



















































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Este texto aborda a questão da escassez de água em todo o mundo, sua causas, consequências e possíveis soluções. Além disso, são apresentados casos específicos de países e regiões que sofrem de escassez de água, como a áfrica subsariana e o oriente médio. O texto também discute a importância da consciência global e a necessidade de gestão efetiva dos recursos hídricos.
Tipologia: Resumos
1 / 91
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




















































































Em meio às inúmeras transformações que ocorriam na Europa no século XVIII, notava-se um prodigioso processo de desenvolvimento científico e cultural, jamais vivenciado pelo mundo. Um período marcado por inúmeras revoluções, como a Revolução Industrial, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa figurava como o ápice de um longo processo de amadurecimento e prenunciava as feições do mundo contemporâneo.
Calcado na crítica ao regime absolutista e na valorização da racionalidade humana, o Iluminismo representou o ponto mais alto da revolução intelectual vivenciada no século XVIII, marcando profundamente a história do pensamento humano com elementos que perduram até os dias atuais. Cerca de três séculos depois de tamanha revolução, torna-se crucial saber que rumos tomaram as idéias iluministas e como dialogam com a nossa concepção de mundo atual.
OS CONTORNOS DA MODERNIDADE
O termo modernidade relaciona-se com um arcabouço de idéias advindas dos ideais iluministas e, em grande parte, consolidadas através da Revolução Industrial e do modelo capitalista de produção. Compreende o processo de racionalização que une o conhecimento patrocinado pelas ciências ao progresso humano e social ligado ao surgimento de novas concepções éticas e morais no mundo.
A Modernidade, portanto, não se confunde com a Idade Moderna, divisão temporal que marcou a história do ocidente, compreendida entre os séculos XV e XVIII, para alguns, mais precisamente entre os anos de 1453 e 1789. Tomar indistintamente as duas expressões seria isolar a Modernidade no tempo, sem mensurar a sua real repercussão nos fenômenos históricos e sociais do nosso tempo.
Acompanhando a revolução intelectual iluminista, alguns filósofos franceses, com destaque para Denis Diderot e Jean d’Alembert , desenvolveram a chamada Enciclopédia como forma de reunir e difundir todo o conhecimento doutrinário produzido na época, contando com mais de 300 colaboradores. Principalmente com as idéias de d’Alembert, defendia-se a difusão dos novos conhecimentos entre as pessoas mais humildes.
Considerando-se o estágio de globalização mundial e os avanços tecnológicos do mundo atual, trazendo recursos como a internet e outros meios de difusão em massa do conhecimento, seria possível associar a era atual do conhecimento com o ideal trazido pelo Iluminismo. No entanto, mesmo com as semelhanças, o potencial difusor do conhecimento não garante a distribuição igualitária do conhecimento. Mesmo com todo o aparato necessário, o mundo ainda sofre com os números do analfabetismo e da exclusão social.
Trata-se de um momento carregado de ambigüidades, em que coexistem e influenciam-se mutuamente movimentos de guerra e de paz, de preservação e destruição do meio ambiente. Ao mesmo tempo que se processam mudanças significativas na garantia de direitos e no crescimento do ser humano, inúmeras novas questões e acontecimentos apontam para a necessidade de um novo olhar sobre mundo.
O ILUMINISMO Publicada em 15/10/
Por volta do século XVIII, o mundo vivenciou uma série de revoluções de caráter burguês decisivas para a consolidação do Sistema Capitalista, foi a chamada Era das Revoluções , na qual o Iluminismo figurou como uma das revoluções mais importantes, influenciando diversos movimentos posteriores, como a Independência dos EUA e a Inconfidência Mineira no Brasil.
