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Neste documento, aprenda sobre a história do linux, incluindo sua primeira versão oficial, como se obter o linux e suas principais versões disponíveis. O linux é um sistema operacional gratuito que recebeu apoio de empresas como netscape, sun, borland, intel e oracle, e é usado em quase todas as grandes empresas do mundo. Confira também uma entrevista com linus torvalds, o criador do linux.
Tipologia: Notas de estudo
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"Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios "device drivers"? Você está sem um um bom projeto e está morrendo por colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix ? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser exatamente para você? Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo ao estágio em que poderá ser utilizado(embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02..., contudo, eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc. nele."
Assim, várias empresas e programadores de todo o planeta contribuíram com seus conhecimentos para melhorar o Linux.
Mais que um sistema operacional, o Linux é a representação prática de uma nova filosofia de distribuição e produção de software. O Linux é "gratuito"(é um prazer dizer isso!!!). E mais: seu código fonte ainda está completamente aberto, para que programadores de todo planeta possam modificá-lo. Há dez anos, ninguém ousaria prever algo desse tipo. Como pode alguém gastar horas e mais horas em um trabalho para depois largá-lo na internet, sem controle, sujeito às mais diferentes alterações?
O que alguns julgavam a ruína, provou ser o grande trunfo do Linux.
A lógica é simples: distribua um produto de graça, deixe que os consumidores façam nele as alterações que quiserem, e assim você terá algo pulsante, em constante e inexorável evolução. Esse foi o segredo: trabalho cooperativo e voluntário. Linus distribuiu seu trabalho sem cobrar nada e em troca, exigiu que os outros programadores envolvidos no projeto fizessem o mesmo. Por isso é gratuito. A união fez a força - fez o LINUX.
O Linux, atualmente, tem recebido apoio de várias empresas como Netscape, Corel, Sun, Borland(dona do Delphi), Intel e Oracle. Todas usam Linux e desenvolvem produtos para Linux. As estimativas de seu uso variam entre 10 e 15 milhões de computadores. Ele tem ganho aceitação e propaganda no mundo inteiro. Em 1997, 105 computadores Alpha Digital com Linux, ligas em rede, renderizaram as cenas do filme "Titanic", durante 3 meses, ininterruptamente. Em quase todas as grandes empresas do mundo, há pelo menos um sistema Linux instalado.
· Quem utiliza Linux?
Ao redor do planeta se estima que tenhamos mais de vinte milhões de usuários Linux. Sendo que no Brasil, o País que apresentou o maior índice de crescimento no primeiro semestre de 99, este número gira ao redor de 400 mil usuários. Dentre os mais diversos usuários, podemos ressaltar alguns mais conhecidos: NASA, Exército Americano, Governo da Itália, Governo da Califórnia, fábricas de robôs na Suécia, hospitais na França, praticamente todas as Universidades, Ministério da Saúde, Correio Norte Americano, etc... No Brasil é bastante difundido no meio acadêmico, em empresas de desenvolvimento de
softwares, bancos, hospitais, órgãos públicos, indústrias, comércio, provedores de acesso, usuários domésticos e estações de trabalho em redes corporativas.
· O Futuro do Linux
Confira abaixo um pequeno trecho de uma entrevista com o criador de Linux, Linus Torvalds:
“No futuro do Linux temos dois possíveis cenários. No primeiro, daqui a quatro anos, Linux dominará as aplicações científicas e técnicas e se tornará o sistema operacional preferido para servidores Web e estações de trabalho. ...Pelas suas vantagens de custo e performance, tornar-se-á o sistema padrão para os computadores desktop. O segundo cenário é bem mais dramático. Com o número de usuários de Linux crescendo, a Microsoft e outros desenvolvedores de software admitem a ascensão nesse mercado e começam a escrever programas para ele. Logo, a completa vantagem no preço e da performance de Linux movem o sistema para o mercado de desktops”.
