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apostila - de - informatica - 2009-10ed, Notas de estudo de Informática

informatica para concurso

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 05/08/2015

cristiane-ramos-25
cristiane-ramos-25 🇧🇷

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Informática para
Concursos Públicos
Professor André Cardia
Material didático desenvolvido para provas de concursos públicos da
disciplina de Informática, abrangendo os principais assuntos que serão
cobrados em 2009
Incluído o capítulo: Microsoft Office x BrOffice.org
2009
AndréCardia
www.andrecardia.pro.br
01/01/2009
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Informática para

Concursos Públicos

Professor André Cardia

Material didático desenvolvido para provas de concursos públicos da

disciplina de Informática, abrangendo os principais assuntos que serão

cobrados em 2009

Incluído o capítulo: Microsoft Office x BrOffice.org

André Cardia

www.andrecardia.pro.br

André de Sá Cardia

Nenhuma parte desta apostila poderá ser reproduzida sem autorização prévia e escrita do autor.

Apostila de Informática

para Concursos Públicos

10ª edição

2009 por André de Sá Cardia [email protected]

Várias marcas registradas podem aparecer no decorrer deste livro. Mais do que simplesmente listar esses nomes e informar quem possui seus direitos de exploração, ou ainda imprimir os logotipos das mesmas, eu André Cardia, declaro estar utilizando tais nomes apenas para fins editoriais, em benefício exclusivo do dono da Marca Registrada, sem intenção de infringir as regras de sua utilização.

Sobre esta apostila

Esta apostila contém fundamentos sobre assuntos cobrados na matéria de Informática, nos concursos de carreiras públicas mais concorridas de âmbito nacional como Auditor Fiscal e Técnico da Receita Federal (ESAF), Auditor Fiscal do Trabalho (ESAF), Delegado da Polícia Federal (CESPE), Agente da Polícia Federal (CESPE), Patrulheiro da Polícia Rodoviária Federal (CESPE), Tribunais de Justiça (FCC), instituições financeiras, etc.

Sumário

Informática para Concursos Públicos

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1 Introdução

Inicialmente serão apresentados alguns conceitos importantes e bastante úteis para uma boa compreensão do texto. O aluno deve saber que o mundo da informática é muito amplo, tem a sua própria linguagem, assim como a área jurídica, a área financeira, etc.

Iremos apresentar exemplos simples possibilitando um fácil entendimento da matéria e tornar a leitura do texto o mais agradável possível. Além disso, o leitor encontrará no final de cada capítulo uma série de questões de concursos públicos, possibilitando uma forma prática de fixação da disciplina de Informática e ao mesmo tempo oferecer um pouco de contato de como as bancas examinatórias (CESPE, ESAF, FCC, AOCP, CESGRANRIO, etc...) que formulam as questões.

1.2 Informática

Informática é a ciência que estuda os dados e sua transformação em informação, buscando formas de melhorar cada vez mais tal processo. Também se preocupa com a segurança e a precisão dessas informações. Curiosamente, a palavra informática vem

do francês information automatique , - informação

automática.

1.2.1 Computador

O computador é basicamente um dispositivo eletrônico, automático, que lê dados, efetua cálculos e fornece resultados. Ou seja, uma máquina que recebe dados, compara valores, armazena e move dados; portanto trabalha com dados e estes bem colocados tornam-se uma informação.

Os computadores são classificados quanto ao seu poder de processamento, tamanho e funcionalidade. Observe abaixo os principais tipos:

Grande Porte

Mainframes: computador de grande porte, dedicado normalmente ao processamento de um volume grande de informações. Os mainframes são capazes de oferecer serviços de processamento a milhares de usuários através de milhares de terminais conectados diretamente ou através de uma rede.

Computadores Pessoais

Microcomputadores (IBM-PC): O PCs foram os responsáveis pelo sucesso da informática entre as pessoas e empresas atualmente. Cada vez mais barato e acessível, realiza as principais tarefas rotineiras e as mais avançadas. São os “computadores de mesa” (Desktops).

