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Doenças Transmitidas por Alimentos: Um Guia Completo para Profissionais da Área - Prof. Pa, Resumos de Zoologia

As doenças transmitidas por alimentos, com foco em informações relevantes para profissionais da área. O conteúdo inclui tópicos como a importância da higiene pessoal e do ambiente, os principais agentes causadores de doenças, as vias de transmissão e as medidas de controle. O documento também destaca a importância de boas práticas de manipulação de alimentos e a aplicação de sistemas de gestão de segurança alimentar.

Tipologia: Resumos

2025

Compartilhado em 04/03/2025

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Zoonoses e
Higiene Sanitária
Nome:________________________________________
Maria Eduarda Cabral
Licenciado para - Luana Araújo de Menezes - 03731848244 - Protegido por Eduzz.com
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Zoonoses e

Higiene Sanitária

Nome:________________________________________

Maria Eduarda Cabral

SUMÁRIO

Página 1 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon  zoonoses: “zoon” = animal; “nossos” = doença.  é uma palavra de origem grega. , existe a possibilidade do ser humano transmitir uma doença para o animal, porém, os primeiros conceitos falavam que eram doenças que os animais transmitiam.  Século XIX: o médico alemão Rudolf Virchow introduziu o conceito.  doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos.  o sentido de transmissão do animal para o humano é maior, mas não anula a existência da transmissão do animal para o humano.  doenças relacionadas a operação ou trabalho que a pessoa está exposta.  apresenta relação com o trabalho do indivíduo.  se é uma doença que tem o sentido de transmissão uma maior capacidade de agregar a doença ao humano a partir de um animal, a profissão mais susceptível a ter uma zoonose ocupacional é o médico veterinário, zootecnista e todos que trabalham diretamente com os animais.  brucelose: tem a característica de ter a transmissão com pessoas diretamente envolvida com o abate desses animais ou com a produção dos mesmos.  leptospirose: tem uma relação com todos aqueles que trabalham com a higiene do esgoto, com água contaminada ou água não tratada.  precisa saber se essa zoonose tem um papel ocupacional para realizar análises estratégicas para eliminar e controlar essa doença.  zoonose recentemente conhecida ou uma zoonose já reconhecida mostrando um aumento na incidência ou na expansão em uma área geográfica, ou alterações no comportamento do vetor ou hospedeiro.  está ligada a uma doença nova e que foi recentemente conhecida ou uma doença que teve alguma alteração, podendo ser uma mutação no DNA ou alteração no vetor.  são aquelas que reaparecem depois de sua erradicação ou controle, em geral indicando falha nas ações de controle.  é uma doença que não existia mais, mas por alguma falha no controle ela retornou com as mesmas características de antigamente.  é algo ruim por mostrar uma falha nesse método de controle, podendo ser por falta de legislação rigorosa para o controle dessa doença, falta de vacinação e entre outros.  A gripe suína já esteve presente a alguns tempos atrás, acarretando em problemas de saúde e embargos econômicos.  A partir do momento que entende a cadeia da doença consegue controlar esses determinantes e fatores.

Página 2 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon

 Bacillus anthracis já foi usado como bioterrorismo, a febre

aftosa em alguns países que já obteve a erradicação da doença pode ser usada como bioterrorismo.  De acordo com a OMS:  60% dos patógenos humanos são zoonóticos.  75% das enfermidades emergentes humanas são de origem animal.  80% dos patógenos que poderiam ser usados em bioterrorismo também são de origem animal.  Período neolítico (a.c): intensificação da agricultura, domesticação dos animais e início de vida em aldeias.  Idade média (d.c): cidades medievais em castelos feudais (aglomeração de pessoas, alimentos e resíduos: animais sinantrópicos).  os animais sinantrópicos se aproximam em busca dos alimentos, abrigo e água, esses animais possuem agentes etiológicos diversos e pela aproximação transmite a doença para os seres humanos.  Últimos 50 anos: crescimento permanente do conhecimento disponível do tema zoonoses! aumento de zoonoses: países subdesenvolvidos! As zoonoses ainda são mais prevalentes em países subdesenvolvidos devido a relação da qualidade ambiental interferir diretamente na interação dos animais (principalmente sinantrópicos), não fornecendo uma boa qualidade de água, não possuindo uma boa qualidade na inspeção de alimentos, não apresentando saneamento básico, sendo uma porta de entrada para diversas doenças. O Brasil está incluso nessa lista de países subdesenvolvidos. Virais  Raiva.  Hantavirose. Bacterianas  Tuberculose.  Brucelose.  Leptospirose. Fúngicas  Dermatofitoses. Parasitárias  Toxoplasmose.  Teníase e cisticercose.  Hidatidose.  Leishmaniose.  Giardíase. raiva ANTROPOZOONOSES estafilococose AMPHIXENOSIS