Por causa da abertura do código fonte aos quatro cantos do mundo, não existe uma, mas muitas versões do Linux no mercado. Todas tem características especiais que as diferenciam entre si. Na verdade, não existe "o Linux", existem "os Linux". Mas, apesar de singulares, todas essas versões são compatíveis, por que utilizam o mesmo kernel. A palavra kernel significa núcleo ou cerne, e essas duas palavras expressam muito bem o que ele é: a parte central do sistema operacional, capaz de manter as aplicações, dispositivos e conexões funcionando e comunicando-se entre si. Essa parte delicada do sistema operacional só é atualizada por um membro restrito de experts em Linux, dentre os quais está o próprio Linus Torvalds. Essa parte do sistema é tão importante que as novas versões do kernel só podem ser distribuídas depois que passam pelo aval de Linus. O desenvolvimento do kernel do Linux costuma ocorrer em duas séries separadas: uma delas é a de produção, ou estável, cujo segundo número é sempre par: 2.0.x, 2.2.x, 2.4.x, etc. A outra série é a de desenvolvimento, que não é garantida para ser utilizada em sistemas em produção, e tem o segundo número sempre ímpar: 2.1.x, 2.3.x, etc. Quando a série de desenvolvimento atinge a maturidade, ela muda de numeração e se transforma na nova série de produção, e uma nova série de desenvolvimento tem início. O número da versão do kernel não tem nada a ver com o número da versão das distribuições de Linux. Assim, o Conectiva Linux 4.0 que temos no nosso curso usa o kernel 2.2.5, o Red Hat Linux 6.0 usa o kernel 2.2.12 e o SuSE Linux 6.2 usa o kernel 2.2.10. Tradicionalmente não se marca datas para o lançamento das novas versões, mas espera-se que a versão 2.4 seja lançada ao final deste ano(1999).
As principais versões disponíveis mundo afora são: Slackware Linux, Debian Linux, Open Linux, LinuxWare, RedHat Linux, e o Conectiva Linux(em português).
Então LINUX = UNIX?
Limpo, claro e definitivo: O Linux "NÃO" é Unix O Linux é "UM" Unix
Você deve estar pensando: "Que loucura...", mas calma, não é bem assim :)
O Unix é uma marca registrada do Unix Lab. (parece que andou até mudando de nome e até fechado, mas ninguém sabe ao certo !!!). Então todos os sistemas baseados naqueles códigos são chamados de uma forma geral de Unix.
d - Como devo me vestir? O que devo comer? O que devo comprar? Faça tudo aquilo que você quiser. O Linux é isso, liberdade!! Não existe um tipo específico de gente que usa Linux. É só usar e pronto! Você quer liberdade maior do que não comprar um programa, alterá-lo de tudo quanto é jeito, emprestar o CD pra todo mundo, não ser preso e descobrir que este é o melhor programa que você conhece? Venha para onde está o sabor...
3 - ONDE ADQUIRIR O LINUX?
Uma opção é fazer o download na internet. Você pode apontar o seu browser para:
http://www.sunsite.unc.edu/pub/LINUX/distributions
e escolha sua versão do Linux (RedHat, Slackware, etc.) Mas, se você preferir não gastar suas horas na internet (uma noite inteira e mais um pouco), você pode optar pelo pacote distribuído pela Conectiva (www.conectiva.com.br). O valor cobrado de R$ 88,00 se refere a 3 CD's contendo o Linux em português e com mais de 800 aplicativos + manual de instalação em português + Guia do Usuário com mais de 750 páginas de documentação Linux em português. Quem preferir apenas os CD's, o preço é de R$ 28,00. Lógico que para quem estiver iniciando, o pacote completo seria o mais adequado. Dentre os aplicativos, encontra-se a suíte Star Office 5.1 traduzida para o português, e cujos programas lêem arquivos do Microsoft Office (...que beleza !!!). O site da Conectiva é:
http://www.conectiva.com.br
Você deve estar se perguntando: "Mas o Linux não é de graça ?" Sim...o Linux é de graça. O que a Conectiva cobra se refere apenas ao trabalho de traduzir o Linux, passar mais de 800 programas para os CD's, editar e imprimir um manual de quase 800 paginas em português pra gente. Só isso ...!!! Não acho que você iria gastar uma noite inteira na Web (+ conta telefônica) pra pegar uma versão em inglês, não é?