Notebook: Computador portátil, leve, designado para poder ser transportado e utilizado em

diferentes ambientes com facilidade. Geralmente um laptop é equipado com tela de LCD (cristal líquido), teclado, mouse (geralmente um touchpad), unidade de disco rígido, portas para conectividade via rede local ou fax/modem, gravadores de CD/DVD, portas USB para conexão de dispositivos periféricos.

Figura 1 - Notebook.

PDA (Assistente Pessoal Digital): é um computador de dimensões reduzidas, dotado de grande capacidade computacional, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede sem fios – WIFI (IEEE 802.11)

  • para acesso a Internet. Os PDAs de hoje possuem grande quantidade de memória e diversos softwares para várias áreas de interesse. Os modelos mais sofisticados possuem modem (para acesso à internet), câmera digital acoplada (para fotos e filmagens), tela colorida, rede sem fio embutida. Os PDAs estão se aproximando cada vez mais rapidamente dos computadores de mesa.

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1.2.3 Sistema Computacional

O Sistema Computacional ou Sistema de Processamento de Dados é composto por três partes: Hardware – conjunto de dispositivos eletrônicos, Software – os programas e os usuários.

1.2.4 Hardware e Software

O Hardware é a parte física do computador, ou seja, é o conjunto de componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas, que se comunicam através de barramentos. Já o software é a parte lógica, ou seja, o conjunto de instruções e dados que é processado pelos circuitos eletrônicos do hardware. Toda interação dos usuários de computadores modernos é realizada através do software, que é a camada, colocada sobre o hardware, que transforma o computador em algo útil para o ser humano.

Figura 3 - Sistema Computacional.

O termo "hardware" não se refere apenas aos computadores pessoais, mas também aos equipamentos embarcados em produtos que necessitam de processamento computacional, como os dispositivos encontrados em equipamentos hospitalares, automóveis, aparelhos celulares, dentre outros.

Na ciência da computação a disciplina que trata das soluções de projeto de hardware é conhecida como arquitetura de computadores.

1.2.5 Usuário

Indivíduos que realizam tarefas necessárias para o funcionamento dos outros componentes do Sistema Computacional, como inserir dados e instruções.

1.2.6 Sistema Binário

O sistema binário é um sistema de numeração posicional em que todas as quantidades se representam

utilizando como base o número dois, com o que se dispõe das cifras: zero e um. Os computadores digitais trabalham internamente com dois níveis de tensão, pelo que o seu sistema de numeração natural é o sistema binário (aceso, apagado). Com efeito, num sistema simples como este é possível simplificar o cálculo, com o auxílio da lógica booleana. Em computação, chama-se um dígito binário (0 ou 1) de bit, que vem do inglês Binary Digit. Tabela 1 - Relação de bits e bytes.

Um conjunto de oito bits forma um byte, e um conjunto de 1024 bytes forma um Kilo byte (ou Kbyte). O número 1024 foi escolhido, pois é a potência de dois mais próximos de 1000. Um conjunto de 1024 Kbytes forma um Megabyte (1048576 bytes) e um conjunto de 1024 Megabytes forma um Gigabyte ( bytes). Os próximos múltiplos são o Terabyte ( Gibabytes) e o Petabyte (1024 Terabytes). Também usamos os termos Kilobit, Megabit e Gigabit, para representar conjuntos de 1024 bits. Como um byte corresponde a oito bits, um Megabyte corresponde a oito Megabits e assim por diante. Quando usamos abreviações existem diferenças em suas representações. Quando estamos falando de Kbytes ou Megabytes, abreviamos respectivamente como KB e MB, sempre com o “B” maiúsculo. Quando nos referimos a Kilobits ou Megabits abreviamos da mesma forma, porém usando o “b” minúsculo, “Kb”, “Mb” e assim por diante. Parece irrelevante, mas esta é uma fonte de muitas confusões. Sempre que nos referimos à velocidade de uma rede de computadores, por exemplo, não a medimos em bytes por segundo, e sim em bits por segundo: 10 megabits, 100 megabits e assim por diante. Escrever “100 MB” neste caso daria a entender que a rede transmite a 100 megabytes, que correspondem a 800 megabits.

