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Apostila de Limite CDI, Notas de estudo de Economia

Apostila de Limite para alunos de Ciências Econômicas 2010.2 da UFRN Autor da apostila: Prof. Iran Aragão Professor de Administração na Instituto Militar de Engenharia

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/09/2010

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Apostila de Limite para o Curso de Administração Prof Iran Aragão 1
SIR ELIAS
UNIDADE 1 - LIMITES
1.1 NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO
Seja a função f(x) =
)1x(
1xx2
2
definida para todo x real e x
1. Se x
1, podemos
dividir o numerador e o denominador por x - 1 obtendo f(x) =
)1x(
)1x)(1x2(
+
f(x) = 2x + 1.
Estudemos os valores da função f quando x assume valores próximos de 1, mas diferentes
de 1.
Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1, temos:
x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999
f(x) 1 2 2,5 2,8 2,98 2,998
Se atribuirmos a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, temos:
x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001
f(x) 5 4 3,5 3,2 3,02 3,002
Observemos em ambas as tabelas que, quando x se aproxima cada vez mais de 1, f(x)
aproxima-se de 3, isto é, quanto mais próximo de 1 estiver x, tanto mais próximo de 3 estará
f(x).
1.2 LIMITE DE UMA FUNÇÃO POLINOMIAL
Uma das conseqüências das propriedades de limite é a regra de obter o limite de uma
função polinomial.
Teorema 1
O limite de uma função polinomial
f(x) = a0 + a1x + a2x2 + ... + anxn =
=
n
0i
aixi, ai
R, para x tendendo para a, é igual ao
valor numérico de f(x) para x = a.
Por uma questão de simplicidade indicaremos as propriedades de limites como sendo as
propriedades P e vamos fazer rápido sumário dessas propriedades.
PROPRIEDADES
Se
ax
lim
f(x) = L,
ax
lim
g(x) = M e c = constante, então:
1.
ax
lim
c = c
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15

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SIR ELIAS

UNIDADE 1 - LIMITES

1.1 NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO

Seja a função f(x) =

(x 1 )

2 x^2 x 1

definida para todo x real e x ≠ 1. Se x ≠ 1, podemos

dividir o numerador e o denominador por x - 1 obtendo f(x) =

(x 1 )

( 2 x 1 )(x 1 )

⇒f(x) = 2x + 1.

Estudemos os valores da função f quando x assume valores próximos de 1, mas diferentes

de 1.

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1, temos:

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0, f(x) 1 2 2,5 2,8 2,98 2,

Se atribuirmos a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, temos:

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1, f(x) 5 4 3,5 3,2 3,02 3,

Observemos em ambas as tabelas que, quando x se aproxima cada vez mais de 1, f(x)

aproxima-se de 3, isto é, quanto mais próximo de 1 estiver x, tanto mais próximo de 3 estará

f(x).

1.2 LIMITE DE UMA FUNÇÃO POLINOMIAL

Uma das conseqüências das propriedades de limite é a regra de obter o limite de uma

função polinomial.

Teorema 1 O limite de uma função polinomial

f(x) = a 0 + a 1 x + a 2 x^2 + ... + anxn^ = ∑

=

n

i 0

aixi, ai ∈^ R, para x tendendo para a, é igual ao

valor numérico de f(x) para x = a.

Por uma questão de simplicidade indicaremos as propriedades de limites como sendo as

propriedades P e vamos fazer rápido sumário dessas propriedades.

PROPRIEDADES

Se (^) x^ lim → af(x) = L, (^) x^ lim → ag(x) = M e c = constante, então:

  1. (^) x^ lim → ac = c
  1. (^) x^ lim → a[c. f(x)] = c. (^) x^ lim → af(x) = c. L
  2. (^) x^ lim → a[(f + g) (x)] = (^) x^ lim → a f(x) + (^) x^ lim → ag(x) = L + M
  3. (^) x^ lim → a[(f - g) (x)] = (^) x^ lim → af(x) - (^) x^ lim → a g(x) = L - M

5. x^ lim → a[(f. g) (x)] = x^ lim → a f(x). x^ lim → ag(x) = L. M

  1. (^) x^ lim → a  

g(x )

f( x ) = (^) limg(x)

limf(x )

x a

x a →

M

L

(M ≠^ 0)