Atualmente, a Conectiva está distribuindo a versão 4.0 do Linux Guarani(não confunda com a versão do kernel: 2.2.5), que é a versão que usaremos no curso (yessssssss !!!!)
4 - HARDWARE NECESSÁRIO
Para rodar o Conectiva Linux 4.0 (CL 4.0) é necessário processador 386 ou superior, 100 a 150Mb de espaço livre em disco, 16Mb de RAM (pra ficar leve), CD-ROM e unidade de disquete 3 1/2. O produto suporta a maioria dos computadores, controladoras SCSI e IDE, placas de som, impressoras, placas de rede Ethernet, scanners e demais periféricos do mercado.
Chegamos ao momento em que todos queriam: ver a cara do Linux. Antes o veremos no modo texto, e mais a frente veremos a interface gráfica.
Ligue a máquina e aguarde a inicialização do sistema.
A primeira vez que você acessar o sistema Conectiva Linux, o acesso deverá ser realizado com o superusuário root. Este é o nome da conta que tem acesso completo a todos os componentes do sistema. Normalmente, a conta de superusuário é somente utilizada na execução de tarefas de administração do sistema, como a criação de novas contas, desligar o sistema, etc. Isso se deve ao fato de que o acesso irrestrito do superusuário quando mal
utilizado poderá provocar grandes estragos ao sistema. Então seja cuidadoso ao acessar o sistema como root, e use a conta de superusuário somente quando realmente for necessário. Para o acesso inicial, informe root na linha de comando login:. Pressione [Enter]. Uma linha de comando password: aparecerá. Digite sua senha e pressione [Enter]. Então deverá surgir algo como:
[root@guarani /root] #
Caso o usuário ou a senha estejam mal informadas, tente novamente até que a linha acima apareça.
Agora...meus parabéns....Você conseguiu acessar o sistema com sucesso. Próximo passo: aprendendo a sair do sistema. Apesar de muitos interpretadores de comandos terem uma instrução logout ou exit, muitos usuários simplesmente teclam [Ctrl]-]D]. Isso deve retornar à linha de acesso ao sistema. Mas não é só isso... Ainda que isso seja um pouco mais complexo que simplesmente desligar o botão de energia, o encerramento do Linux tem alguns detalhes adicionais. Uma vez que você esteja pronto para desligá-lo, não quer dizer que o sistema esteja apto para tal. Para melhor entender o que queremos dizer, execute o comando:
ps ax
Cada uma das linhas listadas pelo comando ps representa um processo em execução. Cada processo pode estar trabalhando com arquivos, e caso o sistema seja simplesmente desligado, esses processo não terão a chance de fechar todos os arquivos e finalizarem a execução de maneira correta. Logo para poder desligar o sistema corretamente, é necessário avisar aos processos que finalizem normalmente sua execução. Para tanto, pode-se usar o comando shutdown. Este comando pode ser executado somente pelo superusuário e será necessário acessar o sistema como tal ou executar o comando su (ver mais adiante) para tornar-se superusuário root. A sintaxe básica do shutdown é:
Shutdown
Nota: o programa shutdown reside no diretório /sbin. Caso sua variável de ambiente PATH não inclua /sbin, será necessário fornecer o seu caminho completo como parte do comando (por exemplo, /sbin/shutdown – h now).
Em muitos casos, pode-se incluir uma das seguintes opções:
-h suspende o sistema quando a finalização estiver completa (halt) -r reinicializa o sistema quando a finalização estiver completa (reboot)
Caso não seja incluída nenhuma das opções, shutdown reinicializará o sistema em modo monousuário. A menos que esteja claro em porque usar o sistema em modo monousuário, esta opção não deve ser utilizada. Simplesmente informe o comando shutdown(desta vez com – h ou – r) e ele finalizará normalmente. O comando fornece ainda grande flexibilidade em termos de tempo. Caso se deseja que seja executado imediatamente, simplesmente informe a palavra now. Caso se deseje que o sistema seja desligado em cinco minutos a partir de agora, basta informar +5. Em assim sendo, o comando
Shutdown – r +
Significa “desligue o sistema em quinze minutos a partir de agora e reinicialize após o encerramento ter sido completado”. Shutdown tem diversas outras opções disponíveis, sendo
Shell Script - O shell possibilita a interpretação tanto de comandos digitados quanto de comandos armazenados em arquivos, denominados shell script, que não são nada mais do que um arquivo texto com permissão de execução. No Windows, é conhecido como arquivo de lote (batch). Para criar o shell script, crie um arquivo de texto e ajuste suas permissões para que ele se torne executável. Este arquivo pode ser criado com um editor como o joe ou simplesmente o redirecionamento para um arquivo da saída de um comando cat. Nota: Para tornar um arquivo texto em um shell script deve-se usar o comando chmod para mudar suas permissões de acesso.