O movimento burguês Iluminista teve início no século XVII, na França, a partir do choque de interesses entre a Burguesia e o Sistema Absolutista (a participação política da burguesia era limitada e o Rei ainda interferia na economia mercantilista). Para derrotar o poder absoluto do rei, a luta deveria ser ideológica, pois este se encontrava embasado numa idéia fortemente enraizada na mentalidade da época: a idéia do direito divino.
É importante perceber como a abertura científica, trazida pelo Renascimento Cultural , preparou o terreno para o surgimento do Iluminismo. A Reforma Protestante também influenciou no mesmo sentido, pois abalou a autoridade da Igreja Católica. O humanismo renascentista, pondo em xeque a visão teocêntrica do mundo, estimulava o pensamento crítico e a especulação filosófica sobre as leis do mundo.
A Revolução Científica , trazida pelas inovações teóricas de Galileu e Isaac Newton, e principalmente o pensamento racionalista trazido por René Descartes, forneceram a fundamentação ideológica necessária para combater o Absolutismo. O pensamento cartesiano questionava as fontes convencionais do conhecimento, valorizando a razão e o livre-arbítrio do homem.
A França do século XVIII presenciou o apogeu das idéias iluministas, difundidas aprofundadas inicialmente com o apoio da própria monarquia. Era um marco da iluminação racional sobre os sedimentos medievais. Nem todos os filósofos criavam teorias pensando em beneficiar a burguesia, mas suas idéias caíam como uma luva para o propósito burguês. Diversos pensadores contribuíram para este esclarecimento:
Voltaire: Um dos mais importantes pensadores franceses, defendia que a forma de governo ideal deveria respeitar as liberdades individuais. Era contra o absolutismo, mas entendia ser possível o regime monárquico, desde que ele fosse aberto aso direitos e interesses da classe burguesa. Também criticava veementemente os privilégios da nobreza e da Igreja. Ajudou a difundir idéias de outros pensadores, como o inglês John Locke.
John Locke: Sustentava que o governo passava a existir a partir de uma delegação de poder pelos governados, portanto, o bem-estar e a felicidade da população deveriam ser prioridades. A liberdade política de escolha do povo deveria ser suficiente para retirar do governo o soberano que não cumprisse o seu dever. Foi o idealizador da primeira forma de governo burguês: a Monarquia Parlamentar , em que, mesmo havendo um rei, que governa é o Primeiro Ministro, eleito pelo Parlamento (composto por membros escolhidos pelo povo).
O primeiro país a adotar esse modelo foi a Inglaterra, após a Revolução Gloriosa (1688/ 1689), caracterizada por um “acordo” entre a nobreza e a fortíssima burguesia, que visava o domínio político. A burguesia assumiria o poder sem maiores problemas, desde que conservasse o prestígio e as regalias da classe nobre.
Montesquieu: Sua obra principal foi “ O Espírito das Leis ”, que prezava a concepção das leis como fruto da realidade social e histórica vivida, e não da vontade pessoal do governante. A partir da idéia de que todo indivíduo que alcança o poder tende a abusar dele, concebeu um dos legados mais importantes para as futuras gerações: a idéia de tripartição dos poderes em Executivo, legislativo e Judiciário , que se fiscalizariam entre si. Era uma afronta direta ao Absolutismo.
Jean-Jacques Rousseau: Um dos mais radicais autores iluministas, defendia que a pobreza era originada pela própria forma de organização do homem, como o poder despótico e sua aceitação passiva. O homem seria bom por natureza e a sociedade civilizada é que traria o mal; a idéia de propriedade seria a grande causadora das desigualdades. Destacou-se pela concepção do “ Contrato Social ”, segundo o qual, o poder emana do povo e deve ser utilizado em prol deste. Tratava-se da Democracia Representativa, segundo a qual, o interesse individual não poderia nunca superar o interesse geral nacional. O contrato ainda traria a idéia de renovação periódica do governo, com base nas eleições.
Adam Smith: Em sua principal obra “ A Riqueza das Nações ”, condenava as práticas mercantilistas, pois o controle do Estado dificultaria a própria expansão do comércio, que possuiria suas próprias regras auto-reguladoras. O trabalho seria a o caminho para o progresso e a riqueza de uma nação. Influenciado pela industrialização inglesa, ainda incorporou a noção de divisão do trabalho como um caminho de melhorar a qualidade da produção.