  1. (^) x^ lim → a[(f)n^ (x)] = [ (^) x^ lim → af(x)]n^ = Ln

8. x^ lim → an^ f(^ x)= nxlim → af(x) = n^ L^ (se n ∈ N* e L ≥ 0 ou se n é ímpar e L ≤ 0)

EXERCÍCIOS

1.1 - Calcule os seguintes limites, especificando em cada passagem a propriedade ou o

teorema utilizado.

a) lim^ (^3 x^5 x^2 )

2 x 2

b) 4 x 3

x 2 x 3 lim

2 x (^1) −

→ −

c)

2 2 x (^13) x 2 lim 2 x x^1 

d) (^3 )

3 2 x (^2) x 4 x 3 lim x^2 x^3 x^2

→ −

Solução

a) Pelo teorema da função polinomial, vem:

lim ( 3 x^25 x 2 ) x 2

b) (^4) x 3 lim x^22 x^3 x (^1) −

→ − =^ lim( 4 x 3 )

lim(x 2 x 3 )

x 1

2 x 1 −

→ −

→ − = (^7)

c)

2 2 x (^13) x 2 lim 2 x x^1 

2 2 x (^13) x 2 lim 2 x x^1 

2

x 1

2 x 1 lim( 3 x 2 )

lim( 2 x x 1 ) 

Considerando que no cálculo do limite de uma função, quando x tende para a, interessa o

comportamento da função quando x se aproxima de a e não o que ocorre com a função

quando x = a, concluímos:

x 2 x

x 4 lim (^2)

2 x (^2) −

x

x 2 lim x 2

1.4- Calcular os limites:

a) x 1

limx^21 x (^1) −

b) 2 x

lim^4 x^2 x (^2) +

→ −

c) (^) x →lim 3 / 2

2 x 3

4 x 2 9

d) x x 6

x 4 x 3 lim (^2)

2 x (^3) − −

e) (^) xlim → 1 / 2 2 x 5 x 2

2 x 5 x 3 2

2 − +

f) 2 x 5 x 12

lim 6 x^11 x^3 2

2 x 3 / (^2) − −

→ −

g) x 1

x 1 lim (^2)

3 x (^1) −

h) (^2)

3 x (^24) x

8 x lim −

→ −

i) (^3)

4 x (^28) x

x 16 lim −

1.5- Seja a função f definida por

f (x) = 

3 sex 1

sex 1 x 1

x 2 3 x 2

Calcular limx→ 1 f(x).

Solução:

Como no cálculo do limite de uma função, quando x tende para a, interessa o

comportamento da função quando x se aproxima de a e não o que ocorre com a função

quando x = a, temos:

limf(x ) x→ 1 =^ (x 1 ) lim(x^2 )^1

(x 1 )(x 2 ) lim x 1

x 3 x 2 lim x 1 x 1

2 x 1

→ → →

1.6 - Seja a função f definida por f(x) =

3 , se x 2

, se x 2 x 2

2 x^23 x 2

. Calcular (^) xlim→ 2 f(x)

1.7 - Seja a função f definida por f(x) =

3 se x 3

se x 3

x 3

2 x^29 x 9

Mostre que

limf(x) 3

x 3

→ −

1.8 Calcular x 3 x 5 x 3

lim 2 x x^4 x^1 3 2

3 2 x (^1) − + −

Solução

Temos lim(^2 x x^4 x^1 )^0 3 2 x 1

→ e^ lim( x^33 x^25 x 3 ) 0 x 1

Os polinômios (2x^3 + x^2 - 4x +1) e (x^3 - 3x^2 + 5x - 3) anulam-se para x = 1, portanto,

pelo teorema de D´Alembert , são divisíveis por (x - 1), isto é, x - 1 é um fator comum em

(2x^3 + x^2 - 4x +1) e (x^3 - 3x^2 + 5x - 3).

Efetuamos as divisões de (2x^3 + x^2 - 4x + 1) e (x^3 - 3x^2 + 5x - 3) por (x - 1), obtemos:

x 2 x 3

2 x 3 x 1 (x 1 ).(x 2 x 3 )

(x 1 ).( 2 x 3 x 1 ) x 3 x 5 x 3

2 x x 4 x 1 2

2 2

2 3 2

3 2 − +

Então

2 x 2 x 3

2 x 3 x 1 lim x 3 x 5 x 3

2 x x 4 x 1 lim (^2)

2 (^32) x 1

3 2 x 1

→ →

1.9 - Calcular os limites:

Lembremos que, ao considerarmos limx→ af(x), estávamos interessados no comportamento

da função nos valores próximos de a , isto é, nos valores de x pertencentes a um intervalo

aberto contendo a , porém diferentes de a e, portanto, nos valores desse intervalo que são

maiores ou menores que a.