Mycobacterium tuberculosis

ZOOANTHROPONOSES  A maior parte das doenças são classificadas como antropozoonoses, são doenças transmitidas dos animais que acometem o humano.  ex. raiva.  As amphixenosis tem o mesmo sentido de transmissão, pode atingir humano e animal na mesma velocidade, acontece nos animais e humanos.  ex: Staphylococcus, presente na microflora do humano e do animal.  Enquanto as zooanthroponoses teremos os animais sendo acometidos, se refere a doença que o humano pode levar até os animais, é mais raro esse sentido de transmissão.

Página 4 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon  Parasitária, antropozoonose e metazoonose.  Parasitária, Antropozoonose, Saprozoonose.

  1. gastroenterites associadas a ingestão de alimentos.  clássica: salmonelose.  emergente: campilobacteriose.
  2.  clássicas: brucelose e tuberculose.  emergente: listeriose alimentar,

 complexo teníase/cisticercose; toxoplasmose.  Parasitária, antropozoonose e ciclozoonose. Vigilância epidemiológica  Veterinário é profissional de saúde! (Resolução do MS/CNS n. 287/98).  Coleta sistemática e contínua, análise e interpretação de dados sobre desfechos específicos, para uso no planejamento e avaliação das práticas de saúde pública ou defesa animal.  É qualquer doença localizada em um espaço limitado denominado “faixa endêmica”.

Página 5 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon  É qualquer doença que tem o conhecimento da sua quantidade em um espaço limitado (ex. cidade e região).  É uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um “surto epidêmico”.  Ultrapassa o nível esperado, pode ter dentro de uma doença endêmica surtos epidêmicos, isso é visto na dengue.  A pandemia é uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo.  Ultrapassa regiões territoriais.  Apresenta uma grande extensão territorial, atingindo mais de um continente ao mesmo tempo. Grande parte da quantidade de bactéria encontrada estará no material abortivo, sendo necessário saber destinar corretamente esse material. Animais: Doença de Bang, Aborto Contagioso e Aborto Infeccioso. Homem: Febre de Malta, Febre Ondulante, Febre de Gibraltar.  os sintomas entre os animais e o homem são diferentes, sendo nos humanos os principais sintomas a febre e fadiga.

Coco-bacilo gram-negativo do gênero Brucella.

Caprinos e ovinos: Brucella melitensis.

 a Brucella melitensis é a mais patogênica para o

homem, mas ainda não é encontrada no Brasil. Bovinos e bubalinos: Brucella abortus.

 Brucella abortus é a principal bactéria estudada e é a

que é realizado o controle no Brasil. Suideos, lebres, renas, roedores: Brucella suis.  Brucella suis é rara acontecer a transmissão para o humano. Rato do deserto: Brucella neotomae. Caninos: Brucella canis.

 Brucella canis é a menos patogênica para o homem.

Ovinos: Brucella ovis. Cetaceos: Brucella ceti. Pinipedes: Brucella pinnipedialis. Camundongo do campo: Brucella microti.  não apresenta uma característica zoonótica. A Brucella não é espécie-específica porque podemos encontrar Brucella abortus em caprinos também, ou seja, essa bactéria apresenta uma preferência pela espécie, mas pode ocorrer uma transmissão entre espécies animais também. O microrganismo é sensível sob a luz solar direta. O e o são as duas principais fontes de contaminação, são os locais de

Página 7 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon A transmissão venérea é rara, porém existe, a forma mais fácil de introduzir a doença no rebanho de forma venérea é pela inseminação artificial, pois insere a bactéria na região de sua predileção, já que o sêmen é depositado diretamente no colo do útero. Na monta natural tem que passar pelo fluido vaginal que contém enzimas e pH mais ácido, podendo eliminar a bactéria. A brucelose é uma doença ocupacional, sendo necessário fazer educação em saúde. DIRETO: pesquisa do agente.  isolamento do agente (arriscado!).  PCR.  imuno-histoquímica. Não é muito comum devido ao seu risco, não sendo de rotina fazer a pesquisa doo agente de forma direta. INDIRETO: pesquisa dos anticorpos.  sorologia Tem as provas de triagem, sendo o teste do anel do leite (TAL), esse teste é um teste de rebanho e de fácil execução.  se baseia na união do antígeno com anticorpo, se tiver