Denis Diderot e Jean d’Alembert: Foram os principais incentivadores da Enciclopédia , o veículo mais importante de difusão das idéias iluministas, reunindo em uma só obra todos os conhecimentos filosóficos e científicos da época em linguagem acessível à população.
Os monarcas combateram intensamente os movimentos iluministas, mas não foram capazes de contê-los, sobretudo porque as idéias eram muito populares. Diversas monarquias, ao notar que não teriam força para combater a ideologia burguesa, resolveram se unir a ela, iniciando o chamado Despotismo Esclarecido , responsável pela manutenção de monarquias como Portugal, Espanha, Russia, etc., pois se tratava de uma adequação mais flexível que permitia a participação burguesa.
A evolução das relações de troca, bem como a intensificação do fluxo de pessoas entre as diversas regiões do globo geraram a necessidade de modernização e de ampliação das malhas ferroviária, rodoviária, dos portos e aeroportos e da rede de transporte urbano ao redor do mundo. Esta revolução foi marcada pelo aumento da velocidade, da segurança e da capacidade de transporte de cargas e pessoas e
alguns investimentos. Atualmente, as hidrovias instaladas somam apenas 10 mil quilômetros, o que reflete os danos da opção histórica pelas rodovias.
O CAOS DO TRANSPORTE URBANO
Uma das faces da deficiência do transporte do país é malha urbana, responsável pelo deslocamento diário de pessoas, sobretudo nas regiões metropolitanas. Os inúmeros problemas enfrentados com o transporte estão intimamente relacionados à falta de planejamento estratégico das cidades em face do intenso crescimento da população urbana do país nas últimas décadas. Há muito tempo o trânsito nas metrópoles brasileiras enfrenta cotidianamente engarrafamentos quilométricos, a exemplo do que ocorre com a cidade de São Paulo, cujo problema ainda é agravado pela intersecção da cidade com um dos maiores entroncamentos rodoviários do país.
No Brasil, a maior parcela do transporte urbano de pessoas é realizada através dos ônibus coletivos: uma frota de cerca de 95 mil ônibus atende cerca de 59 milhões de passageiros todos os dias. No entanto, é crescente o uso do transporte individual, que, em algumas cidades, chega a superar o de veículos coletivos. Este crescimento está associado ao próprio modelo econômico adotado, que estimula a aquisição de carros atrelando-a à idéia de status social, e à precariedade dos transportes públicos disponíveis.
Os investimentos na implantação das linhas de metrô, uma possível solução para o transporte nas grandes cidades, são bastante dispendiosos, tanto na implantação, quanto na manutenção e, na maioria das cidades, envolve o remanejamento de boa parte do fluxo de trânsito. A população menos abastada, que sequer desfruta da alternativa de utilização dos veículos individuais, além de sofrer com a péssima qualidade e distribuição do transporte urbano, em muitas cidades, ainda enfrenta as dificuldades em custear as tarifas cobradas pelo serviço que devem atender às finalidades empresariais envolvidas na sua gestão.
OBSTÁCULO AO CRESCIMENTO ECONÔMICO?
O desequilíbrio da matriz brasileira de transportes acarreta altíssimos custos de circulação da mercadoria, que repercutem tanto nas exportações, interferindo na competitividade do produto nacional no exterior, quanto no preço final do produto dentro do país. Esta última conseqüência acarreta a diminuição do consumo e, por tabela, a retração da economia.
Além dos altos custos, a malha rodoviária apresenta problemas relacionados à própria estrutura: segundo dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em 2006, 78% das rodovias brasileiras são classificadas como péssimas, ruins ou deficientes. As rodovias de melhor qualidade são as que foram submetidas à exploração de concessionárias. Os trechos explorados por consórcios privados já somam cerca de 10 mil quilômetros de rodovias.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) implantado no país com o objetivo de melhorias estruturais capazes de dar suporte ao crescimento econômico, pressupõe modificações nos diversos setores sociais. Uma parte dos investimentos, suficiente para tornar razoável o estado das rodovias do país, foi prevista pelo PAC para que seja aplicada até o ano de 2009.