Entretanto, o comportamento em algumas funções, quando x assume valores próximos

e menores que a , é diferente do comportamento da mesma função, quando x assume valores

próximos e maiores que a. Quando isto acontece o limite de f(x) não existe em a.

Assim, por exemplo, na função:

f(x) =  

x 2 se x 1

2 se x 1

4 x se x 1

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1 ( à esquerda de 1 ) temos: x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0, f(x) 4 3,5 3,25 3,1 3,01 3,

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, ( à direita de 1 ), temos: x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1, f(x) 0 -0,5 -0,75 -0,9 -0,99 -0,

Observamos que, se está próximo de 1, à esquerda de 1, então os valores da função

estão próximos de 3, e se x está próximo de 1, à direita, então os valores da função estão

próximos de -1.

Em casos como este, onde supomos x assumindo valores próximos de 1, mas somente

à esquerda ou somente à direita de 1, consideramos os limites laterais pela esquerda ou pela

direita de 1, que definiremos a seguir.

Definição Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b, a[. O limite de f(x), quando x se

aproxima de a pela direita, será L e escrevemos

limf(x) L x a

+^ =

→ Definição

Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b, a[, cujo (^) xlim → a−f(x)^ =L. O limite de

f(x), quando x se aproxima de a pela esquerda, será L ( (^) xlim → a−f(x)^ =L) e o limite de f(x), quando

x se aproxima de a pela direita, também será L ( (^) xlim → a+f(x)^ =L)

As propriedades de limites e o teorema do limite da função polinomial são válidos se

substituirmos "x → a " por "x→ a+ ", ou por "x → a –^ “.

Exemplos Na função f definida por

f(x) =  

3 x se x 1

1 se x 1

x^24 se x 1

temos: lim f(x) lim( 3 x) 2 x 1 x 1

+ =^ + −^ =

→ → e^ lim^ f(x) lim(x^4 )^3

2 x 1 x 1

− =^ − − =^ −

→ →

Como os limites laterais são diferentes, dizemos que limx→ 1 f(x) não existe. A justificação

da não existência de um limite devido ao fato de os limites laterais serem diferentes é dada no

teorema que segue.

Teorema

Seja I um intervalo aberto contendo a e seja f uma função definida para x ∈^ I - {a}.

Temos (^) xlim → af(x)=Lse, e somente se, existirem (^) xlim → a+f(x)e (^) xlim → a−f(x)e forem ambos iguais a L.

EXERCÍCIOS

Nos exercícios abaixo, para cada função f calcule os limites indicados, se existirem.

1.12 - f(x) =  

4 x 1 se x 1

2 se x 1

3 x 2 se x 1

a) (^) xlim → 1 +f(x) b) (^) xlim → 1 −f(x) c) limx→ 1 f(x)

1.13 - f(x) = 

4 x se x 1

3 2 x se x 1

a) (^) x →lim − 1 +f(x) b) (^) x lim→ − 1 −f(x) c) (^) xlim →− 1 f(x)

1.14 - f(x) = 

4 5 x se x 3

2 x 5 se x 3

a) (^) xlim → 3 +f(x) b) (^) xlim → 3 −f(x) c) (^) xlim→ 3 f(x)

1.15 - f(x) =  

x 1 se x 2

0 se x 2

1 x^2 se x 2

a) (^) xlim → 2 +f(x) b) (^) xlim → 2 −f(x) c) (^) xlim→ 2 f(x)

x → (^1) (x 1 )^2 lim^1

onde o símbolo "- ∞^ " lê-se "menos infinito" ou "infinito negativo".

Consideremos agora a função h definida por h(x) =

x 1

para todo x real e x ≠^ 1.