Múltiplo Símbolo Equivalência

Quilo Byte KB 1.024 Bytes

Megabyte MB 1.048.578 Bytes

Gigabyte GB 1.073.741.824 Bytes

Terabyte TB 1.099.511.627.776 Bytes

Peta Byte PB 1.125.889.906.842.624 Bytes

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1.3 Arquitetura de um Computador

(Sistema Computacional)

Um sistema de computação de uso geral moderno consiste em uma CPU e uma série de controladoras de dispositivos que são conectados através de um barramento comum que fornece acesso a memória compartilhada. Cada controladora de dispositivo está encarregada de um tipo específico de dispositivo (por exemplo, unidades de disco, dispositivos de áudio e monitores de vídeo). A CPU e as controladoras de dispositivos (chip set) podem executar de modo concorrente, competindo pelos ciclos de memória.

Controlador de Disco

Controlador de Impressora

Controlador de unidade de fita

Controlador de Memória

Memória

CPU

Figura 4 - Um sistema de computação moderno.

1.3.1 CPU (microprocessador)

A CPU (Central Processing Unit, ou Unidade Central de Processamento) é a parte de um computador que interpreta e leva as instruções contidas no software. Na maioria das CPU's, essa tarefa é dividida entre uma unidade de controle que dirige o fluxo dos programas e uma ou mais unidades de execução que processam os dados em informações.

Quase sempre, uma coleção de registros é incluída para manter os operadores e intermediar os resultados.

Quando cada parte de uma CPU está fisicamente em um único circuito integrado ela é chamado de microprocessador.

O termo CPU é freqüentemente usado de forma pouco precisa para incluir outras partes importantes de um computador, tais como caches e controladores de entrada/saída, especialmente quando aquelas funções estão no mês mo chip microprocessador da CPU.

ENTRADA DEDADOS SAÍDA DE DADOS

UNIDADE LÓGICA E ARITMÉTICA

REGISTRADOR

UNIDADE DE CONTROLE

MEMÓRIA

Figura 5 - Esquema de um processador.

Os fabricantes de computadores pessoais com freqüência equivocadamente descrevem como CPU o computador pessoal inteiro, chamando-o de a unidade de sistema ou algumas vezes a caixa branca, incluindo o gabinete do computador e os componentes sólidos (termo genérico "hardware" em inglês) que ele contém. Corretamente, a CPU, como unidade funcional, é aquela parte do computador que realmente executa as instruções. A CPU tem duas funções principais:  Controlar e supervisionar todo o sistema de processamento – UC (Unidade de Controle);  Efetuar, com os dados, operações lógicas e aritméticas – ULA (unidade Lógica e Aritmética).

Unidade de Controle - UC

A unidade de controle (UC) gerencia todo o sistema. Nela são executados os comandos que envolvem o controle das unidades de entrada e a transferência dos dados para a memória, desta transferindo os dados computados para as unidades de saída (busca a próxima instrução, decodifica e executa a instrução).

Unidade Lógica e Aritmética – ULA

A unidade lógica e aritmética serve para efetuar operações de soma, subtração, multiplicação, etc. Possui também a capacidade lógica que permite testar várias condições de processamento.

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Figura 8 - Cooler.

O conjunto de dissipação térmica do processador é

chamado cooler. O cooler é formado por dois

dispositivos: um dissipador de calor, que é um pedaço

de alumínio recortado, e uma ventoinha, que é um

pequeno ventilador colocado sobre o dissipador de calor.

Bits Internos e Externos

Os atuais microprocessadores disponíveis no mercado manipulam quantidades diferentes de bits internos (“dentro” do processador) e externo (usado para o processador se comunicar com a memória RAM).

Tabela 2 - Relação de microprocessadores com bits

internos e externos.