Qualquer meta de crescimento nacional está atrelada a uma maior necessidade de escoamento de mercadorias, a exemplo do crescimento nos setores agrícolas, e a um fluxo mais intenso de pessoas, o que torna de fundamental importância os investimentos nas melhorias das matrizes de transporte do país.
TEXTOS RELACIONADOS:
A escassez da água é uma questão cada vez mais preocupante em todo mundo. O esgotamento dos recursos hídricos tornou-se realidade em algumas regiões do planeta, de modo que muitos países já sofrem extremamente com o problema. Estima-se que 18% da população mundial não tenham água disponível para suprir suas necessidades, e em 2050, as estimativas são ainda mais catastróficas: caso a situação atual não se altere, três quartos dos habitantes da Terra não terão acesso a este recurso essencial à vida.
Embora vivamos num planeta abastado deste líquido precioso, 97,5% dele encontra-se nos mares e oceanos. A água doce só representa apenas 2,5%, e deste percentual, apenas 22% podem ser diretamente aproveitados, através de rios, lagos e aqüíferos subterrâneos. O restante está acumulado nas geleiras e montanhas.
Conforme a sua dinâmica natural, mesmo esta pequena parcela de água consumível não deveria se esgotar, uma vez que, através do seu ciclo, segue em contínua renovação. Acontece que a ação humana vem degradando-a através da poluição ambiental, do mau uso e do desperdício, o que acaba sendo acentuado pelo crescimento demográfico e, por conseqüência, pelo aumento do consumo.
O ESTRESSE HÍDRICO
A questão da falta de água não se dá somente em conseqüência da ação antrópica. A distribuição deste recurso não ocorre de maneira igual em todas as regiões da Terra. Geograficamente, certos países possuem muito mais água do que outros. Enquanto o Canadá e o Brasil, por exemplo, detêm enorme
Você já imaginou uma 3ª Guerra Mundial, povos se enfrentando por causa de água? Parece estranho, mas
é uma previsão feita por estudiosos que acreditam que em breve a água será a principal causa dos
conflitos entre nações. No Oriente Médio e na África já há sinais de tensão neste sentido.
No Brasil, onde se encontra 12% da água doce superficial do mundo, a distribuição desigual e o mau uso
deste recurso, fazem dela um bem precioso. Na última década, a quantidade de água distribuída aos
brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o
desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.
A principal ameaça às reservas de água doce do planeta, segundo considera a Organização das Nações
Unidas (ONU), é a falta de saneamento básico e o uso inadequado da água na agricultura.
Para resolver este problema, no início de 2006, o Ministério do Meio Ambiente apresentou à sociedade o
Plano de Águas do Brasil, chamado de Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), que define metas
para o destino da água no Brasil até 2020.
O PNRH se propõe a reduzir as disparidades regionais e a potencializar as oportunidades de
desenvolvimento no País, que abriga em torno de 12% da reserva de água potável do planeta.
O Brasil é um dos primeiros países a concluir seu “plano de gestão de águas”, recomendação da
Organização das Nações Unidas na agenda da Cúpula de Joanesburgo para o Desenvolvimento
Sustentável (Rio + 10) e das Metas do Milênio.
Embora privilegiado em suas condições hídricas, o Brasil apresenta situações de extremo contraste entre
suas populações, como a da escassez de água no Semi-Árido e de abundância na região Amazônica.
Para entender um pouco sobre o quadro mundial da água, o REVISÃO ENEM faz um balanço deste ouro
do planeta: a água.
SITUAÇÃO MUNDIAL (Fonte: ipcdigital.com.br)
Em 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas viverão em países com conflito por falta de água.
Apenas 1% da água da Terra pode ser utilizada para o uso e consumo humano. Desde 1950 o uso
da água triplicou no mundo.
A água potável salva mais vidas que todas as instituições médicas do mundo: segundo a ONU, a
água contaminada causa 80% das doenças do planeta.