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1 temos:

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0, f(x) 1- -2 -4 -10 -100 -

E atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, temos:

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1, f(x) 1 2 4 10 100 1000

Observemos que se x assume valores próximos e à esquerda de 1, a função decresce

ilimitadamente e se x assume valores próximos e à direita de 1, então a função cresce

ilimitadamente. Estamos considerando os limites laterais que são "infinitos" e escrevemos:

= + ∞ −

→ −^ − →+x 1

e lim^1 x 1

lim 1 x 1 x 1 Para concluirmos que os valores de uma função cresciam infinitamente ou decresciam

infinitamente, quando x se aproxima de a, pela esquerda ou pela direita de a, construímos

uma tabela de valores da função quando x estava próximo de ª Vejamos como chegar à

mesma conclusão sem construirmos essa tabela.

Teorema

Sejam f e g tais que (^) xlim → af(x)=c≠^0 então:

I) (^) g(x )^0 se f(x^ ) g(x )

limf(x^ ) x a

→ quando x está próximo de a;

II) (^) g(x )^0 se f(x^ ) g(x )

limf(x^ ) x a

→ quando x está próximo de a.

EXERCÍCIOS

1.18) Calcule

a) (^) x 1 2 (x 1 )

3 x 2 lim −

b) (^) x 2 2 (x 2 )

1 x lim −

Solução

a) Com limx → 1 (^3 x+^2 )=^5 e lim^ (x^1 )^0

2 x 2

→ , estudemos o sinal de^ (x 1 )^2

3 x 2 g(x )

f(x ) −

quando x está

próximo de 1.

sinal de g(x) = (x - 1)^2

Notemos que 0 (x 1 )

3 x 2 g(x )

f(x ) −^2 >

quando x está próximo de 1, então:

x → (^1) (x 1 )^2 lim^3 x^2

b) Com (^) xlim → 2 (^1 −x)=−^1 e lim^ (x^2 )^0

2 x 2

→ , estudemos o sinal de^ (x 2 )^2

1 x g(x )

f(x ) −

quando x está

próximo de 2.

Notemos que (^) (x 2 ) 2

1 x g(x )

f(x ) −

< 0 quando x está próximo de 2, então: (^) − =− ∞

x → (^2) (x 2 )^2 lim^1 x

1.19) Calcule

a) (^) x 2 2 (x 2 )

3 x 4 lim −

b) (^) x 1 2

(x 1 )

2 x 3

lim

c) (^) x 1 2 (x 1 )

1 3 x lim −

x

sinal de f(x) = 3x + 2

(x 1 )^2

3 x 2 g(x)

f(x) −

0

(^1 2) x

0

  • 0

sinal def(x)= 1 − x

sinal deg(x)=(x− 2)^2

(x 2 )^2

1 x g(x)

f(x)

sinalde

b)

x 3

1 2 x

lim

x 3 −

c) 52 x

3 x 2

lim

2

x 5 −

e) (^3)

2

x 2 ( 2 x)

2 x 3 x 5

lim

1.4.1 PROPRIEDADES DOS LIMITES INFINITOS

Veremos a seguir um resumo de dez teoremas cujos enunciados serão apresentados

com o símbolo "x → a ", mas que serão válidos se trocarmos esse símbolo por " x → a –^ " ou "x →

a+ "

Dados Conclusão = + ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a

→ lim(f g)(x) x a = − ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a

→ lim(f g)(x) x a = + ∞ → limf(x) x a limg(x) b 0 x a

→ 

→ (^) seb 0

se b 0 lim(f.g)(x ) x a = − ∞ → limf(x) x a limg(x) b 0 x a

→ 

→ seb 0

se b 0 lim(f.g)(x ) x a = + ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a

→ lim(f.g)(x) x a = + ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a

→ lim(f.g)(x) x a = − ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a

→ lim(f.g)(x) x a = + ∞ → limf(x) x a 0 f(x )

lim x a

→ = − ∞ → limf(x) x a 0 f(x )

lim^1 x a

→ limf(x) 0 x a

→ (^) f(x)

lim x a

Não podemos estabelecer leis para os seguintes casos: = + ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a lim(f g)(x)? x a

→ = − ∞ → limf(x) x a

→ limg(x) x a lim(f g)(x)? x a

→ = + ∞ → limf(x) x a

→ limg(x)

x a xlim → a(f+g)(x)=?