Microprocessador Bits internos Bits Externos

8088 16 8

8086 16 16

80286 16 16

80386SX 32 16

80386DX 32 32

80486 32 32

Pentium 32 64

Pentium IV 32 64

Core 2 Duo 64 64

Athlon 64 64 64

Core i7 64 64

Phenon 2 X4 64 64

Uma nova geração de CPUs de 64 bits está tomando conta do mercado. Mais qual é a diferença entre estes novos processadores e o Pentium IV? O barramento externo do Pentium IV trabalha a 64 bits. Internamente o seu funcionamento é de 32 bits. Estes valores estão

relacionados com a quantidade de cálculos que o processador consegue executar (no caso bit interno ou barramento interno). Um processador de 32 bits, por exemplo, consegue lidar com até 4.294.967.296 (2^32 bytes= 4.294.967.296 bytes).

Registradores

Os registradores são dispositivos de alta velocidade, localizados fisicamente na CPU, para armazenamento temporário de dados. O número de registradores varia em função de arquitetura de cada processador (bits internos). Alguns registradores são de uso específico e têm propósitos especiais, enquanto outros são ditos de uso geral. O processador Pentium IV, por exemplo, possui 32 registradores, ou seja, manipula palavras de 32 bits.

Arquitetura RISC, CISC e CRISC

Um processador com arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computer – Computador de conjunto Reduzido de Instruções) se caracteriza por possuir poucas instruções de máquina, em geral bastante simples, que são executadas diretamente pelo hardware. Na sua maioria, estas instruções não acessam a memória principal, trabalhando principalmente com registradores que, neste tipo de processador, se apresentam em grande número. Como exemplo de processadores RISC pode citar: o Sparc (SUN), RS-6000 (IBM), PA-RISC (HP), Alpha (DEC).

Memória

Principal

1 1

2

2

3

3

4

Registradores

ULA

Figura 9 - Arquitetura CISC.

Os processadores CISC (Complex Instruction Set Computers – Computador de conjunto Complexo de Instruções) já possuem instruções complexas que são interpretadas por micro programas. O número de registradores é pequeno e qualquer instrução pode referenciar a memória principal. São exemplos de processadores CISC o VAX (DEC), 80x86 e o Pentium (Intel), e o 68xxx (Motorola). São processadores mais lentos que os RISC.

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Já os processadores RCISC (Complex and Reduced Instructions Set Computers – Computador de Conjunto Complexo e Reduzido de Instruções utilizam um núcleo RISC transformando instruções CISC em RISC, através de técnicas de execução dinâmica. Os Processadores Pentium Pro, Pentium II, III e IV são exemplos desta arquitetura.

Barramentos

Para que haja comunicação entre processador, memória, dispositivos de entrada e saída, é usado o barramento local, localizado na placa-mãe, por isso ela é a base principal, é o “alicerce” do PC, pois ela é quem permite a comunicação entre todos esses dispositivos mencionados, incluindo também as placas de expansão, discos, unidades leitoras ópticas, etc.

Figura 10 - Barramento Local.

O barramento local é dividido em três sub- barramentos:

Barramento de Dados: Serve para enviar e receber dados entre processador, memória e periféricos.

Barramento de Endereços: Serve para identificar qual interface quer transmitir ou receber dados e determina que posição de memória dados deva ser escritos/lidos (endereçamento de memória).

Barramento de Controle: Serve para controlar o tráfego de dados no barramento de dados.

1.4 Memória

Memória é um dispositivo capaz de armazenar informações de forma codificada. Existem três tecnologias de memória utilizadas para armazenamento de dado:

Memórias Semicondutoras: são aquelas em que as informações são armazenadas em chips através, normalmente, da existência de corrente elétrica. Ex.: memória RAM, ROM, EPROM, memória Cache, memória Flash, entre outras.

Memórias Magnéticas: são utilizadas para armazenar dados em sua superfície magnetizável.

As informações são, na verdade, pulsos magnéticos de pequenos ímãs existentes na memória. Ex.: disquete, fitas K7,discos rígidos.  Memórias Ópticas: são as memórias que guardam os dados na forma de materiais capazes de refletir a luz. Todos os discos que usam laser para a leitura de dados são memórias ópticas. Ex.: CD, DVD, Blue Ray.