Conta somente com 9% dos recursos mundiais de água potável.
No continente negro os desastres naturais mais graves são as secas, inundações e desertização
devido a má distribuição do recurso.
Na última década, a África sofreu um terço das catástrofes mundiais causadas pela água ou pela sua
carência, que afetaram 135 milhões de pessoas.
A questão mais complexa para o continente é como solucionar os problemas de pobreza e acesso à
água. Quase 230 milhões de africanos sofrerão pela escassez de água em 2025.
É uma região muito rica em recursos hídricos.
Pelas bacias do Amazonas, Orinoco, São Francisco, Paraná, Paraguai e Magdalena corre 30% da
água superficial da Terra.
Apesar da abundância de recursos hídricos, dois terços da região são zonas áridas e semi-áridas.
Destacam Argentina, Bolívia, o nordeste do Brasil, Chile, o centro e norte do México, Peru.
Um quarto da população da América Latina e Caribe vive em regiões onde a demanda de água é
maior do que a capacidade de recuperação deste recurso.
Os 30% restantes distribui-se desigualmente pelo País, para atender a 93% da população.
Poluição pode ser entendida como a introdução de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades físicas ou químicas ou biológicas do meio ambiente. O foco da matéria será direcionado para a poluição das águas. A atividade antrópica tem destruído os mananciais diminuindo a potabilidade da água, afetando dessa forma uma grande parcela de indivíduos (humanos ou não) distribuídos pelo mundo.
Na água há uma imensa variedade de seres vivos. O equilíbrio dos componentes físico-químicos é essencial para a manutenção da vida aquática. Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida. Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra.
SAÚDE DA ÁGUA: A água é utilizada nas atividades agrícolas, industriais, abastecimento de cidades e atividades mais simples feitas no ambiente doméstico. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde a retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.
INIMIGOS DA ÁGUA: A atividade agrícola tem como impacto direto a liberação de agrotóxicos utilizados em plantações, enviando grandes quantidades de resíduos tóxicos para os rios através das chuvas ou pela infiltração dos lençóis freáticos. Também há a utilização excessiva de adubos, acarretando o aumento de nutrientes do ambiente, propiciando no aumento da população de microorganismos dependentes da grande carga de resíduos.
A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir
os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais.
MODOS DE POLUIÇÃO: A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização.
A eutrofização é o crescimento excessivo das plantas aquáticas, tanto planctônicas quanto aderidas, a níveis tais que sejam considerados como causadores de interferências com os usos desejáveis do corpo d’água. O principal fator de estímulo é um nível excessivo de nutrientes no corpo d’água, principalmente nitrogênio e fósforo. O processo de eutrofização pode ocorrer também em rios, embora seja menos frequente, devido às condições ambientais serem mais desfavoráveis para o crescimento de algas e outras plantas, como turbidez e velocidades elevadas.
O impacto provocado pelo processo já descrito torna-se muito mais rápido se houver ocupação urbana, pois a produção de esgotos representa um aporte muito grande de nutrientes, juntamente com a drenagem pluvial. Os efeitos negativos da eutrofização podem ser sentidos por grande parte da população. Podemos listar alguns problemas relacionados: Problemas estéticos : lagos e lagoas frequentemente sofrem com o crescimento excessivos da vegetação, distúrbios com odores mal-cheirosos, eventuais problemas com morte de peixes e com aumento da população de mosquitos.
Condições anaeróbias no corpo d’água : O aumento da produtividade do corpo d’água causa uma elevação da concentração de bactérias heterotróficas, que se alimentam da matéria orgânica das algas e de outros microrganismos mortos, consumindo oxigênio dissolvido do meio líquido. No fundo do corpo d’água predominam condições anaeróbias, devido à sedimentação da matéria orgânica, e à reduzida penetração do oxigênio a estas profundidades, bem como à ausência de fotossíntese devido à ausência de luz. Esse processo em médio prazo pode deteriorar a qualidade da água prejudicando o abastecimento.