→ limf(x)

x a (ou -^ ∞^ )^

limg(x) 0 x a

→ lim(f.g)(x)? x a

→ = + ∞ → limf(x)

x a (ou -^ ∞^ )^

→ limg(x)

x a (ou +^ ∞^ )^ (x)?

g

lim^ f x a

1.5 LIMITES NO INFINITO

Seja a função f definida por f(x) = x

x + 2 para todo x real e x ≠ 0. Atribuindo a x

valores 1, 5, 10, 100, 1000, 10000 e assim por diante, de tal forma que x cresça

ilimitadamente, temos:

x 1 5 10 100 1000 10000 f(x) 3 1,4 1,2 1,02 1,002 1,

Observemos que, à medida que x cresce através de valores positivos, os valores da

função f se aproximam cada vez mais de 1, isto é, podemos tornar f(x) tão próximos de 1

quanto desejar se atribuirmos para x valores cada vez maiores.

Escrevemos, então:

1 x

lim x^2 x

→ + ∞

Consideremos novamente a função f(x) = x

x + 2

. Atribuindo a x os valores -1, -5, -10,

-100, -1000, -10000 e assim por diante, de tal forma que x decresça ilimitadamente, temos:

x -1 -5 -10 -100 -1000 - f(x) -1 0,6 0,8 0,98 0,998 0,

Observemos que, à medida que x decresce através de valores negativos, os valores da

função f se aproximam cada vez mais de 1, isto é, podemos tornar f(x) tão próximos de 1

quanto desejar se atribuirmos para x valores cada vez menores.

Escrevemos, então:

1 x

x 2 lim x

→ − ∞ Seja a função f(x) = x^2 , definida para todo x real. Atribuindo a x valores 1, 5, 10, 100, 1000 e assim por diante, de tal forma que x cresça

ilimitadamente, temos:

x 1 5 10 100 1000 f(x) 1 25 100 10000 1000000

Observamos que, a medida que x cresce através de valores positivos, os valores da

função também crescem e ilimitadamente. Em outras palavras, dizemos que podemos tornar

f(x) tão grande quanto desejarmos, isto é, maior que qualquer número positivo, tomando para

x valores suficientemente grandes e escrevemos:

→ + ∞ limf(x) x Se agora atribuirmos a x os valores -1, -5, -10, -100, -1000 e assim por diante, de tal

forma que x decresça ilimitadamente, temos:

a) lim^ (^4 x^7 x^3 )

2 x

→ + ∞ =^

→ + ∞ lim ( 4 x^2 ) x

b) lim^ (^3 x^2 x^5 x^3 )

3 2 x

→ + ∞ =^

→ + ∞ lim ( 3 x^3 ) x

c) lim^ (^5 x^4 x^3 x^2 )

3 2 x

→ − ∞ =^

→ − ∞ lim ( 5 x^3 ) x

d) lim^ (^3 x^7 x^2 x^5 x^4 )

4 3 2 x

→ − ∞ =^

→ − ∞ lim ( 3 x^4 ) x

1.23) Encontre:

a) 5 x 1

lim^3 x^2 x (^) −

→ + ∞

b) 2 x 3

lim^54 x x (^) −

→ − ∞

c) 3 x 2

lim^5 x^24 x^3 x (^) +

→ − ∞

d) 3 x 5 x 2

lim 4 x^1 x (^2) + −

→ − ∞ Solução

a) (^5) x 1

3 x 2 lim x −

→ + ∞ =^5 x

3 x lim x → + ∞ =^5

lim x

→ + ∞

b) (^2) x 3 lim^54 x x (^) −

→ − ∞ =^2 x

4 x lim x → − ∞ =^

lim( 2 ) 2 x

→ − ∞

c) (^3) x 2

5 x 4 x 3 lim

2 x (^) +

→ − ∞ =^3 x

5 x lim

2 x → − ∞ =^

lim^5 x x

d) (^3) x 5 x 2

4 x 1 lim (^2) x (^) + −

→ − ∞ =^ x (^3) x^2

4 x lim → − ∞ =^3 x

lim x → − ∞ = 0

1.24) Encontre:

a) 5 x 1

3 2 x lim x (^) +

→ + ∞

b) 3 x 2

4 x 3 lim x (^) +

→ − ∞

c) x 1

x 4 lim

2 x (^) +

→ + ∞

d) x 1

lim x^1 2

3 x (^) +

→ − ∞

e) 3 x 5 x 6 x 2

lim x^3 x^4 3 2

2 x (^) + − +

→ + ∞

f) 8 x 1

lim x^4 3

2 x (^) −

→ − ∞

1.5.1 Resumo

Faremos um resumo dos teoremas apresentados, lembrando que as proposições

continuam verdadeiras se trocarmos "x →+ ∞ " por " x →– ∞ "