Memórias Permanente e Volátil

As memórias podem ser permanentes (os dados não se apagam quando há ausência de energia elétrica) ou volátil (cortando a energia elétrica, os dados serão apagados). Na figura abaixo temos alguns exemplos. Não se esqueça que dispositivos como disco rígido, CDs, entre outros, também são um tipo de memória permanente.

Figura 11 - Memórias permanente e volátil.

As memórias são classificadas em três tipos: memória principal, secundária e intermediária.

1.4.1 Memória Principal A memória principal, também conhecida como memória primária ou real, é o local onde os dados são inicialmente guardados, esperando o momento de sofrerem um processamento e cujos resultados serão também armazenados. São controladas diretamente pela CPU. A memória principal armazena os dados procedentes de uma unidade de entrada, os envia dados juntamente

com instruções à Unidade Central de Processamentos (CPU), e em seguida recebe dados processados sob forma de resultados e os direciona a uma unidade de saída.

Firmware é a união de software (lógica) com hardware (meio concreto). O BIOS e o setup são programas gravados em uma memória ROM, sendo dessa forma firmwares.

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Memória fabricada vazia e pode ser gravada e apagada por meio de aumento da tensão elétrica em seus conectores.

Memória Flash (FEPROM)

Parecida com a EEPROM, mas consome menos energia elétrica e não necessita do aumento de tensão para ser apagada/gravada. É muito usada em cartões de memória de máquinas fotográficas digitais.

BIOS

BIOS (Basic Input Output System – Sistema Básico de Entrada e Saída), é um programa gravado de fábrica, fica armazenado em uma memória ROM, também conhecido como ROM BIOS. O ROM BIOS é a “biblioteca” de referência do PC, pois sempre que é ligado, o BIOS “ensina” ao processador a operar com os dispositivos básicos do PC.

A BIOS também é responsável pelo processo de POST e BOOT (BOOTSTRAP). O POST (Power On Self Test) é o auto-teste que o micro executa sempre em que é ligado (contagem de memória, etc.). Já o BOOT é o processo de inicialização da máquina, onde é lido primeiramente os dados da BIOS e em seguida carregado o sistema operacional e programas.

Setup

Setup significa configuração, ajuste. É um firmware que contém todas as informações sobre o hardware do computador. É através do setup que realizamos configurações para o correto funcionamento do PC. Para acessar o setup basta apertar a tecla DEL durante a inicialização do PC.

CMOS

A memória CMOS (Complementary Metal-Oxide

Semicinductor) serve para guardar as configurações do

PC. Ela fica em funcionamento permanente, mesmo com o micro desligado, pois é alimentada por uma bateria. É em seu interior que fica um relógio e uma pequena área de memória RAM suficiente para guardar as configurações do setup.

1.4.2 Memória Intermediária (Memória

Cache)

Enquanto os atuais processadores tornaram-se quase 10 mil vezes mais rápidos desde o 8088 (o processador usado no PC-XT, primeiro computador pessoal da IBM), a memória RAM, sua principal ferramenta de trabalho, pouco evoluiu em desempenho.

Quando foram lançados os processadores 386, percebeu-se que as memórias não eram mais capazes de acompanhar o processador em velocidade, fazendo com que muitas vezes ele tivesse que ficar “esperando” os dados serem liberados pela memória RAM para poder concluir suas tarefas, perdendo muito desempenho. Os processadores entravam no chamado

Estado de Espera (Wait State).

Para solucionar este problema, começou a ser usada a

memória cache, um tipo extremamente rápido de

memória que serve para armazenar os dados mais usados pelo processador, evitando na maioria das vezes que ele tenha que recorrer à lenta memória RAM. Sem ela, o desempenho do sistema ficará limitado à velocidade da memória, podendo cair em até 95%.

Cache Hit x Cache Miss

Se o processador precisa de uma informação e ela está

nocache, a informação é acessada e o desempenho é

alto. Quando isso acontece, chamamos decache “hit”

("acerto"), a busca pela informação nacache foi bem-

sucedida. Porém se a informação não estiver nocache,

ela vai ter que ser lida da memória RAM, o que é um

processo mais lento. Este evento é chamado decache

“miss” ("erro").

