









































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Aqui esta a apostila de Economia.Esta zipada(.zip) e dividida em 3 partes. Formato: .DOCX É só extrair e pronto. Creditos: Fernanda
Tipologia: Notas de estudo
1 / 81
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!










































































O estudante que se forma em economia tem três caminhos a seguir, em primeiro lugar, como economista liberal, com as consultorias e assessorias, em segundo com um emprego, numa empresa dinamizando tecnicamente o processo e terceiro, trabalhando numa instituição governamental. Sendo assim, pode-se perguntar: o que faz o economista numa instituição dessas? Qual é realmente o seu trabalho diante dos problemas que a Instituição enfrenta? Como tomar decisões diante dos levantamentos que os seus assessores fizeram dentro da empresa? Essas são questões que o economista deve tentar compreender para fazer face a sua atuação como profissional que conhece quais são os problemas econômicos, diferentemente dos contábeis, dos da administração, assim como dos outros profissionais.
O economista liberal conhece os problemas econômicos e muitas vezes são convidados por governos, empresa industrial, agrícola ou de serviços para dar orientação na boa condução da empresa, que se encontra com dificuldade, cujas questões só o economista é conhecedor com firmeza. O economista empregado de uma empresa simplesmente coleta os dados dos administradores, dos contadores, dos programadores, estuda-os profundamente e propõe solução aos problemas da firma, que não esteja enveredando pelo caminho da eficiência econômica empresarial. Já o economista ligado aos órgãos governamentais procura viabilizar os recursos escassos da sociedade, propondo aos decisores, uma solução eficiente aos problemas que a sociedade enfrenta e que seja de ordem econômica que é a sua especialidade.
2
Nos tempos atuais o conhecimento sobre assuntos econômicos se torna cada vez mais importante e fundamental, pois a Economia se encontra em um ritmo cada vez mais entrelaçada à maior parte dos problemas das sociedades. Não obstante, poucos são os que detêm os conhecimentos necessários sobre esta ciência, sendo que dia após dia os fenômenos econômicos estão cada vez mais presentes na vida de todos. Até mesmo o homem comum, independentemente do grau de seus conhecimentos, de sua profissão, idade e inclinações políticas, procura respostas para os inúmeros impasses econômicos que surgem em seu cotidiano. Quantos, por exemplo, não se defrontam entre financiar ou esperar um pouco mais para comprar à vista um determinado bem? Quantos gostariam de saber como proceder para realizar uma aplicação financeira mais adequada ao seu perfil? Torna-se, portanto, fundamental se obter um conhecimento mínimo sobre uma área que ganha importância com o passar do tempo.
Embora a atividade econômica tenha sempre causado impacto na história das sociedades, somente em períodos mais recentes é que a Economia ganhou destaque, mais especificamente a partir do século XVIII, quando as grandes descobertas alteraram profundamente a capacidade produtiva. No início do século XX, principalmente nos períodos das Grandes Guerras e na depressão mundial da década de 1930, o estudo econômico ganhou um forte impulso, abrangendo seu interesse por milhares de cidadãos em função dos vários problemas que infelizmente ainda se encontram sem soluções, como a pobreza, a má distribuição da riqueza, o desemprego, etc.
Instrumentos de análise econômica foram sendo aperfeiçoados, visando o estudo dos elementos determinantes da busca do maior e melhor nível de bem-estar econômico e social para as nações. A interação com os elementos históricos, políticos, geográficos, antropológicos, sociais, jurídicos e até mesmo religiosos, engrandece a Economia como uma ciência multidisciplinar. E o desafio de uma análise desse porte (multidisciplinar) torna a Economia ainda mais completa como ciência social e se constitui em um processo no qual os formuladores de políticas econômicas aumentam a probabilidade de suas eficiências no auxílio do seu instrumental de trabalho e em uma maior exatidão da realidade observada.