Dados Conclusão = + ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x lim(f g)(x)? x

→ + ∞ = − ∞ → + ∞ limf(x) x

→ − ∞ limg(x) x

→ − ∞ lim(f g)(x) x = + ∞ → + ∞ limf(x) x limg(x) b 0 x

→ + ∞ 

→ + ∞ seb 0

seb 0 lim(f.g)(x ) x = − ∞ → + ∞ limf(x) x limg(x) b 0 x

→ + ∞ 

→ + ∞ seb 0

seb 0 lim(f.g)(x ) x = + ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x

→ + ∞ lim(f.g)(x) x = + ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x

→ + ∞ lim(f.g)(x) x = − ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x

→ + ∞ lim(f.g)(x) x = + ∞ → + ∞ lim f(x) x 0 f(x )

lim x

→ + ∞ = − ∞ → + ∞ limf(x) x 0 f(x )

lim^1 x

→ + ∞ limf(x) 0 x

→ + ∞f(x) lim^1 x Não podemos estabelecer leis para os seguintes casos: = + ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x lim(f g)(x)? x

→ + ∞ = − ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x lim(f g)(x)? x

→ + ∞ = + ∞ → + ∞ limf(x) x

→ + ∞ limg(x) x lim(f g)(x)? x

→ + ∞ = + ∞ → + ∞ limf(x)

x (ou -^ ∞^ )^

limg(x) 0 x

→ + ∞ lim(f.g)(x)? x

→ + ∞ = + ∞ → + ∞ limf(x)

x (ou -^ ∞^ )^

=+ ∞ → + ∞ limg(x)

x (ou +^ ∞^ )^ (x)?

g

lim^ f x

→ + ∞

1.6 CONTINUIDADE

Quando definimos

x a

lim f(x )

analisamos o comportamento da função f^ ( x ) para

valores de x^ próximos de a^ , mas diferentes de a.^ Em muitos exemplos vimos que

, 2 2

(^24) ≠ −

x x

x

(a) f(x) =

  • 3 , x =- 2

, 2 4

8 2

3 ≠ −

x x

x

(b )f(x) = em x = 2. 3 , x =^2

, 1 1

2 x^2 − x

x

(c )f(x) = em x = 1 0 , x = 1

, 2 2

(^24) ≠ −

x x

x

(d )f(x) = em x = 2. 0 , x =^2

, 1 1

(^23) + 4 ≠

x x

x x

(e )f(x) = em x = 1 4 , x = 1

, 2 2

(^24) ≠ −

x x

x

(f) f(x) =

  • 3 , x =- 2

1.26) Calcule p^ de modo que as funções abaixo sejam contínuas.

x^2 + px + 2 , x ≠ 3 x +^2 p , x ≤−^1

( a ) f ( x ) = b ) f ( x )= 3 , x = (^3) p^2 , x > − 1

1.27) Exercícios de revisão de Limites.

a) f(x) =  

x 6 x 7 se x 2

2 sex 2

2 x 3 x 1 se x 2

2

2

b) =

− − → (^22)

6 lim (^2)

2 (^3) x x

x x x

c) =

    • − − → − 2 7 4 4

4 12 12 lim (^32)

4 3 2 (^3) x x x

x x x x x

d) =

− + + → − ∞ 2

2 3 5 1 lim (^3)

5 6 2

x

x x x x

e) (^) = − + −

− + → (^485)

2 lim (^32)

3 2 (^1) x x x

x x x

f) = − −

→ (^21)

3 lim (^2) (^1) x x

x x

Respostas de limites Página 3

a) 2 b) 4 c) - 8/ d) - 12 e) 0 f) 1/ g) 9/

h) 3

5

i) 2 j) –

Página 4

Página 9

a)1 b)5 c) ∃

a)5 b)5 c) 5

a)1 b)-11 c) ∃

a)1 b)-3 c) ∃

a)2 b)2 c) 2

a)1 b)1 c) 1

Página 17

a) + ∞ b) + ∞ c) + ∞ d) – ∞ e) – ∞ f) + ∞

a) + ∞ b) – ∞, se não for par e

  • ∞ se for ímpar c) + ∞, se c > 0 e
  • ∞ se c < 0 d) – ∞, se c > 0 e
  • ∞ se c < 0