Conforme mencionado anteriormente, não é aconselhável utilizar a conta de superusuário todo o tempo. Inevitavelmente um erro será cometido, e a checagem de acesso que normalmente evita esse tipo de erro, não funcionará, uma vez que ao superusuário é permitido fazer qualquer coisa no sistema. Bem ser você não deve acessar o sistema como superusuário, com que nome deverá acessá-lo? Com o seu nome, obviamente. Para isso, você precisa saber como criar contas no seu Linux.
CONTAS – Assim que ligado, o sistema oferece diversas formas de criar novas contas. Usaremos inicialmente o método mais básico: o comando useradd. Basicamente, tudo que se deve fazer é informar (como superusuário):
[root@guarani /root] # useradd aluno
[root@guarani /root] #
Foi muito simples, não? Bem, vamos acessar o sistema:
Conectiva Linux Versão 4.0 (Guarani) Kernel 2.2.5 em um i login: aluno Password: Login incorrect
login:
No campo de senha do usuário “aluno”, simplesmente pressione [Enter]. Bem, essa não é uma senha muito indicada. Vejamos então como especificar uma senha para uma conta nova.
SENHAS – O comando passwd pode ser usado para:
Ø Especificar senhas para contas recém-criadas;
Ø Mudar as senhas de contas já existentes;
Ø Mudar a senha de contas com as quais se esteja acessando o sistema.
As primeiras duas situações são realmente as mesmas; não há realmente uma diferença entre uma conta que já exista e uma que acabou de ser criada. Tudo o que você deve saber é que deve acessar o sistema como superusuário (root), e então especificar o
nome da conta cuja senha se deseje alterar. Usando a conta que acabamos de criar, temos o seguinte exemplo:
[root@guarani /root] # passwd aluno New Unix password: Retype new UNIX password: passwd: all authentication tokens update sucessfully [root@guarani /root] #
Como se pode perceber, a senha não aparece na tela quando informada. Deve-se ainda digitar duas vezes, para garantir que não houve nenhum engano ao informá-la. Vamos acessar o sistema com a conta recém-criada novamente:
Conectiva Linux Versão 4.0 (Guarani) Kernel 2.2.5 em um i login: aluno Password:
[root@guarani /root] #
Uma vez dentro do sistema, pode-se alterar a senha da conta que está sendo usada utilizando-se o comando passwd sem o nome da conta. Neste caso, ele solicitará a senha atual da conta, seguida do comando de nova senha. Por exemplo, para uma conta chamada aluno, teremos:
[root@guarani aluno] # passwd Changing password for aluno (current) UNIX password: Retype new UNIX password: passwd: all authentication tokens update sucessfully
[root@guarani /root] #
É moleza!!!