Já no Brasil contemporâneo, os estudos na área econômica passaram a se multiplicar em função da extensão e da profundidade dos problemas que o país se defrontou e ainda continua a enfrentar. Inflação, recessão, elevado nível da taxa de juros, péssima distribuição de renda, são alguns exemplos dos desafios existentes no país, onde a Economia procura encontrar meios para a resolução dos mesmos.
É muito comum se referir a uma pessoa que gasta pouco seus recursos financeiros de “econômica”. O fato é que esta pessoa é cuidadosa e parcimoniosa em suas despesas. Portanto, o significado de Economia vai um pouco mais além do que o simples pensamento de poupança.
O termo ECONOMIA é originado das palavras gregas oikos (casa) e nomos (norma, lei). A junção das duas ( oikonomia) teria o significado de “administração da casa” ou “o estabelecimento de normas para a
2
casa”. A Economia (formalmente, ciências econômicas) em uma primeira acepção seria, então, o estudo de como adequar os recursos disponíveis dentro do que é necessário para a manutenção vital das pessoas. A grande questão é saber exatamente o que realmente é necessário e vital para as pessoas. Pois, quase que diariamente novos produtos são oferecidos para o consumo, fazendo com que os mesmos deixem de ser vistos como “desejos” para se estabelecerem como “necessidades”. O telefone celular pode ser um exemplo, visto que, quando surgiu era um dos símbolos do consumo para as pessoas mais ricas e hoje, muitos dependem do mesmo para exercerem suas atividades profissionais, tornando-se ou se fazendo tornar, portanto, indispensável à sobrevivência de quem os adquire.
Não somente este exemplo, mas a estratégia de vendas de várias empresas procura cada vez mais estimular o consumo, tornando os produtos já existentes no mercado obsoletos em uma velocidade cada vez maior. E associado ao uso intenso de propaganda, acaba por despertar desejos e estimulando a posse por novos produtos, onde em certos casos se transformam até em necessidades.
Independente de questões empresariais, o certo é que o ser humano possui necessidades básicas vitais (alimentação, vestuário, habitação) e outras que podem ser consideradas essenciais (educação, cultura, lazer, etc.). É claro que existem outras necessidades secundárias que visam aumentar o bem-estar de um indivíduo, como aquisição de algum aparelho eletrodoméstico, por exemplo. E outras não tão necessárias assim, sendo muito mais um estímulo ao ego pessoal do que uma necessidade inerente ao processo de sobrevivência. Mas esta é uma decisão pessoal, de cada indivíduo na sociedade.
Em todos os casos, surge nesse contexto um problema de se tentar adequar as várias necessidades (e os mais diversos desejos) individuais de uma sociedade dentro de uma limitação de recursos. Tal como um orçamento familiar, onde são verificadas quais são as prioridades de consumo, uma vez que não dá para adquirir tudo que se almeja ao mesmo tempo e com os mesmos recursos.
Cabe, portanto, à Economia, em uma de suas funções, este desafio de tentar equilibrar os limitados recursos com as necessidades e desejos que se tornam cada vez maiores, ao passo até de se afirmar que são ilimitados. Já que não se pode produzir tudo o que as pessoas desejam, devem ser criados mecanismos que de alguma forma auxiliem a sociedade a decidir quais bens serão produzidos e quais necessidades serão atendidas. Sendo assim, a Economia pode ser definida como:
A ciência que estuda o modo pelo qual se administram os recursos escassos, com o objetivo de se produzir bens e serviços para satisfazer as necessidades ilimitadas entre os membros de uma sociedade ou sistema econômico.
Em outras palavras, a Economia estuda como as pessoas e as organizações de uma determinada sociedade se empenham para produzir e adquirir seus bens gerados, fazendo suas escolhas e tomando decisões, de forma que os recursos escassos possam contribuir do melhor modo para satisfazer as necessidades e os desejos cada vez mais ilimitados.