Maior dificuldade e elevação nos custos de tratamento da água : A presença excessiva de algas afeta substancialmente o tratamento da água captada no lago ou represa, devido à necessidade de remoção da própria alga, da cor, de sabor e odor, maior consumo de produtos químicos e por fim lavagens mais freqüentes dos filtros.
Modificações na qualidade e quantidade de peixes de valor comercial
Toxicidade das algas. Rejeição da água para abastecimento humano e animal em razão da presença de secreções tóxicas de certas algas. Esse último evento foi bastante divulgado nos veículos de comunicação como fenômeno da maré-vermelha (conseqüência da proliferação das algas).
Recentemente Saubara, Salinas da Margarida, Ilha dos Frades, São Francisco do Conde, Santo Amaro e outras localidades da Baía de Todos os Santos sofreram com o impacto promovido pela maré- vermelha. Várias famílias perderam a principal fonte de sustento dificultando sua sobrevivência no local. Mais de cinqüenta toneladas de peixes apareceram mortos na baía. Os especialistas investigaram uma possível contaminação da água. Pesquisadores do Centro de Recursos Ambientais, CRA, pesquisaram se houve despejo de efluentes químicos por parte de fábricas, criatórios de camarões ou de um gasoduto da Petrobras próximos da baía. Mas um laudo técnico emitido com auxílio da Universidade Federal da Bahia divulgou que o fenômeno foi desenvolvido por causas naturais. O resultado das pesquisas foi de encontro à opinião da população que colocou a culpa pelo evento nas indústrias locais. Os órgãos de fiscalização precisam ficar mais atentos aos acontecimentos locais, pois o impacto das atividades industriais é lesivo
Influi no bem estar da população, pois quando a umidade está muito baixa, as mucosas do corpo humano se ressecam.
A variação da umidade ocorre ainda em função da altitude que, quanto maior for, menor será a presença de vapor e da latitude , sendo que as regiões equatoriais e as baixas latitudes são em geral mais úmidas.
A chamada umidade absoluta é a quantidade de vapor de água presente na atmosfera em um dado momento. A atmosfera possui um ponto de saturação, também chamado de ponto de orvalho , que é atingido quando recebe a quantidade máxima de vapor de água que pode suportar. A relação entre a umidade absoluta do ar e seu ponto de saturação é a umidade relativa , que é expressa em porcentagem (Ex.: sendo a umidade absoluta de 10g e o ponto de orvalho de 20g, a umidade relativa será de 50%).
A condensação do vapor de água pode ocorrer junto à superfície terrestre, gerando as precipitações superficiais, como orvalho, neblina e geadas, ou muito acima da superfície, formando nuvens que irão desencadear as chamadas precipitações não-superficiais , como chuvas, neve e granizo.
Neblina ou nevoeiro: é uma massa de gotículas de água suspensas no ar, que ocorre próxima á superfície quando esta se encontra mais fria que o ar, que se condensa ao ceder calor para a terra.
Orvalho: se forma durante a noite com o rápido resfriamento do ar próximo á superfície, que condensa o vapor proveniente da terra originando gotas de água sobre os objetos e plantas.
Geada: é formada quando a superfície atinge a temperatura de congelamento antes que ocorra a saturação do ar, o que transforma o vapor numa camada fina de gelo. É muito comum no inverno do sul do Brasil, onde causa grandes prejuízos à agricultura.
Neve: é o resultado da cristalização do vapor de água no interior ou logo abaixo das nuvens quando a temperatura encontra-se baixa, daí porque ocorrem geralmente no inverno e nas altas latitudes. É a precipitação mais comum no domínio polar e o seu acúmulo é responsável pela formação das geleiras da região.
Granizo: também denominado de “chuva de pedra”, ocorre durante o verão em razão das fortes correntes convectivas que levam as gotas de água para regiões mais elevadas e mais frias onde ocorre o congelamento. A precipitação se dá em razão de trovoadas ou nas tempestades, e pode causar inúmeros prejuízos às cidades e à agricultura.