dentro do leite anticorpos contra Brucella abortus e se

ao colocar a hematoxilina (corante azul) forme o anel do leite, será positivo para brucelose.  se der positivo, ao colocar o antígeno no leite irá se juntar com os anticorpos e a gordura do leite vai começar a puxar essa malha de antígeno e anticorpo formando o anel do leite. O teste do antígeno acidificado tamponado tem a mesma característica de busca de anticorpos pelo soro dos animais, se der positivo nesses de triagem faz o teste da prova confirmatória. Se fizer trânsito internacional entre os animais tem que realizar o teste de fixação do complemento. Notificação obrigatória!!! Art. 5º do Decreto 5.741/2006 (PNCEBT) revogado pela IN10/2017. IN 30/2006, que disciplina a habilitação de Médicos Veterinários no PNCEBT. A brucelose é de notificação obrigatória, sendo notificação compulsória e imediata, ou seja, tem um tempo de 24h para fazer a notificação para os órgãos de competência. Doxiciclina, aplicada por no mínimo 6 semanas, e estreptomicina.  humanos e animais domésticos. O tratamento nos animais é realizado apenas nos animais domésticos, ou seja, que não sejam animais de rebanho porque é um tratamento caro e longo, não compensando para o produtor realizar. O protocolo é igual em humanos e animais, a doxiciclina é o antibiótico de escolha, caso não apresente efeitos pode escolher a estreptomicina.

Página 8 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon Para prevenir a doença humana, é necessário controlar e erradicar nos animais!!! A vacinação é a principal estratégia para prevenir a brucelose, existe uma legislação por trás dessa vacinação. No humano não tem essa vacinação, então, praticamente, o papel do veterinário é fundamental para controlar a doença. PNCEBT, 2017: vacinação de bezerras de 3 a 8 meses com a B19.  a vacinação é obrigatória em bezerras de 3 a 8 meses, sendo uma dose única.  a B19 é a mais comum, mas também existe a RB51. IN 13/2007: permite a RB51 em bezerras com mais de 9 meses. IN 10/2017: permite a RB51 em bezerras de 3 a 8 meses.  antes era exclusivo da B19 a vacinação de bezerras de 3 a 8 meses. A RB51 marca as fêmeas com um V na face esquerda, a B19 coloca o último dígito do ano também na face esquerda.

Ambas são cepas atenuadas de B. abortus.

 cepas atenuadas apresentam um risco para quem irá manusear a vacina. B Antígeno liso (O). Patogênica humana.  mais patogênica para o humano. Pode causar aborto. Pode causar orquite. Interfere no exame.  somente após 24 meses após vacinação.  exame sorológico em fêmeas vacinadas com B19 pode ser feita após 24 meses da vacinação para não dar interferência devido a presença do antígeno O. RB Não possui antígeno (O). Menor risco de aborto. Não interfere na sorologia. Menos patogênica humana. SEMPRE consumir leite ou derivados pasteurizados!!!! Conscientizar a população sobre o risco. Coibir o comércio de POA clandestinos.  médico veterinário: inspeção e vigilância sanitária. EPI no momento da vacinação  doença vinculada à profissão. Luvas. Óculos com proteção lateral. Máscara (N95). Bota. Camisa de manga comprida. Segundo o Decreto no 9013/2017. Art.138.  § 4º os animais reagentes positivos a testes diagnósticos para brucelose, na ausência de lesões indicativas, podem ter suas carcaças liberadas para consumo em natureza.  final do abate. Animal positivo para brucelose leva para o abate sanitário, é um abate de emergência mediato, deixando por último o abate para não ter contaminação da linha, para diminuir a velocidade da linha de abate e instruir que os trabalhadores tenham atenção para ter a prevençã.

Página 10 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon Estudo conduzido pelo professor José Soares Ferreira Neto (USP) – 2016. Grande parte do Brasil possui poucos casos de tuberculose, o maior foco é na região centro-sul de casos de animais positivos para tuberculose. A hipótese para esse maior foco é por serem locais que apresentam uma concentração maior de rebanho leiteiro, o rebanho leiteiro por possuir animais que vivem por um período maior devido a sua utilização leiteira, notamos mais casos para tuberculose. Tosse. Febre. Escarro (sangue).  fase avançada. Dificuldade respiratória. Emagrecimento progressivo. A sintomatologia humana é semelhante à dos animais, devido a cronicidade pode confundir com várias doenças por conta dos sintomas inespecíficos. A maior sintomatologia é a tosse que persiste por um tempo prolongado, uma tosse seca que pode se tornar produtiva. Na fase mais avançada da doença é feito o teste do escarro para fazer o isolamento do agente, ao fazer esse teste pode encontrar rastros de sangue. Caquexia progressiva. Tosse seca, curta e repetitiva. Mastite. Infertilidade. Queda na produtividade/desempenho.  proprietário irá observar uma queda na produtiva principalmente. Linfadenomegalia.  é difícil ser vista em animais vivos. É uma zoonose ocupacional, apresentando uma relação direta com os profissionais que lidam com esses animais. Animais para humanos contato direto: médico veterinário e magarefes.  manipulando o animal, o bacilo faz a entrada pela via aerógena. contato indireto: leites e seus derivados.  pelos alimentos, os mais relacionados a grandes surtos com tuberculose são os produtos lácteos que não passam pela pasteurização, pois a temperatura utilizada para a pasteurização é suficiente para