Figura 14 - Cache Hit x Cache Miss.

Para exemplificar, imagine que você está escrevendo um relatório e precisasse de informações adicionais. Se estas informações estão na gaveta de sua mesa, rapidamente você teria acesso à informação. Agora imagine se tal informação estivesse em um armário em outra sala. Você perderia mais tempo para obter as informações desejadas. A gaveta de sua mesa seria a

memóriacache e o armário em outra sala a memória

RAM.

Níveis de cache

De acordo com a proximidade da memória cache com o

processador são atribuídos níveis de cache. Assim, a

memóriacache mais próxima da CPU recebe o nome de

cache L1 (do inglês "level 1" ou nível 1). Se houver

outro cache mais distante da CPU este receberá o

nome decache L2 e assim por diante.

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Figura 15 - Níveis de memória cache.

Na época do 8088 e 80286 era raro encontrar um micro

com memóriacache. Mas com o surgimento do 80386

começaram a surgir micros com placas-mãe que

possuíam memóriascache. Naquela época quase ao era

usado a nomenclatura decaches por níveis. Falava-se

simplesmente “memóriacache” se referindo à memória

que estava na placa-mãe.

Atualmente a maior parte dos processadores incorpora

a memóriacache em seu chip propriamente dito e por

isso a nomenclaturacache L1, L2, L3, etc.

Cache Externa

São embutidas na placa-mãe e podem ser retiradas

para fazer uma atualização. Acache L3, em regra geral,

é externa. O processador Intel Pentium IV com

tecnologia HT – Extreme Edition possuicache L2 de

512KB e umcache L3 de 2MB.

Cache de Disco

Cache de Disco, também conhecido como Buffer, é uma

pequena porção de memória localizada no disco rígido e que é usada durante a transferência de dados externa. Quando efetuamos uma transferência de dados, as informações são transferidas para o buffer, e só depois envia para o processador. Bons discos rígidos têm buffer entre 16 e 32 MB.

Memória Virtual

A memória virtual é uma espécie de simulação de memória RAM no disco rígido. Pode ser habilitada ou desabilitada pelo usuário do PC, bem como ter o seu tamanho alterado.

Todo gerenciamento da memória virtual é feito pelo sistema operacional. Sua principal função é melhorar o desempenho do sistema, armazenando dados menos usados pela CPU em um arquivo conhecido como swap file (swap = troca, file = arquivo), cujo nome pode ser WIN386.SWP, 386PART.PAR ou PAGEFILE.SYS (o nome vai depender unicamente do sistema operacional. Esse arquivo “engana” o processador, fazendo-o “pensar” que esta área é realmente uma área de memória RAM.

SWAP FILE

CPU

MEMÓRIA RAM

TROCA DE ARQUIVO

Figura 16 - Esquema de funcionamento de memória

virtual.

A partir do momento que o arquivo estiver no swap file for solicitado, haverá uma troca: outro arquivo que não estiver sendo usado irá para o seu lugar no swap file, e ele será colocado na RAM.

1.4.2 Memória Secundária

(Dispositivos de Armazenamento de Dados – Memória de Massa) As memórias secundárias são um meio permanente (não volátil) de armazenamento de programas e dados. Enquanto a memória principal precisa estar sempre energizada para manter suas informações, a memória secundária não precisa de alimentação. A maioria das memórias secundárias também são classificadas com dispositivos de entrada e saída de dados, devido a sua capacidade de transporte de dados entre micros. Os principais Dispositivos de Armazenamento de Dados são:  Disquetes e Discos Rígidos;  Drives de CD-ROM, CDs, Gravadores e DVDs;  Pen Drive;  Cartões de Memória;  Fita DAT e DLT.