Chuva: é toda precipitação líquida que ocorre a partir do contato de uma nuvem saturada de vapor de água com uma camada de ar frio. É a precipitação mais benéfica para o homem e pode ser de três tipos:
CHUVAS ÁCIDAS
Toda chuva possui caráter ácido, mas as chamadas chuvas ácidas são as precipitações cujo nível de acidez é prejudicial ao geossistema. As gotas de água vêm carregadas de ácido nítrico, nitroso e sulfúrico a partir da presença de elementos como o enxofre na atmosfera, advindo da própria natureza (emissão de gases pelos vulcões) e principalmente da ação antrópica (lançamento de poluentes pelas indústrias, pela queima de carvão e pelos veículos).
CHUVA ÁCIDA NATURAL
Em ambientes não-poluídos, o gás carbônico (CO2) presente na atmosfera provém do processo de respiração de animais e vegetais e da queima de combustíveis fósseis. Esse óxido ácido reage com a água da chuva (H2O), gerando como produto o ácido carbônico (H2CO3). Esse tipo de chuva ácida é natural, não sendo, portanto, prejudicial ao ambiente.
Em ambientes com relâmpagos ou com grande quantidade de veículos com motores de explosão, ocorre a reação entre o nitrogênio (N2) e o oxigênio (O2) que dá origem aos óxidos de nitrogênio, sobretudo ao NO2. É importante salientar que essa reação é muito difícil de ocorrer, pois para isso é necessária uma grande quantidade de energia. Tais óxidos de nitrogênio são capazes de reagir com a água da chuva, deixando-a ácida. Essa chuva implica profundos estragos ao ambiente.
Em ambientes poluídos, tanto pela atividade industrial, quanto pela queima de combustíveis, ocorre um outro tipo de chuva ácida devido aos óxidos de enxofre. O dióxido de enxofre (SO 2 ), por exemplo, reage com o oxigênio atmosférico (O 2 ), gerando o trióxido de enxofre (SO 3 ). Este também reage com a água da chuva, deixando-a ácida, devido ao surgimento do ácido sulfúrico (H 2 SO 4 ).
Dentre os inúmeros prejuízos decorrentes desse tipo de chuva ácida, podemos citar a poluição do solo, tornando-se impróprio para a agricultura, a poluição dos rios, lagos e matas, devido à acidez, e os danos causados aos vegetais. Elas possuem um efeito corrosivo que danifica não só as edificações, podendo ainda causar problemas respiratórios no seres humanos. Em algumas regiões industrializadas dos EUA e da Europa, diversos rios, lagos e represas não possuem mais nenhuma forma de vida em virtude da ação violenta dessas chuvas.
TEXTOS RELACIONADOS:
Dinâmica das correntes marítimas no planeta
3) LATITUDE É a variação horizontal dos paralelos que dividem o planeta. Quanto maior a latitude, menor a temperatura devido à forma esférica da Terra, já que quanto mais afastada do equador, maior será a distância percorrida pelos raios solares que ainda incidirão de maneira mais inclinada. É importante perceber, no entanto, que podem existir geleiras nas baixas latitudes, pois a altitude poderá funcionar como um fator de “correção” da latitude, fazendo com que haja regiões gélidas mesmo em latitudes tropicais.
4) CONTINENTALIDADE E MARITIMIDADE Os meios sólidos se aquecem e se resfriam mais rapidamente que os líquidos. Essa diferença de comportamento térmico resulta no fato de que os continentes se aquecem e se resfriam mais rapidamente que os oceanos. Portanto, as áreas mais afastadas do oceano sofrerão maiores oscilações na temperatura (efeito denominado de continentalidade térmica), enquanto as regiões litorâneas sofrerão menores variações. O mar acaba por funcionar aqui como regulador térmico.
5) ESTAÇÕES DO ANO Determinadas pelo movimento de translação e pela inclinação do eixo do planeta, as estações irão influenciar as temperaturas de acordo com as características de cada uma delas. Assim, verões e primaveras em uma dada região irão proporcionar temperaturas mais elevadas que os invernos e outonos.
a) Pressão Atmosférica: É o peso que o ar exerce sobre a superfície terrestre. Os principais fatores de variação da pressão são a temperatura, a altitude e a umidade. A temperatura é inversamente proporcional à pressão, pois quando a temperatura diminui, o ar atmosférico torna-se mais denso, enquanto que a temperatura mais elevada faz com que o ar se dilate tornando-o mais rarefeito.
