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1 A NECESSIDADE DA MEMÓRIA OU ESTADO SEQÜENCIAL .................. 02 1.1 Conceito de memória ............................................................................... 02 1.2 Impacto da memória seqüencial no desempenho de sistemas automatizados ......................................................................................... 04 1.3 Obtenção do efeito memória (buffer realimentado) .................................. 04 2 A DEFINIÇÃO DE FLIP-FLOPS ...............................
Tipologia: Notas de estudo
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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA GERÊNCIA EDUCACIONAL DE ELETRÔNICA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS DIGITAIS
Pretende-se que a válvula V seja aberta quando o sensor B estiver descoberto e só volte a ser fechada quando o sensor A estiver coberto. Se tentarmos resolver o problema usando lógica combinacional, obtém-se a tabela da verdade. Usando a convenção para: - Sensores A e B: 0 – descoberto; 1 – coberto
A B V 0 0 1 0 1? (0 quando esvazia e 1 quando enche) 1 0 X (impossível) 1 1 0
Portanto, alguma variável precisa informar à lógica se no momento a caixa está em processo de enchimento ou esvaziamento, “lembrando” qual foi o último estado alcançado, isto é, cheio (V=0) ou vazio (V=1). O novo diagrama é mostrado abaixo.
Uma nova tabela da verdade, incorporando a variável de memorização é mostrada abaixo.
M A B V 0 0 0 1 (liga válvula, caixa acabou de esvaziar) 0 0 1 0 (caixa esvaziando) 0 1 0 X (impossível) 0 1 1 0 (válvula foi recentemente desligada) 1 0 0 1 (válvula foi recentemente ligada) 1 0 1 1 (caixa enchendo) 1 1 0 X (impossível) 1 1 1 0 (desliga válvula, caixa acabou de encher)
Ao conjunto do bloco combinacional mais o dispositivo de memória chamamos lógica seqüencial. Nesta lógica, os estados presentes das saídas não dependem apenas dos estados das entradas, mas também dos estados anteriores do próprio sistema. Para a solução do problema da caixa d’água usamos um dispositivo de memória capaz de armazenar um bit, que é a definição funcional de flip-flop.
Os sistemas digitais dividem-se em duas classes: sistemas combinacionais e sistemas seqüenciais.
Nos sistemas combinacionais , uma saída no tempo t depende somente da entrada no tempo t. Neste caso, o sistema não tem memória porque a saída não depende de entradas prévias. Portanto, a saída é dependente, única e exclusivamente, das variáveis de entrada.
Exemplo : um cadeado de códigos (usado para prender bicicletas) – o cadeado será aberto num dado tempo t quando o código do cadeado é colocado nas entradas em t, sem considerar a história nas entradas. Se for o código 234, por exemplo, o cadeado será aberto quando esta combinação for colocada nas entradas, independentemente da ordem de colocação dos dígitos do código.
Nos sistemas seqüenciais , uma saída no tempo t depende da entrada no tempo t e, possivelmente, também depende da entrada no tempo anterior a t. A saída é dependente das variáveis de entrada e/ou de seus estados anteriores armazenados.
Exemplo : um sistema de discagem telefônica – o número de um assinante a ser discado será efetuado num dado instante t, se forem satisfeitas as seguintes condições: a) os dígitos discados antes do instante t devem seguir a seqüência daquela do número do assinante; b) o dígito discado no instante t, isto é, o último a ser discado, corresponde ao último dígito do número do assinante; c) todos os dígitos devem estar memorizados e disponibilizados na mesma seqüência da discagem no instante t.
Construtivamente, um flip-flop pode ser descrito como um inversor realimentado por um outro inversor, como mostra o desenho abaixo.
D^ Q
Observando o diagrama, percebemos que uma vez imposto um estado lógico à entrada D, o estado da saída Q se manterá indefinidamente. Como podemos mudar do estado de
Q sem provocar uma contradição com o estado de Q? A solução é adicionar terminais de
entrada, substituindo os inversores por portas lógicas Não-E.