Disquete

Disco Flexível ou Disquete – apesar de obsoletos, são discos usados para armazenar e transportar pequenas quantidades de dados. Este tipo de disco é normalmente encontrado no tamanho 3 ½ polegadas com capacidade de armazenamento de dados de 1.44MB. Cada disquete possui duas faces. Quando inserido em um compartimento chamado de "Unidade de Disquetes" ou "Drive", faz a leitura/gravação de dados, através de

Cuidado para não confundir memória virtual com memória cache. A memória virtual não existe fisicamente, ela é simulada em uma área vazia do disco rígido. Já a memória cache é uma memória do tipo SRAM, encapsulada dentro da CPU.

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Para que o sistema operacional seja capaz de gravar e ler dados no HD, é preciso que sejam criadas estruturas que permitam gravar os dados de maneira organizada, para que eles possam ser encontrados mais tarde. Este processo é chamado de formatação.

Existem dois tipos de formatação, chamados de formatação física e formatação lógica. A formatação física é feita apenas na fábrica ao final do processo de fabricação, e consiste em dividir o disco virgem em trilhas, setores e cilindros. Estas marcações funcionam como as faixas de uma estrada, permitindo à cabeça de leitura saber em que parte do disco está, e onde ela deve gravar dados. A formatação física é feita apenas uma vez, e não pode ser desfeita ou refeita através de software.

Porém, para que este disco possa ser reconhecido e utilizado pelo sistema operacional, é necessária uma nova formatação, chamada de formatação lógica. Ao contrário da formatação física, a formatação lógica não altera a estrutura física do disco rígido, e pode ser desfeita e refeita quantas vezes for preciso.

Sistema de Arquivos

Quando um disco é formatado, ele simplesmente é organizado “do jeito” do sistema operacional, preparado para receber dados. A esta organização damos o nome de “sistema de arquivos”. Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas e de rotinas que permitem ao sistema operacional controlar o acesso ao disco rígido. Diferentes sistemas operacionais usam diferentes sistemas de arquivos.

Os sistemas de arquivos, usados atualmente são o FAT16, compatível com o DOS e todas as versões do Windows, FAT32, compatível com o Windows 98, Windows 2000 e Windows XP e Windows Vista, e o NTFS, suportado pelo Windows 2000, Windows XP e Windows Vista. Outros sistemas operacionais possuem seus próprios sistemas de arquivos; o Linux usa geralmente o EXT2, EXT3 e ReiserFS.

Tabela 4 - Sistemas de Arquivos

Sistema de Arquivos Sistema Operacional

FAT 16 DOS E Windows 95

FAT 32 Win 98, 2000, NT, XP

NTFS Win NT, 2000 e XP

Setor de Boot

No setor de boot é registrado qual sistema operacional está instalado, com qual sistema de arquivos o disco foi formatado e quais arquivos devem ser lidos para inicializar o micro. Um setor é a menor divisão física do disco, e possui sempre 512 bytes. O setor de boot também é conhecido como “trilha MBR”, “trilha 0”, etc.

Como dito, no disco rígido existe um setor chamado MBR (Master Boot Record), que significa “Registro de Inicialização Mestre”, onde é encontrada a tabela de

partição do disco que dará boot. O MBR é lido pelo BIOS, que interpreta a tabela de partição e em seguida carrega um programa chamado “bootstrap”, que é o responsável pelo carregamento do Sistema Operacional.

Figura 19 - Detalhes do cabeçote de um HD.

Drives de CD-ROM e CDs

Sistema óptico de leitura em CDs já existe a um bom tempo nos PCs. A leitura é feita por um feixe laser (uma linha que parte de um centro luminoso) que incide sobre uma superfície reflexiva. A tecnologia utilizada na leitura dos CD-ROM foi baseada em CDs de áudio. Velocidade Os CDs de áudio utilizavam uma velocidade chamada mono ou básica, que é a velocidade de 1X com taxa de transferência de 150KB/s perfeitamente suficiente para áudio, porém, para transferência de dados é insuficiente. A solução é o aumento da velocidade: 2X, 3X. Atualmente encontramos drives com velocidades de 52X ou 56X. Observe a tabela abaixo:

Tabela 5 - Velocidade dos drives de CD.