A Economia, assim como as demais ciências, não é um estudo isolado. Ela se relaciona e é auxiliada por outras ciências para realizar suas investigações. A Sociologia, a Antropologia, a Ciência Política, a História, a Geografia são exemplos de ciências com as quais a Economia troca experiências em várias situações. E apesar de ser considerada uma ciência social, a
Em sua plenitude, a análise econômica exige a interpretação de toda uma série de ocorrências históricas, políticas, geográficas, sociais antropológicas, jurídicas e até mesmo religiosas, no sentido de que o economista possa contar com um diversificado instrumental
Como, então, surgem as Leis e Princípios Econômicos? Um aspecto básico em qualquer ciência é conhecer quais os métodos empregados na análise, explicação e previsão dos fenômenos em questão. A Economia não difere das demais ciências neste sentido. E os métodos científicos utilizados pela Economia se caracterizam pelo raciocínio lógico e são classificados em:
Na Economia, a investigação científica busca a construção de modelos do comportamento da sociedade, em situações bem definidas e a partir de dados estatísticos coletados. A utilização de um grande número de amostras permite a construção de modelos confiáveis, ratificando-se na sua transformação em embasamento teórico. Se um modelo é apurado, mesmo com determinada margem de erro aceitável, é possível utilizá-lo como instrumento de análise, incorporando-o aos demais princípios e leis existentes na Teoria Econômica.
Por exemplo, a distância a ser percorrida entre a cidade do Rio de Janeiro e a capital paulista através de ônibus, dura em média 6 horas. Pois, repetidas vezes foram feitas anotações em relação a esta mensuração. Porém, sabe-se que há situações adversas que interrompem o bom fluxo do itinerário, como chuva, acidentes, obstáculos na pista, etc. Isso não significa ir contra ao tempo fornecido pelas empresas de ônibus que fazem este trajeto.
Utilizando outro exemplo, sabe-se que no verão há uma tendência para que as pessoas consumam mais sorvetes e bebidas de um modo geral. Sendo assim, a Economia pode formular, com certa margem de erro, uma relação entre a estação e o consumo destes produtos, assim como os preços em questão.
Conseqüentemente, a validade de uma relação econômica está contida por determinado grau de hipóteses, lembrando ainda que, nem sempre um princípio válido para um indivíduo será aplicado para toda uma sociedade, o chamado sofisma da composição.
Ainda em relação a metodologia empregada na Economia, é importante que se faça uma diferenciação entre o que existe de fato e o que se defende através dos princípios e leis da Economia. Ou seja, a natureza dos argumentos econômicos quando se pretende explicar e prever os fatos de uma sociedade. E existem dois tipos de argumentos econômicos, a saber:
Pela própria definição da Economia, observa-se o principal problema a que ela se submete: a escassez dos recursos, tentando consorciá-la com as necessidades e os desejos crescentes dos cidadãos. Pois, já que não se pode e não se consegue produzir tudo o que todas as pessoas desejam e necessitam ao mesmo tempo, mecanismos são criados para auxiliar as sociedades na decisão de quais bens serão produzidos e quais necessidades e desejos serão atendidos.
Conforme descrito, os recursos são insuficientes para atender a todas as necessidades e desejos de uma sociedade. Sendo assim, a Economia com uma ciência de escolha, na sua função de conciliadora entre recursos e necessidades, se depara diante das seguintes questões fundamentais:
De modo geral, pode-se dizer que BEM é tudo aquilo que permite satisfazer as necessidades humanas. Existem bens que são encontrados com abundância e fornecidos pela natureza não implicando em alguma relação econômica para obtê-los. Esses bens são chamados de livres, onde seu custo é considerado zero (não possuem preço), como por exemplo, o ar.
Os bens de uma organização econômica podem ser de consumo, quando são destinados à satisfação direta das necessidades humanas, e em bens de capital, quando são destinados à produção de outros bens (máquinas e equipamentos, por exemplo). Além disso, os bens podem ser ainda de uso mais prolongado (como eletrodomésticos), considerados duráveis, ou de uso mais rápido e denominados de não-duráveis ou perecíveis.
2
A Economia é uma ciência que auxilia na escolha dos vários caminhos a serem traçados, que irão direcionar o destino de uma sociedade.
Há ainda a questão da distinção entre bens intermediários ou insumos, que são aqueles adicionados na composição de um outro determinado bem, sofrendo transformações em seu aspecto inicial (como por exemplo, o aço na fabricação de automóveis). Os bens finais são aqueles direcionados para o consumo imediato, sendo em várias vezes fruto da soma dos bens intermediários (como o automóvel).