eliminar o M. bovis.

 a produção de queijos com leite cru tem que ter no mínimo 60 dias de maturação e rebanho livre de tuberculose e brucelose. Humanos para animais A transmissão dos humanos para os animais também é

possível, podendo carrear o M. bovis para o rebanho que

estava livre de tuberculose.

Página 11 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon

M. tuberculosis é o humano transmitindo para outro

humano.

Uma pessoa que tem o M. tuberculosis pode passar para

o animal, mas é uma via mais rara.

M. bovis é a via mais comum do humano transmitir para

os bovinos. É a via mais comum de transmissão. Complexo primário nos pulmões e linfonodos adjacentes. É possível a forma digestiva nos humanos? E nos animais?  a forma digestiva é bem comum nos humanos pela forma indireta de transmissão, ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados, sendo o sítio primário o digestivo.  o Mycobacterium pode ser encontrado em outros órgãos pelo carreamento do bacilo na circulação sanguínea.  os animais podem se contaminar pelo Mycobacterium através da via digestiva, os bezerros durante a amamentação podem ingerir, resultando no sítio primário o digestório, ou seja, o leite da mãe positiva para tuberculose pode contaminar os bezerros. Isolamento bacteriano.  a resposta é depois de semanas a meses porque é a característica do Mycobacterium, essa bactéria demora para se multiplicar. Baciloscopia.  método mais comum.  o teste do escarro é como se fosse o padrão ouro para o diagnóstico em humanos, sendo feito a baciloscopia logo após. PCR. Imunohistoquímica. Testa duas espécies de Mycobacterium, depois de 72h volta e analisa o resultado. O diagnóstico animal é baseado na hipersensibilidade, sendo um teste alérgeno. Utiliza a tuberculina avium e a tuberculina bovis, utiliza um cutímetro para medir a tábua do pescoço do animal e anota a espessura da pele. Depois disso inocula a tuberculina, sempre cranial é a tuberculina avium e caudal é a tuberculina bovina, depois é feita a leitura para observar se teve crescimento ou não, por meio de uma comparação verifica se é positivo, inconclusivo ou negativo.

Página 13 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon  a urina dos ratos portadores da doença é o caminho mais fácil de transmissão da leptospirose. Ser humano, animais domésticos (caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos e caprinos) e silvestres.  dentre os animais de produção, os suínos e bovinos apresentam uma sensibilidade maior pela doença. Desde Hipócrates (icterícia infecciosa). 1886: descrita por Weil.  foi descrita com maior afinco o quadro clínico nos humanos. Primeira guerra mundial: distribuição entre as tropas pela questão sanitária.  a leptospirose apresenta uma relação direta entre o ambiente, atração dos sinantrópicos para o meio urbano e a falta de saneamento básico. No Brasil: 1940 foi descrita no Rio de Janeiro em cães (Leptospira). Países desenvolvidos: a leptospirose é considerada uma patologia reemergente e ocupacional.  já foi controlada, tem uma relação direta com o saneamento dos países. Países em desenvolvimento (que carecem da estrutura sanitária básica): problema de saúde pública.  países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda é uma doença endêmica e surtos epidêmicos em épocas de enchentes. Em torno de 10.000 casos/ano em locais que consegue fazer essa notificação, então fica aquela questão de poder ser uma doença subnotificada. Aumento de acordo com o volume pluviométrico, em épocas de verão no sul e sudeste.  nas épocas de inverno no norte e nordeste pela maior incidência de chuvas. Aglomeração centrol-sul tem uma relação mais demográfica, teremos mais pessoas com uma condição de aglomeração e saneamento básico precário em alguns casos, ocorrendo a atração desses roedores sinantrópicos positivos para a bactéria ou pela notificação ser maior. Letalidade: se tiver um agravamento do quadro a letalidade sobe para mais de 15%. É uma doença endêmica com uma distribuição discrepante pelo território brasileiro, se concentrando em grandes centros urbanos que possuem um aglomerado de pessoas unidos com um baixo saneamento básico, Centro-oeste tem um padrão para números de casos para Leptospirose. Bactérias espiroquetas, espiraladas, flexíveis e móveis.  são bactérias patogênicas.  apresentam movimentos de saca rolha. Cilindro protoplasmático que se enrola ao redor de um filamento axial central. Envelope externo de LPS e mucopeptídeos antigênicos.  como fator antigênico tem um envelope externo de LPS que leva a uma maior virulência da bactéria.