Velocidade Taxa

1X 150 KB/s

2X 300 KB/S

16X 2.400 KB/s

32X 4.800 KB/s

48X 7.200 KB/s

52X 7.800 KB/s

56X 8.400 KB/s

60X 9.000 KB/s

64X 9.600 KB/s

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Espaço de Armazenamento

Até o ano de 2005, os CD-ROM possuíam a capacidade para 650 MB. Logo foram substituídos pelos de 700 MB ou 80 minutos de áudio.

Gravadores de CD

Os gravadores de CD são dispositivos com capacidade de gravar informações em um CD “virgem”. Essa gravação se dá através da incidência de um laser sobre uma camada reflexiva de um CD-R (Recordable) ou CD- RW (Rewritable), resultando em micro-pontos, os quais serão mais tarde interpretados como informação.

Tabela 6 - Tipos de Mídias de CDs.

Dispositivo Características

CD-ROM Disco que já vem gravado com informações de fábrica. A superfície do CD-ROM é montada numa chapa na fábrica, normalmente em vidro “esculpido”. Um CDROM não pode ser gravado pelos usuários, ele é gravado no momento da construção. A sigla CD-ROM significa CD Somente para Leitura.

CD-R Também chamado “CD virgem”, é um disco que apresenta uma camada de resina na superfície. Essa camada de resina é “queimada” durante a gravação e, portanto, não pode ser usada para uma segunda gravação.

CD-RW Chamado CD Regravável é um disco que permite sucessivas gravações, pela resina em sua superfície. O CD- RW é o potencial substituto do disquete, devido ao custo de fabricação, à capacidade e ao fato de permitir diversas gravações.

DVDs (Digital Versatile Disk)

Os DVDs são os substitutos oficiais dos CD-ROM, principalmente pela capacidade de armazenamento de dados muito superior as CDs.

Capacidade de Armazenamento dos DVDs

No mercado existem quatro padrões, observe o quadro abaixo:

Tabela 7 - Padrões de DVDs.

Especificação Características Tamanho

DVD 5 1 face, 1 camada 4,7 GB

DVD 9 1 face, 2 camadas 8,5 GB

DVD 10 2 faces, 1 camada 9,4 GB

DVD 18 2 faces, 2 camadas 17 GB

Vale lembrar que similar aos CDs, os DVDs seguem as regras quanto aos tipos de mídias: DVD-ROM (somente

para leitura), DVD-R (Recordable), DVD-RW (Rewritable).

Blue Ray

Blu-Ray, também conhecido como BD (de Blu-ray Disc) é um formato de disco óptico da nova geração de 120 mm de diâmetro (igual ao CD e ao DVD) para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade. É considerado sucessor do DVD. O disco Blu-Ray faz uso de um laser de cor violeta de 405 nanômetros permitindo gravar mais informação num disco do mesmo tamanho (o DVD usa um laser de cor vermelha de 650 nanômetros). Blu-ray obteve o seu nome a partir da cor azul do raio laser ("blue ray" em inglês significa "raio azul"). A letra "e" da palavra original "blue" foi eliminada porque, em alguns países, não se pode registrar, para um nome comercial, uma palavra comum. Este raio azul mostra a longitude de onda curta de 405 nm e, conjuntamente com outras técnicas, permite armazenar substancialmente mais dados que um DVD ou um CD. Blu-ray A Blu-ray Disc Association (BDA) é responsável pelos padrões e o desenvolvimento do disco Blu-ray. Os discos BD vem em diferentes formatos de disco.  BD-ROM : Um disco que é só de leitura.  BD-R : Disco gravável.  BD-RW : Disco regravável. Um disco de camada única (Single Layer em inglês) Blu-Ray pode conter cerca de 25 GB de dados ou cerca de 6 horas de vídeo de alta definição mais áudio, e, no modo de dupla camada (Double Layer), este espaço é duplicado, podendo conter, aproximadamente, 50 GB.

Cuidado: é comum encontrarmos em provas ou anúncios de jornal sobre DVD e CD-RW(COMBO). Trata-se de um dispos2usado para leitura e gravação de CDs, permitindo a leitura de DVDs.

Figura 20 - Um disco

típico Blue Ray.