COMANDO SU – Há momentos em que pode ser necessário processar um ou dois comandos como outro usuário. É normal que administradores de sistema tenham esse tipo de demanda
[root@guarani aluno]$ su Password: [root@guarani aluno]#
LS Lista os arquivos do diretório DIR
RM Remove arquivos DEL
CP Copia arquivos COPY
MV Renomeia arquivos e diretórios RENAME
MV Move arquivos e diretórios MOVE
CAT Mostra o conteúdo do arquivo TYPE
MORE Mostra o conteúdo do arquivo, paginado MORE
PWD Mostra o diretório corrente -
MKDIR Cria diretório MD
RMDIR Apaga diretório RM
CD Navega entre os diretórios CD
CLEAR Limpa a tela CLS
DF Informa os dados de ocupação do sistema de arquivos CHKDSK
FREE Informa como está sendo utilizado a memória MEM
FIND Procura arquivos DIR /S
WHO Informa os usuários conectados e os respectivos terminais -
WHOAMI Mostra quem você é -
EXIT Sai da sessão atual -
LOGOUT A mesma coisa... -
CAL Exibe um calendário -
DATE Retorna a data e a hora DATE
DU Informa o espaço ocupado pelos arquivos ou diretórios -
FORMAT Formata um floppy disk FORMAT
KILL Termina um processo -
PS Exibe um status dos processos -
VI Editor de tela cheia -
WC Exibe detalhes no tamanho do arquivo -
MAN Exibe a ajuda de comandos HELP
UNAME Informa os dados do sistema -
UPTIME Informa há quanto tempo foi dado boot -
ADDUSER Adiciona usuários ao sistema -
USEDEL Apaga usuários no sistema -
PASSWD Altera senha do usuário no sistema -
ARCH Informa a arquitetura do computador -
SHUTDOWN Desliga o sistema -
LESS Melhor que o MORE MORE
CHMOD Altera a permissão dos arquivos -
LPD Imprime no modo texto PRINT
CPIO Ferramenta para backup (tipo TAR) -
LHA Compactador de arquivos LHA
WRITE Envia mensagens p/ outro usuário na rede (BROADCAST - Novell) -
MOUNT Permite acesso aos dados de unidades de disco -
Para editarmos arquivos em modo texto, usaremos o editor joe , devido a grande facilidade de uso. Os seus comandos internos são muito parecidos com nosso velho WordStar (ou WS). Além do joe, há ainda os editores vi, jed, emacs, e outros pouco divulgados.
Sintaxe:
[root@guarani /root]# joe arquivo
Os comandos internos mais usados são:
Para compactar arquivos, usaremos o gzip, que é distribuído nos termos da GNU. Existem outros compactadores, como o unzip, zip, compress, bzip, unarj, e muitos outros que funcionam da mesma maneira que no formato DOS, mas a maioria dos arquivos pra Linux na Internet são compactados com o gzip, acompanhado do tar, que também abordaremos agora.
Imagine, por exemplo, que você tenha um diretório chamado “teste” com os seguintes arquivos:
[root@guarani /teste]# ls – l -rwxr-xr-x 1 root root 21 Nov 08 16:06 Makefile -rwxr--r-- 1 root root 847 Dez 11 04:41 README -r-xr-xr-x 1 root root 9254 Mar 16 12:55 teste.txt -rw-rw-rw- 1 root root 36 Jul 01 09:56 alysson.net -rwxrwxrwx 1 root root 395 Nov 12 11:26 lixo -rwxr-xr-x 1 root root 1223 Mai 29 06:01 profile
Para que compactemos este diretório, é necessário que antes de tudo, criar um arquivo .tar
[root@guarani /]# tar cvf teste.tar teste teste/ teste/Makefile teste/README teste/teste.txt teste/alysson.net teste/lixo teste/profile
[root@guarani /]# ls – l -rwxr-xr-x 1 root root 11776 Nov 18 16:52 teste.tar
O comando digitado irá juntar todo o conteúdo do diretório em um único arquivo .tar. A opção “v” é para que possamos ver o que está sendo colocado no arquivo teste.tar. Note que esse novo arquivo contem o número somado de bytes dos arquivo que estavam no diretório teste. Para se compactar este arquivo, usa-se o comando gzip da seguinte forma:
[root@guarani /]# gzip – 9 teste.tar [root@guarani /]# ls – l -rwxr-xr-x 1 root root 921 Nov 18 16:54 teste.tar.gz
O inconveniente disso, é que temos que fazer o tar e depois compactá-lo. Para economizar tempo, usa-se a seguinte linha de comando:
[root@guarani /]# tar cvf teste.tar teste | gzip > teste.tar [root@guarani /]# ls – l -rwxr-xr-x 1 root root 921 Nov 18 16:54 teste.tar.gz
Para se descompactar um arquivo dessa forma, usa-se o comando:
[root@guarani /]# tar xvfz teste.tar.gz [root@guarani /]# ls – l -rwxr-xr-x 1 root root 21 Nov 08 16:06 Makefile -rwxr--r-- 1 root root 847 Dez 11 04:41 README -r-xr-xr-x 1 root root 9254 Mar 16 12:55 teste.txt -rw-rw-rw- 1 root root 36 Jul 01 09:56 alysson.net -rwxrwxrwx 1 root root 395 Nov 12 11:26 lixo -rwxr-xr-x 1 root root 1223 Mai 29 06:01 profile
Outro Exemplo :
[marisa@guarani /tmp]$ l -d textos drwxrwxr-x 4 marisa marisa 1024 jul 23 11:44 textos/
[marisa@guarani /tmp]$ tar cvzf textos.tgz textos textos/ textos/perl/ textos/java/
[marisa@guarani /tmp]$ l textos.tgz -rw-rw-r-- 1 marisa marisa 155 jul 29 11:24 textos.tgz
[marisa@guarani /tmp]$ tar tvzf textos.tgz drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 11:44 textos/ drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 11:38 textos/perl/ drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 11:38 textos/java/
v Conceito de Permissões
Num certo momento, você deve ter pensado: “ – O que significa esses rwx-wx- na frente dos arquivos ?” Bom...essas são as permissões de arquivos para usuários. Tanto no Unix como no Linux, podemos (superusuário) controlar quem pode ler, alterar, apagar, gravar e executar nossos arquivos. As permissões são classificadas quanto ao nível do usuário, grupo e outros. Cada arquivo tem um tem um UID (User ID), e um GID (Group ID), que mostra quem é o dono do arquivo. Segue o exemplo:
[root@guarani /]# ls – l -rwxr-xr-- 1 jose operador 21 Nov 08 16:06 .profile
O arquivo .profile tem 21 bytes, o dono do arquivo é o usuário José, que pertence ao grupo operador. As permissões são divididas da seguinte forma:
baseado em três conjuntos de números de base dois. Existe um conjunto para cada categoria de usuário, grupo e outros. Os valores são 4(ler), 2(gravar) e 1(executar). Esses valores são acrescentados juntos para fornecer o conjunto de permissões para aquela categoria. Com o sistema numérico você sempre especifica todas as três categorias. Portanto, para que o proprietário do arquivo .profile tenha permissões de ler, gravar e executar o arquivo e ninguém mais tenha qualquer permissão, você deve usar o valor 700, da seguinte forma:
chmod 700 .profile
Para tornar o mesmo arquivo legível e gravável para o usuário e legível pelo grupo e outros, você segue a mesma lógica matemática: para o primeiro conjunto de permissões, o usuário, o valor para legível é 4, e o valor para gravável é 2. A soma desses dois é 6. O próximo conjunto de permissões, o grupo, é read-only, portanto é 4. As definições para os outros, assim como o grupo, é 4. Portanto o comando seria chmod 644 .profile.
13 – CD-ROM’s, Disquetes, Discos Rígidos e Sistemas de Arquivos – Visão Geral
Um sistema de arquivos é composto por arquivos e diretórios, iniciando em um único diretório denominado raiz. Este diretório pode conter qualquer número de arquivos ou de diretórios, com cada diretório por sua vez seguindo o mesmo conceito e padrões. Um sistema de arquivos padrão normalmente se parece com uma árvore invertida, com os diretórios como galhos e os arquivos como folhas. Sistemas de arquivos residem em unidades de armazenamento de massa como disquetes, discos rígidos e CD-ROMs. Por exemplo, uma unidade de disquetes no DOS ou Windows é normalmente referenciada como A:. Isso descreve o dispositivo (A:) e o diretório raiz do dispositivo. O disco rígido primário, em sistemas similares, é tipicamente referenciado como C uma vez que a especificação de dispositivos para o primeiro disco rígido é C:. Para especificar o diretório raiz do dispositivo C , pode-se utilizar C:. Neste caso, teremos então dois sistemas de arquivos - um em A: e o outro em C:. Para especificar qualquer arquivo em um sistema de arquivos DOS/Windows, deve-se especificar o dispositivo no qual ele reside, ou ele deve residir no dispositivo padrão do sistema (o qual é a origem do indicador DOS de linha de comando - é o dispositivo padrão em um sistema com uma única unidade de disco rígido). Sob Linux