R
S
Q
Q Q
Q (^) R
S
O flip-flop é um elemento de circuito que pode apresentar em seu funcionamento apenas dois estados estáveis. Com a aplicação de um sinal de entrada pode-se efetuar a mudança de um estado para outro e de se conhecer o respectivo estado em que se encontra. Assim, este circuito é considerado como uma célula básica de memória da lógica seqüencial capaz de armazenar um bit.
2.1 FLIP-FLOP SR BÁSICO
Possui duas entradas, definidas como Set e Reset e duas saídas Q e Q. Estas saídas
somente podem permanecer com valores lógicos complementares.
0 0 0 0 - estável QA 0 0 Q (^) A 0 0 1 1 - estável 0 1 0 0 1 0 0 - estável 0 1 0 1 0 1 1 0 - instável 1 1 não perm. 1 0 0 1 - instável 1 1 0 1 1 - estável 1 1 0 1 - instável (não permitido) 1 1 1 1 - instável (não permitido)
Os gráficos ou diagramas de nível lógico x tempo fornecem uma representação visual do desenvolvimento de sinais no tempo, bem como uma demonstração gráfica de comparação entre sinais em vários pontos de um circuito lógico. Assim, são muito usados em sistemas seqüenciais.
Exemplo de diagrama de tempo de um flip-flop SR
O latch responde em nível (0 ou 1) e o flip-flop responde em transição (subida ou descida).
Se o circuito de controle detecta: - transição ⇒ Clock (Ck)
Exemplo de diagrama de tempo de um flip-flop SR ativado em nível lógico 1
1 2 3 4 5 6 7
Ck
Objetivo: evitar a saída Q com situação não permitida.
Circuito análogo do Flip-flop JK (com portas lógicas Não-E)
Característica inconveniente no funcionamento do circuito ⇒ Para J e K = 1, ocorrem constantes oscilações (mudanças de estado) na saída Q, em função das duplas realimentações. Possíveis soluções ⇒ forçar o clock para zero num tempo conveniente após a aplicação dos níveis lógicos nas entradas J e K (deve levar em conta o atraso na propagação de cada porta lógica); ⇒ inserir blocos (portas lógicas) de atraso em série com as linhas de realimentação e comutar a entrada clock da mesma forma.
3.5 FLIP-FLOP JK MESTRE-ESCRAVO (ELIMINAÇÃO DA OSCILAÇÃO)
O flip-flop JK, quando ativado, funciona como um circuito combinacional, isto é, ocorre a passagem das entradas J e K e da realimentação, provocando alterações sucessivas na saída Q. Objetivo: evitar as constantes oscilações na saída Q quando as entradas J e K = 1.
Seqüência de funcionamento
⇒ Para clock = 1: ocorre a passagem dos níveis lógicos J e K do Mestre;
não passagem de Q 1 e Q 1 , porque o clock do escravo é zero.
⇒ Para clock = 0: Q 1 e Q 1 estavam bloqueadas com o último estado assumido;
passagem das entradas S e R (escravo), mudando as saídas Q e Q.
Trata-se de um flip-flop JK com as entradas invertidas, obtidas através de uma porta lógica inversora conectada entre as mesmas.
Pr
D Q
Ck
Q
Clr
J K D Q (^) F D Q (^) F 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 1 0 1 1 1 1
J Q
K=
Ck
Ck
Ck
CLR
PR
J
K
Ck
1.1 - Flip-flop SR com clock, usando portas lógicas Não-E (7400);
1.2 - Flip-flop SR com clock, usando portas lógicas Não-Ou (7402);
R
Ck
S
Q
Q
1.3 - Flip-flop JK com Preset e Clear (7476);
1.4 - Flip-flop tipo T (7476);
1.5 - Flip-flop tipo D (7474).
1.6 – Circuitos anti-repique