Página 14 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon  existe as bactérias saprófitas também, mas apresentam muitos sorovares patogênicos. Epidemiologicamente, é importante saber o sorovar da região para conseguir criar estratégias para o controle. Patogênicas

L. interrogans. Leptospira Icterohaemorrhagiae

L. borgpetersenii.

L. inadai.

L. kirschneri.

L. noguchii.

L. weillii.

L. santarosai.

O sorovar mais importante é o Icterohaemorrhagiae.  como sintomas teremos a característica de hemorragia e icterícia. Saprófitas Participam do meio ambiente, mas não são patogênicas para o humano.

L. biflexa.

L. wolbachii.

L. hollandia.

Os roedores sinantrópicos portadores da bactéria e carreadores, liberam a Leptospira pela urina chegando em contato com a água e solo, o ser humano entra em contato com a urina apresentando a doença. Animais domésticos entram em contato com a água contaminada pela Leptospira, se tornam reservatórios podendo transmitir para os humanos. Pode ser transmitida ao humano pela urina dos animais ou através de órgãos e carcaças. O ciclo se perpetua.

Rattus norvegicus.

 é a espécie mais importante para a transmissão dentro dos centros urbanos.

Rattus rattus são os de telhados e comuns.

Por meio de alimentos, água, solo contaminado e animais domésticos podemos ter acesso a bactéria. Mucosas: ocular, digestiva, respiratória, genital. sistema vascular: rins, fígado, baço, sistema nervoso central, olhos e trato genital. 200 sorovares. 38 sorovares.

Página 16 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon É interessante realizar a vacinação para suínos e bovinos em certas regiões que apresentem surtos frequentes. Leptospirose canina: icterícia e lesões hemorrágicas.

 L. Icterohaemorrhagiae.

Grave comprometimento renal e outros sintomas (icterícia).

 L. Canicola.

Sinais clínicos dependem dos sorovares..... podem ser até sinais inaparentes!!! Histórico.  animal tem acesso a roedores sinantrópicos? tem acesso a enchentes? está em região de surtos epidêmicos? Contexto epidemiológico. Exame físico do animal. CONFIRMATÓRIO: exames laboratoriais!!! Sorologia é o padrão ouro. Recomendado pela OMS, Antígeno-O dos LPS. 1:800 (áreas endêmicas). É positivo quando o ponto final da reação encontrar uma aglutinação de pelo menos 50%. Quando será possível detectar no exame direto?  terá relevância na fase de leptospiremia, pois consegue fazer o isolamento da bactéria.  só funciona quando a pessoa e o animal está na fase de leptospiremia. Serviço de saúde deve notificar o serviço competente para o controle de endemias a cada caso confirmado. Antibioticoterapia específica (1ª semana mais eficiente) e tratamento de suporte do quadro clínico.  penicilina/doxiciclina. Medidas socioambientais: água, esgoto e enchentes (investimentos em saneamento básico). Vacinação de animais.  nos animais de produção a vacina depende da região, não é uma vacina obrigatória, depende se é uma região que está apresentando um surto epidêmico ou apresenta uma endemia. Controle de roedores.

Página 17 de 105 Conteúdo com base nas aulas da Prof.ª Ana Paula A. C. Barbon Basicamente são 3A’s, sendo eles: alimento, água e abrigo. É importante evitar esses 3 pontos.

  1. Levantamento de dados de agravos transmitidos por roedores (mordeduras, p.ex.).
  2. Identificação e caracterização da área-alvo.
  3. Levantamento do índice de infestação predial: busca ativa.
  4. Ações diretas de controle.  desratização.
  5. Análise de dados e programação continuada. Permitidos pela ANVISA: anticoagulantes a base de hidroxicumarina:  pó de contato (usado exclusivamente no interior das tocas).  isca granulada.  isca ou bloco impermeável (parafinado ou extrusado). Três aplicações sucessivas, intervalo de sete a dez dias entre elas. Oferecer quantidade e número de locais suficientes para contato de todos os roedores da colônia Número de pontos: conforme local e intensidade da infestação (importância do levantamento). 20 a 100 gramas de isca em cada ponto.