é possível definir sistemas de arquivos residentes em diferentes meios de armazenamento como se fossem um único e grande sistema de arquivos. Isso pode ser feito através da definição de um dispositivo dentro de um sistema de arquivos. Por exemplo, enquanto um sistema de arquivos de um diretório raiz de um disquete em DOS pode ser referenciado como A:, o mesmo dispositivo pode ser acessado no Linux com um diretório denominado, por exemplo como /mnt/floppy. O processo de mesclar sistemas de arquivos desta forma é conhecido como montagem. Quando um dispositivo está montado significa que ele pode ser acessado pelos usuários do sistema. O diretório através do qual o sistema de arquivos pode ser acessado é conhecido como ponto de montagem. No exemplo anterior, /mnt/floppy era o ponto de montagem do disquete. Note que não há restrições (além das convenções normais) de nome de pontos de montagem. Poderíamos facilmente denominar o ponto de montagem com /longo/caminho/para/a/unidade/de/disquete ou simplesmente /A. Um ponto a ser lembrado é que todos os diretórios e arquivos de um dispositivo têm a sua localização no sistema relacionada com o ponto de montagem. Por exemplo, consideremos a seguinte configuração: · Um sistema Linux · / - diretório raiz do sistema · /cnc - ponto de montagem do CD-ROM
· Um CD-ROM · / - diretório raiz do CD-ROM · /imagens - um diretório de imagens do CD-ROM · /imagens/antigas - um diretório de imagens antigas do CD-ROM Enquanto que na descrição acima, temos uma apresentação individualizada dos sistemas de arquivos e ao se montar o CD-ROM em /cnc, a nova estrutura de diretórios do sistema terá a seguinte configuração: · Um sistema Linux com o CD-ROM montado: · / - diretório raiz do sistema · /cnc - diretório raiz do CD-ROM · /cnc/imagens - um diretório de imagens do CD-ROM · /cnc/imagens/antigas - um diretório de imagens antigas do CD-ROM Para montar um sistema de arquivos esteja seguro de estar acessando o sistema como superusuário ou de usar o comando su (man su - em português). Uma vez tendo os privilégios de superusuário, execute o comando mount (man mount - em português) seguido pelo dispositivo e pelo ponto de montagem. Por exemplo, para montar a primeira unidade de disquete em /mnt/floppy, pode-se digitar o seguinte comando:
[root@guarani /root]# mount /dev/fd0 /mnt/floppy
Para acessar os dados em um disquete formatado em ext2, basta digitar cd /mnt/floppy. Na instalação o Conectiva Linux irá criar um arquivo chamado /etc/fstab. Este arquivo contém informações que permitem sintetizar os comandos de montagem de dispositivos. Usando-se as informações contidas naquele arquivo, pode-se comandar somente mount e então, ou o ponto de montagem ou o dispositivo. O comando mount irá então procurar o restante das informações em /etc/fstab. É possível modificar manualmente o arquivo com um editor de texto simples, ou pelo utilitário Linuxconf, dentro do Sistema X
· Revendo:
Para acessar um floppy disk , isto é, um disco flexível, você terá que utilizar o comando mount. Você terá que ter o driver e o device respectivamente (fd0, fd1, fd2, etc.). Então você deverá digitar:
mount /dev/fd0 /diretório_ao_disco_ser_acessado
Seguindo o formato acima, coloque um disquete (3 ½”) no drive e digite:
[root@guarani /root]# mount /dev/fd0 /mnt
Isto fará com que você acesse o disquete que está no drive atualmente. Quando você quiser retirar o disco geralmente deve-se 'desmontá-lo' primeiro. Digite:
[root@guarani /root]# umount /diretório_acessado
Se preferir, pode também criar um shell script, que pode se chamar, por exemplo de 'diskon' (Para ativar) e 'diskoff' (Para desativar), ou os nomes que preferir. Então para melhor utilização, coloque este arquivo em um diretório PATH. Ou até mesmo, especifique-o com o comando alias dentro do arquivo de configuração do shell padrão.
Para acessar o CD-ROM, a forma e os comandos são os mesmos, alterando apenas o device que corresponda ao drive desejado (neste caso, /dev/cdrom )