Os bens também podem ser tangíveis, quando se há a possibilidade de tocá-los, ou intangíveis, como os serviços que, mesmo sem criar algum objeto material, se destinam igualmente a satisfazer as necessidades humanas (serviços médicos, consultorias, transportes, etc).
Para que as necessidades e os desejos sejam realizados, é necessária a produção de bens ou serviços. E para isso torna-se fundamental o uso dos recursos.
Os recursos são compreendidos como sendo os elementos utilizados em um processo produtivo, também denominados de Fatores de produção e são classificados nos seguintes grupos:
demais locais para a fixação de outros organismos e instituições fundamentais para a geração de bens e serviços para a sociedade;
serviços;
Se o fazendeiro utilizar toda a terra para plantação de milho, nada sobrará para a plantação de soja. O mesmo ocorrerá inversamente se ele resolver plantar somente soja. Estas seriam opções extremas. É claro que existem opções intermediárias, dando-se preferência para o plantio de mais ou menos de uma determinada cultura em relação a outra. Observe a tabela abaixo, exemplificando algumas possibilidades de produção entre as duas culturas.
Tabela 01
Possibilidades de produção em uma fazenda
Alternativa Soja (em quilos) Milho (em quilos) A O 8000 B 1000 7500 C 2000 6500 D 3000 5000 E 4000 3000 F 5000 0
As alternativas “A” e “F” representam as extremas possibilidades de produção. A alternativa “A” representa a plantação total de milho. Por sua vez, na alternativa “F” todos os recursos são destinados para a plantação total de soja. Entre os dois pontos há possibilidades intermediárias, combinando produções de ambas as culturas, representadas pelas alternativas “B”, “C”, “D” e “E”, que refletem a disposição do produtor em optar pela produção conjunta de ambos os bens. A figura 01 abaixo representa graficamente a tabela 01.
Figura 01
Curva de Possibilidade de Produção
Milho (quilos)
8000 ACurva ou Fronteira de Possibilidade de Produção
7500 B
6500 C H
O eixo vertical (ordenadas) representa a quantidade milho que a fazenda pode produzir, ao passo que o eixo horizontal (abscissas) representa a quantidade de soja que pode ser obtida.
O ponto “A” indica a situação onde toda os recursos produtivos envolvidos estão direcionados para a produção de milho, enquanto o ponto “F” representa a situação onde toda a produção está concentrada na soja. Os pontos “B”, “C”,“D” e “E” representam as combinações intermediárias ao alcance do produtor, combinando a produção das duas culturas.
5000 D
3000 G
E
F
soja (quilos)
0 1000 2000 3000 4000 5000
A linha que une as alternativas de produção é denominada de Curva ou Fronteira de Possibilidade de Produção, apontando todas as possibilidades máximas possíveis para a produção de milho e soja. Não se deve esquecer que todos os recursos (fatores de produção) estão sendo empregados e utilizados ao máximo. Isto significa que um ponto localizado à esquerda da Curva (no exemplo, o ponto “G”) é uma situação onde os recursos não estão sendo utilizados plenamente. Em situação inversa, qualquer ponto localizado à direita da Curva (no exemplo, o ponto “H”) significa uma produção impossível na atual conjuntura de ser alcançada (com todos os recursos empregados), visto que não há recursos suficientes para que isto ocorra, pois todos os fatores de produção estão sendo empregados.
Nesta situação de plena utilização dos recursos, a única alternativa para se aumentar a produção de uma determinada cultura é com a diminuição da produção da outra envolvida. É o que se chama de tradeoff , ou seja, tomada de decisão onde se exige comparar um objetivo com outro e, por conseguinte, abrir mão de algo para se conseguir outra coisa.
Como ampliar então a produção de vários produtos? Visto que a população aumenta com o passar do tempo, como atender a todos se a capacidade produtiva estiver em completo uso, isto é, todos os fatores de produção estiverem sendo empregados e utilizados ao nível máximo possível?
2
A Curva de Possibilidade de Produção reflete as opções que se oferecem à sociedade e a necessidade de se escolher entre elas. A economia de uma sociedade está situada sobre a Curva quando todos os fatores de produção de que dispõe estão sendo plenamente utilizados para a produção de bens e serviços.
Produtividade: aumentar a quantidade produzida de um bem ou serviço durante a mesma quantidade de horas trabalhadas ou utilizando os mesmos fatores de produção.