A presença de água no ar, por sua vez, torna a pressão menor, pois o ar seco é composto por diversos gases cujas moléculas pesam mais do que a da água, que ocupa o seu lugar quando o ar está úmido.A variação da altitude é o fator que mais interfere na pressão atmosférica e em geral acaba por prevalecer sobre os demais na análise de uma situação local. Quanto maior a altitude, menor será a pressão.
A pressão atmosférica interfere diretamente na circulação geral da atmosfera. As áreas de alta pressão (anticiclonais) são dispersoras de ventos e de massas de ar e constituem um importante fator de formação de desertos. As áreas de baixa pressão (ciclonais), por sua vez, são regiões convergentes de ventos, marcadas pela chegada de massas de ar e que possuem elevados índices pluviométricos.
b) Ventos:
O vento é o ar atmosférico em movimento, que decorre tanto das diferenças de pressão, pois sopram das áreas de alta pressão para as de baixa pressão, quanto das diferenças entre as temperaturas dos diversos locais da Terra. Podem ser de vários tipos:
· Planetários: ventos constantes que sopram a todo tempo promovendo a circulação geral da atmosfera, como os ventos alísios , que sopram dos trópicos em direção ao Equador, área ciclonal de convergência de ventos. · Sazonais: ventos periódicos que sopram e virtude da diferença de pressão entre o oceano e o continente. É o caso das brisas , que durante o dia sopram do oceano para o continente e durante a noite fazem o sentido contrário, e das monções , ventos que, no verão, sopram do Oceano Índico para continente asiático, trazendo chuvas (fundamentais para o desenvolvimento da rizicultura na região) e no inverno sopram do continente para o oceano, reduzindo as chuvas da região. · Locais: Circulam em localidades específicas percorrendo distâncias quilométricas, como é o caso dos ventos Mistral , na França, Chenooca , nos EUA, Minuano , no sul do Brasil e Siroco , que sopra do norte do Saara para o sul da Europa, lançando área sobre a região (isso interfere na produção agrícola e até mesmo no transporte dos produtos). Quando sopra no sentido contrário, o Siroco é conhecido como Simum. · Ciclônicos: também chamados de tempestades tropicais, são ventos que giram em torno de centros de baixa pressão e que possuem deslocamento incerto e velocidade variada.Ocorrem com freqüência no verão da América central e do norte, onde são conhecidos como tornados ou furacões , e na Ásia oriental, onde são chamados de tufões.
c) Massas de Ar: São grandes porções de ar geralmente originadas em áreas como planícies, oceanos e desertos, que carregam as características de umidade e temperatura da sua região de origem. Podem, portanto, ser frias e secas, secas e úmidas, úmidas e frias, etc. , o que irá influenciar o clima das áreas do seu trajeto. Entretanto, pode ocorrer de perderem suas características de origem ao longo do seu deslocamento, adquirindo as características da região sobre a qual se deslocam.
Não restam dúvidas de que a interferência humana vem alterando o espaço em que vivemos. O crescimento demográfico e o desenvolvimento da industrialização são os principais responsáveis pela intensa degradação do meio ambiente.
Manter o delicado equilíbrio em que se sustenta a natureza exige uma consciência global consistente. Torna-se, portanto, uma questão política, econômica, social e ecológica encontrar meios de reverter o quadro atual, aliando a atividade econômica a uma política de preservação ambiental.
POLUIÇÃO AMBIENTAL
Ao se lançar resíduos industriais, gases tóxicos, substâncias radioativas ao ambiente, ocorrem alterações nos ecossistemas, ameaçando os seres vivos. Denomina-se poluição ambiental estas alterações causadas pelo homem, capazes de prejudicar o funcionamento da vida. A poluição pode atingir o ar, a água e o solo.
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
A poluição atmosférica se dá devido à emissão de gases poluentes à atmosfera, sobretudo pela atividade industrial e pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural). As mais graves