A 1 F 1 C F 2

A 2

b^ a

c

Equação de elipse com vértice na origem do sistema:

Da definição:

PF 1 +PF 2 = 2 a

Como:

F 1 P (x c)i (y 0 ) j

r r = + + −

F 2 P (x c)i (y 0 ) j

r r = − + −

Tem-se:

(x +c)^2 +(y)^2 + (x−c)^2 +y^2 = 2 a

b

y a

x 2

2 2

2

  • = → Equação reduzida de elipse

Equação da elipse de centro fora da origem do sistema:

Do gráfico temos:

x = x'+x c => x' =x−xc y = y'+y c => y' =y−yc

Equação da elipse no sistema S’ => 1 b

y' a

x' 2

2 2

2

  • =

No sistema S:

( ) ( ) 1 b

y y a

x x 2

2 c 2

2 − (^) c (^) + − = => Equação padrão da elipse

F 1 (-c,0) C

B 1

B 2

A 1 A 2

P(x,y)

F 2 (c,0)

x

y

b

a

F 1 C = O’

P(x,y)

F 2

x'

y'

xc x

x'

x

y

yc

y

y'

Equação da hipérbole com centro na origem do sistema:

Da definição:

F 1 P −F 2 P = 2 a

Como:

F 1 P (x c)i (y 0 ) j

r r = + + −

F 2 P (x c)i (y 0 ) j

r r = − + −

Tem-se:

( x+c)^2 +(y)^2 − (x−c)^2 +y^2 =± 2 a

b

y a

x 2

2 2

2 − = → Equação reduzida de hipérbole

Equação da hipérbole de centro fora da origem do sistema:

Do gráfico temos:

x = x'+x c =>^ x' =x−xc y = y'+y c => y' =y−yc

Equação da hipérbole no sistema S’ => 1 b

y' a

x' 2

2 2

2 − =

No sistema S:

( ) ( ) 1 b

y y a

x x 2

2 c 2

2 − (^) c (^) − − = => Equação padrão da hipérbole

F 1 (-c,0) V 1 V 2 F 2 (c,0)

a

C

c

x

y

P(x,y)

F 1 F 2

V 1 V 2 C = O`

P(x,y)

x'

y'

xc x

x'

x

y

yc

y

y'

Exemplo: ASG2010/1osem:

GEOMETRIAS DE ANTENAS DE RECEPÇÃO DE SINAIS DE SATÉLITES

A recepção de sinais transmitidos pelos satélites pode ser feita com diversos tipos de antenas. No entanto, devido ao maior ganho obtido das antenas de superfície refletora, como são as parabólicas e as esféricas, essas antenas são normalmente as utilizadas. São elas denominadas parabólicas ou esféricas, porque as superfícies das mesmas são geradas a partir de um parabolóide ou de um esferóide, respectivamente.

Mais largamente utilizadas, as antenas parabólicas são classificadas, quanto ao foco, em simétricas e assimétricas. Tanto as simétricas, como as assimétricas podem ter um ou mais elemento de reflexão do sinal. Quando somente a superfície parabólica é o refletor que concentra o sinal no foco e não existem sub-refletores, as antenas são ditas prime focus, ou ponto focal. Quando se utilizam sub-refletores, colocados no caminho de propagação do sinal, entre a superfície refletora principal e o ponto de iluminação, elas são denominadas Cassegrain e Gregorianas.

Na antena tipo Gregoriana, o sinal depois de sub-refletir em um refletor elíptico, dirige-se para o alimentador/iluminador tipo corneta.

De acordo com as medidas indicadas na figura, determine a equação da parábola e da elipse. Determine também a equação do parabolóide que forma o refletor parabólico simétrico.

0,

x (m)

y (m)

-1,5 -0,5 0,5 1,

1, 1, 35

a x

z

  • a (^) C

c

  • c
    • a (^) C a x

y b

  • b

C b y

z

  • b

c

  • c

O traço no plano xOy é a elipse: 1 , z^0

b

y

a

x

2

2 2

2

O traço no plano xOz é a elipse: 1 , y^0

c

z

a

x

2

2

2

2

O traço no plano yOz é a elipse: 1 , x^0

c

z

b

y

2

2 2

2

Se pelo menos dois dos valores de a, b e c são iguais, o elipsóide é de revolução. Podemos verificar que as interseções do elipsóide com planos x = k, y = k ou z = k (k = constante), resultam numa elipse, num ponto ou no conjunto vazio.

No caso de a = b = c, a equação do elipsóide fica: 2 2 2 2 2

2 2

2 2

2 1 ou x y z a a

z a

y a

x (^) + + = + + =

e representa uma superfície esférica de centro (0, 0, 0) e raio a.

Se o centro do elipsóide é o ponto (x 0 , y 0 , z 0 ) e seus eixos forem paralelos aos eixos coordenados, a equação na forma canônica, obtida por uma translação de eixos coordenados, assume a forma:

1

( ) ( ) ( ) 2

2 0 2

2 0 2

2 − (^0) + − + − = c

z z b

y y a

x x

Da mesma forma, a superfície esférica de centro (x 0 , y 0 , z 0 ) e raio a, tem equação:

2 2 0

2 0

2 ( x −x 0 ) +(y−y) +(z−z ) =a

10.2.2 - HIPERBOLÓIDE DE UMA FOLHA

Se na equação 2 1

2 2

2 2

2

c

z

b

y

a

x

dois coeficientes dos termos do 1º membro são

positivos e um é negativo, a equação representa um hiperbolóide de uma folha. As equações abaixo representam uma forma canônica do hiperbolóide de uma folha,

ao longo do eixo Ox  2 1

2 2

2 2

2

c

z

b

y

a

x

ao longo do eixo Oy  2 1

2 2

2 2

2

c

z

b

y

a

x

ao longo do eixo Oz  2 1

2 2

2 2

2

c

z

b

y

a

x

Obs: Se na equação (^21)

2 2

2 2

2

  • − = c

z b

y a

x (^) tivermos a = b, o hiperbolóide é de revolução, gerado

pela rotação de uma hipérbole em torno do seu eixo imaginário, no caso, o eixo Oz. O traço

no plano xOy é a circunferência 1 ,z 0 a

y a

x 2

2 2

2

  • = = ou x^2 + y^2 =a^2 , z= 0

Se o centro do hiperbolóide de uma folha é o ponto (x 0 , y 0 , z 0 ) e seus eixos forem paralelos aos eixos coordenados, a equação na forma canônica, obtida por uma translação de eixos coordenados, assume a forma:

c

(z z ) b

(y y ) a

(x x ) 2

2 0 2

2 0 2

2 − (^0) + − − − =

 O traço no plano xOy no hiperbolóide de uma folha, é uma elipse.

1 , z 0

b

y

a

x

2

2 2

2

 O traço no plano xOz no hiperbolóide de uma folha, é uma hipérbole.

1 , y 0

c

z

a

x

2

2 2

2

 O traço no plano yOz no hiperbolóide de uma folha, é uma hipérbole.

1 , x 0

c

z

b

y

2

2 2

2